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A propósito do Comando Territorial da GNR

por Correio da Guarda, em 28.11.19

 

O Comando Territorial da Guarda da GNR vai comemorar no Sabugal, no próximo dia 1 de dezembro, o Dia da Unidade. O programa que se iniciou ontem, 26 de novembro, integrará a exposição ‘História da GNR’, que vai estar patente na sala de exposições temporárias do Museu do Sabugal desde esse dia até 8 de dezembro, um mês com particular significado para esta força de segurança.

De facto, e como já tivemos o ensejo de escrever , num anterior apontamento, a chegada dos primeiros elementos da Guarda Republicana à cidade mais alta de Portugal ocorreu em 2 de dezembro de 1914, tendo sido festivamente assinalada pelas entidades locais e população.

O jornal “O Combate” narrou que o dia “estava de rigoroso inverno, caindo uma chuva impertinente” o que não impediu de, à entrada da cidade, afluir “muito povo com a bandeira da Infantaria nº 12, irrompendo em manifestações entusiásticas ao chegar da força”, comandada pelo capitão Cesário de Augusto d’Almeida Viana, tendo como “subalterno o sr. Alferes João Afonso de Miranda, 1º sargento sr. João Batista Cardoso de Brito, 7 segundos sargentos, 126 cabos e soldados e 1 corneteiro”.

Chegada da GNR à Guarda - Recriação.jpg

Recriação da chegada da GNR à Guarda, na passagem do 100º aniversário. Arquivo.

Os elementos desta companhia (4ª de Infantaria), e de acordo com o que divulgou a imprensa citadina, foram, depois, distribuídos por “Aguiar da Beira 5 praças, Almeida 7, Celorico da Beira 5, Figueira de Castelo Rodrigo 5, Fornos de Algodres 5, Foz Côa 9, Gouveia 9, Guarda 12 de cavalaria e 22 de Infantaria, Manteigas 5, Meda 7, Pinhel 6 de cavalaria e 8 de infantaria, Sabugal 9, Seia 10, Trancoso 7”.

Na cidade da Guarda parte dos elementos da força ficaram no edifício da Câmara da Guarda (onde funciona atualmente a Escola de Santa Clara) e os restantes nas instalações do antigo “colégio jesuítico”, hoje Paço Episcopal da Diocese da Guarda, na Rua do Encontro.

A 31 de Outubro de 1914 tinha sido pedida, à “Comissão de Execução da Lei de Separação do Estado das Igrejas, a cedência da casa onde esteve o colégio das Irmãs Doroteias”, na altura desabitada, “para instalar provisoriamente a Guarda Republicana” até que fossem concluídas as obras de adaptação que a autarquia estava a realizar.

Nessa época, a cidade era uma “aldeia grande, com as mil deficiências que caracterizavam os pequenos burgos do interior: seriam pouco mais de seis mil os seus habitantes, acantonados no velho bairro de São Vicente, com a cidade nova a querer romper pelo Campo de S. Francisco, Bonfim e Arrabalde” como escreveu José Maria de Almeida. Descrevendo, depois, o quadro citadino, o articulista refere-se a uma terra quase parada no tempo. “Sem água canalizada, sem esgotos, com os deficientes hotéis de Abel Ferreira de Abreu (Hotel Central) e de José António dos Santos (Hotel Santos), a luz elétrica de fraca potência, escasso policiamento, sem cafés modernos, apenas com a recriação oferecida pelo Teatro dos Bombeiros, pelo Club Egitaniense, frequentado pela alta burguesia, e o Grémio Sande e Castro pelos caixeiros, pequenos comerciantes e funcionários públicos, a Guarda era, tinha de ser mesmo, uma cidade morta, polvilhada de tuberculosos, espalhados pelas casas de doentes, como a da Tamanqueira, da Etelvina ou da Chica, modestas e deficientes pensões, situadas à ilharga da cidade”.

A esta realidade acresciam o clima político e social subsequente à implantação da República, numa cidade onde se desenrolaram, ao longo dos anos seguintes vários episódios que testemunharam múltiplos antagonismos.

A vinda da GNR para a Guarda assumiu grande importância. No texto a propósito da chegada desta força de segurança, o jornal O Combate acentuava acrescentava que “obrigados somos a constatar que a instalação da Guarda Republicana entre nós representa um valioso benefício regional, por ele merecendo os mais calorosos louvores a Comissão Executiva da Câmara e o ex.mo Governador Civil do Distrito, que se esforçaram, com vigor e tenacidade pela sua realização”.

O jornal descrevia, depois, que à estação de caminho-de-ferro da cidade foi, pelas 11 horas e 30 minutos “a Comissão Executiva e ali o ilustre Presidente, nosso amigo sr. César Paul, fez ao ex.mo Comandante da Guarda as apresentações, depois de estralejarem no ar inúmeros foguetes”. A partir da entrada da cidade, onde como já dissemos estava uma enorme multidão, organizou-se um cortejo que seguiu até aos “Paços da Câmara onde se instalava parte da Guarda Republicana, indo a outra parte para o edifício que foi colégio jesuítico. Pelas 15 horas foi servido jantar aos sargentos e todas as praças, oferecido pela Câmara. O ex.mo Governador Civil ofereceu jantar aos oficiais, tendo como representantes da Câmara o ilustre Presidente da Comissão Executiva sr. César Paul, e o vereador sr. tenente Francisco Esteves da Fonseca”.

A partir desta histórica data, a Guarda Republicana abriu um novo ciclo no policiamento e segurança do distrito, mais tarde com novos postos e seções. Em 1917 a 4ª Companhia passou a integrar as seções da Guarda, Pinhel e Gouveia; a partir de 1920, e já integrada no Batalhão nº 5, com sede em Coimbra, foram sendo instalados novos postos. Em 1993, com a reorganização implementada no seio da GNR, a 4ª Companhia passou a ser designada por Grupo Territorial da Guarda (passando as secções a Grupos Territoriais)

A reestruturação resultante do novo quadro legal definido em 2007 implicou a passagem do Grupo Territorial para Comando Territorial da Guarda, a quem foram atribuídas novas e acrescidas responsabilidades, reatando, por assim dizer, o papel que teve a 4ª Companhia da GNR.

Ao evocarmos esta efeméride estamos a recordar algumas das páginas da história da Guarda, cidade e corporação, destacando a necessidade de um amplo estudo sobre a génese dos postos que existiram no nosso território, a sua evolução, o papel desempenhado na segurança das populações, a origem e mobilidade dos seus efetivos, os percursos das patrulhas nos mais recônditos lugares, os fardamentos, as condições de trabalho e uma multiplicidade de episódios resultantes da sua atividade operacional. (Hélder Sequeira)

 

 

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publicado às 23:05

Fotografia documental na Guarda

por Correio da Guarda, em 26.11.19

 

“Fotografia Documental” é o tema da conferência a proferir na Guarda, no próximo dia 7 de dezembro, pelas 14h30, por Daniel Rodrigues.

Este fotojornalista, vencedor do World Press Photo, falará do seu trabalho, das suas viagens e histórias por trás de algumas das suas imagens e reportagens.

Daniel Rodrigues.jpg

Daniel Rodrigues, tornou-se fotógrafo profissional após passagem pelo Instituto Português de Fotografia (2010), iniciando a carreira no jornal Correio da Manhã.

Em 2013 venceu o primeiro prémio do World Press Photo, na categoria Daily Life; posteriormente ganhou dois terceiros prémios como Fotógrafo do Ano, um em 2015 e outro em 2017. Neste mesmo ano foi também distinguido como Fotógrafo Iberoamericano do Ano pelo POY-Latam, entre outros. Atualmente, colabora com o New York Times, onde publica regularmente desde 2015.

Esta conferência integra-se no programa do III Encontro “Imagem & Território – Fotografia Sem Fronteiras”, organizado pelo Centro de Estudos Ibéricos.

 

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publicado às 13:26

Património...

por Correio da Guarda, em 25.11.19

Património - foto Helder Sequeira .jpg

 

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publicado às 23:57

Feira Ibérica do Turismo

por Correio da Guarda, em 24.11.19

 

A VII Feira Ibérica do Turismo (FIT) vai realizar-se na Guarda de 30 de abril a 3 de maio de 2020. O período para inscrição dos expositores está já a decorrer, terminando a 30 de março.

Este ano a FIT tem Cuba como país convidado.

 

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publicado às 22:30

Encontro Nacional de Produtores de Mirtilos

por Correio da Guarda, em 23.11.19

 

Na Guarda termina hoje o IX Encontro Nacional de Produtores de Mirtilos, que está a decorrer, desde ontem, no Teatro Municipal desta cidade.

Esta iniciativa, organizada pela Cooperativa Agroguarda, juntou na Guarda reúne na Guarda os profissionais do setor e integra ciclos de palestras sobre a produção, comercialização e distribuição de mirtilos no panorama nacional e internacional.

MIRTILOS.jpg

Foto: Pedro Pinheiro

 

 

 

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publicado às 08:35

Fotografias de António Tedim

por Correio da Guarda, em 22.11.19

António Tedim.jpg

Foto: António Tedim

 

No Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda (TMG) vai estar patente, de 6 de dezembro a 3 de janeiro, uma exposição de fotografias de António Tedim, organizada pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI).

“20 olhares, 20 fotografias, 20 concurso e 20 prémios” é o tema desta exposição de António Tedim, para que a fotografia “é liberdade, é um testemunho e um modo de ver a vida”.

António Tedim tem como temas preferidos o fotojornalismo, “é um fotógrafo de rua, da cidade, mas que também gosta de se perder na natureza e nas paisagens”.

O interesse pela fotografia surgiu tarde, mas rapidamente se tornou uma paixão feita com arte. Amador, tem dedicado uma boa parte do seu tempo à fotografia, quer fotografando, quer no estudo da técnica.

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publicado às 23:17

Transversalidades na Guarda

por Correio da Guarda, em 22.11.19

 

Transversalidades.jpg

O Centro de Estudos Ibéricos (CEI) vai promover na Guarda, nos dias 6 e 7 de dezembro, a terceira edição do Encontro “Imagem & Território: Fotografia sem Fronteiras”.

Este encontro conjuga diversas atividades em torno da temática da fotografia e do território, desmultiplicadas por várias iniciativas, nomeadamente exposições, debates, mostras e apresentação de publicações.

De acordo com a informação divulgada pelo CEI, o envolvimento ativo na cooperação territorial, o seu comprometimento com os territórios de baixa densidade, particularmente os mais periféricos e de fronteira, conjugado com a importância que a imagem assume nas sociedades contemporâneas, levou-o a assumir o projeto Transversalidades - Fotografias Sem Fronteiras.

O projeto tem por objetivo “dinamizar a cooperação e a inclusão dos territórios, romper com a exclusão e invisibilidade a que estão votadas vastas regiões do país e do mundo”.

O programa pode ser consultado aqui.

 

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publicado às 00:09

Pela cidade mais alta...

por Correio da Guarda, em 21.11.19

Guarda - Rua do Comércio 2019HS.jpg

 Guarda. Rua do Comércio.

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publicado às 23:17

Territórios de ausências...

por Correio da Guarda, em 20.11.19

Territórios de ausências... HS.jpg

 

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publicado às 23:53

Ação de reflorestação de mostajeiro em Rebelhos

por Correio da Guarda, em 19.11.19

cartaz_guarda_nov19-01.png

O Núcleo Regional da Guarda da Quercus – A.N.C.N. vai promover no próximo dia 23 de novembro – dia da floresta autóctone – uma ação de reflorestação de mostajeiro na localidade de  Rebelhos, concelho do Sabugal.
O mostajeiro, de nome científico Sorbus latifolia é uma espécie autóctone, que se encontra localizada principalmente na região da Beira Interior; trata-se de um árvore caduca de tamanho médio que pode crescer entre 10 a 20 metros de altura, mas ulgarmente tem um porte de 4 a 10 metros de altura. Em casos excecionais o seu tronco pode atingir os 60 centímetros de diâmetro.
Esta árvore é cada vez mais rara e sobrevivem apenas poucos exemplares espalhados pela região.
Os frutos do mostajeiro podem ser comestíveis, tanto crus como cozinhados. Devem ser deixados num local seco e fresco até passarem o ponto de maduros mas sem deixar putrificar. A apanha, preparação e consumo do mostajeiro foi uma prática cultural da Beira Alta – principalmente nas regiões de Trancoso, Guarda e Sabugal – no entanto, tal como a planta, está em vias de se perder para sempre.
Esta espécie é encontrada normalmente em bosques caducifólios, principalmente em carvalhais e perto de linhas-de-água. Tem a capacidade de tolerar quase todo o pH dos solos, tendendo para os mais húmidos e bem drenados. Propaga-se por sementes e precisa de bastante luz. Estas plantas crescem vagarosamente no primeiro ano mas as suas raízes proliferam rapidamente.
A Quercus pretende com a ação de reflorestação do próximo dia 23 de novembro iniciar um pomar de mostajeiros. Em simultâneo será feito um trabalho de Sistema de Informação Geográfico no terreno para marcar as plantas.

Os cidadãos poderão contribuir com informação para este SIG fornecendo localização de exemplares de mostajeiros que conheçam e que posteriormente serão confirmados pela equipa Quercus.
No futuro será feita a apanha dos frutos para extração das sementes e sua posterior propagação em viveiro. As plantas produzidas serão depois plantadas juntas em pomar de modo a conseguir a miscigenação genética, que já não é possível de acontecer de modo natural, e deste modo travar a erosão genética e aumentar a biodiversidade da espécie.

Fonte: QUERCUS 

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publicado às 21:56


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