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Do arquivo...

por Correio da Guarda, em 30.10.21

Guarda - 1982-  Praça Velha.jpg

Guarda. Década de 80. Praça Velha. 

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publicado às 20:56

Tuna...

por Correio da Guarda, em 29.10.21

Tunas - Guarda - GRD - HS.jpg

 

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publicado às 23:29

"Morte de um Caixeiro Viajante" no TMG

por Correio da Guarda, em 28.10.21

 

Os Artistas Unidos estarão no Teatro Municipal da Guarda, para apresentar a “Morte de um Caixeiro Viajante”, de Arthur Miller.

O espetáculo, a ter lugar no sábado, dia 30 de outubro, é interpretado por Américo Silva, Joana Bárcia, André Loubet, Pedro Caeiro, Pedro Baptista, José Neves, Paula Mora, Tiago Matias, Rita Rocha Silva, Ana Amaral, António Simão, Hélder Braz e Joana Resende. A encenação é de Jorge Silva Melo.

MORTE DE UM CAIXEIRO VIAJANTE DE Arthur Miller_fot

Estados Unidos, anos 40. Como pano de fundo o sonho americano, o ideal de self made man e o mito do sucesso. Willy Loman quer dar o mundo aos seus filhos, quer que o conquistem. Depois de 34 anos a trabalhar como caixeiro viajante, vê os seus sonhos, esperanças e ilusões desvanecerem-se, perdendo o chão e, consequentemente, a noção de realidade. Uma tragédia moderna do cidadão comum, que encontra na impotência e inutilidade do fracasso a derradeira violência. É tão bom voltar àqueles autores que foram abrindo caminhos inesperados ao teatro. Fizemo-lo com Harold Pinter, fizemo-lo com Pirandello, fizemo-lo recentemente com Tennessee Williams. Tão bom passar uns tempos, uns anos, com o mesmo autor, ver-lhe os recursos, as obsessões, os segredos. E mostrar aos espectadores que o teatro se vai fazendo. Sim, somos herdeiros. Herdeiros daqueles que não se subjugaram a uma lógica do entretenimento nem se resumem a “eventos” e que obrigaram o palco a ser um lugar de conflito e pensamento. Agora, com Arthur Miller”.

Escreveu Jorge Silva Melo a propósito da Morte de um Caixeiro Viajante.

 

 

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publicado às 08:12

João Neves: a Rádio não tem limites

por Correio da Guarda, em 27.10.21

 

 

João Neves é uma voz da rádio, com quem se relacionou bem cedo. Competente, trabalhador, cordial e discreto, João Neves sustenta que a “rádio não tem limites” e fala dela sempre com o entusiasmo dos primeiros tempos.

Natural do Porto, onde nasceu em setembro de 1962, João Crisóstomo das Neves veio ainda muito novo para a Mêda (onde tinha família), vivendo mais tarde em Trancoso e posteriormente na Guarda, onde reside. “Comecei por frequentar a segunda classe do ensino primário, na escola do Espírito Santo. Prossegui cá os estudos até ao secundário, começando logo a trabalhar. Mais tarde retomei a aprendizagem, tirando vários cursos profissionais, jornalismo escrito, e jornalismo de rádio, que me conduziram à profissão que tive; animador de emissão (locutor)”. Disse João Neves ao CORREIO DA GUARDA.

Para o nosso interlocutor de hoje, “a Rádio não deve ser o que as pessoas querem, antes o que nós queremos dar às pessoas. É assim que se “educam” os ouvintes. Se não lhes oferecermos programas de qualidade, elas cingir-se-ão apenas ao que se lhes propõe! Se for bom, tanto melhor.” Tem também, para além da rádio, outros gostos que nos revela. “Gosto de fotografia, automóveis antigos, música, conduzir, conviver com os amigos, e passar o maior tempo possível junto da família (o meu bem mais precioso). Gosto também de me manter anónimo quanto baste”.

JOÃO NEVES - 1.jpg

 

Quem é o João Neves?

Não sou eu que devo falar de mim. Essa pergunta seria mais bem dirigida a uma terceira pessoa. Atrever-me-ia a redirecionar-lhe a pergunta a si! Quem é o João Neves?

Considero-me um cidadão comum, com defeitos e virtudes. Sério, honesto, justo e apaixonado pela família. Detesto conflitos. Sou muito pacato e não gosto de vedetismo.

 

É um reconhecido apreciador de música. Quando começou a manifestar esse gosto? Houve alguma influência familiar?

O meu gosto pela música, começou era ainda criança.

Venho de uma família de classe média. A minha mãe era telefonista, e o meu pai radiotécnico. Frequentava ainda a instrução primária, quando, num Natal o papá me deu um rádio. Pequenino, vermelho com detalhes dourados, e que era também mealheiro, com chave e tudo! Creio que foi a partir desse dia, que o gosto de ouvir música nasceu. Foi, de facto, o meu pai que me “mostrou” a música.

 

Recorda-se dos seus primeiros vinis? Quais eram os cantores ou grupos preferidos?

Eram muito variados. Ainda hoje escuto os meus primeiros LPs oferecidos pelo meu pai, eram também os que ele escutava. Pink Floyd, The Doors, Led Zeppelin, Rolling Stones, Bob Marley, Genesis, Yes, a música eletrónica dos Tangerine Dream, Kraftwerk, Klaus Schulze, Vangelis, e o incomparável Andreas Vollenweider, que faziam “viajar” um solitário introvertido (o que eu era).

Tantos, tantos outros, que se tornaria enfadonho enumerar aqui.

 

João Neves 8 .jpg

 

Ainda conserva os seus primeiros vinis? E cassettes?

Com certeza! Jamais me separarei deles, apesar de ter sido “acossado” várias vezes para os vender. E estamos perante grandes quantias que alguns colecionadores estavam dispostos a oferecer!...

Nunca os venderei. É o meu espólio. Pertence aos meus filhos, que também têm um gosto musical bastante apurado.

 

O que representam para si os antigos equipamentos de áudio? Tem algum preferido?

Tal como os discos, também preservo algum do primeiro equipamento. Guardo ainda o meu primeiro gira discos. A funcionar! Um “La Voix De Son Maitre”, pesadíssimo, trazido de França pelo meu pai, e que, no tempo do liceu, levava para as festas de adolescentes.

Depois veio o PE, e mais tarde, depois de vários “upgrades” (como se diz hoje) surge a Grundig. Uma aparelhagem por módulos, completa, com um som potente e límpido. Uma coisa sublime!...

Custou-me o equivalente a um ano de trabalho. Foi importada pelo representante da marca em Portugal. (Apenas pessoas com algum poder financeiro a podiam adquirir – foi um “investimento” enorme para mim).

 

Partilhava os gostos musicais com os seus irmãos?

Sim. Sem dúvida. Até porque na época, eu, como irmão mais velho, já trabalhava e tinha um salário, que acabava por empregar quase na totalidade, em discos e livros.

A minha mãe nunca me exigiu nenhuma “comparticipação” para ajudar nas despesas da casa, apesar se ser apenas ela a trabalhar para sustentar os três filhos e a nossa ama de toda a vida, que vivia connosco, e praticamente nos criou. A mensalidade era toda minha. Assim, nós três ouvíamos juntos a mesma música.

Nunca separámos os discos. Eram NOSSOS! Simples.

Tanto é, que hoje sou eu que tenho comigo todos eles, e os guardo qual tesouro bem preservado.

 

Rádio Antigo.JPG

 

Como surgiu, e quando, a sua ligação com a Rádio?

A minha ligação à Rádio começou muito cedo. Talvez aos 14 anos!

Andava já no ensino secundário, quando o meu pai me ofereceu um gravador de cassetes Philips portátil e um microfone, e muitas cassetes. Eu gravava tudo, mas mesmo tudo o que me parecia importante. Tinha sempre cassettes prontas.

Preservo ainda as gravações (áudio) que fiz da televisão aquando da queda da estação espacial Skylab, há mais de 40 anos, e que tanto alarido provocou na altura. Foi um acontecimento mediático mundial. Anunciava-se até a venda de capacetes para proteção dos eventuais destroços que atingissem a Terra.

E, ainda mais importante para nós portugueses, a notícia em direto da morte do então primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro, a 4 de Dezembro de 1980, no trágico acidente de Camarate, como ficou conhecido, e que ainda hoje permanece um “mistério”. Foi arrepiante… depois de interrompida a emissão, fez-se um silêncio e “apagou-se” a imagem na televisão. Coloquei-me em frente ao ecrã, de microfone na mão (como se já soubesse o que iria acontecer!) e comecei a gravar. Foi Freitas do Amaral quem deu a notícia: …”…português… morreu Sá Carneiro…”…

Naquele momento, tive logo a noção de que estava perante um facto histórico, e que tinha na minha posse um verdadeiro “documento” áudio.

Isto para explicar o meu interesse pela comunicação áudio visual e pela informação. Creio que foi nessa altura que comecei a interessar-me verdadeiramente pela Rádio, e pelo poder que ela tinha.

Cerca dos 16 anos, mais coisa menos coisa, fui para a Rádio Altitude, levado pelo amigo Emílio Aragonês, onde desempenhei variadíssimas tarefas, mas bem cedo me colocaram no estúdio a fazer programas em direto. Estava verdadeiramente “No Ar”. Mas só mais tarde tive os meus próprios programas, à noite, que era o meu ambiente.

 

Foi fácil a adaptação ao ambiente da rádio?

Foi. Foi muito fácil para mim, pois eu vinha habituado a “mexer com os aparelhos”. Nunca precisei que ninguém me dissesse como funcionavam, ou para que servia este ou aquele botão. Hoje é completamente diferente. Também já sou mais velho… e nem sempre acompanhei a evolução tecnológica.

 

Quais foram os seus primeiros trabalhos e em que programas?

Como disse, fiz vários programas. Desde os discos pedidos, até “ler” os jornais na antena.

Quando o então presidente da república Mário Soares fez uma presidência aberta pelo distrito da Guarda (1988), eu estive todo o tempo, desde a abertura até ao fecho da estação (Rádio Altitude), em antena. Foi nesses dias que fiz de tudo, incluindo os noticiários, pois que os restantes companheiros jornalistas, seguiam a comitiva em permanência para dar aos ouvintes toda a informação.

Depois tive os meus próprios programas. Fazia as noites na Rádio Altitude, das oito à meia-noite, e foram programas de muita audiência, onde se inclui mais tarde, o famosíssimo “Música Pimba” que eu fiz (durante a primeira hora), não por apreciar esse “tipo” de música (antes pelo contrário), mas por um desafio de um companheiro. Mal imaginava eu o sucesso que viria a ter, com os próprios cantores em estúdio e tudo! Eu era “falado” em todo o lado!

Alem de conversar com os ouvintes, cativava-os com a minha maneira de ser, calmo, atencioso e, obviamente, com a música que os “ensinei” a ouvir. O telefone tocava incessantemente. Sempre utilizei os meus discos. Cheguei a passar música em “exclusivo nacional”, pois costumava comprar muitos discos que mandava importar, muito antes de serem editados por cá. E assim fidelizava os ouvintes, que ouviam o que não estavam habituados a ouvir. E era ali que acontecia.

Tive patrocinadores do programa da noite, que pagavam, não só o meu salário, como ainda geravam receitas publicitárias para a Rádio. Fui o primeiro “avençado” a ter um ordenado fixo por mês. De referir que fui eu quem inaugurou o FM da Rádio Altitude, uma banda de frequência mais “pura” que fazia com que qualquer risco ou “pico” ou até pó que existisse num disco de vinil não passasse despercebido, ao contrário da Onda Média (AM). Daí também a minha preocupação em utilizar apenas os meus discos (sempre muito bem preservados e limpos).

 

João Neves 5 .jpg

 

Teve também programas de que foi responsável. Quais os que gostou mais de produzir?

Como já disse, foram, sem dúvida, os programas da noite. Que aliás mantive, na Rádio F, de que também fui fundador, em 1990. (Era o único animador de emissão no quadro de profissionais).

 

Quais os/as colegas que recordas dessa época?

Recordo todos eles. Todos foram muito importantes na minha formação profissional e pessoal. A todos deverei uma parcela da minha limitada sabedoria, pois a Rádio não tem limites. Auto regenera-se ao longo do tempo. Hoje é completamente diferente do meu tempo. Mas a essência e os princípios do que se deve ou não deve fazer, mantêm-se.

Não destaco nenhum companheiro em especial para evitar esquecer-me de algum. Como disse todos foram importantes para mim. Guardo-os no coração.

 

Como era a relação que se estabelecia com os ouvintes?

Era uma relação óptima e verdadeira. Hoje não é assim!

Estabeleciam-se amizades, algumas que ficaram prá vida. Houve namoricos… e ainda alguns “amargos de boca”!... mas regra geral travavam-se conhecimentos sadios.

Muitas das vezes nem era preciso o contacto físico. As amizades fluíam através da antena…

 

As pessoas identificavam-no no exterior, reconheciam a sua voz?

Eu era um “ilustre desconhecido”.

As pessoas conheciam e “amavam” a minha voz (se assim posso referir-me à minha ferramenta de trabalho). Mas isso era o suficiente para elas. Sabiam que eu estava ali para lhes fazer companhia com a minha música, mas também para ouvir, off record, os seus desabafos e até os seus segredos. Confiavam no locutor como se fosse da família. Chegaram a levar-me o jantar, guloseimas, flores, alguém me fez uma vez uma camisola de lã cinzenta (que eu adorava e usei até deixar de servir) … e por aí em diante.

Mas também houve casos complicados, que se mantiveram vários anos, inclusivamente depois de casar, e que me obrigaram a trocar de número de telefone, por exemplo. Sabiam de cor todos os meus passos e horários, “ameaçaram” suicidar-se, trinta por uma linha! Hoje rio-me daquele tempo louco!

 

Como era feita a seleção musical para os programas que apresentava?

O critério era sempre a qualidade, embora houvesse uma seleção muito variada.

Eu mostrava-me aos ouvintes, como era, através da música. Apesar do meu inglês não ser, nem sequer razoável, o importante para mim, além das palavras, era a melodia.

O som é que me fazia viajar. E era assim que eu gostava de me apresentar a quem me ouvia. Eram passadas muitas “mensagens” para o lado de lá do microfone!

 

Como era a relação entre a Rádio e a Cidade/Região? As pessoas apreciavam a rádio?

Naquela época a Rádio tinha um papel muito importante nas pessoas. Além de informar, era a companhia. Era um ponto de referência. “Ouvi no rádio que…”. “O rádio disse que…”. As pessoas se queriam saber alguma coisa, ligavam o rádio, e telefonavam muito, também a dar “notícias” do que acontecia junto delas, nas suas terras. Não havia ainda telemóveis, nem internet...

 

Tem algum episódio que possa ilustrar essa relação?

Por exemplo um apelo para recolha de donativos, que viriam a ajudar os pais de uma criança a levá-la para Inglaterra, a fim de ser sujeita a um tratamento médico, que não havia cá.

Outro caso em que se tratava de uma família que tinha imensas dificuldades e vivia em condições precárias. Também foi ajudada.
Mas já não me lembro de pormenores, nem isso é importante. O importante era mesmo sentirmo-nos úteis.

Isso era prática corrente na Rádio, sempre que alguém necessitava.

A Rádio desempenhava também um papel social e solidário muito importante.

 

Qual foi a sua experiência mais positiva na rádio? E a mais negativa?

A experiência mais positiva foi poder fazer o que sempre gostei. A música, e o contacto com as pessoas. Mas nunca gostei nem pretendi ser conhecido! Antes reconhecido. Amei muito a Rádio, em devido tempo.

Quanto à questão mais negativa, prefiro, neste momento, não me pronunciar!... (Mas a esta distância, lido pacificamente com a situação!)

 

Tem também feito publicidade, na rádio. Gosta desse trabalho?

Com toda a sinceridade… Não!

É outra etapa da minha vida. Sempre a Rádio, mas agora desempenhando outras funções, pois todos estes anos me deram o “conhecimento de causa”, eu diria!

Estou dentro da Rádio. Sei como funciona. O que se deve ou não fazer. Terminarei a minha carreira nas atuais funções; administrativas e comerciais. (A minha voz, já não é o que era! Hoje não gosto de me ouvir!).

 

A rádio do passado e do presente: diferenças, semelhanças, desafios?

A Rádio evoluiu muito, e está em constante mutação.

Apesar de hoje os ouvintes serem mais exigentes, a rádio é contudo, mais fácil. Tudo é digital.

Hoje com um simples “clique” chega-se a todo o lado, e faz-se praticamente tudo. A tecnologia está ao nosso serviço e disposição.

Tenho para mim que o futuro da rádio passará para as plataformas digitais “online”. Acaba-se o acto de sintonizar o rádio.

 

Hoje é mais fácil o acesso à produção de programas de rádio?

Sem dúvida. Apesar de ser primordial ter, cada vez mais, conteúdos de qualidade. Caso contrário, satisfarão apenas uma imensa minoria.

Sempre fui apologista de que a Rádio não deve ser o que as pessoas querem, antes o que nós queremos dar às pessoas. É assim que se “educam” os ouvintes. Se não lhes oferecermos programas de qualidade, elas cingir-se-ão apenas ao que se lhes propõe! Se for bom, tanto melhor.

 

Acha que a história da Rádio, em Portugal, passa também pela Guarda?

Claro que sim. Até porque é na Guarda que está a rádio local mais antiga de Portugal. Desde 1948. A Rádio Altitude.

 

Os carros, em especial os clássicos, têm merecido a sua atenção e entusiasmo. Teve inclusivamente, uma página sobre “Os Matrícula Preta”. Como surgiu este gosto e o projeto que desenvolveu?

“Os Matrícula Preta” é uma página onde eu e o meu filho João Paulo mostramos as fotos dos carros pré clássicos e clássicos que circulam pelo país com matrículas de fundo preto e numeração branca, e que vamos captando por aí.

O conceito surgiu da junção de dois gostos de família; a fotografia e os automóveis. “Os Matrícula Preta” começaram por ser um blogue, até 2006, tendo depois surgido com uma página no facebook.

Este hobby familiar, uma comunidade em constante crescimento e evolução, conta já com 5162 seguidores, e foi inclusivamente tema em destaque num programa na Rádio Altitude. Todos os veículos presentes são efetivamente fotografados por nós, únicos administradores da página.

O surgimento “oficial” de  “Os Matrícula Preta” no Facebook, a 9 de Outubro de 2011, acabou por rapidamente se revelar um projeto interessante a todo o tipo de públicos e faixas etárias. 

Apesar de estar “adormecido” há cerca de dois anos, por motivos de ordem pessoal, contamos permanecer nesta rede social com a divulgação de mais exemplares. (Temos ainda em arquivo milhares de fotos por publicar, obtidas em vários pontos do país).

João Neves 6 .jpg

Que outras coisas gosta de fazer, nos seus tempos livres?

Além de ouvir música, gosto de ler, navegar na net, (conhecer coisas novas, pesquisar, informar-me, etc.), fotografar e viajar (adoro conduzir – gostava de fazer uma “volta a Portugal com a minha máquina fotográfica”. Hoje muito mais acessível, devido ao digital! Mas esta ideia já tem muitos anos).

 

João Neves 7 .jpg

 

Como vê, hoje, a cidade onde vive?

Vejo a Guarda como sempre vi. Apesar de ter havido alguma evolução ao longo de todos estes anos, para quem cá está, isso não é muito percetível, no imediato. Contudo, hoje vive-se muito melhor. Aqui sim. Temos qualidade de vida!

 

O que desejava para esta cidade e região?

O que seria preciso nesta terra? Talvez indústria, para que as pessoas se fixassem cá. Com isto, o comércio também cresceria.

Pouco mais temos além de serviços.

 

O que representam para si os amigos?

Simples. É preciso tê-los. E saber onde estão quando precisamos deles. (Felizmente tenho alguns!).

João Neves 2 .jpg

 

 

 

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publicado às 19:00

Neblinas matinais...

por Correio da Guarda, em 26.10.21

EÓLICA e neblina - HS.jpg

 

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publicado às 08:35

Exposição fotográfica

por Correio da Guarda, em 20.10.21

 

Na Casa da Cultura da Mêda está patente até, ao próximo dia 31 dezembro, uma exposição dos trabalhos vencedores do Concurso Internacional de Fotografia “Douro Património Contemporâneo – 2020”.

Trata-se de uma iniciativa bienal do Museu do Douro, que conta com o apoio mecenático da EDP e, nesta edição, com a parceria do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto.

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA.jpg

O tema proposto foi “Douro: Memória com Futuro”, desafiando os participantes a registar a memória secular da Região Demarcada do Douro, as suas gentes, as suas arquiteturas e os artefactos associados à produção do vinho. “Este registo temporal da atualidade constitui-se como uma memória futura de um território em permanente construção”.

O conjunto de imagens expostas, que corresponde aos três primeiros prémios e a uma menção honrosa, fixou mais do que instantâneos de realidade. Entre a estética, os gestos e as pessoas, observam-se fragmentos de tempo. «Foi com esse olhar e com uma sensibilidade extrema» que os fotógrafos vencedores «captaram o presente e guardarão para o futuro o que no Douro não é imediato e repetido».

 

Fonte: Câmara Municipal da Meda 

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publicado às 23:02

Muros de memórias...

por Correio da Guarda, em 19.10.21

Muros de memórias - HS.jpg

 

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publicado às 19:58

Pela cidade...

por Correio da Guarda, em 17.10.21

FANFARRA na Rua - HS.jpg

 

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publicado às 19:23

"Douce France" vence CineEco

por Correio da Guarda, em 17.10.21

 

O filme “Douce France” conquistou o “Grande Prémio Ambiente – Câmara Municipal de Seia”, no âmbito da vigésima sétima edição do CineEco - Festival Internacional de Cinema Ambiental da Serra da Estrela.

A obra de Geoffrey Couanon retrata a aventura ecológica e social de um grupo de jovens estudantes sobre o polémico projeto de construção de um complexo comercial – EuropaCity - na sua terra-natal. Um filme-documentário revelador, que nos leva a refletir sobre os nossos próprios modelos de consumo, a produção agrícola e as escolhas que tomamos, ou não, na nossa comunidade.

Para a Organização do CineEco, este ano “a produção europeia e nacional provou a sua grande vitalidade na abordagem diversa e crítica sobre as temáticas ambientais.

O CineEco em Seia fechou as portas ao grande ecrã este sábado, mas parte em itinerância pelo país já nos próximos meses por associações, teatros, universidades e auditórios.

© Elzévir Films - De Deux Choses Lune. Douce Fr

                                                                                                         © Elzévir Films - De Deux Choses Lune, “Douce France

 

O “Prémio Antropologia Ambiental – Zurich Seguros” coube a “Arica”, de Lars Edman, William Johansson Kalén, um documentário sobre o chamado colonialismo tóxico e que dá a conhecer um inédito julgamento transnacional para apurar a responsabilidade de uma empresa de minério sueca, que chegou a exportar milhares de toneladas de lixo tóxico para a cidade chilena, Arica.

A Menção Honrosa Longa-Metragem Internacional foi conquistada por Svetlana Rodina, com “Ostrov – Lost Island”.

Na Competição Internacional de Curtas-Metragens, a viagem de um grupo de crianças de colónias extraplanetárias rumo a uma Terra inabitável, “Flight to Earth” de Ignacio Rodó, conseguiu o “Prémio Curta-Metragem Internacional - Turistrela”.

Já o “Prémio Educação Ambiental – Associação Mares Navegados” coube ao filme de animação “#fishingtheplastic”, da autoria de Marina Lobo realizadora do igualmente premiado, “Aquametragem” que integrou a competição da 25ª edição do CineEco . Nesta Competição específica, o júri do CineEco 2021 atribuiu 3 Menções Honrosas, a saber: “Migrants” de Hugo Caby, Antoine Dupriez, Aubin Kubiak, Lucas Lermytte, Zoé Devise; “Acorns” de Bradley Furnish e “Centrifugadora” de Ignacio Rodó.

Na Competição de Séries e Reportagens Televisivas, o “Prémio Televisão” rumou para o documentário francês, “Vert de Rage, du charbon dans les poumons (Green Warriors: Coal in the Lugs)” de Martin Boudot que, juntamente com um grupo de cientistas, cidadãos e jornalistas, seguiu na busca pelas provas de contaminação do ar.

A Menção Honrosa nesta categoria foi atribuída a “O lado negro do azeite” de Sandra Cóias e Pedro Rego; “Des legumes dans la ville” de Aurelien Francisco Barros e “Migradores de Longa Distância – Entre o Tejo e o Ártico” de Pedro Miguel Ferreira e Joaquim Pedro Ferreira.

Na Competição de filmes e documentários em Língua Portuguesa, o “Prémio Camacho Costa - Lipor” na categoria Longa-Metragem ficou com Márcia Paraíso e Francisco Colombo para o documentário “Sobre Sonhos e liberdade”, filme que aborda o contexto da abolição da escravatura no Brasil, um dos momentos cruciais da história deste país.

 O “Prémio Curta-Metragem em Língua Portuguesa” foi conquistado por Bruno Lourenço com “Oso”, relato sobre o possível regresso do urso-pardo ao norte de Portugal e os obstáculos criados pelo Homem e pela vontade do urso. As Menções Honrosas ficaram para “A nossa terra, o nosso altar” de André Guiomar e “A Mala” de Diogo Pereira e Angelizabel Freitas, respetivamente nas categorias de Longas-Metragens e Curtas-Metragens.

O jovem senense, Gabriel Ambrósio, conquistou o “Prémio Panorama Regional – Casa da Passarella” com a curta-metragem “Um Quadro de História” sobre a vida das abelhas e do processo de criação de mel. O “Prémio Valor da Água – Águas do Vale do Tejo” seguiu para “Living Water” de Pavel Borecký, um filme que aborda uma bomba-relógio ambiental e a história de luta entre beduínos, engenheiros e agricultores pelo “ouro azul” num dos países mais pobres em termos de recursos de água, a Jordânia.

O Júri da Juventude, composto por um painel de 6 jovens, atribuiu os seguintes galardões em todas as competições: Prémio Juventude Longa-Metragem para “Ophir” de Alexandre Berman e Olivier Pollet; Menções Honrosas foram para “Douce France” de Geoffrey Couanon; “Arica” de Lars Edman e William Johansson Kalén. Prémio Juventude Curta-Metragem atribuído a “Flight To Earth” de Ignacio Rodó com as Menções Honrosas para “Acorns” de Bradley Furnish; Prémio Juventude Séries e Reportagens Televisivas para “O lado negro do azeite” de  Sandra Cóias e Pedro Rego com a Menção Honrosa a seguir para “Plástico, o novo continente (episódio 1)” de Catarina Canelas; o Prémio Juventude Longa-Metragem em Língua Portuguesa para “A nossa terra, o nosso altar” de André Guiomar e Prémio para Curtas-Metragens “Para cá do Marão”, José Mazeda, com as Menções Honrosas  para Curtas-Metragens em Língua Portuguesa atribuídas a “O que não se vê” de Paulo Abreu e “Alma” de Mónica Santos; para o Prémio Juventude Panorama Regional, o júri da juventude escolheu premiar “Um Quadro de História” de Gabriel Ambrósio. Nesta categoria, a Menção Honrosa coube a “O Meu Vento é o Norte” de Mariana Silveira.

Portugal, França e Espanha foram os países com maior representação cinematográfica na Competição Oficial da 27ª edição do CineEco que decorreu na Casa Municipal da Cultura de Seia, entre 9 e 16 de outubro.

Este ano, o mais antigo festival de cinema ambiental do mundo recebeu 93 filmes de mais de 20 países, uma edição marcada pelo regresso do público às salas de cinema, com todas as sessões praticamente esgotadas ainda que tivessem sido salvaguardadas todas as regras de segurança e higiene recomendadas pela Direção-Geral de Saúde.

Como foi referido em nota distribuída pela Organização do Festival, “a partir de Seia, cidade pequena do interior de Portugal, continuamos a construir um Festival para todos e a apostar cada vez mais na produção nacional, sem nunca esquecer o que de melhor se faz em todo mundo. O CineEco voltou a trazer à luz do dia algumas das mais prementes temáticas relacionadas com o Ambiente e já é o centro de discussão das problemáticas que assolam as comunidades e que se relacionam com as alterações climáticas; o lixo tóxico, a poluição atmosférica, a falta de água, entre outros temas. Uma palavra para os jovens que regressaram em força e voltaram a marcar a diferença, quer na apresentação de trabalhos em competição, que na forte afluência ao auditório e cineteatro para participarem nas Ecotalks e restantes atividades paralelas”.

O CineEco é membro fundador e faz parte da direção da Green Film Network, uma plataforma de 40 festivais de cinema ambiental. É organizado há 26 anos pelo Município de Seia e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e do Departamento de Ambiente das Nações Unidas.

A próxima edição do Festival em Seia tem já data marcada e irá realizar-se entre 8 e 15 de outubro de 2022.

 

 

 

 

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Novo executivo municipal e novo presidente da AM

por Correio da Guarda, em 16.10.21

 

Sérgio Costa, o novo Presidente da Câmara Municipal da Guarda, tomou hoje posse no decorrer da sessão que teve lugar no edifício dos Paços do Concelho.

Tomada de Posse Sérgio Costa.jpg

Nessa cerimónia, realizada pelas 16 horas, tomaram igualmente posse os restantes elementos do executivo municipal, tendo anteriormente ocorrido a posse dos novos membros da Assembleia Municipal.

Na primeira reunião deste órgão teve lugar a eleição da mesa da Assembleia Municipal da Guarda, ato a que se apresentaram duas listas, lideradas, respetivamente por José Relva (Movimento Pela Guarda) e João Correia (PSD).

Foi eleito Presidente da Assembleia Municipal da Guarda José Relva, com 42 votos a favor; João Correia obteve 24 votos. Foram registados 16 votos brancos e 2 nulos.

 

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publicado às 22:55

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