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A Câmara Municipal de Almeida vai promover a partir de hoje e até domingo, 2 de fevereiro, a XVI Feira de Caça, Pesca e Desenvolvimento Rural.
Esta iniciativa pretende promover o turismo cinegético, os recursos e as potencialidades do território, assim como o turismo gastronómico com especial destaque para produtos endógenos e pratos de caça e pesca.
De acordo com a informação divulgada pela autarquia, a feira “apresenta um espaço expositivo de mostra e venda de artigos de caça e pesca, artesanato, produtos agroalimentares, exposição de árvores e de plantas autóctones, exposição de cães de matilhas, exposição de pesca interativa e educação ambiental, taxidermia de aves e mamíferos e mostra de maquinaria agrícola.”

Entre as múltiplas atividades que compõem o programa da feira fazem parte montarias ao javali, largada de perdizes, demonstração de aves de rapina, show de papagaios e araras, tiro virtual, concurso de pesca para adultos e crianças, entre outras. Haverá também atividades dirigidas aos mais jovens, nomeadamente oficinas de educação ambiental, passeios de burro, navegar num barco pirata, uma viagem pela quinta dos animais…
“Uma vez mais se irá dar destaque ao turismo gastronómico com a realização de showcookings, dando a conhecer os melhores sabores do território. Haverá ainda prova de vinhos, cerveja artesanal, licores e cidra e as tasquinhas irão fazer as delícias de todos os visitantes, com cardápios de caça, pesca, enchidos e doçaria tradicional. Ao longo dos 3 dias, os visitantes poderão ainda desfrutar da rota gastronómica pelos restaurantes e pastelarias do concelho assim como do Roteiro Turístico “3 dias para ver e sentir o concelho de Almeida” podendo desta forma conhecer o que de melhor o concelho tem para oferecer.” Refere uma nota informativa da Câmara Municipal de Almeida.
O programa completo pode ser consultado aqui.
António Santinho Pacheco foi ontem agraciado, pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Comenda da Ordem da Liberdade.
O ato, que decorreu no Palácio de Belém, traduz o reconhecimento pelo trabalho de Santinho Pacheco em prol da causa pública, ao longo da atividade que desenvolveu enquanto Presidente da Câmara Municipal de Gouveia, Deputado e Governador Civil do Distrito da Guarda.
Santinho Pacheco é natural de Vila Franca da Serra, onde nasceu a 1 de setembro de 1951, e para além dos cargos mencionados foi também Presidente da Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela, membro do Conselho Económico e Social e Presidente da Liga de Amigos dos Hospital Sousa Martins.
Foto: Rui Ochoa | Presidência da República
Embora não sendo um animal específico das terras altas, o camaleão tem por aqui algumas espécies, com características peculiares.
Segundo os dicionários, esse ser vivo regista certos fenómenos miméticos; ou seja, e vertendo isto numa linguagem mais corrente e percetível, desenvolvem determinados fenómenos de imitação, tomando a aparência do meio em que se encontram.
Afinal, é tudo uma questão de aparências, pois na realidade não perdem a sua estrutura biológica nem os traços específicos do seu comportamento, acabando por emergir na sua verdadeira essência. É uma questão de vivência, ou sobrevivência, até porque, como diz a ancestral sabedoria popular “viver não custa, o que custa é saber viver”.

Lamentavelmente não falta por aí quem – à sombra das aparências, camuflando a deficiente formação cívica, a mediocridade, a ausência de escrúpulos e princípios morais – não olhe a meios para atingir os fins, confirmando, em larga medida, um provérbio latino: “as águias não geram pombas”…
São exemplos pouco dignificantes dos nossos padrões culturais e, sobretudo, da reserva moral das gentes beirãs, onde determinados comportamentos desviantes não encontram, ainda, qualquer tipo de sinónimo; testemunhos pouco abonatórios da personalidade e da ética, seja a que nível for e em que circunstâncias.
Para esses exemplares da nossa sociedade é indiferente ser “fiel à palavra dada e à ideia tida”... até porque em termos de ideias só a reciclagem de outras (basta exercitar um pouco a memória) afirma pretensas novidades…
Há que abandonar os, anteriormente referidos, fenómenos miméticos dando lugar e valorizando quem possa assumir protagonismos capazes de se transformem em benefícios para o desenvolvimento cultural e social, não limitando as suas intervenções e projetos a calendários conjunturais.
H.S.
No próximo dia 1 de março vai decorrer, no Sabugal, o XV Capítulo da Confraria do Bucho Raiano.
O programa, para além do tradicional almoço, integra música, performance teatral, animação de rua, desfile de confrarias. A cerimónia capitular terá lugar no Auditório Municipal do Sabugal; a oração de sapiência será proferida pelo juiz conselheiro Cipriano Nabais, natural de Quadrazais.
No jardim fronteiro ao auditório haverá uma degustação de enchidos, queijos e outros sabores da gastronomia raiana. A animação cultural na sessão solene de entronização de novos confrades estará a cargo do músico sabugalense João Nunes e do grupo de animação cultural Badagoneiros.
No final da cerimónia haverá um desfile do Confrarias, animado por um grupo de tocadores de concertina. O almoço de bucho acontecerá no restaurante Casa da Esquila, do chef Rui Cerveira, no Casteleiro.

As inscrições estão já abertas e “a direção da Confraria espera juntar no Sabugal algumas centenas de convivas, entre confrades, familiares e amigos, em boa parte vindos de vários pontos do país”, como é referido em nota informativa enviada ao CG.
O Bucho Raiano é um produto gastronómico de excelência, constituído por várias carnes de porco temperadas numa mistura especial, envolvida num invólucro natural (o bucho) e fumadas ao calor da lareira. As carnes do bucho têm origem nas terras raianas, sendo temperadas com pimentão, que, noutro tempo, era contrabandeado pelos homens que se afoitavam na travessia da fronteira.
Segundo a tradição, o bucho é cozido ao lume em panela de ferro, durante três horas, indo à mesa em travessa de barro, ladeado por grelos de nabo, batata cozida, morcela e farinheira e acompanha com um bom vinho tinto.
O bucho come-se no inverno, mas, segundo a tradição, é obrigatório ir à mesa na época do Entrudo, servido para toda a família reunida.
A Confraria do Bucho Raiano, fundada em 2009, vem promovendo o bucho e outros sabores gastronómicos raianos, contribuindo para a afirmação desse produto como uma das maiores imagens de marca das nossas terras.
O Dia Mundial do Rádio vai ser assinalado a 13 de fevereiro e a proposta comemorativa é centrada, este ano, nas alterações climáticas.
A UNESCO, e num momento em que o Acordo de Paris assume uma importância primordial, sublinha que o rádio contribui para a concretização dos seus objetivos internacionais; contributo que se pode traduzir no apoio às populações – perante os reflexos das alterações climáticas – divulgando informação objetiva, dando voz às pessoas, emitindo programas específicos sobre o papel individual, das instituições e dos poderes na defesa da natureza e do planeta. Lembramos que o Acordo de Paris é um tratado internacional sobre mudanças climáticas, adotado em 2015, que estabeleceu o compromisso de serem adotadas medidas para a redução de gases com efeito estufa.
Em todos os continentes se têm verificado inquestionáveis cenários de alterações climáticas, com as mais diversas e trágicas consequências. Os casos mais recentes confirmam estas palavras e apontam para uma preocupante realidade da qual não nos podemos alhear, coletiva e individualmente.
O Dia Mundial do Rádio foi proclamado em 2011 pelos estados-membros da UNESCO e adotado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2012, como data de celebração deste meio de comunicação social. A UNESCO, considera que “numa era marcada pela velocidade vertiginosa da inovação tecnológica o rádio entrou no segundo século de atividade como um dos meios de comunicação mais confiáveis e amplamente utilizados no mundo.” Isto para além de o rádio ser “um meio poderoso para celebrar a humanidade em toda a sua diversidade” e constituir “uma plataforma para o discurso democrático”.
Daí a UNESCO sublinhar, a propósito da comemoração do Dia Mundial do Rádio, que “na era da inteligência artificial, juntamente com as omnipresentes redes sociais, o rádio de qualidade continua a ser universal e popular, considerada o meio mais fiável. Para além de popularizar os conceitos ambientais, ao divulgar informação verificada e independente dos poderes económicos, ideológicos e políticos, a rádio pode influenciar a perceção dos ouvintes sobre as alterações climáticas e a importância dada ao tema”.
No contexto desta comemoração, a UNESCO divulgou algumas sugestões com vista à sua implementação por parte das estações emissoras de radiodifusão; deixa, assim, o desafio para se dar maior enfâse aos factos que evidenciam as constantes manifestações das alterações climáticas e, outrossim, à análise e enriquecimento das fontes de informação sobre a temática. Este cuidado por parte dos responsáveis pelas estações, seja qual for o seu âmbito, não deve ficar apenas pela programação a emitir nesse dia, mas deve ter uma desejada sequência com a participação, em antena, de especialistas.
Por outro lado, é também suscitada a necessidade de inquirir o que pensam os profissionais do rádio sobre as alterações climática, qual é o seu grau de informação e preocupação; para além desta sugestão, e no caso de não haver recursos para a realização de estudos quantitativos e qualitativos necessários para garantir uma programação especial, a UNESCO lembra a possibilidade do envolvimento de voluntários ou estudantes para a realização de entrevistas, existindo ainda possibilidade de recolher opiniões através do sítio do rádio na internet, por correio eletrónico ou nas redes sociais. Aliás, da informação recolhida podem resultar excelentes indicadores para novos conteúdos programáticos.

Ainda nesta linha de sugestões da UNESCO, para a comemoração do Dia Mundial da Rádio, é igualmente realçado que “além de explicações e soluções para as mudanças climáticas, há um grande número de histórias de negócios, notícias e factos de interesse público que se cruzam com outros temas”, sobre os quais é importante ouvir as pessoas, questionando-as sobre o que representam para elas as mudanças climáticas.
Os diretos a partir do exterior realçam o perfil da rádio e enriquecem a sua função social; no caso de existirem condições atmosféricas adversas, não esqueçamos que se pode pedir o envio de mensagens para a rádio através do correio de voz, registos áudio que transmitam o pensamento das pessoas, o seu grau de preocupação face às alterações climáticas e eventuais relatos de experiências individuais em cenários associados a essa mudança.
No conjunto de sugestões divulgadas pela UNESCO, a propósito do Dia Mundial da Rádio há um ponto intitulado “Prepare-se para a tempestade” onde é mencionado que “inundações, incêndios florestais, ondas de calor e outros eventos semelhantes” se tornaram tão frequentes que agora “as condições de trabalho são mais exigentes para emissoras e seus profissionais (…). Ao esforçarem-se para obter relatos em primeira mão de populações afetadas e tomadores de decisão, eles também serão expostos às mesmas condições climáticas extremas que a população no curso de suas reportagens”.
De referir, a propósito de perigos, que nos últimos 15 anos, foram mortos 44 jornalistas e registados 749 ataques em 89 países. A UNESCO publicou uma nota informativa com dados e tendências sobre os ataques a jornalistas, que inclui também um novo inquérito aos jornalistas sobre as ameaças que enfrentam quando cobrem questões ambientais. Mais de 70% dos jornalistas inquiridos relataram ter sofrido ataques, ameaças ou pressões. “Uma questão a abordar é, portanto, a importância da segurança dos jornalistas que informam o público sobre as alterações climáticas, particularmente os desafios que enfrentam.”
É oportuna a anotação feita a propósito da definição, para as emissoras, de um plano de emergência climática no Dia Mundial do Rádio (2025.) Esse plano, é descrito, “deve incluir mapeamento pré-preparado de áreas de risco; listas de contato de especialistas e autoridades para vários cenários de desastres; rotinas de resposta; instruções de segurança específicas para cada desastre natural”. Acrescenta que ele também deve prever a manutenção de equipamentos necessárias para cenários de emergência, mormente geradores para cortes de energia prolongados.
Esta uma necessidade a que, em anterior apontamento sobre as estações de radiodifusão sonora, fizemos já referência; em episódios de falta de energia, se a rádio não tiver outra alternativa ao dispor, fica sem emissão e as populações sem um canal informativo onde poderão obter indicações essenciais, precisas e claras e cuja utilidade num contexto de catástrofe nunca será demais relembrar.
No texto divulgado sobre o próximo Dia Mundial do Rádio, é reconhecido o papel essencial e o poder dos jornalistas e emissoras de exporem a desinformação climática, promoverem o diálogo informado e aumentarem a conscientização ambiental; através da produção de informações precisas e confiáveis. Outra interessante sugestão, para o referido dia, é a transmissão de sons ambientais da natureza; uma audição oportuna que proporcionará um maior envolvimento dos ouvintes na celebração do dia e da temática subjacente; há uma "Biblioteca de Sons" publicada para o Dia Mundial do Rádio. Isto não inviabiliza que as emissoras possam e devam estruturar bancos de sons sobre mudanças climáticas, arquivando registos áudio adaptados aos seus programas e às realidades ambientais das zonas onde estão inseridas.
A praticamente três semanas do Dia Mundial do Rádio, deixamos algumas anotações no sentido de o tema escolhido para este ano ser devidamente assinalado, num verdadeiro comprometimento com o futuro do nosso planeta, do nosso futuro. O Rádio não pode ficar indiferente.
Hélder Sequeira
in O INTERIOR, 22 janeiro 2025
Adriano Vasco Rodrigues, historiador e ex-Governador Civil da Guarda, faleceu hoje no Porto. Natural da Guarda, onde nasceu a 4 de maio de 1928, Adriano Vasco Rodrigues foi um homem de cultura que desenvolveu a sua atividade nas áreas da história, arqueologia, etnografia e igualmente no ensino; teve ainda uma destacada intervenção na política e na administração pública.
“A Catedral da Guarda na História e na Poesia” (1953), “Prospecções Arqueológicas na Região de Longroiva” (1954), “Subsídios Arqueológicos para a História de Celorico da Beira “(1956), “Monografia artística da cidade da Guarda” (1957), “”Retrospetiva Histórica dos Concelhos de Meda, Longroiva e Marialva (1976), “Celorico da Beira e Linhares: monografia histórica e artística” (1979), “Terras da Meda: Natureza e Cultura” (1983), “Guarda - Pré-História, História e Arte (Monografia)” (2001), e “Salvador de Nascimento: Uma Vida - Um Ideal” (2005) são algumas das suas obras.

Adriano Vasco Rodrigues, que dirigiu a Revista Altitude (editada pela Assembleia Distrital da Guarda), iniciou a sua atividade na docência no ano de 1951, após ter concluído o Curso da Escola do Magistério Primário do Porto, lecionando como professor do ensino primário (designação à época). Cinco anos depois licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas na Universidade de Coimbra, onde completou também o curso de Ciências Pedagógicas.
Adriano Vasco Rodrigues especializou-se depois em História da Arte Medieval na Universidade de Santiago de Compostela, onde fez o Curso de Língua e Cultura Espanhola. Lecionou no ensino secundário, inicialmente como professor eventual, profissionalizando-se em 1960. Entre 1958 e 1962, deu aulas no ensino superior, no curso de Arqueologia Peninsular no Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Porto.
Em Angola desempenhou, entre 1965 e 1969, as funções de Inspetor Provincial Adjunto da Educação, tendo dinamizado a formação de professores e organizado a secção de Arqueologia do Museu de Angola; em parceria com sua esposa Maria da Assunção Carqueja Rodrigues, produziu a primeira Carta da Pré-História de Angola.
Entre 1969 a 1974, foi reitor e organizador do Liceu-Piloto Garcia de Orta. Nos anos seguintes assumiu funções em cargos de destaque na administração pública e política, tendo sido deputado independente da Assembleia da República pelo CDS-PP (1976-1982), Governador Civil da Guarda (1982-1983) e Diretor-Geral do Ensino Particular e Cooperativo (1983-1986).
Em 1988, assumiu, por concurso internacional, o cargo de Diretor da Schola Europaea, na Bélgica, organismo da União Europeia, onde esteve em 1996.
Na Universidade Portucalense, a partir de 1997, desenvolveu pesquisas e cursos livres nas áreas de Arte Africana, Numismática, História das Religiões e Antiguidades.
Foi distinguido, em 1994, pela Câmara Municipal do Porto que lhe atribuiu a Medalha de Ouro; em 1996 o Presidente da República, Jorge Sampaio, atribuiu-lhe a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique. Em 2009, no decorrer da jornada de homenagem que lhe foi prestada na Guarda foi-lhe entregue a medalha de mérito pelo Instituto Politécnico e a Medalha de Ouro da Cidade, pela Câmara Municipal.
O funeral de Adriano Vasco Rodrigues terá lugar na sexta-feira (24 de janeiro), pelas 10h30, estando o corpo em câmara ardente a partir das 11 horas de amanhã na Igreja de Cristo Rei, Porto.
Maria Vegas vai apresentar hoje na Guarda, no Café Concerto do TMG, o seu álbum de estreia intitulado “Reconnecting”.
O espetáculo terá lugar a partir das 22 horas e tem entrada gratuita.

“Not Your Song” foi a primeira canção de Maria Vegas (que é alterego de Manuela Marques) que integra o álbum referido anteriormente e o qual se apresenta “como uma abordagem provocadora e aberta sobre o crescimento e o triunfo em todos os seus empreendimentos, com uma inquietação de nunca se contentar com o que é comum.”
Com um caminho “pelo mundo das artes, que começa na sua formação académica, hoje apresenta-se com valências multidisciplinares e um percurso de vida, profissional e pessoal, cheio de histórias para contar” foi referido a propósito desta cantautora, cuja voz pode ouvir aqui.
O filme “Mãos da Terra”, com realização do guardense Luís Sequeira, é um dos nomeados para o Prémio Sophia (2025), da Academia Portuguesa de Cinema, na categoria de melhor curta-metragem de documentário.
Este filme, rodada em Paradela do Rio (Montalegre), “é uma ode à criatividade, resiliência e à beleza que podemos encontrar nas formas mais simples da vida”, celebrando a obra História de Vida, da autoria de José Teixeira, e dando a conhecer “o legado eterno do artista e as raízes que deixou plantadas neste mundo”; uma vida contada através de peças de cerâmica.
O filme foi produzido no âmbito do curso de Cinema da UBI. De referir que os vencedores vão ser anunciados no próximo mês, no decorrer da décima primeira edição dos Prémios Sophia Estudante, a realizar 20 a 23 de fevereiro, no auditório municipal de Albufeira.

Créditos: Aldeias de Montanha
A Rede de Aldeias de Montanha está a promover o I Concurso de Ideias Criativas para futura Rede de Visitação | As Guardiãs da Montanha
“A Rede de Aldeias de Montanha procura ideias criativas que elevem o propósito de homenagear uma das mais importantes e simbólicas comunidades da matriz social e cultural do território, as Queijeiras da Serra da Estrela, as grandes Guardiãs da Montanha.” É referido a propósito desta iniciativa.
O concurso pretende identificar uma ideia/obra artística que deverá ser materializada e que constitua “uma representação simbólica de evocação e homenagem a estas Mulheres, muitas das vezes queijeiras e pastoras”. Este primeiro concurso de ideias está aberto a todos os interessados (nacionais ou internacionais) que pretendam desenvolver uma intervenção artística no espaço público a começar no município da Guarda. “A ideia é, a curto prazo, alargar o concurso a outras cidades do território”, como é referido numa nota informativa daquela Rede.
A obra não poderá estar dissociada do projeto Queijeiras e do propósito transformador deste projeto, promovido desde 2021 pela ADIRAM - Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha em parceria com nove municípios que integram a Rede, e que tem como propósito o empoderamento, dando visibilidade, capacitação e voz a estas mulheres responsáveis pela perpetuação de um dos produtos mais genuínos e tradicionais da região, contribuindo para a economia local e coesão social.
As propostas podem ser enviadas, até ao próximo dia 31 de janeiro para a conta de correio eletrónico: queijeiras@aldeiasdemontanha.pt
O projeto vencedor será anunciado no dia 6 de fevereiro. À obra artística selecionada será atribuído o valor de 9.225 mil euros para a sua execução, mediante procedimento de Contratação pública. O regulamento pode ser consultado aqui.
Este primeiro projeto artístico de homenagem às Guardiãs da Montanha e do saber-fazer do Queijo Serra da Estrela habitará um espaço público selecionado pelo município da Guarda, sendo que fará parte de um vasta Rede de Visitação Artística que começa agora a tomar forma. Cada cidade sede de concelho do Parque Natural da Serra da Estrela terá uma obra artística à qual será associado um marcador com touch-point e que, através do scan de um QRCode ou de outro marcador visual, será possível aceder à informação sobre o corpo artístico e a conteúdos multimédia sobre as histórias das Queijeiras que integram o Projeto e das suas Queijarias.
Projeto Queijeiras
As Queijeiras da Serra da Estrela são responsáveis por um dos produtos mais genuínos e tradicionais da região, o Queijo Serra da Estrela, um queijo reconhecido nacional e internacionalmente pela sua excelência. Este projeto, promovido pela ADIRAM - Associação de Desenvolvimento Integrado da Rede de Aldeias de Montanha, tem "o propósito muito claro de ser um fator transformador nas vidas das Queijeiras. Empoderar, dar presença e voz a mulheres que, como tantas outras, por vezes são as heroínas “invisíveis” da nossa sociedade e da nossa cultura. É um Projeto para mulheres, concretizado por mulheres, que beneficia mais de 40 Queijeiras de 9 concelhos. Pretende também enaltecer e capacitar estas Mulheres, construindo um universo onde o saber-fazer das Queijeiras e a nobreza das matérias-primas naturais tão identitárias do território da Serra da Estrela e das Aldeias de Montanha - do burel, das ovelhas, do leite, do cardo – estão em permanente destaque."
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