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João Gomes: na Guarda da Democracia e Liberdade

por Correio da Guarda, em 20.04.24

 

A poucos dias da comemoração dos cinquenta anos da revolução de abril é dever de memória evocarmos uma figura incontornável da luta pela liberdade e democracia.

Falamos do Dr. João Gomes, um nome que bem se pode traduzir por grande e exemplar democrata, homem de vasta cultura e humanidade, advogado brilhante, orador apreciado, socialista distinto; um homem sempre fiel aos valores que constituíram a sua ideologia democrática. “Grande advogado, orador inflamado e eloquente, João Gomes, foi até à sua morte indefetivelmente fiel às suas convicções republicanas de sempre”, escreveu Mário Soares numa publicação editada, em 2009 pela Câmara Municipal da Guarda.

João Gomes tutelou uma enorme atividade política, bateu-se pela liberdade, por princípios e ideias; esteve sempre na linha da frente dos interesses desta cidade, do distrito, do interior.

Mesmo quando exerceu as funções de Governador Civil do Distrito não hesitava em discordar – sempre que a sua consciência e o seu amor pela Guarda assim o exigiam – das diretrizes políticas ou opções estratégicas que, na sua opinião, não serviam ou não eram as melhores para a Beira Serra, terminologia que gostava de usar e à qual dava relevo mediático no programa radiofónico “Reflexões Políticas”, emitido, durante alguns anos, na Rádio Altitude.

Em entrevista publicada no primeiro número do quinzenário “Notícias da Guarda” comentava, a propósito das suas funções como Governador Civil que “a maior parte das pessoas vêm para estes lugares para se servirem e terem naturalmente de dizer sim ao Governo. Eu sou capaz de dizer não, se o Governo, para além de certos limites, ofender certos princípios que possam ofender não só a minha dignidade, mas também os interesses da gente da minha terra”.

Dr. João Gomes - Entrevista ao jornal Notícias d O Dr. João Gomes em entrevista ao jornal Notícias da Guarda, publicada no primeiro número.

 

João Gomes nasceu a 26 de julho de 1912 na freguesia de Avelãs da Ribeira (concelho da Guarda), onde frequentou a instrução primária. Estudou, depois, no Liceu da Guarda e completou o curso liceal em Viseu, no ano letivo de 1928/29; no ano seguinte foi estudar Direito na Universidade de Coimbra, curso que concluiu em 1934.

A sua atividade profissional iniciou-se na Comarca de Celorico da Beira, como subdelegado do Procurador da República e no final do ano de 1935 vem trabalhar para o Cartório Notarial da Guarda, exercendo a partir do início de 1936 as funções de Conservador do Registo Predial da Guarda. A sua atividade como advogado inicia-se em novembro de 1937; no ano seguinte passou a estar ligado, como redator principal, ao “Distrito da Guarda”, semanário republicano regionalista.

Em 1945, João Gomes aderiu ao Movimento de Unidade Democrática (MUD); no ano de 1958 apoiou a candidatura do general Humberto Delgado à Presidência da República, presidindo à comissão distrital e dinamizando diversas ações e sessões eleitorais; nesse mesmo ano foi nomeado Delegado, na Guarda, da Ordem dos Advogados.

Nos anos seguintes desenvolveu uma determinada e notável ação política, no contexto da Oposição Democrática e como candidato, nas listas pelo distrito, à Assembleia Nacional.

Em abril de 1974 está na linha da frente do apoio ao Movimento das Forças Armadas, que saúda no decorrer da manifestação realizada a 26 desse mês junto ao Regimento de Infantaria 12, na Guarda; dois dias depois, juntamente com outras figuras políticas vai esperar Mário Soares na fronteira de Vilar Formoso.

Exerceu, no pós-25 de abril, funções docentes no Liceu Nacional Afonso de Albuquerque, lecionando a disciplina de “Introdução à Política”. A partir de finais de 1975, foi o primeiro presidente da Delegação Distrital da Guarda da Cruz Vermelha Portuguesa.

Em 1977, como presidente da Comissão Executiva da Subcomissão Regional, João Gomes é o responsável pelo programa das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, realizadas na Guarda. No ano seguinte foi nomeado Diretor Distrital da Segurança Social do Distrito; em julho de 1983 tomou posse do cargo de Governador Civil do Distrito da Guarda, onde esteve até dezembro de 1985.

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 O Dr. João Gomes, Governador Civil da Guarda, nas I Jornadas de Imprensa Regional Organizadas pelo Notícias da Guarda.

 

Esse lugar foi-me oferecido e quero acentuar que foi por uma questão moral que aceitei. Eu posso ser ainda útil ao meu distrito e essa foi uma das razões que me levaram a aceitar o cargo”. Afirmava, em janeiro de 1984 ao Notícias da Guarda. “Para mim, a política é, acima de tudo, um ato de honra, de carácter e dignidade. Isso é que não vejo em muita gente. Há muitas pessoas que aproveitam a política para outros fins, prejudicando realmente as verdadeiras posições doutrinárias e ideológicas”, acrescentava na entrevista que nos deu para esse jornal, deixando vincadas outras preocupações sobre a cidade e o distrito da Guarda, cuja unidade sempre defendeu.

Em novembro de 1985 foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem da Liberdade, pelo então Presidente da República. Ramalho Eanes considerou-o, num texto publicado em 2009, “um homem bom, que bem quis e soube render os seus talentos”, destacando também ser merecedor do epíteto de “Homem histórico”, “pela sua ação coerente, pela sua ação de uma vida, dedicada aos portugueses.”

Este ilustre guardense foi distinguido em várias ocasiões e lugares, nomeadamente pela Região Militar do Centro (em 1994) com a medalha de brasão de armas e pela Câmara Municipal da Guarda de quem recebeu, em 1988, a Medalha de Prata.

João Gomes faleceu, em Lisboa, a 23 de maio de 2003.

Aquando da comemoração dos 99 anos da implantação da República, a Guarda prestou-lhe uma justificada homenagem e a autarquia fez o lançamento do livro “João José Gomes – Homem do pensamento e da cultura / Homem da palavra e da acção”, que permite um melhor conhecimento do guardense que hoje recordamos; “advogado das liberdades e dos mais necessitados, mas sobretudo o intelectual que, sem desistência de qualquer tipo, sempre procurou estar totalmente atualizado com as grandes questões do nosso tempo”. Anotou Jorge Sampaio.

O seu nome passou está inscrito toponímia da Guarda, da sua cidade, numa rua da zona urbana do Torrão. Como lembrou a sua filha, João Gomes “serviu a Guarda desinteressadamente. Tinha a sua profissão e viveu dela. Nunca se serviu da política. Infelizmente, nem sempre foi compreendido. São, às vezes, ambições desmedidas e invejas mal contidas que provocam determinadas situações”. Escreveu Maria Isabel Gomes no livro atrás referenciado, onde Monteiro Valente (capitão de abril e o rosto da revolução na Guarda) sublinhou que preservar a memória de João Gomes “é fundamental para que as novas gerações compreendam melhor o que foi a ditadura e quanto custou a liberdade. Para que percebam também que o regime democrático em que vivem não foi o resultado de um acaso da história, de uma simples e normal mutação política, mas expressão culminante das aspirações de liberdade dos Portugueses”.

Honrar a memória de João Gomes passa por refletir sobre o seu exemplo, sobre sua vida e atividade política, sobre o seu pensamento, sobre o seu constante empenho no desenvolvimento social e cultural, sobre o seu contributo em prol das verdadeiras causas da cidade e do distrito, sobre o seu amor à Guarda e à liberdade.

A liberdade – dizia João Gomes – é sempre a liberdade daquele que pensa de uma maneira diferente do que nós pensamos”.

 

Hélder Sequeira

 

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publicado às 12:00

Guarda: das origens à atualidade

por Correio da Guarda, em 19.04.24

 

Uma obra dedicada à história da cidade e do concelho da Guarda vai ser apresentada no dia 24 de abril no âmbito dos 50 anos da Revolução de 74.
Coordenada pelo Centro de Estudos da População, Economia e Sociedade – CEPESE, e desenvolvida por uma equipa multidisciplinar de mais de três dezenas de investigadores, esta obra dá a conhecer, de forma sintética, mas cientificamente rigorosa, a história da cidade e do concelho da Guarda, das suas origens pré-históricas à atualidade.
Profusamente ilustrada e suportada por cerca de 300 quadros e gráficos, a obra distribui-se por quatro volumes, seguindo uma sequência cronológica que abarca, dentro de cada grande período, os principais temas que lhe dizem respeito, das estruturas político-administrativas às religiosas, dos comportamentos demográficos à economia, da organização social ao urbanismo e arquitetura.
O livro será lançado numa sessão pública que decorrerá no Espaço ExpoEcclesia, junto ao Museu da Guarda, na próxima quarta-feira, às 21h00.
 

História da Guarda.jpg

 
 
 
 

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publicado às 19:00

 

Isabel Soler é a vencedora da 20.ª edição do Prémio Eduardo Lourenço. O anúncio foi feito hoje pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEl), na Guarda.

O Júri decidiu, por unanimidade, atribuir a esta investigadora e ensaísta da Universidade de Barcelona, reconhecendo a importância do trabalho crítico e ensaístico, especialmente em relação à pesquisa original da experiência e conhecimento do Renascimento ibérico na sua inscrição mais global na novidade de uma conceção de mundo.

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A sua obra estuda a ligação entre a arte, o humanismo renascentista, as viagens portuguesas e o navegante enquanto figura primordial do Renascimento europeu, merecendo especial referência títulos como 'El nudo y la esfera – el navegante como artífice del mundo moderno' (2003), 'Derrota de Vasco da Gama: el primer viaje marítimo a la India' (2011) e 'Magallanes & Co.' (2022).

O Júri reconheceu também a relevância do trabalho de tradução continuado de grandes autores de língua portuguesa, com destaque para Vergílio Ferreira, Jorge Amado e Manuel Rui.

Destinado a galardoar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas, o Prémio Eduardo Lourenço 2024, no montante de 7.500,00€ (sete mil e quinhentos euros), foi atribuído por um júri constituído pelos membros da Direção do Centro de Estudos Ibéricos (Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Reitor da Universidade de Coimbra e Reitor da Universidade de Salamanca), membros das Comissões Científica e Executiva do CEI (António Pedro Pita e Manuel Santos Rosa da UC e Pedro Serra e María Isabel Martín Jiménez da USAL) e pelas seguintes personalidades convidadas: Marta Anacleto e Luísa Braz de Oliveira-Lavoix , indicadas pela Universidade de Coimbra e María Ramona Domínguez Sanjurjo e F. Javier San José Lera, indicadas pela Universidade de Salamanca.

Nas anteriores esidições o galardão foi atribuído a Maria Helena da Rocha Pereira, Professora Catedrática de Cultura Greco-Latina (2004), Agustín Remesal, Jornalista (2006), Maria João Pires, Pianista (2007), Ángel Campos Pámpano, Poeta (2008), Jorge Figueiredo Dias, Professor Catedrático de Direito Penal (2009), César António Molina, Escritor (2010), Mia Couto, Escritor (2011), José María Martín Patino, Teólogo (2012), Jerónimo Pizarro, Professor e Investigador (2013), Antonio Sáez Delgado, Professor e Investigador (2014), Agustina Bessa-Luís, Escritora (2015), Luis Sepúlveda, Escritor (2016), Fernando Paulouro das Neves, Escritor e Jornalista (2017), Basilio Lousada Castro, Escritor (2018), Carlos Reis, Professor e Investigador (2019), Ángel Marcos de Dios, Professor (2020), Fundação José Saramago (2021), Valentín Cabero Diéguez, Geógrafo e Professor (2022) e Lídia Jorge, Escritora (2023).

 

Fonte: CMG

 

 

 

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publicado às 22:50

Prémio Eduardo Lourenço: vencedor conhecido amanhã

por Correio da Guarda, em 17.04.24

 

 

O vencedor do Prémio Eduardo Lourenço, edição de 2024, será anunciado amanhã, na Guarda. 

O Júri da vigésima edição do Prémio Eduardo Lourenço reunirá amanhã, 18 de abril, pelas 11h00, na sede do Centro de Estudos Ibéricos (CEI), na Guarda, para decidir a atribuição do galardão de 2024 à personalidade ou instituição com intervenção relevante no âmbito da cultura, cidadania e cooperação ibéricas.

Eduardo Lourenço e foto de Unamuno - foto Helder

    Eduardlo Lourenço a ver uma fotografia de Miguel Unamuno (foto Helder Sequeira)

 

Esste prémio, no montante de  sete mil e quinhentos euros, será atribuído por um júri constituído pelos membros da Direção do CEI (Presidente da Câmara Municipal da Guarda, Reitor da Universidade de Coimbra e Reitor da Universidade de Salamanca) membros das Comissões Científica e Executiva do CEI (António Pedro Pita e Manuel Santos Rosa da UC e Pedro Serra e María Isabel Martín Jiménez da USAL) e pelas seguintes personalidades convidadas: Marta Anacleto e Luísa Braz de Oliveira-Lavoix , indicadas pela Universidade de Coimbra e María Ramona Domínguez Sanjurjo e F. Javier San José Lera, indicadas pela Universidade de Salamanca.

Em edições anteriores, foram prémio Eduardo Lourenço:: Maria Helena da Rocha Pereira, Professora Catedrática de Cultura Greco-Latina (2004), Agustín Remesal, Jornalista (2006), Maria João Pires, Pianista (2007), Ángel Campos Pámpano, Poeta (2008), Jorge Figueiredo Dias, Professor Catedrático de Direito Penal (2009), César António Molina, Escritor (2010), Mia Couto, Escritor (2011), José María Martín Patino, Teólogo (2012), Jerónimo Pizarro, Professor e Investigador (2013), Antonio Sáez Delgado, Professor e Investigador (2014), Agustina Bessa-Luís, Escritora (2015), Luis Sepúlveda, Escritor (2016), Fernando Paulouro das Neves, Escritor e Jornalista (2017), Basilio Lousada Castro, Escritor (2018), Carlos Reis, Professor e Investigador (2019), Ángel Marcos de Dios, Professor (2020), Fundação José Saramago (2021), Valentín Cabero Diéguez, Geógrafo e Professor (2022) e Lídia Jorge, Escritora (2023).

 

 

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publicado às 09:00

Projeto arqueológico na Guarda

por Correio da Guarda, em 16.04.24

 

No Museu da Guarda vai ter lugar na próxima quinta-feira, 18 de abril, a assinatura de um protocolo de investigação colaborativa entre o município guardense e o Instituto de Estudos Medievais da Nova FCSH, o Royal Netherlands Institute in Rome (KNIR) e a University of Groningen.

Este protocolo tem em vista um projeto arqueológico que visa mapear e analisar padrões e dinâmicas de povoamento antigos no concelho da Guarda.

A assinatura do protocolo decorrerá pelas 10h30, servindo também para assinalar, por parte da Câmara Municipal da Guarda, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

Torre.jpg

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publicado às 15:44

Antigos Alunos do Externato do Sabugal

por Correio da Guarda, em 15.04.24

 

No próximo dia 4 de maio decorrerá o XV Encontro dos Antigos Alunos, Professores e Funcionários do antigo Externato Secundário do Sabugal (ESS), naquela cidade.

O programa integra uma concentração junto às antigas instalações do ESS, pelas 16 horas, seguindo-se às 17h30 a foto de grupo nas escadarias do antigo Colégio e às 18 horas uma missa na Igreja de São João. A partir das 19h30 terá lugar um jantar convívio no Pavilhão da Junta de Freguesia do Sabugal.

As podem ser feitas, aqui, até sábado, 20 de abril.

Colégio do Sabugal.jpg

 

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publicado às 22:00

Exposição sobre prisões políticas portuguesas

por Correio da Guarda, em 12.04.24

 

Na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), Guarda, está patente até ao próximo dia 16 de maio uma exposição intitulada "Voz do Silêncio - Prisões políticas portuguesas".

Trata-se de um projeto de reconstituição de Prisões Políticas do Estado Novo através de uma missão fotográfica levada a cabo entre 1999 e 2005 no Tarrafal, “Colónia Penal do Tarrafal”, na Prisão Forte de Peniche, na Cadeia do Aljube, na Prisão Forte de Caxias, na Sede da PVDE-PIDE/DGS de Lisboa (António Maria Cardoso), na Sede da PIDE-DGS de Coimbra e na Sede PIDE-DGS do Porto.

PRISÕES_n.jpg

 

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publicado às 23:33

GNR promove ações de fiscalização nos comboios

por Correio da Guarda, em 11.04.24

 

O Comando Territorial da GNR da Guarda está a promover, até ao próximo dia 14 de abril, um conjunto de ações de prevenção e fiscalização nos comboios.
Estas ações decorrem nas estações ferroviárias e estruturas de proteção da ferrovia, na linha da Beira Baixa, na zona de intervenção do Comando Territorial da Guarda, e no âmbito da operação “1ST Rail Prevention Week”.
Esta atividade, de acordo com informação divulgada pela GNR, tem como objetivo promover o aumento da segurança nas redes ferroviárias, o aumento da eficácia no combate ao crime em ambiente ferroviário, bem como o reforço da cooperação entre Estados Membros.

GNR.jpg   Foto: C.T da Guarda da GNR

 

 

 

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publicado às 10:41

Sortelha: novas propostas de alojamento turístico

por Correio da Guarda, em 10.04.24

 

Na aldeia histórica de Sortelha (Sabugal) a StoryStudio abriu sete unidades de alojamento turístico, onde “a história, a ecoeficiência e o ecodesign são os protagonistas”. De acordo com a informação divulgada, estão a ser renovados, naquela localidade do concelho do Sabugal, 17 studios com tipologias T0, T1 e T2, o que se traduz num investimento total que ultrapassa os 2 milhões de euros.

Estas unidades, segundo foi adiantado pela StoryStudio, estão a ser remodeladas seguindo a traça e a história de uma construção secular, “numa fusão com conceitos arquitetónicos contemporâneos, para que o conforto seja rei e a experiência inesquecível”.

O projeto, assinado pelo Arquiteto Gonçalo Louro, assenta na reabilitação de vários edifícios que se encontravam devolutos (alguns dos quais em ruínas) em 17 unidades de alojamento turístico naquela vila medieval, assegurando diversas soluções de arquitetura, ecoeficiência e ecodesign, que reforçam o compromisso da marca com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), em linha com os requisitos da ‘Biosphere’ e com o reconhecimento enquanto marca ‘Sustainable Engaged’ atribuído pelo Turismo de Portugal na Bolsa de Turismo de Lisboa.

StoryStudioSortelhaCasa71_2.jpg

Foto:StoryStudio

De referir, como foi sublinhado, que o conceito de arquitetura adotado estabelece “o compromisso entre o respeito integral da identidade arquitetónica dos imóveis no espaço em que se inserem e a sua adaptação à finalidade turística”.

Por outro lado, o processo de reabilitação das casas assegurou a preservação das características arquitetónicas e ambientais, para salvaguarda do património cultural e histórico coletivo desta vila medieval. O projeto de decoração e tematização do conceito é da autoria da Arquiteta de Interiores Teresa Pinto Ribeiro e, desde o primeiro esboço, que “o projeto procura mobilizar os recursos e os materiais endógenos, valorizando assim as atividades económicas locais”.

A Story Studio está, assim, a renovar um total de 17 unidades de alojamento turístico com capacidade para um total de 56 hóspedes, todas com kitchenette equipada, casa de banho pontuadas com detalhes singulares, piso radiante e lareira a bioetanol, proporcionando experiências exclusivas.

Castelo Sortelha - fot Helder Sequeira.jpg

Os Story Studio Sortelha são o terceiro ‘capítulo’ desta marca de turismo eco-friendly, depois de Coimbra (centro histórico) e Piódão. Márcia Vilar, promotora do projeto, afirmou que “esta abertura em Sortelha é mais um passo firme da empresa no sentido de concretizar a estratégia de expansão da marca. Desta forma, e após a abertura dos primeiros studios em Sortelha, está já em preparação a abertura dos restantes até maio.”

Esta nova rede de alojamento turístico, através de uma identidade própria e de um perfil exclusivo, é também o reflexo da evolução do turismo em Portugal e das, cada vez mais frequentes, preocupações ambientais deste setor, procurando manter e reabilitar o património histórico-cultural milenar português.

 

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publicado às 23:27

Teatro religioso em Pousade

por Correio da Guarda, em 01.04.24

 

Em Pousade (Guarda) vai ser apresentado o teatro religioso "Eis, Pôncio Pilatos!", com direção artística de Daniel Rocha.

Este espetáculo é uma representação de índole comunitária que pretende respeitar a tradição centenária de teatro religioso e popular de Pousade, sendo uma coprodução do Grupo Desportivo e Cultural Pousadense e do Teatro Municipal da Guarda (TMG).

A representação terá início pelas 21h30. Esta atividade, que estava incluída no Programa Semana Santa Cultura e Fé do Município da Guarda, estava prevista para o passada sábado, mas teve de ser adiada devido às condições atmosféricas. 

Teatro Religioso_n.jpg

 

 

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publicado às 23:41


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