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Ainda o Museu do Sanatório Sousa Martins...

por Correio da Guarda, em 27.07.09

            

           Em anterior post alertámos para o perigo de desaparecimento de peças e material diverso que pertenceu ao antigo Sanatório Sousa Martins. As obras em curso no Parque da Saúde implicam a necessidade de destruir espaços que, até agora, serviam de “arrecadação” de muito desse espólio, onde, naturalmente, haveria algum recheio sem interesse.

Contudo, e fazendo fé naquilo que o semanário “O Interior” noticiava na sua última edição, muito do recheio quer da antiga padaria (onde se guardava diversificado material e que foi já derrubada por exigência das obras de ampliação da ULS), quer de alguns pavilhões foi já vendido a …sucateiros. Houve a garantia, do responsável máximo pela Unidade Local de Saúde “que tudo o que tem interesse museológico será salvaguardado”…Quem aferiu esse interesse?...
E o material da antiga lavandaria (com peças já raras ao nível dos equipamentos existentes em serviços desta natureza) vai ser alienado também com a justificação de falta de espaço?... Não haveria, na cidade ou arredores, espaço que albergasse temporariamente o material agora vendido de forma a poder haver uma selecção criteriosa do seu potencial interesse museológico e documental? Foi feito algum registo fotográfico?
A salvaguarda da memória citadina não é, de forma alguma, incompatível com o progresso e com a desejada modernização da principal unidade de saúde do distrito; e esta não é uma posição apenas de hoje; tem sido defendida ao longo dos anos…
Ainda a propósito deste assunto, registamos, a oportuna (mais uma!) referência que Américo Rodrigues fez no seu Café Mondego, e que aqui deixamos com (como é usual dizer-se) a devida vénia.
 Perante a convicção, quase desarmante, de Fernando Girão, de que a sucata que a Unidade Local de Saúde está a vender, embora proveniente do antigo Sanatório, não tem valor museológico, cabe perguntar:
 - qual é o técnico de museologia que acompanha o processo?
 – no caso de não haver técnico -o mais provável- tem Fernando Girão a noção de que pode ele considerar sucata - coisas sem importância e, até, lixo- peças de alto valor museológico???
- sabe Fernando Girão classificar os objectos que encontra (museológico versus lixo) e determinar o seu valor, por exemplo, documental?
Finalmente, para além do valor museológico (uma obsessão, talvez porque já se perderam coisas em demasia) há outros valores. Os processos dos internados, por exemplo, podem dar origem a trabalhos de cariz sociológico. E um punhado de radiografias pode ser -outro exemplo- o pretexto para uma instalação artística (…)”.
In “Café Mondego”
26 de Julho 2009

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