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O Rei e a cidade...

por Correio da Guarda, em 27.11.23

 

A história da Guarda está indissociavelmente ligada ao segundo rei de Portugal que há 824 anos atribuiu carta de foral a esta cidade. Hoje é evocada a outorga desse documento e comemorado o feriado municipal, sendo oportuno conhecermos um pouco da vida deste monarca, cuja estátua – deslocada há alguns anos para um recanto da Praça Luís de Camões – merecia um reposicionamento mais digno.

D. Sancho I, segundo rei de Portugal e cognominado como O Povoador, era filho de D. Afonso Henriques e D. Mafalda de Saboia. Nascido em Coimbra, em 11 de novembro de 1154, o herdeiro da coroa bem cedo ficou ligado à vida político-militar do reino português, com uma associação efetiva à governação a partir de 1172.

Dois anos depois, o futuro rei casou com D. Dulce de Aragão (filha da Rainha de Aragão e do Conde de Barcelona), continuando a assumir as responsabilidades decorrentes do seu estatuto real; em 1178 é D. Sancho que comanda uma expedição em território sob domínio muçulmano, incursão que chegou aos arredores de Sevilha.

Com a morte do pai, D. Sancho subiu ao trono em 6 de dezembro de 1185, sendo aclamado três dias depois na cidade de Coimbra. A reorganização do território português e a defesa das localidades junto às ainda indefinidas e instáveis fronteiras com os domínios de Leão e dos muçulmanos (a sul), foram duas das suas primeiras prioridades, que se articularam com a imperiosa necessidade de incrementar o povoamento e defesa das zonas conquistadas.

Assim, promoveu a vinda de colonos estrangeiros, doou terras e fortalezas às ordens militares, criou concelhos e mecanismos de administração pública, fomentou o surto económico e agrícola e concedeu forais a cerca de cinco dezenas de localidades, nomeadamente à Guarda, em 27 de novembro de 1199 (documento que segue o modelo do foral de Salamanca).

D.Sancho I _estátua_foto Helder Sequeira.jpg

Antes desta data (1199), a Guarda confinava-se a uma pequena comunidade “guardada por uma pequena atalaia ou torre – uma guarda – que vigiava a circulação de gentes e bens que percorriam a via colimbriana, o principal eixo de penetração no planalto beirão”, como sustentou Helena da Cruz Coelho. A Guarda assumiu, deste modo, uma posição estratégica de vital importância na defesa da linha fronteiriça da época, protagonizando a centralidade de toda a vasta região envolvente, sobre a qual afirmava a sua influência direta; a sua notoriedade como polo urbano foi reforçada com transferência (entre 1201 ou 1202) da sede do Bispado da Egitânia, cimentando assim o seu estatuto de cidade.

Esta reorganização da jurisdição religiosa apoiou os propósitos régios ao nível do fortalecimento e valorização da zona fronteiriça. Com a conquista de Silves (que viria a perder algum tempo depois) em 1196, D. Sancho passou a intitular-se Rei de Portugal e dos Algarves.

A sua permanência no trono foi atravessada por diversas contendas militares, fomes e pestes, em especial no período entre 1192 e 1210. As lutas com o vizinho reino de Leão e sobretudo os constantes prélios com os almóadas (dinastia marroquina que dominava as terras da Península Ibérica sob alçada muçulmana) ocuparam muitos anos do reinado deste monarca português, que teve ainda de se debater com alguns sérios problemas levantados pelo clero (vejam-se os conflitos com D. Martinho Rodrigues, Bispo do Porto, e também com D. Pedro Soares, Bispo de Coimbra, com os quais se reconciliou no último ano do reinado).

A célebre cantiga de amigo “Muito me tarda / o meu amigo na Guarda”, foi durante muito tempo associada a D. Sancho I que a teria, segundo alguns autores, dedicado a D. Maria Pais Ribeiro (a célebre Ribeirinha, de quem teve seis filhos); os estudos mais recentes afastam-no da sua autoria dessa poesia, embora seja verdade que não foi alheio às necessidades de incremento cultural, como o comprova o apoio dado a alguns elementos do clero que estudaram além-fronteiras. D. Sancho I faleceu em Coimbra em 26 de março de 1211, tendo sido sepultado no Mosteiro de Santa Cruz.

A história da Guarda está indissociavelmente ligada ao segundo rei de Portugal pelo que o registo do seu nome merece, sobretudo em dia de feriado municipal, ser lembrado e respeitado.

 

Hélder Sequeira

 

 

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publicado às 10:57

Guarda assinala 824º aniversário

por Correio da Guarda, em 26.11.23

 

Ocorre amanhã, 27 de novembro, o  824º aniversário da atribuição de foral, por D. Sancho I, à cidade da Guarda.

Após o abandono da data de 3 de maio como dia do feriado municipal da Guarda a efeméride era assinalada a 26 de novembro, evocando assim o nascimento, oficial, da cidade. A divergência sobre a data de atribuição da carta de foral foi expressa, pela primeira vez, num artigo (de Manuel Luís dos Santos) publicado em 1985  no jornal "Notícias da Guarda".

A partir dessa altura alargou-se o interesse pelo estudo da questão e não faltaram argumentos sobre a prevalência de 26 de novembro; por outro lado, a favor do dia 27 deste mesmo mês os argumentos manifestaram inquestionável solidez.

De facto, o documento medieval da outorga da carta de foral refere que "foi feita esta carta em Coimbra no dia Quinto antes das Calendas de Dezembro de 1237, no ano do nosso reinado." Assim, e como foi sustentado pelos investigadores que defenderam a nova data, o dia V antes das Calendas de Dezembro é o dia 27 de novembro de 1237, o que convertido à data cristã (menos 38 anos) cai sobre o ano de 1199.

D. Sancho I -  Foto Helder Sequeira.jpg

A data de 27 de novembro acabou, assim, por ser institucionalizada, há alguns anos atrás, como feriado municipal.

Se é verdade que a outorga da carta de foral constitui um marco de referência na história desta terra, a sua origem (luso-romana, visigótica ou medieval) é uma questão à qual não foi dada ainda resposta definitiva e segura; sabe-se, isso sim, que lusitanos, romanos e visigodos deixaram por aqui traços indeléveis da sua passagem, testemunhos diversificados, igualmente espalhados pelo distrito.

O ano de 1199 marca um período novo e mais conhecido da história guardense. Através da carta de foral os habitantes recebiam diversos privilégios e o incentivo ao povoamento desta zona, desejado pelo monarca português. 

À carta de foral da Guarda, bem como a outro importante documento conhecido por "Costumes da Guarda”, dedicou Alexandre Herculano a sua atenção, sendo realçado o contributo para o conhecimento do período medieval português.

HS

 

O programa comemorativo do 824º aniversário da Guarda pode ser consultado aqui.

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 00:01

Outono...

por Correio da Guarda, em 25.11.23

EN n18_VELA_foto Helder Sequeira_Hs .jpg

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publicado às 23:21

Centro Cultural da Guarda: 61º aniversário

por Correio da Guarda, em 18.11.23

 

 O Centro Cultural da Guarda comemora hoje  -  com uma sessão a decorrer a partir das 16 horas  -  o seu 61º aniversário. É uma instituição que continua a desenvolver o seu projeto, intervindo no quotidiano citadino através das suas várias valências.

Centro Cultural da Guarda_ 4.JPG

     Compreenderemos melhor a sua eminente função cultural e social se recuarmos à primeira metade do século XX e remetermos os leitores do CG  para panorama cultural da Guarda, nesse época; período onde foram registadas distintas fases, entre as quais se evidenciaram o teatro e a música; nesta última área destacaram-se os Orfeões Egitaniense e o Egitânia, bem como a Banda do Regimento de Infantaria 12 que animava as tardes de domingo na Praça Velha e, depois, no jardim José de Lemos, conhecido por Campo.

     No ano de 1956 nasceu uma delegação do Movimento Pró-Arte (organização lisboeta dedicada, essencialmente, à música) que despertou muito interesse nos meios intelectuais, propondo-se oferecer música de qualidade. O Montepio Egitaniense acolheu esta delegação, tendo sido criado um curso de música, destinado a todos os interessados.

     Começou, por essa altura, a germinar a ideia de uma nova estrutura vocacionada para a cultura. Como foi realçado, “a criação do Centro Cultural da Guarda foi um sonho lindo, tornado realidade por um grupo de guardenses apaixonados pela música, presididos e orientados pelo Dr. Mendes Fernandes e galvanizados pelo entusiasmo e persistência do Dr. Virgílio de Carvalho”.

    Foi este grupo que, sensibilizando a direção do Montepio Egitaniense, passou a dispor de um salão onde promoveu audições musicais, abertas ao público, empenhando-se, igualmente, no desenvolvimento de uma ação formativa. A atividade da delegação da Pró-Arte não teve a continuidade desejada e surgiram alguns interregnos.

     Após um período de alguma estagnação, em termos de atividade, os dinamizadores do referido núcleo cultural concluíram, definitivamente, pela necessidade de uma instituição que funcionasse como plataforma impulsionadora de projetos e incrementasse a formação musical. O Dr. Virgílio de Carvalho presidiu à Comissão Promotora do Centro Cultural. Os estatutos do Centro Cultural da Guarda foram apresentados, para a devida aprovação ministerial, em 17 de novembro de 1962.

     A história do Centro Cultural é o somatório da ação e empenho de muitas personalidades e outrossim dos contributos dos seus associados, em especial aqueles que intervieram, ativa e diretamente, nas atividades das várias secções. A identidade desta instituição guardense tem sido, ao longo destes 56 anos, preservada e suportada pelas pedras basilares do lema que o CCG adotou desde o seu nascimento.

    O seu percurso assenta, assim, numa convergência de esforços mas muito deve a personalidades que, com a sua cultura, saber, entusiamo e capacidade de realização souberam manter e revitalizar um projeto de grande alcance cultural e social; tiveram uma consciência clara das dificuldades mas não desistiram nem perderam a esperança.

  Parabéns por mais um aniversário e pela defesa do lema “Pela Guarda, pela Arte, pela Cultura”.

 

Helder Sequeira

 

 

 

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publicado às 14:06

Fórum sobre Património, Cultura e Turismo

por Correio da Guarda, em 08.11.23

 

O Departamento do Património, Cultura e Turismo (DPTC) da diocese da Guarda vai promover na ExpoEcclesia, no próximo dia 17 de novembro, o I Fórum Património, Cultura e Turismo.

Esta iniciativa tem por objetivo a sensibilização dos párocos da diocese egitaniense para a salvaguarda e promoção do património religioso e a apresentação dos objetivos e linhas de atuação do DPCT, “no sentido de uma maior e eficaz colaboração”.

Forum Património.jpg

De referir que as principais competências do DPCT são a “promoção da dimensão evangelizadora do património cultural da Diocese, cuidando a pastoral do turismo e o diálogo com iniciativas culturais da sociedade civil”. Este departamento está integrado no Secretariado Diocesano da Cultura e Comunicação que tem como objetivos cuidar a cultura e os bens culturais, a comunicação social e as relações-públicas da Diocese.

O referido Fórum decorrerá a partir das 15 horas e o programa tem agendada uma intervenção do Bispo da Diocese, de D. Manuel Felício, seguindo-se a apresentação do DPCT pela sua Coordenadora, Dulce Helena Borges, com uma comunicação intitulada “Departamento de Património Cultura e Turismo da Diocese da Guarda: objetivos e desafios”.

“Comunicar (n)a Diocese”, por Helder Sequeira; “Entre o passado e o futuro: o lugar do Património na Igreja de hoje”, comunicação de Carlos Caetano; “Porquê um Regulamento para a gestão e proteção do património e bens culturais da Diocese da Guarda”, por Aires de Almeida, e “Itinerários turísticos e património religioso. Desafios de valorização territorial”, a apresentar por Gonçalo Fernandes, são outros temas deste Fórum, onde Fátima Eusébio irá intervir com uma comunicação intitulada “Salvaguardar e valorizar os Bens Culturais da Igreja: estratégias e dinâmicas na Diocese de Viseu”.

Esta iniciativa terminará com um debate e uma intervenção, final, do Pd. Henrique Santos, sendo aberta a todos os interessados na problemática do património religioso.

 

 

 

 

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publicado às 00:03

Fotografias: a Humanidade nas Paisagens

por Correio da Guarda, em 07.11.23

 

“Vestígios: A Humanidade nas Paisagens” é o tema da exposição de fotografia, da autoria de Filipe T. Moreira, que vai estar a partir de hoje no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda.

ExposiçÃO_FOTOGrafi_n.jpg

Filipe T. Moreira ( é docente no IPG com um percurso na fotografia que se iniciou em 2005) desafiou-se a criar uma viagem visual que revela o impacto profundo que a humanidade causou na paisagem ao longo de milénios. Explorou as cicatrizes do tempo e das diferentes civilizações que habitaram o mesmo território, e como suas marcas coexistem com a civilização atual.

Esta exposição, como é referido a propósito, é uma reflexão sobre a relação entre a humanidade e o mundo natural que nos rodeia. 

 
 

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publicado às 08:50

Naturcôa no Sabugal

por Correio da Guarda, em 04.11.23

 

No Sabugal inicia-se hoje, e prolonga-se até amanhã (5 de novembro), a quarta edição do Naturcôa, um evento dedicado à fotografia de natureza.

Como é sublinhado pela organização, a iniciativa  "assenta numa lógica de sustentabilidade ambiental, onde se pretende a partilha e a valorização das grandes riquezas naturais e culturais do território.

Este ano a iniciativa terá como oradores Joel Santos, Mario Duaréz Porras, Fernanda Botelho, Ricardo Lourenço, Ângelo Jesus, Carla Mota, Rui Pinto, Rui Bernardo, Ricardo Brandão e Cláudia Costa.

Rio Côa_Sabugal-HS -4.jpg

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publicado às 00:36

Jornadas de Educação na Guarda

por Correio da Guarda, em 03.11.23

 

Na Guarda iniciaram-se hoje, e prosseguem amanhã, as I Jornadas de Educação subordinadas ao tema “Educar: o futuro nas nossas mãos”.

Trata-se de uma iniciativa do Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque, na Guarda, que acolheu como missão o dever de prestar à comunidade educativa “um serviço educativo de qualidade, inclusivo e diferenciador, contribuindo para a formação de cidadãos conhecedores e competentes, detentores de habilidades e atitudes que lhes permitam enfrentar os desafios da vida de forma consciente, crítica, reflexiva e criativa na construção de uma sociedade justa, equilibrada e sustentável.”

Jornadas de Educação na Guarda_Correio da Guarda

Aquele agrupamento considera que “as instituições educativas são, por natureza, resistentes à mudança, à inovação e à transformação. Esta realidade é geradora de um gap entre a atual prestação do serviço educativo e formação dos alunos - marcadamente conservadora - e as necessidades do mercado laboral, sendo que a escola prepara alunos para integrar o mercado laboral daqui a 10-20 anos... talvez para profissões que ainda nem sequer existem.

É com o propósito de contribuir para a reflexão, o debate, a partilha de ideias e o papel central da Educação na nossa sociedade e no nosso território que o Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque organiza as I Jornadas de Educação da Guarda, da sua iniciativa, aberta a todas as comunidades educativas da região”.

O programa pode ser consultado aqui

 

 

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publicado às 19:30

Simpósio Internacional de Arte Contemporânea

por Correio da Guarda, em 03.11.23

 

A Câmara Municipal da Guarda vai  organizar de 9 a 19 de novembro, a sétima edição do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea - Cidade da Guarda (SIAC).
Este evento reunirá vários artistas nacionais e internacionais, tendo por base exposições, produção de arte ao vivo e formação artística, bem como espetáculos e concertos.

SIAC _n.jpg

O tópico 'O Laboratório da Saudade' servirá de mote e de fio condutor ao projetado evento cultural que abrange várias linguagens artísticas: pintura, desenho, gravura, escultura, instalação e performance.
De acordo com informação divulgada pela autarquia guardense, pretende-se aproximar o SIAC às Comemorações do centenário do nascimento de Eduardo Lourenço (1923-2020), autor do ensaio O Labirinto da Saudade, "marco incontornável na sua vasta obra e cujo título inspirou o tema proposto, celebrar uma figura ímpar da cultura europeia do século XX, evocar a vida e obra da pintora guardense Evelina Coelho (1945-2013) e desafiar artistas plásticos nacionais e internacionais, alguns deles com raízes na nossa região".
 
 
 

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publicado às 08:22

Transversalidades 2023

por Correio da Guarda, em 02.11.23

 

O fotógrafo alemão Arez Ghaderi foi o grande vencedor da décima segunda edição do concurso Transversalidades - Fotografia sem Fronteiras, promovido pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI), com o portfolio intitulado 'On the way to Italy'; um conjunto de imagens que ilustram a saga da travessia marítima de imigrantes africanos rumo à Europa.

Arez Ghaderi_On_the_way_to_Italy.jpg

O júri premiou 19 dos mais de 600 concorrentes. Foram galardoados fotógrafos de 14 nacionalidades: Portugal, Moçambique, Alemanha, Vietnam, Estados Unidos, Indonésia, Espanha, Irão, Argentina, Turquia, Brasil, Afeganistão, Coreia do Sul, Peru. Participaram nesta edição 70 países de todos os quadrantes do globo.

A edição deste ano contemplou ainda dois prémios especiais, o apoio Fujifilm para um concorrente português, Adão Salgado, e o apoio CEI para um concorrente dos Países Africanos de Língua Portuguesa, Julia Mena Guirrugo, de Moçambique.

O projeto Transversalidades – Fotografias Sem Fronteira teve início em 2011 com os objetivos de aproveitar o valor estético, documental e pedagógico da fotografia para valorizar territórios com menos visibilidade e de fomentar o diálogo entre territórios, pessoas e instituições que se encontram dispersas pelas amplas geografias do planeta. Os resultados da edição de 2023 reafirmam a qualidade e o alcance que o Concurso tem vindo a granjear, reconhecido como um dos principais concursos de fotografia a nível nacional.

A exposição e o lançamento do catálogo desta edição terão lugar na Galeria de Arte do Teatro Municipal da Guarda no próximo dia 15 de dezembro, pelas 18h00.

As imagens premiadas podem ser consultadas aqui.

 

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publicado às 20:03

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