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Obras de requalificação do castelo de Celorico

por Correio da Guarda, em 24.01.09

 

A torre e o castelo de Celorico da Beira continuam a ser alvo de trabalhos de requalificação, iniciados em 2007.
Pelo seu interesse e oportunidade transcrevemos a informação divulgada pela autarquia celoricense a propósito desta intervenção naquele monumento nacional.
 
 
“Edificado entre finais do século XI, inícios do século XII, é classificado tipologicamente como sendo um castelo românico-gótico. De traçado circular possui duas entradas uma a Oeste e outra a Leste, dois cubelos adossados ao lado Sul da muralha, um de planta quadrangular irregular e outro de planta trapezoidal irregular, originalmente possuiria uma torre de menagem no centro do reduto defensivo, cujos vestígios, todavia, não chegaram até aos nossos dias.
O projecto de requalificação deste espaço contou desde o seu início com o apoio e colaboração do I.P.P.A.R. Trata-se de um projecto de recuperação de um espaço nobre da vila de Celorico que, permaneceu durante muitos anos votado ao abandono completo, verificando-se um enorme estado de degradação do monumento, inclusive chegando a não ter qualquer acesso ao seu elemento arquitectónico mais notável, a torre do castelo. O projecto de requalificação do Castelo de Celorico da Beira teve inicio com uma intervenção arqueológica que decorreu entre os meses de Janeiro e Março de 2007.
As escavações arqueológicas que decorreram no Castelo de Celorico da Beira, foram realizadas com objectivos bem delineados, nomeadamente obter informações histórico - cronológicas através dos materiais arqueológicos recolhidos, que permitissem compreender como foi feita a ocupação humana deste espaço ao longo da história.
Desta forma, procedeu-se à abertura de três sondagens arqueológicas, duas no interior da cerca amuralhada e uma no exterior, num local muito próximo da torre do castelo.
A intervenção arqueológica evidenciou a existência de um espólio arqueológico considerável, composto, na sua grande maioria, por milhares de fragmentos cerâmicos, desde a época medieval até ao período contemporâneo. O espólio arqueológico recolhido é também constituído por alguns metais e moedas.
Além da intervenção arqueológica desenvolvida, a obra de requalificação do Castelo de Celorico da Beira no ano de 2007, pautou-se pela demolição de algumas estruturas e pela implantação dos percursos pedonais que fazem parte deste projecto de requalificação. No decorrer do ano de 2008 foram elaborados trabalhos relacionados com a iluminação interior e exterior do Castelo, procedendo-se igualmente aos trabalhos de requalificação da Torre. No projecto de requalificação do Castelo de Celorico da Beira a ideia de preservar e proteger o monumento esteve na base da execução do projecto. De facto ao analisarmo-lo verificamos que existiu desde o início uma enorme preocupação em preservar a traça original do castelo. Qualquer intervenção a realizar neste espaço, que tivesse por objectivo modificar profundamente o espaço, estaria a atentar contra a memória histórica deste espaço e a adulterar a relação estabelecida entre o castelo e a vila de Celorico da Beira ao longo dos séculos.
O projecto de reabilitação do castelo prevê a recuperação do espaço intra e extra muros.
No exterior a intervenção programada tem por objectivos a limpeza do pano de muralha do castelo e a sua iluminação nocturna. No interior, a intervenção divide-se em duas fases distintas.
Em primeiro lugar, prevê a recuperação de todo recinto interior do castelo, onde serão criados circuitos internos de visita, através da colocação de grelhas metálicas.
 O objectivo destes circuitos será dar indicações aos visitantes de como a visita ao recinto se poderá processar. No entanto, o facto de o circuito não ser fechado, possibilita a animação dos visitantes por outras áreas do recinto.
Estes circuitos serão complementados com painéis informativos com conteúdos relacionados com a história e lendas do castelo. O interior do recinto amuralhado contará ainda com um projecto de iluminação, irá permitir a visita ao local durante a noite. Esta área contará ainda com a construção de um anfiteatro ao ar livre com uma lotação de cerca de 120 pessoas.
A criação deste espaço procura proporcionar condições para o desenrolar de diversas actividades e espectáculos ao ar livre dentro do monumento.
A segunda fase de intervenção no interior do castelo tem como objectivo a recuperação da torre do Castelo, um espaço que actualmente se encontra completamente arruinado, possuindo apenas as paredes exteriores de alvenaria em granito.
A intervenção programada para esta área prevê a criação de uma estrutura em aço, que possa suportar toda a intervenção sem existir qualquer tipo de prejuízo para o património.
A utilização deste tipo de material construtivo tem por base a máxima utilizada em todo o projecto: independentemente da intervenção agora realizada esta é reversível e não altera a traça original do monumento. O uso destes materiais possibilita que haja uma transformação efectiva do espaço, mas sem nunca colocar a construção preexistente e com grande valor patrimonial em causa. Uma vez que se trata de uma intervenção de cariz reversível, possibilita que as gerações do futuro possam ter acesso ao monumento tal como este chegou até aos nossos dias.
O projecto previsto para o interior da torre, prevê a divisão interna da torre em quatro espaços distintos. Ao nível do piso térreo, onde assenta a estrutura metálica, dado o espaço ser constituído por um afloramento rochoso irregular, prevê-se a utilização de placas de madeira para se poder proceder à regularização do terreno.
Numa segunda sala superior ao piso térreo, o projecto prevê a construção de uma sala de conferências, um pequeno auditório que poderá dar apoio a pequenos grupos de visitantes onde podem ser dadas pequenas sessões explicativas.
No piso ao nível da porta de entrada existirá um ponto de apoio turístico, onde será possível ter acesso a informações sobre o castelo e o património de Celorico da Beira em geral. Juntamente com o ponto de turismo, funcionará nesta sala uma exposição permanente com os materiais recolhidos nas intervenções arqueológicas realizadas no castelo.
Para a quarta e última sala encontra-se proposto a criação de um espaço multimédia, onde os visitantes terão acesso a um cyber café. Este último espaço será ainda complementado por uma área no topo da torre, que servirá de miradouro virtual, onde, através de utilização das novas tecnologias, será possível recriar a história dos principais acontecimentos do castelo de Celorico da Beira, bem como das lendas a ele inerentes.”
 

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