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Viagem às raízes...

por Correio da Guarda, em 30.06.22

 

"Viagem às raízes" é  designação do evento que vai ter lugar na Arrifana, concelho da Guarda, nos dias 2 e 3 de julho, organizado pela Junta de Freguesia e Grupo de Cantares, com o apoio do município guardense.

Para que a memória perdure no tempo, vão ser recordadas tradições existentes na aldeia ligadas às artes e ofícios do início do sec. XX e a representações de cenas do quotidiano rural, vividas pelas gentes dessa época na Freguesia da Arrifana.

"Um trabalho comunitário com árdua tarefa, mas que simultaneamente trazia momentos de salutar convívio entre as boas gentes da aldeia", como foi referido a propósito desta iniciativa inserida nos Festivais de Cultura Popular cuja programa decorre no concelho da Guarda até ao próximo mês de novembro.

"Paralelamente a estas recriações do quotidiano da comunidade da Arrifana, a aposta passará também por um forte programa cultural vincado na essência e na tradição. Uma homenagem aos saberes da terra e suas tradições, numa 'viagem' pelas raízes beirãs."

 

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publicado às 20:35

Oficina de História da Guarda

por Correio da Guarda, em 22.06.22
 
 

De 25 a 29 de julho e de 13 a 16 de setembro, vai decorrer a sexta edição da Oficina de História da Guarda, promovida pelo Centro de Estudos Ibéricos (CEI).

Esta oficina, subordinada ao tema “A Visita do Inquisidor no século XVI”, será dirigida por Rita Costa Gomes, Professora de História na Universidade de Towson (EUA); tem como objetivo promover a pesquisa sobre o património e a história da Guarda e da sua região.

Os participantes desta ação de formação produzirão conteúdos resultantes da sua própria pesquisa, visando a atualização e divulgação dos conhecimentos sobre esta temática, ligando a história local com outras escalas e âmbitos de pesquisa histórica.

Este ano a Oficina de História abordará o tema da “Visita do Inquisidor à Guarda no século XVI”. Nas primeiras décadas da sua existência, a Inquisição portuguesa realizou visitas por todo o país, ressuscitando e aperfeiçoando uma prática que recuava aos tempos medievais.

Assim, nesta edição a Oficina lançará o estudo de uma visita inquisitorial feita à Guarda no século XVI, investigando a partir das fontes da época quem era o inquisidor que veio à Guarda, que atividades desenvolveu na cidade, e que consequências teve a visita para as populações.

A oficina funcionará em modalidade híbrida, com uma série de 5 sessões presenciais na sede do CEI (25 a 29 de julho, das 18h00 às 20h00) e 4 sessões remotas por Zoom (13 a 16 de setembro, das 18h00 às 20h00). 

A inscrição é gratuita, obrigatória e limitada a 25 participantes podendo ser feita aqui

 
 
 
Fonte: CEI 
 
 

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publicado às 23:55

Um beirão migrante

por Correio da Guarda, em 16.06.22

 

No Sabugal foi apresentado, no passado dia 10 de junho, o livro “Carlos Luiz – o beirão migrante”, da autoria de Paulo Leitão Batista. A propósito desta biografia política, João Soares sublinha, no prólogo, que ela traça a “forma empenhada, cuidada, atenta e solidária como o parlamentar Carlos Luiz representou sempre, ao longo dos seus vários e ricos mandatos parlamentares, quer a nossa emigração, quer os interesses do interior de Portugal”.

Paulo Leitão Batista afirma que Carlos Luiz “abraçou a política para defender com garra o homem beirão e o homem migrante, inspirado na sua própria existência de vida e na aventura coletiva do seu povo de origem que, parecendo resignado ao amanho dos agros, passou a salto para a fronteira para ir em busca de melhor fortuna em terras distantes”. Refere, igualmente, na nota introdutória que a vida política de Carlos Luiz se centra “em dois planos, que retratam o seu caráter: dedicação às causas dos que o elegeram e prestação de contas do trabalho realizado”.

Paulo Leitão Batista e Helder Sequeira-01.jpeg

Tivemos o ensejo, a convite do biografado e do autor da obra, de proferir algumas palavras na sessão de apresentação deste livro, o que nos levou a evocar um texto de Augusto Gil (escrito em 1911, na qualidade de jornalista e não de poeta como tradicionalmente é conhecido). “Os homens só valem pelo que de bondade e verdade tragam aos outros homens, porque, uma ou a outra, não caíram nunca em terra estéril, nem mesmo quando tombam na indiferença de rochedos”.

Bondade e verdade são duas palavras que bem se podem utilizar na biografia de Carlos Luís, para além de outras. Aliás, elas constituem o íman que sustenta o registo da memória, a propósito do nosso primeiro encontro com a personalidade retratada neste interessante e oportuno trabalho de Paulo Leitão Baptista; também ele um sabugalense de alma e coração. Do Sabugal guardo as lembranças e os afetos do período em que ali vivi e estudei. Daí que me sinta grato pelo convite formulado para intervir na apresentação desta obra, sobre um amigo e sobre um convicto beirão migrante.

A propósito desta última palavra, anotamos uma observação de Pinharanda Gomes, ilustre sabugalense e figura relevante da cultura e da filosofia portuguesa. “(…) Na esquina do tempo, e tendo saído da Guarda há muitos anos (parece que temos o destino da emigração) foi-nos concedida a graça de permanecer fiel à mátria”.

Carlos Luiz - apresentação de livro-01.jpeg

Carlos Luís, apesar da sua multifacetada vivência em tempos e lugares tem permanecido também fiel à mátria, a uma terra que é o reflexo da universalidade. E volto ao reencontro com Pinharanda Gomes. Escrevia ele, há algumas décadas: “(…) a nossa região, una no espírito e divisa no corpo, é múltiplo nas almas e nas existências. Somos unos, somos múltiplos. Somos uma terra que tem características de singularidade, e que demora a assumir o que lhe é próprio. Somos um reflexo de universalidade nesta pátria, pequena pátria, coração da Lusitânia”.

Carlos Luís nunca afastou o coração desta pequena pátria, pela qual trabalhou e tem trabalhado; é certo que muitos esforços, nos bastidores, não são conhecidos, mas a sua importância é inquestionável, fundamental. Assim, e remetendo-nos esta publicação biográfica para muitos anos de intenso labor e diversidade de intervenções cívicas, políticas e culturais, o passado não deve ser olvidado.

Marc Bloch afirmava numa das sua obras que “o passado é, por definição, um dado que coisa alguma pode modificar. Mas o conhecimento do passado é coisa em progresso, que ininterruptamente se transforma e se aperfeiçoa”. Acrescentava, dentro desta linha de pensamento, que “a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado”.

Ora, este livro evoca um passado, de um cidadão que soube assumir sempre os seus compromissos, com elevado sentido de responsabilidade e liberdade, mesmo em tempo de incertezas. Que hoje também vivemos… Albert Camus falava de cidadãos “impacientes do presente, inimigos do passado e privados do futuro”; lembrava, por outro lado que “nunca alguém será livre enquanto existirem os flagelos”. A pandemia e o atual conflito bélico têm mostrado como a liberdade é cerceada…para não ficarmos privados do futuro e fruirmos da liberdade teremos de, objetivamente, aprender com esta invulgar experiência dos últimos anos, aferindo as necessárias adaptações ao nível da sociedade (globalmente entendida) e no plano individual; definindo prioridades, novas metodologias, fórmulas concretas de cooperação, acompanhadas de um constante exercício de cidadania.

Carlos Luís tem sido um exemplo e um protagonista de uma cidadania ativa, eficaz, consequente, materializada nos lugares por onde passou. “(…) As pessoas e as ideias, como as árvores, são uma harmonia com a hora e o lugar (…)”, escrevia Vergílio Ferreira, para quem “(…) o que mais importa não é o novo que se vê, mas o que se vê de novo no que já tínhamos visto”.

E que vemos agora com nova oportunidade, neste livro; sobre uma pessoa que conhecemos na década de 80, aquando da passagem do Carlos Luiz pelo Governo Civil do Distrito da Guarda, como adjunto de João Gomes (o então Governador Civil).

Logo nessa altura foi possível percebermos estar perante um homem que cultivava a diferença; cordial, atento, entusiasta perante as ideias e projetos que lhe eram apresentados. Era o tempo em que desenvolvíamos um projeto informativo consubstanciado no jornal Notícias da Guarda; uma publicação que Carlos Luiz acarinhou, apoiou, sentiu como sua e da região; desafiando-nos a implementar novas ideias que alargassem ainda mais o já significativo horizonte geográfico desse periódico.

Mesmo depois de deixar a Guarda, para exercer as funções de deputado (inicialmente), continuou atento à realidade da comunicação social guardense, desde logo também à Rádio Altitude.

Nas funções diretivas que tive nestes dois órgãos de informação, e nos múltiplos e diferenciados contactos ao longo dos anos, Carlos Luís foi sempre um excelente interlocutor, demonstrando um elevado respeito pela função social da rádio e do jornal, aceitando o confronto crítico, sabendo esclarecer e dialogar com inequívoca serenidade.

Teria, necessária e justamente, de deixar aqui este testemunho. “(…) Porque – dizia Vergílio Ferreira – a verdade das palavras não está só na sua verdade, mas na coerência e no momento em que se dizem”. Ao percorrermos a biografia de Carlos Luiz, ao atentarmos sobre o trabalho político desenvolvido, extraímos a sua determinação em afirmar a verdade e a liberdade.  “Não há forma de verdade sem liberdade, não há forma de liberdade sem verdade”, como observava Pinharanda Gomes.

O exemplo pessoal, político e cultural de Carlos Luiz aponta-nos uma desejada evolução desta mátria. Evolução que terá de contar com a predisposição e disponibilidade de todos, que sintam e vivam a região, independentemente de a sua residência física se aqui ou a centenas de quilómetros de distância.

É que não haverá novas realidades se continuarmos “socialmente, uma coletividade pacífica de revoltados”, na elucidativa expressão de Miguel Torga. Fica o testemunho de profundo apreço por um homem que, dentro ou fora das fronteiras nacionais, tem sido um exemplo de verticalidade, competência, dedicação e um migrante com uma sólida matriz beira. Injustamente esquecido por alguns…

 

Hélder Sequeira

 

in O Interior, 14 junho 2022

 

 

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publicado às 21:48

Antiguidades...

por Correio da Guarda, em 05.06.22

Antiguidades GRD2020Jun HS -28.jpg

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publicado às 19:18

Feira de Antiguidades e Colecionismo na Guarda

por Correio da Guarda, em 03.06.22

 

Na Guarda vai decorrer no próximo domingo, 5 de junho, a Feira de Antiguidades e Colecionismo.

Com esta iniciativa a autarquia guardense pretende atrair ao centro histórico da cidade visitantes, turistas, colecionadores e incrementar a divulgação e comercialização do objeto antigo, artístico e cultural

Nesta feira – realizada este ano na Praça Luís de Camões – está prevista a participação de cerca de 50 vendedores.

As próximas edições da feira terão lugar nos dias 3 de julho, 7 de agosto, 4 de setembro e 2 de outubro.

A Feira de Antiguidades é organizada pela da Câmara Municipal da Guarda.

Antiguidades - Fot Helder Sequeira - hs.jpg

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publicado às 12:15

Colóquio sobre a Capeia Arraiana

por Correio da Guarda, em 02.06.22

 

Capeia Arraiana  - Foto Correio da Guarda .jpg

“O Passado, o Presente e o Futuro da Capeia Arraiana” é o tema de um colóquio que vai decorrer, dia 12 de junho, em Aldeia da Ponte, concelho do Sabugal.

A iniciativa terá lugar, a partir das 18 horas, no Centro Interpretativo da Capeia Arraiana em Aldeia da Ponte, e terá como oradores Vítor Proença (Presidente da Câmara Municipal do Sabuga), Adérito Tavares, Norberto Manso e António Pissarra.

Recorde-se que a Capeia Arraiana registada no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, desde novembro de 2011.

 

 

 

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publicado às 12:00


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