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Sábado, 23 de Abril de 2016
Evelina Coelho na toponímia guardense

 

     O nome da pintora Evelina Coelho vai figurar na toponímia guardense a partir do próximo dia 25 de Abril.

    Natural de Vila Fernando (concelho da Guarda), onde nasceu a 23 de Maio de 1945, Evelina Coelho era uma figura distinta, dotada de uma enorme sensibilidade artística e humana e, ao mesmo tempo, uma personalidade de grande modéstia.

    As inúmeras pinturas que deixou são, aliás, expressivas do seu perfil artístico, da qualidade e luminosidade dos seus trabalhos.

    Conheci Evelina Coelho quando ela era docente da Escola do Magistério Primário da Guarda, que funcionava onde é, hoje, a sede dos Serviços de Ação Social do Instituto Politécnico da Guarda, instituição onde também lecionou e de cujo símbolo foi autora; na então Escola Superior de Educação do IPG deu aulas até finais de 1997.

    O trabalho informativo que desenvolvi, na rádio e na imprensa, motivou sucessivos contactos que permitiram um melhor conhecimento do seu trabalho e do seu perfil humano. Evelina Coelho foi sempre de uma grande cordialidade e consideração para com os media protagonizando uma postura de simplicidade e simpatia, a par de uma vincada educação. Recordo que a Rádio Altitude, através de um programa produzido pelo António José Teixeira promoveu (em 1981) uma exposição de Evelina Coelho no conhecido Salão da Lareira do Hotel Turismo, na Guarda (um dos raros espaços, à altura, para este tipo de iniciativas…).

Com esta estação emissora Evelina Coelho manteve sempre uma grande proximidade, estando sempre disponível para a colaboração que lhe era pedida, sempre com uma admirável simpatia. Aliás, no período de 1990 a 1992 convidei-a a produzir um programa no Altitude, designado “Falando de Pintura”, no qual abordava questões relacionadas com essa temática, contribuindo para divulgar e ajudar a compreender o trabalho de vários pintores e escolas. Uma vez mais mostrou o seu inquestionável valor, a sua cultura, a sua cativante disponibilidade para colaborar.

   Na Guarda realizou várias exposições; uma das suas mais recentes exposições, senão mesmo a mais recente, foi “A Memória. Os Contos. Os Sonhos”, promovida pelo TMG. Nessa exposição a pintora guardense apresentou obras inspiradas no universo dos contos e histórias infantis. “As pinturas agora apresentadas por Evelina remontam a um universo infantil por si só já repleto de fantasia e cor. Os contos são representados de uma forma única, uma vez que traduzidos em imagens conseguem contar toda a história no momento de um olhar. Jonh Tenniel, o famoso ilustrador do livro de Lewis Carrol, provavelmente morreria de inveja ao ver a Alice retratada por Evelina”, como escreveu Heloísa Paulo na introdução ao catálogo dessa exposição.

EVELINA COELHO - foto Helder Sequeira - 2011.jpg

    Evelina Coelho esteve representada em mais de cem exposições em Portugal, Espanha, França, Bélgica, Suíça, Alemanha, Canadá e Brasil, figurando em numerosas coleções públicas e privadas, no nosso país e no estrangeiro. Ilustrou vários livros os quais enriqueceu com o seu estilo muito próprio.

   Era “Accademica Corrispondente” e “Cavaliere Ufficiale Accademico” da Academia Internacional de Greci-Marino, na Itália, tendo sido distinguida, na Bélgica, pela Fundação Europeia, com o grau de Comendador e Grande Oficial. Recebeu várias medalhas e condecorações, figurando no Dicionário de Arte Internacional “Who’s who in International Art”, no “Dicionário de pintores e escultores portugueses”, bem como no “Livro de ouro da arte contemporânea em Portugal”, na publicação “Arte no Feminino” e também no livro “O Figurativo nas Artes Plásticas em Portugal no séc. XXI”. Em 1992, na Guarda, foi-lhe atribuída a medalha de mérito municipal.

  A Guarda teve em Evelina Coelho um dos seus expressivos expoentes artísticos, que vai estar sempre connosco, através do encanto da sua pintura, da mensagem de paz e serenidade que sempre transmitiu; agora, justamente, como o seu nome inscrito na toponímia da cidade. (Helder Sequeira)

 

    in O Interior, 21|4|2016 



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Quinta-feira, 10 de Março de 2016
Catedral...

 

SÉ CATEDRAL - HS.jpg

 



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Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2016
Simpósio Internacional de Pintura e Escultura

 

     A Câmara Municipal, através do Museu da Guarda, promover um simpósio internacional de artes nas componentes de escultura e pintura. O Simpósio Internacional de Pintura e Escultura Cidade da Guarda decorrerá no centro histórico da cidade entre os dias 30 de maio e 14 de junho de 2016, com o objetivo "de incrementar o desenvolvimento e fruição artística na cidade mais alta, fomentando a riqueza patrimonial e criativa urbana".

    Segundo a autarquia guardense, esta iniciativa pretende ser a etapa inaugural do chamado Quarteirão das Artes, estrutura que irá dinamizar uma nova centralidade cultural na cidade da Guarda.

    Para esta edição inaugural a autarquia convidou sete escultores e sete pintores internacionais que executarão as suas obras ao ar livre ou em pavilhões montados ou ainda noutros espaços do centro histórico da Guarda, sendo que as obras realizadas pelos artistas participantes reverterão para a própria cidade.

    O Simpósio terá um  programa vasto e irá envolver os vários equipamentos culturais da cidade.

    (Fonte: CMG)

 



publicado por Correio da Guarda às 08:12
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2015
Sé Catedral da Guarda

Sé CATEDRAL - Grd PT - HS.jpg

 



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Quinta-feira, 10 de Dezembro de 2015
Património Azulejar Religioso

 

     No próximo dia 18 de Dezembro, pelas 17h30, vai ser apresentado o livro “PAR – Património Azulejar Religioso na Diocese da Guarda”. A sessão de apresentação terá lugar na Igreja de São Vicente, na Guarda.

    O livro resulta de uma parceria entre o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) e a Diocese da Guarda.

CAPA.jpg

     O projeto, que agora se concretiza em forma de livro “nasceu, há cerca de dois anos, da constatação da necessidade de sistematizar e promover o relevante património azulejar religioso que existe na área que abrange o distrito e a diocese da Guarda.

    Tesouro devidamente inventariado pela Diocese, o património azulejar, parte dele passível de ser usufruído livremente, porque visível da via pública, mas não devidamente valorizado em alguns casos, tornou-se o alvo de interesse para a elaboração desta publicação”, esclarece Anabela Sardo, na nota introdutória a este livro.

   Esta docente (que esteve na coordenação desta obra) da Escola Superior de Turismo e Hotelaria do IPG, considera que “esta riqueza, nem sempre preservada da melhor forma ao longo dos tempos, mas, ainda assim, existente em número considerável no território que se circunscreveu, despertou a curiosidade de um grupo de pessoas com sensibilidades e competências diversas.”

 



publicado por Correio da Guarda às 22:21
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Domingo, 6 de Dezembro de 2015
Arte de reciclar no Café Concerto

 

     No Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda está patente, desde o passado dia 4 e até 30 de Dezembro,a exposição "A Arte de reciclar" do guardense Nuno Maroco.

    A partir de peças mecânicas usadas e sucata diversa, Nuno Maroco recria animais, motas, robôs, carros e muitas outras personagens. «Inicio o processo apenas com uma ideia que depois se vai materializando na soldagem dos vários componentes até adquirir um esboço aproximado do pretendido», refere o artista a propósito do processo criativo das suas peças.

    A exposição pode ser visitada no horário de funcionamento do Café Concerto.

 



publicado por Correio da Guarda às 22:20
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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2015
Pela Guarda e pela Cultura

 

     Pela Guarda, pela Arte, pela Cultura” é o lema do Centro Cultural da Guarda que, na passada terça-feira, completou 53 anos, efeméride a ser comemorada hoje, na sede daquela instituição, a partir das 21 horas.

    Esta instituição bem merece o nossso aplauso, pela sua historial, pelo seu contributo na promoção da cultura e da Guarda, pelo exemplo de determinação dos seus sucessivos dirigentes.

    Recorde-se – e como já tínhamos escrito numa publicação editada a propósito da passagem do 50º aniversário – que na primeira metade do século XX o panorama cultural desta cidade passou por distintas fases, nalgumas das quais se evidenciaram o teatro e a música; nesta última área evidenciaram-se os Orfeões Egitaniense e o Egitânia, bem como a Banda do Regimento de Infantaria 12 que animava as tardes de domingo na Praça Velha e, depois, no jardim José de Lemos, conhecido por Campo.

    Em 1956 nasceu uma delegação do Movimento Pró-Arte (organização lisboeta dedicada, essencialmente, à música) que despertou muito interesse nos meios intelectuais, propondo-se oferecer música de qualidade. O Montepio Egitaniense acolheu esta delegação, tendo sido criado um curso de música, destinado a todos os interessados. Começou, então, a germinar a ideia de uma nova estrutura vocacionada para a cultura. Como foi realçado, “a criação do Centro Cultural da Guarda foi um sonho lindo, tornado realidade por um grupo de guardenses apaixonados pela música, presididos e orientados pelo Dr. Mendes Fernandes e galvanizados pelo entusiasmo e persistência do Dr. Virgílio de Carvalho”.

    Foi este grupo que, sensibilizando a direção do Montepio Egitaniense, passou a dispor de um salão onde promoveu audições musicais, abertas ao público, empenhando-se, igualmente, no desenvolvimento de uma ação formativa. A atividade da delegação da Pró-Arte não teve a continuidade desejada e surgiram alguns interregnos. Após um período de alguma estagnação, em termos de atividade, os dinamizadores do referido núcleo cultural concluíram, definitivamente, pela necessidade de uma instituição que funcionasse como plataforma impulsionadora de projetos e incrementasse a formação musical. O Dr. Virgílio de Carvalho presidiu à Comissão Promotora do Centro Cultural.

    Os estatutos do Centro Cultural da Guarda foram apresentados, para a devida aprovação ministerial, em 17 de Novembro de 1962, efeméride que lembramos hoje.

    A história do Centro Cultural é o somatório da ação e empenho de muitas personalidades e outrossim dos contributos dos seus associados, em especial aqueles que intervieram, ativa e diretamente, nas atividades das várias secções.

    A identidade do Centro Cultural da Guarda tem sido, ao longo destes 53 anos, preservada e suportada pelas pedras basilares do lema que o CCG adotou desde o seu nascimento. O percurso desta instituição assenta, assim, numa convergência de esforços mas muito deve a personalidades que, com a sua cultura, saber, entusiamo e capacidade de realização souberam manter e revitalizar um projeto de grande alcance cultural e social; tiveram uma consciência clara das dificuldades mas não desistiram nem perderam a esperança.

    “Não é por as coisas serem difíceis que não temos ousadia. É por não termos ousadia que as coisas são difíceis”, como disse Séneca.

   Parabéns ao Centro Cultural da Guarda. (HS)



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Domingo, 21 de Setembro de 2014
Arte de rua na Guarda



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Sábado, 21 de Junho de 2014
Arte nas ruas da Guarda

 



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Sexta-feira, 16 de Maio de 2014
Prémio de Arquitectura para o Museu do Côa

 

     O Museu do Côa foi o vencedor do Prémio de Arquitectura do Douro, edição 2013/2014.

     Este galardão foi instituído em 2006 pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte e tem por objectivo promover as boas práticas de construção no Património Mundial da Humanidade.

     Recorde-se que no passado ano o Museu do Côa conquistou o primeiro prémio na categoria de edifício público da primeira edição do Prémio Internacional de Arquitectura de Baku, organizada pelos Ministério da Cultura, Turismo e União de Arquitectos do Azerbeijão. Esta iniciativa foi apoiada pela União Internacional de Arquitectos. O projecto da autoria dos arquitectos Camilo Rebelo e Pedro Tiago Pimentel foi distinguido entre os mais de 300 que foram a concurso.

     O Museu do Côa ocupa uma área de seis mil metros quadrados, desenvolvendo-se ao longo de 190 metros e dando a ideia de uma enorme pedra de xisto.

     O visitante vai encontrar, através de um percurso linear, três salas de contextualização e de introdução à temática exposta. A conjugação da tecnologia da informação, do desenho e da fotografia é um traço visível no suporte da apresentação dos conteúdos do Museu.

    Seguem-se mais quatro salas dedicadas ao tratamento monográfico da arte rupestre existente naquela zona. Ali se encontram as réplicas de quatro gravuras rupestres, duas das quais em riscos de deterioração e as restantes submersas.

    Recorde-se que a identificação das gravuras rupestres do Paleolítico, no Vale do Côa, ocorreu em 1994, nascendo a discussão em torno da não construção da barragem que iria ocultar esse património. A UNESCO viria a classificar, em 1998, as gravuras do Vale do Côa como Património da Humanidade. O lançamento de um concurso internacional de ideias para o desenho do Museu viria a ocorrer apenas em 2005.

    O Museu foi inagurado em 30 de Julho de 2010. (HS)



publicado por Correio da Guarda às 22:07
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