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Vigilantes da Catedral...

por Correio da Guarda, em 17.07.20

Vigilantes da Catedral - HS.jpg

 

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publicado às 19:00

Repensar o "espírito da Guarda"

por Correio da Guarda, em 16.07.20

 

Agendada inicialmente para junho do passado ano e posteriormente com nova marcação para 2020, a próxima cimeira luso-espanhola será realizada na Guarda (como O Interior dava conta na sua última edição), “no final de setembro, princípio de outubro”.

A “estratégia comum de desenvolvimento transfronteiriço” será um dos pontos principais da ordem de trabalhos deste encontro para o qual foi anunciada a análise de medidas que possam robustecer os territórios transfronteiriços de forma a “podermos sair desta crise”, nas palavras do primeiro-ministro português.

Curiosamente, a Guarda volta a ser palco de um encontro luso-espanhol a realizar num contexto de crise; com perfil diferente é certo, mas que reporta de novo a uma associação da cidade mais alta de Portugal à definição de novos entendimentos e rumos por parte dos dois países ibéricos.

De recordar – tal como aqui assinalámos há dois anos atrás – que a Guarda recebeu em 1976 uma importante cimeira em que estiveram os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Espanha, respetivamente Melo Antunes e José Maria Areílza.

A cidade esteve no centro das atenções informativas, nacionais e internacionais, pois eram delicadas, à época, as relações luso-espanholas após a destruição da Embaixada em Lisboa, ocorrida em 1975.

Deste importante encontro deu conta o jornal A Guarda (este semanário e a Rádio Altitude eram os únicos órgãos de informação existentes na cidade) destacando-o na sua primeira página (edição de 20 de fevereiro de 1976) e descrevendo o ambiente que se vivia em 12 de fevereiro de 1976. “(...)O ministro espanhol foi aguardado em Vilar Formoso pelo ministro português. Eram 9,30 horas. Os dois diplomatas viajaram até à Guarda num helicóptero português que sobrevoou a cidade para logo em seguida aterrar na parada do R.I. 12 [Regimento de Infantaria 12]. (…) O encontro na Guarda fora mantido secreto até à meia-noite anterior. Até à tarde da véspera, nas duas capitais ibéricas constava que a reunião teria lugar em Estremoz. A Guarda escolhida para palco deste encontro, após os acontecimentos que toldaram as relações luso-espanholas, situa-se assim no ponto de partida de uma nova era de convivência peninsular. Já se fala, e com toda a razão, no “espírito da Guarda”. Afinal é desde há muito o “espírito” que domina as relações entre guardenses e espanhóis; espírito de concórdia e entendimento, de amizade, de compreensão mútua (…)”.

De acordo com o comunicado conjunto, divulgado após esta cimeira, “os dois ministros assinaram um acordo sobre a delimitação da plataforma continental, um acordo sobre a delimitação do mar territorial e da zona contínua, e, ainda, um protocolo adicionado ao acordo sobre o aproveitamento do troço internacional do Rio Minho. No decurso das conversações caracterizadas pelo espírito de amizade e boa vizinhança que os dois governos desejam dar às suas relações, foi passado em revista o estado das relações culturais entre os dois países (...). No domínio das questões fronteiriças, examinou-se, de modo especial o projeto de construção de uma ponte internacional sobre o Rio Guadiana entre Vila Real de Santo António e Ayamonte (...). Exprimiu-se o desejo mútuo de uma maior colaboração técnica e administrativa em matéria aduaneira, com o objectivo de facilitar o tráfego internacional entre os dois países (…)”.

Como observaria César Oliveira, “o espírito da Guarda mais não foi do que o esforço luso-espanhol para ultrapassar as tensões e a carga de potenciais conflitos entre os dois Estados, na segurança de que em Espanha parecia ser irreversível o caminho para a democracia e de que em Portugal as tentações esquerdistas e radicais estavam duradouramente afastadas”.

A Guarda ficou, desta maneira, como um marco de referência no processo de normalização das relações luso-espanholas e marcou, indubitavelmente, o segundo ano do pós-25 de Abril.

Nesta próxima cimeira o panorama político, económico e social é bem diferente, com outro tipo de problemas a exigirem uma leitura objetiva da realidade, soluções céleres, pragmatismo, cooperação e permanente solidariedade.

É mais do que tempo para terminar o esquecimento dos territórios transfronteiriços e do interior, planificando e desencadeando medidas que potenciem o seu desenvolvimento nas várias vertentes; não os reduzindo, conjuntura e estruturalmente, a meros refúgios geográficos em tempo de pandemia ou a episódicos fluxos de visitantes por insegurança noutras rotas turísticas.

GUARDA geral - cores .jpg

A nossa cidade que tem uma forte marca de cooperação, consubstanciada no Centro de Estudos Ibéricos (CEI), deverá, uma vez mais, evidenciar, “o espírito da Guarda” e olhar muito mais para além do que a sua altitude permite, aproveitando este momento para capitalizar maior projeção e protagonizar a defesa de toda uma região; sobretudo agora que (na sequência da aprovação, em 2 de setembro de 2019 da candidatura da região da Serra da Estrela) está oficializado, com a recente aprovação pelo Conselho Executivo da UNESCO, o Geopark Estrela.

Para que ocorra o robustecimento, a que aludimos nas primeiras linhas deste apontamento, é importante a decisão política, a eficácia das medidas, a perceção clara dos objetivos fundamentais e dos projetos mais adequados; mas é igualmente necessária uma permanente articulação de entidades públicas e privadas, o assumir de responsabilidades, o envolvimento de todos num período em que é primordial o empenho coletivo para se ultrapassar uma crise (com contornos ainda não definidos) para se consolidar o presente e ganhar o futuro.

Esperemos que a Guarda fique, de novo, sublinhada na história da cooperação ibérica e no desenvolvimento das regiões fronteiriças. (Hélder Sequeira)

 

In "O Interior" 16|07|2020

 

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publicado às 18:00

Feira Ibérica adiada para 2021

por Correio da Guarda, em 14.07.20

 

A Câmara Municipal da Guarda adiou para o próximo ano a Feira Ibérica de Turismo (FIT).

Inicialmente prevista para 30 de abril a 3 de maio tinha sido reagendada para 2 a 5 de outubro.

A autarquia guardense “após auscultar diversas entidades portuguesas e espanholas, face à situação da pandemia Covid-19, e considerando as diversas orientações e recomendações, emitidas por diferentes organismos, entre eles a Direção Geral de Saúde, e, principalmente, tendo em conta o nível de risco para a Saúde Pública” decidiu o seu adiamento para o próximo ano, em data a anunciar oportunamente.

“Consciente do impacto desta decisão, o Município não pode deixar de lamentar este adiamento e reiterar, uma vez mais, a confiança e o agradecimento a todos aqueles que têm acompanhado a FIT ao longo das 6 edições deste grande evento nacional, dedicado ao Turismo Ibérico”, é referido numa nota divulgada pela Câmara da Guarda.

FIT-1024x684.jpg

Foto: CMGuarda

 

 

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publicado às 08:46

Incêndio...

por Correio da Guarda, em 11.07.20

Incêndios - Foto HS.jpg

Incêndio jul2020 - HS.jpg

Zona do Tintinolho, arredores da Guarda, hoje ao final da tarde.

O Comando Distrital de Operações e Socorro (CDOS) da Guarda registou, ao longo das últimas horas, e devido à forte trovoada que se tem feito sentir, 19 focos de incêndio nos concelhos de Almeida,Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Meda, Sabugal, Trancoso e Vila Nova de Foz Côa.

 

 

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publicado às 23:13

Estrela: Geopark Mundial da Unesco

por Correio da Guarda, em 11.07.20

GEOPARK.jpg

 

A Estrela é a partir de ontem, oficialmente, Geopark Mundial da UNESCO, integrando a lista dos 162 Geoparks Mundiais distribuídos por 44 países em todo o Mundo.

A Serra da Estrela obteve assim a sua primeira classificação UNESCO e Portugal o quinto Geopark. Localizado no centro de Portugal, o geoparque adota o nome da serra da Estrela.

No Pleistoceno, um campo de gelo desenvolveu-se no topo do planalto, criando os elementos que dotaram a região das suas características geológicas distintivas: depósitos glaciares como o campo de Moreias de Lagoa Seca, bem como aterros glaciares como o vale glaciar do Zêzere.

O geoparque apresenta também uma grande variedade de formas de alteração do granito, tais como as colunas de granito do Covão do Boi, um grande conjunto de colunas de granito natural, controladas por uma densa rede de fraturas ortogonais, bem como várias formas grandes, incluindo inselbergs (colinas isoladas ou montanhas subindo abruptamente de um plano) e formações menores em forma de cogumelo.

O Conselho Executivo da UNESCO aprovou ainda a designação de mais 14 novos geoparques mundiais da UNESCO, elevando a 161 o número de sítios participantes na Rede Mundial de Geoparques, em 44 países.

 

 

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publicado às 11:16

Faleceu Júlio Pinheiro

por Correio da Guarda, em 11.07.20

pcm_padre_julio_pinheiro.jpg

O padre José Júlio Pinheiro faleceu ontem sendo o seu funeral, hoje, na localidade de Malhada Sorda (Almeida), onde nasceu a 6 de agosto de 1935.

Ordenado sacerdote em 20 de agosto de 1958, por D. Domingos da Silva Gonçalves, foi coadjutor da Paróquia da Conceição e do Notícias da Covilhã e em 1959 coadjutor e capelão do Hospital do Sabugal; lecionou no Externato Secundário do Sabugal.

O padre e doutor José Júlio Pinheiro esteve também ligado aos migrantes na Polónia e em França, onde foi assistente nacional dos emigrantes e diretor da Revista “Evangelho e Vida”.

Licenciado em Psicologia, no Instituto Superior de Psicologia Aplicada, fez posteriormente a licenciatura em Filologia Românica, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Em França obteve o Diploma de Estudos Aprofundados e o Doctorat d’Etat. Integrou o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura e desenvolveu ampla atividade na área do ensino.

A partir de 1991 foi professor da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, tendo sido também docente da Escola Superior de Educação, Comunicação e Desporto do Instituto Politécnico da Guarda.

Colaborou com vários jornais e revistas, nomeadamente com o jornal quinzenário “Notícias da Guarda”, o semanário “A Guarda” e a Revista “Praça Velha”, além de outras publicações de perfil cultural ou académico.

 

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publicado às 11:01

Levantamento das alminhas do Sabugal

por Correio da Guarda, em 10.07.20

 

Alminhas.jpg

A última edição da Revisa Sabucale, editada pelo Museu do Sabugal, é dedicada às “Alminhas” daquele concelho”.

No trabalho publicado é feito um levantamento das “alminhas” daquela zona raiana, enquadrado no inventário do património popular.

As alminhas são oratórios de culto às almas do purgatório e, habitualmente, localizam-se à beira de caminhos rurais ou encruzilhadas, mas que surge também em padrões, nichos (incrustados em muros ou isolados) ou nos cantos das igrejas; constituem uma expressiva representação da religiosidade popular e um património ímpar.

A revista pode ser adquirida no Museu do Sabugal ou na Biblioteca Municipal.

 

 

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publicado às 08:18

Ação de recolha de sangue

por Correio da Guarda, em 06.07.20

 

Na Escola Superior de Saúde da Guarda vai decorrer hoje, 6 de julho, uma ação de recolha de sangue, no horário das 10 às 13 horas e das 14h.30 às 19 horas.

“Dado o significativo aumento de dadores, a equipa multidisciplinar do Instituto Português do Sangue e Transplantação de Coimbra, decidiu alargar o número de recolhas na cidade da Guarda. Assim, a partir de julho, as recolhas passam a ser feitas não uma, mas duas vezes por mês”, refere uma nota informativa da ULS da Guarda.

Recolha de sangue - .jpg

Atendendo aos procedimentos adotados perante a COVID-19 e de forma a garantir a segurança de todos, o Conselho de Administração da ULS da Guarda em parceria com Instituto Português do Sangue e Transplantação de Coimbra “decidiram solicitar a colaboração do Instituto Politécnico da Guarda (IPG) para que as próximas recolhas de sangue (habitualmente efetuadas no Hospital Sousa Martins) sejam efetuadas nas instalações do IPG”.

Idêntica ação está agendada para o dia 20 de julho, no mesmo horário, na Escola Superior de Saúde da Guarda do IPG.

 

 

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publicado às 08:00

Toponímia guardense

por Correio da Guarda, em 05.07.20

Guarda - Rua dos Clérigos - Foto Helder Sequeira.

Guarda. Rua dos Clérigos.

 

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publicado às 23:13

Guarda nas 7 Maravilhas da Cultura Popular

por Correio da Guarda, em 04.07.20

 

No Concurso 7 Maravilhas da Cultura Popular vão participar quatro finalistas do concelho da Guarda.

O Julgamento e Morte do Galo, o Cobertor de Papa, a Cestaria Fina e as Tesouras de Tosquia vão estar a concorrer com outras 136 finalistas regionais.

A Organização das 7 Maravilhas de Portugal recebeu 504 candidaturas ao seu concurso de 2020, dedicado à Cultura Popular.

Estas candidaturas foram avaliadas pelo Conselho Científico, que acabou por atribuir o selo de nomeado a 470, de onde saíram 140 finalistas regionais.

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A final do Concurso 7 Maravilhas da Cultura Popular ocorrerá em Setembro, na cidade de Bragança.

 

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publicado às 18:30


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