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Salão do Livro na Guarda

por Correio da Guarda, em 30.06.23

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Na Guarda inicia-se hoje a primeira edição do Salão do Livro, com uma programação diversificada e multidisciplinar, que vai decorrer, até 9 de julho, na Alameda de Santo André. O programa deste Salão, designado Guarda-livros, inclui debates, apresentações de obras, entrevistas de vida, visitas encenadas, sessões infantis, conversas-concerto e espetáculos.

Cabo Verde é o país convidado neste ano de estreia, num programa que conta com mais de 20 figuras do panorama cultural nacional e internacional, entre eles Mia Couto, Dulce Maria Cardoso e João Tordo.

Promovida pela Câmara Municipal da Guarda, e com curadoria de Jorge Maximino, a primeira edição do Guarda-livros “convida-nos a embarcar numa viagem pela literatura de língua portuguesa, com espaço para outras artes do espetáculo como a música e o teatro, e piscando também o olho à ciência e à atualidade social”, foi referido a propósito desta iniciativa.

A abertura está agenda para hoje, pelas 17h30 do dia 30 de junho. Mia Couto, João Tordo, Rita Ferro, Joana Barrios ou Maria João Lopo de Carvalho alguns dos autores e escritores que vão apresentar os seus últimos títulos literários, disponibilizando-se, no final para conversar com o público e autografar livros.

Destaque também para a homenagem a Eduardo Lourenço, que celebrado através da leitura de textos da sua autoria pelos estudantes do concelho, ao qual se segue a mesa de debate 'A cultura portuguesa e a Europa no pensamento de Eduardo Lourenço'. Todas as sessões têm entrada livre e decorrem em simultâneo com o espaço de exposição e venda de livros.

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Fonte: CMG

 

 

 

 

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publicado às 12:50

Exposição "Eu diria que nevava"

por Correio da Guarda, em 28.06.23

 

No Museu da Guarda está patente até ao próximo dia 13 de agosto a exposição "Eu diria que nevava".

Trata-se de uma seleção de obras gráficas realizadas nos Cursos de Gravura da Guarda, entre 2019 e 2022. A exposição, inaugurada na passada semana, tem a curadoria de António Navarro, textos e versos de Maria Afonso

 

Maria Afonso_n.jpg

Foto: CMG

 

 

 

 

 

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publicado às 13:51

Oficina de História na Guarda

por Correio da Guarda, em 22.06.23
 
 
A sétima edição da Oficina de História da Guarda vai decorrer nesta cidade de 17 a 21 de julho, dirigida por Rita Costa Gomes, professora de História na Universidade de Towson (EUA).
Esta iniciativa, do Centro de Estudos Ibéricos, pretende incrementar a pesquisa sobre o património e a história da Guarda e da sua região.
Este ano, a Oficina abordará o tema de como programar um podcast sobre História, e quais os caminhos possíveis para o desenvolver.
A atividade referida é aberta a todos quantos se interessam pela história da Guarda e da sua região, decorrendo em modalidade presencial e em horário pós-laboral (18h – 20h), na sede do Centro de Estudos Ibéricos, na Guarda.
A inscrição é gratuita, obrigatória e limitada a 25 participantes, podendo ser feita aqui.
 

OFICINA DE HISTÓRIA_n.jpg

 

 

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publicado às 12:00

Entender e reinventar a Rádio

por Correio da Guarda, em 21.06.23

 

O panorama atual das rádios portuguesas é substancialmente diferente daquele que era vivido há duas ou três décadas. Houve uma seleção natural das estações nascidas sob o alvor da regulamentação do espectro radioelétrico, face a condicionalismos de vária ordem; mormente da necessidade de serem afirmados projetos pautados pelo profissionalismo, com um esclarecido entendimento da função social da rádio.

O suporte económico-financeiro não deixou de ser um fator importante, sobretudo em zonas de baixa densidade populacional, como a nossa, onde as fontes de receita proporcionadas pela publicidade diminuíram de forma drástica. A pandemia fez-se também notar de forma impiedosa, ainda que chamando a atenção para novas fórmulas de desenvolvimento do trabalho na rádio.

Microfone _ estúdio_ HS .jpg

A diminuta fatia (quando existente) da publicidade institucional acentuou ainda mais a preocupante realidade de muitas estações. Os projetos radiofónicos não evoluem se não for garantida a sua sustentabilidade financeira, a sua autonomia e, simultaneamente, criadas dinâmicas capazes de reforçarem a qualidade dos conteúdos programáticos, ampliarem audiências, aproximarem-se dos seus destinatários e interlocutores.

Será oportuno recordar que nos fins genéricos da atividade de radiodifusão se inscreve a obrigação de contribuir para a informação do público, garantindo aos cidadãos o direito de informar, de se informar e de ser informado, sem impedimentos nem discriminações. Por outro lado, a lei estabelece que às rádios compete contribuir para a valorização cultural da população, assegurando a possibilidade de expressão e o confronto das diversas correntes de opinião, através do estímulo à criação e à livre expressão do pensamento e dos valores culturais que traduzem a identidade nacional.

O debate em torno do perfil da rádio, na atualidade e no futuro, tem suscitado posturas diferenciadas, mas convergentes quanto à sua continuidade. Para alguns, a rádio tem de resistir à tentação de perder a sua credibilidade na concorrência diária que enfrenta com as redes sociais e media socias. Essa credibilidade passa pelo rigor e salvaguarda permanente da sua função informativa, pela ação ao nível do entretenimento, nas várias vertentes.

Tendo em consideração a constante evolução tecnológica e as tendências dos consumidores, é também defendido que caminhamos para a existência de menos rádios físicas e mais virtuais; para uma rádio interativa no plano musical, com a escolha por parte do ouvinte. Este cenário faz emergir novas exigências para os seus profissionais que têm de estar dotados de competências ao nível da utilização das redes sociais, da edição de áudio e vídeo relativa aos seus trabalhos; sejam peças informativas, sejam as intervenções específicas na programação regular.

Não esqueçamos que a humanização da rádio é fundamental; as pessoas não podem ser afastadas do processo evolutivo e do plano radiofónico. Um radialista espanhol escrevia, a este propósito, que quanto mais complexa é a tecnologia mais se valorizam os conteúdos humanos que existem no seu interior. Assim, importa evidenciar e valorizar a importância da voz na rádio, a presença do animador de emissão, que nos envolva no fascínio da rádio; o qual não é incompatível com a adequação das suas emissões a novas plataformas e meios de receção.

Longe vai o tempo da mobilidade que o transístor nos permitia; hoje o telemóvel está presente no nosso quotidiano, ultrapassando largamente a função de fazer ou receber chamadas. É arquivo, é meio de consulta e informação, meio de registo áudio ou vídeo, elo permanente de ligação com o mundo. A audição da rádio passa, igualmente, pelos dispositivos móveis. A rádio não pode olvidar estes novos recetores e a adequação das suas emissões para estes equipamentos; adequação que pode ser complementada com aplicações que agilizem e agendem alertas para programas, notícias, trabalhos específicos que interessem ao cidadão.

Neste contexto é fundamental centrar a atenção nos conteúdos programáticos. Percebe-se, cada vez mais, que o ouvinte escolha perfis identitários numa emissora onde a diferença da oferta informativa e musical constitua uma possibilidade de opção face à uniformidade das propostas radiofónicas; geralmente com a exaustiva repetição de músicas, com a sucessiva reedição de temas de política nacional ou local, com demasiado peso da opinião de comentadores, com a redundância de temáticas que podem ser gratas aos intervenientes de um espaço de debate radiofónico, mas não têm o mesmo interesse para a generalidade de quem escuta.

Escrevíamos, nas linhas anteriores, que os conteúdos humanos são fundamentais, mesmo com o atual quadro tecnológico. De facto, é por uma rádio com gente dentro, por uma rádio atenta à realidade local dando expressão a quem tenha algo de novo e diferente para dizer, que passa também o futuro da rádio, muito para além dos limites definidos pelas ondas hertzianas.

Aliás, “O Rádio sem Onda – convergência digital e novos desafios na radiodifusão” é o sugestivo título de um livro de Marcelo Kischinhevsky; uma publicação onde foi feita uma síntese da trajetória do rádio nas últimas décadas e de alguns caminhos para o futuro (alguns já do presente), onde ficam balizados o podcasting ou o rádio digital por assinatura.

Estes novos cenários da rádio devem merecer a indispensável atenção de forma que se potenciem recursos humanos, agilizem estratégias, se alcancem objetivos de audiência e se garanta uma posição de vanguarda. Claro que não podemos ser redutores quanto à questão de a rádio tradicional ter limites temporais na sua existência, nem ficarmos presos ao debate se a o rádio na internet é rádio.

Esta atividade não se pode alhear da evolução tecnológica, por um lado, nem alimentar, por outro, a ideia sublinhada por muitos de que o rádio tradicional ficará obsoleto como os discos de vinil. Não é verdade, muito menos para este exemplo, pois sabemos que o vinil emergiu com uma nova força e qualidade sonora.

Uma boa e completa informação (distribuída equilibradamente ao longo da emissão), numa estação de rádio, reforça a sua presença na zona onde se insere, atribui-lhe identidade, e visibilidade no contexto global. Como têm defendido vários investigadores da área dos media, “a força do jornalismo numa emissora de rádio local é o instrumento que lhe dá a sensação de plenitude local e regional”. A informação a privilegiar pela rádio local é a que está relacionada aos acontecimentos da proximidade; na opinião de Cebrián Herreros "o mais importante é cobrir as notícias que os demais não dão", mesmo que menos sensacionais.

O êxito de uma estação de rádio, em especial neste espaço geográfico do interior do país, passa por um entendimento objetivo dessa realidade e pela permanente aproximação e interação com a mesma. Desde logo com os setores populacionais circunscritos ao meio rural e que, não seguindo conteúdos informativos do meio televisão – por variadas razões – encontram na rádio a companhia diária, um interlocutor de proximidade, uma maior identificação.

Este trabalho das rádios implica um grande labor diário, uma permanente formação, atualização, a par de uma imprescindível interpretação dos contextos sociais, culturais, políticos e económicos. Um trabalho sério e isento, equidistante, sem declinar, naturalmente, uma salutar relação profissional sempre com a devida consciência das normas deontológicas e éticas.

O futuro da rádio – alicerçado em pilares de competência, profissionalismo e experiência – passa pela sua reinvenção e perceção da sua inconfundível magia.

 

Helder Sequeira

 

in jornal O Interior, 21_junho_2023

 

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publicado às 23:42

Jornadas da Lã

por Correio da Guarda, em 08.06.23

 

Nos próximos dias 10 e 11 de Junho vão decorrer na União de Freguesias de Corujeira e Trinta as Jornadas da Lã.  O programa integra, ao longo dos dois dias, várias atividades como sejam as demonstrações de produção de queijo e tosquia, às 9h30 no dia 10. A este encontro de rebanhos e pastores estão associadas as merendas tradicionais, no dia 11 de junho (pelas 18h) e o jantar dos pastores, no dia 10 às 19h30.

Jornadas da Lã _Guarda .jpg

As jornadas contam ainda com uma Missa Campal, uma feira de artesanato e gastronomia e uma caminhada com os pastores e rebanhos. A iniciativa integra o ciclo de Festivais de Cultura Popular do Município da Guarda e visa relembrar antigas práticas que antecediam a partida das ovelhas do flanco serrano.

 

fonte: CMG

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publicado às 17:12

Beat na Montanha: um projeto com sucesso

por Correio da Guarda, em 04.06.23

 

Projeto BEAT na MONTANHA _fot Helder Sequeira .JPG

No Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda decorreu ontem, 3 de junho, o concerto de apresentação do trabalho realizado no âmbito do projeto “Beat na Montanha”. A inclusão social aliada ao estímulo criativo na área da música e da escrita foi a ideia chave deste projeto concebido por Luís Sequeira (B.Riddim) e dirigido a crianças e jovens entre os 6 e os 16 anos.

Este projeto, através da residência artística (organização conjunta de Luís Sequeira do Teatro Municipal da Guarda/Serviços Educativos) que decorreu desde o passado mês de março pretendeu implementar uma fusão sonora de vários instrumentos clássicos com eletrónica, gerando texturas passíveis de uma ligação com textos em prosa e verso; por outro lado, não esqueceu também a exploração de capacidades vocais.

“Beat na Montanha” foi desenvolvido com o envolvimento de crianças e jovens do Centro Escolar de Gonçalo (concelho da Guarda) e da Aldeia S.O.S. da Guarda que tiveram a oportunidade de mostrar as suas capacidades num auditório que encheu para apreciar o trabalho realizado.

Luis Sequeira_BRIDDIM.jpg

“Procurámos que que as crianças/jovens conseguissem tocar algo simples, com diversos instrumentos. Falamos de uma mistura de sons que vão desde jambés, melódicas, maracas, xilofones, a sintetizadores, drum machines, sequenciadores, etc. Ao nível da exploração de alguns vocais foi intenção equacionar o Rap com as bases sonoras desenvolvida, por entendermos que se alcançava assim um vínculo importante. Até pelo facto de muitos jovens terem um acesso fácil ao estilo e ser algo bem recebido entre eles.” Explicou Luís Sequeira que não escondeu a sua satisfação pelo sucesso desta iniciativa.

De referir que paralelamente ao projeto musical esteve a ser filmado, pela realizadora Fabiana Tavares, o documentário oficial de "Beat na Montanha".

“Com o documentário pretendo retratar esta odisseia musical que se debruça na inclusão social através da criação de música. Retrato este feito através do acompanhamento das aulas de Beat Na Montanha, de forma a captar o processo e sua evolução”, referiu Fabiana Tavares.

Fabiana Tavares.jpg

“Em todo o caso – acrescenta a realizadora – o documentário Beat na Montanha é muito mais que isso, mais que as aulas de música, debruçando-se também em conversas/entrevistas de cada pessoa envolvida no projeto direta ou indiretamente, as suas perspetivas e o que as inspira, com o intuito de dar voz à inclusão, integração, humanidade, bem como à música e à criação em cidades como esta.”

 

 

 

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publicado às 15:43


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