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Notícias da Guarda e região | Reportagem | Crónicas | Entrevistas | Apontamentos | Registos
Há 17 anos, nesta mesma data, era feita a primeira publicação deste blogue. Desde logo foi gizada a sua matriz, definindo claramente as suas vertentes de expressão: comunicação objetiva, opinião claramente identificada, apresentação de novos olhares e perspetivas, divulgação de atividades e iniciativas culturais e, obviamente, atualidade citadina e regional.
Por outro lado, tem havido a preocupação de levar a Guarda e o distrito – através da fotografia, dos textos – a quem, sendo natural desta região ou com elos de afetividade a ela ligados, reside fora deste território do interior; tem sido interessante verificar o significativo e gradual aumento dos seguidores nas redes sociais (mormente no Facebook), onde se complementa o trabalho aqui desenvolvido.
É com esse espírito que continuaremos; enriquecendo o percurso futuro com novas propostas de leitura e outras diferenciadas participações.
A todos quantos nos têm seguido um sincero, e beirão, “bem -hajam”…

No dia 29 de julho de 1948 começaram na Guarda as emissões oficiais da Rádio Altitude, uma das mais antigas estações portuguesas que tem mantido a mesma designação e emissões contínuas a partir dessa data.
Esta emissora “iniciou a sua sessão e, com ela, a sua vida oficial transmitindo depois do disco indicativo da estação, a saudação Salvé Rádio Altitude! proferida pela menina Aurora da Cruz, que foi escolhida para madrinha do Posto Emissor. Falou, em primeiro lugar, o Sr. Carlos Alberto Pereira, Vice-Presidente da Caixa Recreativa, que – anunciado pelo locutor de serviço com palavras de justa homenagem e consagração – começou por dizer: Rádio Altitude, posto emissor deste Sanatório, vai ser inaugurado oficialmente, depois de um período em regime experimental”. Assim noticiou o Bola de Neve, um jornal editado no Sanatório Sousa Martins
Como escrevemos no livro “O Dever da Memória – Uma Rádio no Sanatório da Montanha” (publicado em 2003), a Rádio Altitude é uma emissora com interessantes particularidades, originada no seio das experiências radiofónicas que ocorreram no Sanatório Sousa Martins, cerca de 1946. Nessa altura, as rudimentares emissões circunscreviam-se ao pavilhão do Sanatório onde estava concentrado o grupo de doentes (de tuberculose) pioneiros deste projeto; apenas com a construção de novo emissor foi ganhando dimensão a aventura radiofónica.
No ano de 1947, o médico Ladislau Patrício (segundo diretor do Sanatório Sousa Martins e cunhado do poeta Augusto Gil), aprovou (a 21 de outubro) o primeiro regulamento da emissora, onde estavam definidas algumas orientações muito claras sobre o seu funcionamento; em finais desse ano as emissões já eram escutadas na malha urbana da Guarda. O início oficial das emissões regulares ocorreu, como atrás foi dito, em 29 de julho de 1948; um ano depois (1949) foi-lhe atribuído o indicativo CSB 21, identidade difundida por várias décadas.
A propriedade do primeiro emissor pertenceu, inicialmente, à Caixa Recreativa dos Internados no Sanatório Sousa Martins e mais tarde ao Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins (CERISSM).
Com a criação do CERISSM pretendeu-se auxiliar os doentes, especialmente no que dizia respeito “à sua promoção social e ocupação dos tempos livres”. Aliás, foi no seio dos sanatórios que surgiram originais projetos radiofónicos – como seja a Rádio Pólo Norte (maio de 1939) no Sanatório do Caramulo, e a Rádio Pinóquio, no Sanatório das Penhas da Saúde (Covilhã), para referirmos os mais próximos. Noutros contextos, nomeadamente geográficos, foram instituídas outras emissoras, de âmbito regional ou local; em maio de 1948 o Posto Emissor do Funchal tinha iniciado as suas emissões e já no ano anterior, mês de outubro, tinha começado a emitir oficialmente a Rádio Clube Asas do Atlântico (com o indicativo CSB-81).
Na Guarda, o CERISSM foi uma autêntica instituição de solidariedade; para além de viabilizar a afirmação e implantação da Rádio Altitude, desenvolveu uma vasta obra assistencial, sobretudo sob o impulso do médico Martins de Queirós, (o quarto e último diretor do Sanatório guardense).
Em 1961, mediante autorização oficial, a Rádio Altitude passou a ter como suporte económico-financeiro as receitas publicitárias, que em muito contribuiriam para o auxílio dos doentes mais carenciados. As emissões da rádio guardense evoluíram, ao longo das primeiras décadas em função das disponibilidades técnicas, dos recursos humanos e financeiros, mas encontrando sempre no, crescente auditório, uma grande simpatia e um apoio incondicional.

Até 1980 a Rádio Altitude emitiu na frequência de 1495 Khz, em onda média (abrangendo não só o distrito da Guarda, mas igualmente os distritos de Viseu e Castelo Branco e algumas das suas áreas limítrofes), altura em que a sua sintonia passou a ser feita no quadrante dos 1584 khz. Após 1986, e com a liberalização do espectro radioelétrico passou a emitir também em frequência modulada (FM), em 107.7 Mhz, alterada, em 1991, para os 90.9 Mhz, que mantém na atualidade.
No ano de 1998, depois de ter sido determinada a extinção do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins, foi decidida a realização de uma consulta pública, com vista à “transmissão da universalidade designada Rádio Altitude”, considerada a “única estrutura em funcionamento do ex-CERISSM”. A estação emissora entrou assim, com a sua aquisição por parte da Radialtitude–Sociedade de Comunicação da Guarda, num capítulo novo da sua existência, mantendo a ligação física ao antigo espaço do Sanatório Sousa Martins, hoje designado Parque da Saúde.
Foto: Arquivo HS
Celebrar o 77º aniversário das emissões regulares da RA é lembrar que estamos perante uma rádio muito especial para a Guarda e região da beira serra, sendo uma inquestionável referência na história da radiodifusão sonora em Portugal. Uma rádio de afetos, memórias, vivências, dedicação, serviço público, criatividade, formação, espírito solidário. Uma rádio que, sem sombra de dúvidas, permanece na memória coletiva das gentes beirãs.
Esta é uma emissora associada a muitas vozes e rostos, a sonhos, diferenciados contributos, afetos, ideias, originalidades, presenças e solidariedade. A sua génese, a longevidade, o percurso ímpar e a matriz beirã conferem-lhe um estatuto especial, transformando-a num ex-libris da Guarda.
Este é o tempo de honrarmos os múltiplos contributos pessoais e institucionais que foram engrandecendo a RA, sem cairmos em atitudes derrotistas ou de confronto estéril; privilegiando, obviamente, uma postura de crítica construtiva, afirmada objetivamente e protagonizada sem tibiezas ou sob a capa do anonimato.
Escrevemos sobre uma rádio com um historial ímpar; uma estação por onde passaram muitos profissionais e colaboradores; uma emissora que foi uma autêntica escola de rádio e jornalismo, laboratório de muitos projetos radiofónicos, de que o Escape Livre (o mais antigo programa sobre automobilismo em Portugal) é um excelente exemplo.

É toda uma história que implica uma maior responsabilidade a quem faz, atualmente, esta rádio; história que também não deve ser esquecida pela comunidade regional, pelas intstituições e pelas entidades locais e regionais.
Parabéns à Rádio Altitude por estes 77 anos!
Helder Sequeira
“Do Lado de Cá do Tempo – Crónicas de Norberto Gonçalves” é o título do livro que vai ser hoje apresentado na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, Guarda, numa iniciativa da Associação de Jogos Tradicionais da Guarda (AJTG) e Câmara Municipal.
Esta obra reúne mais de uma centena de crónicas de Norberto Gonçalves publicadas, entre 2001 e 2005, no jornal Terras da Beira. “As crónicas são um retrato profundo da vida quotidiana, dos jogos tradicionais, das festas populares e dos afetos que tecem a identidade cultural das comunidades da Guarda”, refere uma nota informativa da AJTG.

A sessão, que terá início pelas 16 horas, contará com a apresentação de António José Dia de Almeida, antigo professor do autor do livro. A capa do livro é ilustrada com uma pintura original de Evelina Coelho que criou e doou a obra especialmente para esta edição, conferindo-lhe uma dimensão artística e afetiva adicional.
O livro é prefaciado por Paulo Martins, jornalista, professor universitário que sublinha a importância do olhar antropológico e humano presente nestes textos. A apresentação da publicação, será acompanhada por uma exposição evocativa promovida pela AJTG que reúne diversos objetos tradicionais da coleção particular do autor e representam o seu universo lúdico, como também parte do universo descrito nas crónicas – jogos, brinquedos, livros da coleção pessoal de Norberto Gonçalves. Esta exposição vai permanecer para lá da apresentação e pode ser visitada ao longo do mês de Agosto.
“A coletânea de crónicas “Do Lado de Cá do Tempo” é representativa da missão primeira da AJTG e dá continuidade ao trabalho de salvaguarda dos jogos tradicionais enquanto expressões vivas da cultura popular, da educação informal e da coesão comunitária. É uma obra que merece ser consultada e sentida por toda a comunidade.” Acrescenta a nota informativa divulgada Associação de Jogos Tradicionais da Guarda.
A entrada é livre e aberta a todos os interessados.
Numa antologia sobre o autor de “Luar de Janeiro, José Miguel Amarelo anotava que “os grandes homens enobrecem o berço em que nasceram, pelas suas obras e agigantam-se nas cinzas do túmulo em que repousam pela memória do seu povo. Augusto Gil é uma glória da Guarda. Os monumentos da palavra que condensam a alma deste povo, exigem análoga recordação na memória imortal do mesmo povo: o monumento que melhor perpetua a nossa admiração pelo poeta e homem da Guarda é o canto vibrante da sua lírica”.
Vem isto a propósito da passagem (no final do corrente mês) dos 155 anos após o nascimento deste poeta. Augusto César Ferreira Gil nasceu na freguesia de Lordelo, Porto, a 30 de julho de 1870; berço fortuito devido à circunstância de sua mãe se encontrar ali, acidentalmente.
“Musa Cérula”, “Versos”, “Luar de Janeiro”, “O Canto da Cigarra”, “Gente de Palmo e Meio”, “Sombra de Fumo”, “Alba Plena”, “Craveiro da Janela” e “Avena Rústica” foram as principais produções literárias de Augusto Gil, cujo trabalho evoluiu quase à margem de escolas ou correntes literárias. “Não é um romântico, nem parnasiano, nem simbolista: é ele – o Augusto Gil – nome que é um gracioso ritmo”, observou Bulhão Pato.

Sampaio Bruno considerava-o, numa missiva que lhe dirigiu em 1915, “um dos raros e grandes escritores” do país, pois “tem emoção e é poeta; tem correção, e é artista. Ter emoção e ter correção é a sua perfeição”. Muitos dos versos de Augusto Gil passaram para o cancioneiro popular, como sublinharam alguns estudiosos da sua obra. Contudo, como já qui escrevemos nas colunas de “O Interior”, prevalece ainda um grande desconhecimento sobre o poeta guardense; a sua projeção vai muito para além da popular “Balada da Neve” e desdobra-se em várias facetas. A sua obra suscita outras abordagens, como bem sublinhou Helena Rocha Pereira, num estudo intitulado “Poetas Gregos em Augusto Gil”. “Para quem conhecer apenas em Augusto Gil o poeta de verso dúctil e cadência fácil, cuja musicalidade lhe granjeou o aplauso dos salões nas primeiras décadas deste século, o cantor de temas não raro marcados pelo circunstancial, o autor sob a influência confessada de António Nobre, João de Deus, Guerra Junqueiro — para esses, será certamente motivo de surpresa ouvir falar da presença de modelos helénicos na sua arte (…)”.
Os versos de Augusto Gil foram também letra de alguns fados, nomeadamente o “Passeio de Santo António”, mas a sua atividade desenvolveu-se ainda no campo do jornalismo, pois dirigiu A Actualidade, publicação editada entre 1910 e 1912. Este jornal mereceu do matemático e docente universitário Aureliano Mira Fernandes o seguinte comentário: “(..) Tem ele mais do que a atitude altiva de quem não deve: tem a independência crítica de quem não pede. E, e se o não dever nobilita, porque eleva, o não pedir glorifica, porque educa.”
Augusto Gil insurgiu-se, nas páginas do semanário, contra as ameaças à liberdade de imprensa, defendeu os ideais republicanos, criticou frontalmente os erros da classe política – mormente dos seus correligionários – defendeu a democracia e os verdadeiros interesses da Guarda; onde “a demagogia da terra, de braço dado com a imbecilidade, criou a Augusto Gil todos os embaraços, lhe acarretou sensaborias e desgostos, sem deixar de o insultar”…o que deixou, aliás, transparecer nos seus versos: “Com alguns, não obstante reparti /Metade de minh’alma e do meu pão.../ Nas lutas que tiveram combati / Com um ardor, com uma exaltação, / Que nunca em pugnas minhas consegui...”
Acrescentando depois que “Quando lhes veio o dia da vitória / E do prestígio que o dinheiro alcança / Entre gente venal e transitória, / Lançaram-me calúnias por lembrança /E rudes vitupérios por memória...”
O nome de Augusto Gil está presente, de norte a sul do território português, integrando a toponímia guardense e figurando ainda em muitas cidades e vilas de Portugal. Será oportuno anotar que muita informação biográfica sobre o poeta, nomeadamente a dispersa em plataformas digitais, carece de correção e atualização.
Se Augusto Gil cultivou a poesia, as letras, o jornalismo, cultivou também o seu amor pela Guarda onde escreveu uma grande parte dos seus melhores poemas. Esta cidade não pode deixar apagar a sua memória e de reconhecer a sua obra literária, a sua intervenção social, política e cultural; o seu exemplo de cidadão…
Hélder Sequeira
Em Linhares da Beira vai decorrer de 14 a 17 de agosto o Festival da Parapente.
Para a organização, esta é uma oportunidade para a descoberta da “liberdade do voo, num cenário deslumbrante no sopé da Serra da Estrela”.
Este festival é organizado pela Câmara Municipal de Celorico da Beira e Clube de Voo Livre Vertical, com o apoio da Junta de Freguesia de Linhares da Beira.

Em Sortelha (Sabugal) vai ter lugar, entre 19 e 21 de setembro, a décima terceira edição do evento “Muralhas com História”.
Este ano serão evocadas as vivências do reinado de D. Afonso IV (1325-1357”, cognominado de “O Bravo”.
Trata-se de uma organização da Câmara Municipal do Sabugal que pretende proporcionar uma “viagem ao quotidiano medieval”, complementada com recriação histórica, mercado medieval, acampamento militar, ofícios e vivências, cetraria e animais da quinta, ritmos medievais, artes circenses, torneios de armas a pé e a cavalo, jogos medievais e animação infantil.

No 𝖬𝗎𝗌𝖾𝗎 𝖤𝗍𝗇𝗈𝗀𝗋á𝖿𝗂𝖼𝗈 𝖽𝖺 𝖢𝖺𝗌𝗍𝖺𝗇𝗁𝖺, 𝖾𝗆 𝖠𝗅𝖽𝖾𝗂𝖺 𝖽𝗈 𝖡𝗂𝗌𝗉𝗈 (Guarda), está patente até ao próximo dia 25 de setembro a exposição “Leite, cardo e mãos frias – o queijo Serra da Estrela no concelho da Guarda”.
A exposição integra fotos de Monteiro Gil e de Fernando Curado Matos.
“A 𝗆𝗈𝗌𝗍𝗋𝖺 é 𝗎𝗆𝖺 𝗁𝗈𝗆𝖾𝗇𝖺𝗀𝖾𝗆 𝗌𝖾𝗇𝗍𝗂𝖽𝖺 à𝗌 𝗆ã𝗈𝗌 𝗊𝗎𝖾 𝗆𝗈𝗅𝖽𝖺𝗆 𝗎𝗆 𝖽𝗈𝗌 𝗉𝗋𝗈𝖽𝗎𝗍𝗈𝗌 𝗆𝖺𝗂𝗌 𝖾𝗆𝖻𝗅𝖾𝗆á𝗍𝗂𝖼𝗈𝗌 𝖽𝖺 𝗇𝗈𝗌𝗌𝖺 𝗋𝖾𝗀𝗂ã𝗈 – 𝗈 𝖰𝗎𝖾𝗂𝗃𝗈 𝖲𝖾𝗋𝗋𝖺 𝖽𝖺 𝖤𝗌𝗍𝗋𝖾𝗅𝖺. 𝖤 𝗎𝗆 𝗍𝗋𝗂𝖻𝗎𝗍𝗈 à 𝗍𝗋𝖺𝖽𝗂çã𝗈 𝗊𝗎𝖾 𝖺𝗍𝗋𝖺𝗏𝖾𝗌𝗌𝖺 𝗀𝖾𝗋𝖺çõ𝖾𝗌, 𝖿𝖾𝗂𝗍𝖺 𝖽𝖾 𝗌𝖺𝖻𝖾𝗋𝖾𝗌 𝖺𝗇𝗍𝗂𝗀𝗈𝗌, 𝖽𝖺 𝖿𝗈𝗋ç𝖺 𝖽𝗈 𝗍𝖾𝗋𝗋𝗂𝗍ó𝗋𝗂𝗈 𝖾 𝖽𝗈 𝗈𝗋𝗀𝗎𝗅𝗁𝗈 𝖽𝖺𝗌 𝗌𝗎𝖺𝗌 𝗀𝖾𝗇𝗍𝖾𝗌. 𝖮 𝖰𝗎𝖾𝗂𝗃𝗈 𝖲𝖾𝗋𝗋𝖺 𝖽𝖺 𝖤𝗌𝗍𝗋𝖾𝗅𝖺 𝗏𝖺𝗂 𝗆𝗎𝗂𝗍𝗈 𝖺𝗅é𝗆 𝖽𝖾 𝗎𝗆 𝗌𝗂𝗆𝗉𝗅𝖾𝗌 𝖺𝗅𝗂𝗆𝖾𝗇𝗍𝗈 – é 𝗁𝖾𝗋𝖺𝗇ç𝖺 𝖼𝗎𝗅𝗍𝗎𝗋𝖺𝗅, 𝗂𝖽𝖾𝗇𝗍𝗂𝖽𝖺𝖽𝖾 𝖼𝗈𝗅𝖾𝗍𝗂𝗏𝖺 𝖾 𝗆𝖾𝗆ó𝗋𝗂𝖺 𝗏𝗂𝗏𝖺. “
𝖠𝗍𝗋𝖺𝗏é𝗌 𝖽𝖾𝗌𝗍𝖺 𝖾𝗑𝗉𝗈𝗌𝗂çã𝗈 pretende-se revisitar 𝗈 𝗉𝖾𝗋𝖼𝗎𝗋𝗌𝗈 𝖽𝖾𝗌𝗍𝖾 𝗌𝖺𝖻𝖾𝗋 𝗍𝗋𝖺𝖽𝗂𝖼𝗂𝗈𝗇𝖺𝗅, 𝖽𝖾𝗌𝖽𝖾 𝗈 𝗅𝖾𝗂𝗍𝖾 𝖽𝖺𝗌 𝗈𝗏𝖾𝗅𝗁𝖺𝗌 𝖻𝗈𝗋𝖽𝖺𝗅𝖾𝗂𝗋𝖺𝗌, 𝗉𝖺𝗌𝗌𝖺𝗇𝖽𝗈 𝗉𝖾𝗅𝗈 𝗎𝗌𝗈 𝖽𝗈 𝖼𝖺𝗋𝖽𝗈 𝖼𝗈𝗆𝗈 𝖼𝗈𝖺𝗀𝗎𝗅𝖺𝗇𝗍𝖾 𝗇𝖺𝗍𝗎𝗋𝖺𝗅, “𝖺𝗍é à𝗌 𝗆ã𝗈𝗌 𝖿𝗋𝗂𝖺𝗌 𝗊𝗎𝖾, 𝖼𝗈𝗆 𝖽𝖾𝖽𝗂𝖼𝖺çã𝗈 𝖾 𝖺𝗋𝗍𝖾, 𝗆𝗈𝗅𝖽𝖺𝗆 𝖼𝖺𝖽𝖺 𝖾𝗑𝖾𝗆𝗉𝗅𝖺𝗋 𝖼𝗈𝗆 𝖺𝗎𝗍𝖾𝗇𝗍𝗂𝖼𝗂𝖽𝖺𝖽𝖾 𝖾 𝖺𝗅𝗆𝖺”.
Foto: Museu da Guarda

Um grupo de estudantes da University of North Florida, EUA, está a desenvolver um conjunto de soluções de design com impacto social direto nas comunidades das Aldeias de Montanha.
No âmbito do programa "The Design for Social Impact", os jovens estão a colaborar com a Rede de Aldeias de Montanha, com foco único na criação de projetos de comunicação que respondam aos desafios reais da região. Esta iniciativa visa não só enriquecer a experiência académica dos alunos, mas também oferecer um contributo valioso para a dinamização dessas aldeias.
“A agenda dos estudantes tem sido rica em experiências que os conectam de forma profunda com o território e a sua gentes” refere uma informação divulgada pela referida rede. Na aldeia de Videmonte, por exemplo, “tiveram a oportunidade de visitar a aldeia, onde colocaram as "mãos na massa" para fazer o tradicional pão de centeio local e partilharam um almoço convívio com os idosos do Lar da aldeia”.
Neste fim de semana, 19 e 20 de julho, estes estudantes “além de darem continuidade aos trabalhos académicos que irão materializar-se em projetos de futuro para as Aldeias de Montanha” vão participar um sunset na Aldeia de Montanha da Lapa dos Dinheiros, “mantendo sempre um contacto muito próximo com a comunidade local”.
Foto: Rede de Aldeias de Montanha
Esta colaboração transatlântica é “um marco para as Aldeias de Montanha” e é possível graças ao apoio fundamental da Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e à sua integração na Study in Portugal Network (SiPN). Estas parcerias estratégicas reforçam o intercâmbio cultural e o desenvolvimento de competências em prol do impacto social.
"A presença destes jovens talentos da University of North Florida é uma oportunidade única para as Aldeias de Montanha. A sua criatividade e perspetiva externa são mais um instrumento para inovar na forma como comunicamos e promovemos o território", refere Francisco Rolo Presidente da Direção da Rede de Aldeias de Montanha.
Os projetos desenvolvidos pelos estudantes prometem trazer novas ferramentas e estratégias de comunicação que contribuirão significativamente para a sustentabilidade e a valorização das Aldeias de Montanha, demonstrando o poder transformador do design.
O azeite ETHOS Cobrançosa conquistou a medalha de ouro no concurso NYIOOC World Olive Oil Competition 2025, em Nova Iorque, e no Olive Japan 2025, em Tóquio.
Produzido no Vale do Mondego, na Guarda, o azeite guardense foi, ainda, confirmado como um dos 10 melhores do mundo conquistando também o Prémio Especial ‘Toshiya Tada Special Sommelier Award’, entre mais de 800 em competição.
O concurso de Nova Iorque é uma das maiores competições internacionais do setor.

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