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Necrópole de Moreira de Rei

por Correio da Guarda, em 31.08.21

 

 

Alunos da UC.jpg

                                                                                                                                                                  Foto: DCV

 

Uma equipa de 10 alunos do Departamento de Ciências da Vida (DCV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTU) tem estado a participar na escavação da necrópole de Moreira de Rei, Trancoso.

Esta atividade, iniciada em julho e prolongada pelo mês de agosto, ocorreu no âmbito do protocolo de cooperação assinado entre o DCV e a Câmara Municipal de Trancoso.

Esta intervenção, na maior necrópole de sepulturas escavadas na rocha da Península Ibérica, foi realizada com o aconselhamento científico na área da Antropologia Biológica pela Profª Ana Maria Silva, docente do DCV.

O Departamento de Ciências da Vida (DCV), criado em junho de 2009, agrega o ensino e a investigação nas áreas de Antropologia, Ecologia, Biologia Molecular e Celular, Bioquímica, Biotecnologia e Microbiologia.

 

 

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publicado às 23:35

A caminho da torre...

por Correio da Guarda, em 30.08.21

A caminho da Torre de Menagem_GUARDA - hs.jpg

Guarda. Torre de Menagem.

 

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publicado às 08:44

Gouveia e Melo na Guarda

por Correio da Guarda, em 25.08.21

 

O Coordenador nacional da Task Force do Plano de Vacinação para combate à Covid-19, Vice-Almirante Henrique Gouveia e Melo, vai estar hoje na Guarda.

Gouveia e Melo vai visitar, pelas 10 horas, o Centro de Vacinação da Guarda, a convite do Conselho de Administração da Unidade da Unidade Local de Saúde.

Gouveia e Melo.jpg

 

 

 

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publicado às 08:10

Recriação histórica em Almeida

por Correio da Guarda, em 24.08.21

 

Em Almeida vai decorrer, a partir da próxima sexta-feira (27 de agosto) e até domingo, a décima sétima recriação histórica do cerco daquela vila, durante a terceira invasão francesa em 1810.

Vão participar cerca de 100 figurantes portuguese e espanhóis, numa iniciativa que é ainda condicionada, em termos da sua habitual dimensão, pela pandemia.

O programa está disponível aqui.

Cerco de ALMEIDA - invasões francesas.jpg

 

Recorde-se que no dia 24 de julho passou mais um aniversário da trágica batalha do Côa, ocorrida no decurso da progressão dos militares franceses. As tropas anglo-lusas lutaram contra as forças do exército francês do Marechal Ney, no local do Cabeço Negro, junto às margens do rio. Esta batalha antecedeu a queda da fortaleza de Almeida e a sua ocupação pelas tropas que entraram em Portugal, sob o comando de Massena.

Este rio, recorde-se, foi até 1297 foi o limite da fronteira entre os territórios dos reinos de Portugal e Castela; atravessa o concelho de Almeida e é um dos poucos a correr de sul para norte.

Com a assinatura do Tratado de Alcanices, por D. Fernando de Castela e D. Dinis de Portugal, o castelo de Almeida – entre outras fortalezas – passou para o domínio da coroa portuguesa.

Esta zona teve uma grande importância estratégica, do ponto de vista militar; aqui se travaram, ao longo dos séculos, várias batalhas.

A importância da fortaleza de Almeida cedo foi acentuada; após o primeiro de dezembro de 1640, o rei D. João IV ordenou a sua reparação, face aos momentos e às difíceis contendas que se avizinhavam.

Desde logo ficou percetível o papel preponderante que Almeida ia ter no processo bélico de manutenção da independência. A vila foi transformada em sede do quartel-general do Governador de Armas da Beira, constituindo-se na mais importante praça do reino português.

Álvaro de Abranches, um dos conjurados da Revolução de 1640 e membro do Conselho de Guerra de D. João IV, foi o primeiro Governador de Armas de Almeida, empenhando-se, de imediato no seu eficaz guarnecimento, rentabilizado o sistema de fortificações de que estava dotada.

Fortaleza de Almeida - HS.jpg

Mais tarde a história de Almeida cruza-se com as célebres, quanto dramáticas, invasões francesas.

Destas, a terceira incursão conduzida por André Massena foi a que deixou marcas mais profundas na denominada “Estrela de Pedra”.

Após a conquista de Ciudad Rodrigo (Espanha), em 10 de Junho de 1810, pelas tropas francesas o objetivo do exército invasor era o domínio da praça portuguesa, que teria cerca de 2000 habitantes e estava guarnecida com 5 000 soldados e 115 peças de artilharia. Com a aproximação das forças francesas, o comando do exército anglo-luso apelou aos habitantes para abandonarem as suas casas e levarem os seus haveres.

Nos primeiros dias de agosto de 1810 o Marechal Massena mandou avançar o Oitavo Corpo do exército francês, sob o comando de Junot, dando início ao cerco de Almeida, a 10 de agosto, cuja guarnição militar era chefiada pelo coronel inglês Guilherme Cox, sendo Tenente-Rei o almeidense Francisco Bernardo da Costa.

O cerco decorria há 17 dias quando, ao cair da noite, uma granada francesa provocou uma explosão em cadeia que destruiu o paiol principal, onde estavam armazenadas 75 toneladas de pólvora; centenas de mortos e enormes danos no interior da fortaleza foi o balanço imediato da tragédia. Na manhã seguinte, 27 de agosto de 1810, Massena exigiu do comandante inglês a rendição imediata da praça, o que acabou por suceder nessa noite.

A fortaleza de Almeida, em estilo Vauban, tem uma planta em forma de estrela irregular, integrando seis baluartes: o de S. Francisco, São João de Deus, Santa Bárbara (designado também de Praça Alta), do Trem (ou de Nossa Senhora das Brotas), Santo António e São Pedro, articulados com idêntico número de revelins. O conjunto monumental deste baluarte beirão encontra-se rodeada por largos e profundos fossos.

ALMEIDA - fortaleza - Helder Sequeira.jpg

Para além das majestosas Portas de Santo António e São Francisco destacam-se no complexo desta fortaleza abaluartada as casamatas, espaços subterrâneos cuja estrutura e solidez os tornava imunes às bombas da época.

No interior do perímetro amuralhado encontra-se o Quartel das Esquadras que ficou a dever-se ao Conde de Lippe (Frederico Guilherme de Schaumburg-Lippe), edifício onde estiveram instaladas forças de infantaria; a antiga Casa dos Governadores da Praça de Almeida; o edifício do Corpo da Guarda Principal (onde funciona a Câmara Municipal), a Igreja da Misericórdia, a Casa dos Vedores Gerais, a Casa da Câmara e o Antigo Convento de Nossa Senhora do Loreto (atual Igreja Matriz) são outros edifícios emblemáticos desta vila do distrito da Guarda, onde vai, uma vez mais, decorrer uma recriação histórica.

                                                                                                                                                     (Helder Sequeira)

 

 

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publicado às 12:50

Hoje é o Dia Mundial da Fotografia

por Correio da Guarda, em 19.08.21

 

Destinos ... HS.jpg

O Dia Mundial da Fotografia é hoje assinalado.

Esta evocação assenta na invenção do daguerreótipo, um processo fotográfico que foi desenvolvido, em 1837, por Louis Daguerre.

Em Janeiro de 1839  a Academia Francesa de Ciências anunciou a invenção do daguerreótipo e a 19 de Agosto, desse mesmo ano, o Governo francês considerou a invenção de Loius Daguerre como um presente "grátis para o mundo".

Recorde-se  que outro processo fotográfico - o calótipo, inventado também em 1839 por William Fox Talbot - contribuiu para que o ano de 1839 fosse considerado o ano da invenção da fotografia.

 

 

 

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publicado às 00:02

Roteiro pela saúde

por Correio da Guarda, em 18.08.21

 

 

A realização de alguns roteiros citadinos, que têm tido como referência figuras da nossa literatura, merece ser aplaudida e evidenciada como atividade a prosseguir. Por outro lado, este tipo de iniciativas lembra-nos que a Guarda oferece outras áreas temáticas, a rentabilizar em prol da valorização citadina, alargando os motivos de interesse.

Desde logo o caso da saúde, cuja história passa, inquestionavelmente, por esta cidade, à qual o nome do médico Sousa Martins está associado mercê da estrutura de luta contra a tuberculose aqui edificada.

A sugestão do tema  vem a propósito da passagem do aniversário da morte de Sousa Martins, no dia de hoje (18 de agosto). A cidade lembra este vulto da medicina portuguesa não só no atual Parque da Saúde, mas também numa das ruas do Bairro da Senhora dos Remédios.

Sousa Martins.JPG

José Tomás de Sousa Martins nasceu em Alhandra, a 7 de março de 1843, no seio de uma família com escassos recursos económicos. Órfão de pai, aos sete anos, foi com a idade de doze trabalhar como praticante para a Farmácia Ultramarina, em Lisboa, propriedade de um tio seu, Lázaro Joaquim de Sousa Pereira.

Frequentou o Liceu Nacional de Lisboa e a Escola Politécnica; com aulas de manhã, trabalhava de tarde na farmácia e à noite dava explicações de forma a conseguir receitas para as despesas inerentes à sua formação académica. Concluído o curso de farmácia, em 1864, continuou a frequentar a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa, terminando o curso de medicina aos 23 anos, em 1866; foi sempre um aluno distinto.

Eleito, em 1868, sócio da Sociedade de Ciências Médicas, em 1872 Sousa Martins lecionava já na Escola Médico-Cirúrgica, onde viria a reger as cátedras de Patologia Geral, Semiologia e História da Medicina; exerceu atividade clínica no Hospital de S. José, em Lisboa, numa época em que a tuberculose ceifava anualmente milhares de vidas.

Sousa Martins, num relatório datado de 1880, fez a caracterização da tuberculose, nessa época, acentuando a importância da criação de sanatórios na zona da Serra da Estrela. Em 1881 a Sociedade de Geografia de Lisboa promoveu uma Expedição Científica à Serra da Estrela, a qual foi integrada, entre outros, por Sousa Martins. Dessa iniciativa resultou a elaboração de relatórios das várias secções científicas, que aparecem compilados num volume intitulado “Expedição Científica à Serra da Estrela” e, dois anos depois, o livro “Quatro Dias na Serra da Estrela”, da autoria de Emídio Navarro. Esta expedição teve o mérito (e sobretudo através da determinação de Sousa Martins), de chamar a atenção dos meios científicos e clínicos para as condições que a região oferecia no tratamento da tuberculose.

Sousa Martins defendeu a implantação de Casas de Saúde nesta zona, impulsionando a fundação, em 1888, do “Club Herminio”, uma associação de carácter humanitário que se manteve durante cerca de quatro anos; o conceituado tisiologista foi aclamado, pelos membros fundadores, sócio honorário e presidente perpétuo desta instituição de solidariedade.

Ainda em 1888, e correspondendo aos argumentos de Sousa Martins e de Guilherme Teles de Meneses, o médico Basílio Freire, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, instalou-se na Serra da Estrela, no Verão desse ano, onde assegurou consultas gratuitas aos doentes que o procuravam.

Os esforços que Sousa Martins desenvolveu, fortalecidos pelas suas esclarecidas convicções, em muito contribuíram para a construção do Sanatório que viria a ter o seu nome, perenemente ligado à mais alta cidade de Portugal; para a Guarda vieram milhares de doentes que procuravam aqui a cura desta doença infectocontagiosa provocada pela microbactéria conhecida por “bacilo de Koch”.

Sanatório da Guarda - Pavilhão D. Amélia.JPG

Pavilhão Rainha D. Amélia. Saantório Sousa Martins (Guarda)

 

A Rainha D. Amélia materializou no sanatório guardense (o primeiro a ser construído pela ANT, inaugurado a 18 de maio de 1907) a homenagem a Sousa Martins, atribuindo a esta instituição o nome daquele clínico, cuja ação e dinamismo ela tinha já evocado numa intervenção pública da Associação Nacional aos Tuberculosos, realizada em 1889. Sousa Martins tinha falecido dois anos antes, em Alhandra, no dia 18 de agosto de 1897, depois de ter sido atingido pela tuberculose.

O Rei D. Carlos comentaria que se tinha apagado “a mais brilhante luz” do seu reinado. Guerra Junqueiro, referindo-se à personalidade de Sousa Martins, escreveu que ele se deu “como o Sol dá a luz, aos miseráveis, aos tristes, aos sonhadores. Foi o amigo carinhoso e cândido, dos pobres e dos poetas. A sua mão guiou, a sua boca perdoou, os seus olhos choraram. Teve sorrisos para a graça, enlevos para a arte, lágrimas para a dor”.

Na Guarda não têm faltado pessoas que apontam Sousa Martins como o autor de autênticos milagres, na linha de uma devoção popular que se manifesta, objetivamente, em Lisboa (no Campo de Santana) ou em Alhandra. O singelo monumento que se ergue dentro dos muros do ex-Sanatório da Guarda continua, diariamente, a ser alvo de preces e agradecimentos.

Agradecimentos a  Sousa Martins.JPG

Apesar de não ter legado muitas publicações, Sousa Martins deixou atrás de si várias gerações de médicos, uma Escola Clínica e, sobretudo, um verdadeiro exemplo de doação à sociedade e à Medicina. A Guarda não esquece, na sua toponímia, o homem, o médico e o cientista cujo nome foi dado a um dos mais destacados sanatórios de altitude, que projetou esta cidade no país e no estrangeiro.

E aqui está uma personalidade que pode balizar locais e pontos de visita num futuro roteiro temático sobre a saúde (figuras, estruturas, etc.) na Guarda. Fica a sugestão.

 

Hélder Sequeira

 

 

 

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publicado às 23:52

Janela com história...

por Correio da Guarda, em 16.08.21

Janela - foto Helder Sequeira -aaa.jpg

Guarda.

 

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publicado às 13:00

Luísa Coimbra: a menina da Rádio

por Correio da Guarda, em 14.08.21

 

Luísa Coimbra tem na rádio uma das suas paixões. A rádio cruzou-se na sua vida quando tinha 16 anos. Natural de Almofala, (Figueira de Castelo Rodrigo) onde nasceu em 1959, reside na Guarda desde os dois meses de idade.

“Mar de música, mar de gente” e “Sintonia” são alguns dos programas radiofónicos que evoca com saudade, agora que está desligada da rádio, de cuja magia nunca se afastou. Talvez por isso mesmo tenha criado o podcast “Menina da Rádio”, “um projeto pessoal, intimista, para deixar correr os “sentidos” como disse ao CORREIO DA GUARDA.

Nesta conversa fala-nos igualmente da cidade onde, referiu, faltam “novas oportunidades de trabalho”.

 

Luisa Coimbra.jpg

Como surgiu, e quando, a tua ligação com a Rádio?

Aos 16 anos, quando me inscrevi e participei num dos concursos da Rádio Altitude.

 

Foi fácil a adaptação ao ambiente da rádio?

Muito fácil. Jovem como era, tinha a certeza que aquele seria o meu caminho, contrariando embora todos os objetivos sonhados para mim, pelos meus pais.

 

Quais foram os teus primeiros trabalhos e em que programas?

Recordo-me muito bem eram fins-de-semana inteirinhos a passar “Discos Pedidos”, os programas da manhã “Mar de Música, Mar de Gente”, o programa “Sintonia” que me levou até às Produções Sintonia no Porto, na RDP - Rádio Guarda, a aposta na formação no âmbito do Jornalismo e, por último, a Rádio F e os programas da noite.

Luisa Gonçalves .jpg

Quais os/as colegas que recordas dessa época?

Todos sem exceção! Claro que uns marcaram mais do que outros.

Estive nas três estações de Rádio sempre por convite (o que muito me orgulha) sem querem magoar ninguém, lembro com muita saudade o João Lopes, e enfim o velho amigo Emílio Aragonez, a quem devo realmente esta grande paixão pela Rádio.

 

Como era a relação que se estabelecia com os ouvintes?

Íntima, verdadeiramente íntima!

Criei laços que guardo até hoje e que ficarão para sempre, na cumplicidade, no sorriso que transparecia e até nos muitos olhares de admiração/ interrogação, quando com surpresa me encontram ainda hoje na Junta de Freguesia … a pergunta que fica no ar… “Mas, não era a menina, a Luísa da Rádio? “

 

As pessoas identificavam-te no exterior?

Sim claro, vivíamos numa cidade pequena, a Rádio era companhia assídua de muita gente e todos nos conhecíamos.

 

Como era feita a seleção musical para os programas que apresentavas?

Todas as rádios por onde passei dispunham de uma discografia excecional, entre os velhinhos Singles, LPs, depois pelos CDs, procurava com alguma antecedência ir ao encontro dos gostos musicais dos ouvintes e fazer um programa onde acima de tudo estava o interesse por quem estava e ouvia no lado de lá.

 

Como vias a relação entre a Rádio e a Cidade/Região? As pessoas apreciavam a rádio?

Como já disse, creio que a Rádio tinha um grande poder, que é o poder de cativar, de informar e isso creio ter-se conseguido.

Eu pelo menos tenho a sensação de dever cumprido.

 

Tens algum episódio que possa ilustrar essa relação?

Puxando pela memória, recordo-me de alguns diretos feitos para a “Informação”, onde as populações se manifestavam, pela ausência do que consideravam essencial, quer pelos tantos convites que nos faziam e onde pude testemunhar/ vivenciar situações que em pleno Sec. XX, era na Rádio que se faziam ouvir…

Lembro-me por exemplo, num dos últimos trabalhos que fiz na Rádio F, com o meu querido Tó Jó (António Jorge Sepúlveda) de existir uma escola, no nosso concelho, onde a grande luta da professora era manter os meninos na escola, porque os pais exigiam que eles fossem trabalhar, logo pela manhã. Meninos a quem a professora levava o pequeno-almoço, porque sabia que estariam sem comer…

E enfim, tantos outros episódios, relatos de vidas com história…

 

Qual foi a experiência mais positiva na rádio? E a mais negativa?

Positivas todas...não tenho experiências negativas!

 

Os condicionalismos técnicos impediam a criatividade? 

Não gosto de dizer no “meu tempo”, porque o meu tempo é hoje, mas tenho para mim, que naquele período, tive tudo, em todas as Rádios e a criatividade surgia de forma natural.

Sempre me adaptei de forma fácil, aliás o meu gosto pela Rádio era tanto, que não havia impedimento algumJ, aliás conto em jeito de brincadeira um episódio que me aconteceu no primeiro dia, na minha estreia radiofónica.

Estava no estúdio na Rádio Altitude, ocupadíssima entre discos e publicidade e esqueci-me de fechar o microfone, quando irrompe pelo estúdio o saudoso Antunes Ferreira, que me diz “menina, menina tem o microfone aberto e só se ouve “Ai minha nossa senhora!… “

Bom, se fosse hoje, o desabafo seria outro com certeza… (risos)

foto Luisa Gonçalves .jpg

Quais as principais diferenças que notas entre a rádio de ontem e de hoje, nomeadamente ao nível dos estúdios e programação?

Estou longe da Rádio já algum tempo, por isso creio que apenas do que possa falar seja do que ouço e assim sendo, creio que se abusa demasiado das “play list”.

Julgo que a Rádio ainda hoje é, ou pelo menos para mim é, comunicação e não creio que hoje exista, pelo menos da forma como eu, e muitos outros como eu, a vivemos. 

 

Hoje é mais fácil fazer rádio?

Creio que hoje, é menos empolgante fazer Rádio.

São horas e horas de música...mas claro que existem exceções e os bons comunicadores continuam a existir!

 

Depois da rádio, como foi o teu percurso profissional?

Deixei a Rádio por opção, mudei de cidade, mudei de vida.

Hoje, e já há algum tempo, sou funcionária da Junta de freguesia da Guarda.

 

Após o teu regresso à Guarda houve novo contacto com a rádio?

Existiu sim, muito superficial.

 

Há algum tempo atrás iniciaste um podcast, sobre rádio. Como surgiu essa ideia e qual o principal objetivo?

Surgiu porque os meus filhos me conhecem como ninguém, sabem desta minha paixão e o Tiago, (filho do meio) que se move muito bem nesta área criou o “Menina da Rádio” que é tão só um passatempo que me transporta para “esses dias da Rádio” …

 

Como tem sido a reação das pessoas?

Creio que gostam, gostam de me ouvir.

E a mim a cima de tudo dá-me imenso prazer em fazer, em partilhar.

 

Gostavas de regressar ao trabalho numa rádio? E com que projeto?

A Rádio vai sempre fazer parte de mim… foram 20 anos, a fazer Rádio e claramente sim! Porque não, as noites da Rádio?

 

Achas que a história da Rádio, em Portugal, passa também pela Guarda?

Sem dúvida, ou não existisse a nossa velhinha Rádio Altitude com todo o seu saber, com toda a sua história da qual eu também faço parte.

 

Como vês hoje a Guarda?

Uma cidade “nova “, em expansão e quero acreditar com potencial para criar novos projetos e novos futuros.

 

O que falta na cidade?

Essencialmente novas oportunidades de trabalho.

 

Como gostas de ocupar os teus tempos livres?

Escrevendo, lendo e aprendendo e acima de tudo partilhando uma boa conversa, com bons amigos, como agora, o que naturalmente agradeço.

 

 

 

 

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publicado às 12:00

Teatro em Barca de Alva

por Correio da Guarda, em 13.08.21

 

O Festival Artístico "Raia Viva" apresentará hoje, na Plataforma de Ciência Aberta, em Barca de Alva, o trabalho teatral “Sozinha”.
O projeto, criado por Elsa Pinho em parceria com o ator/diretor brasileiro João Guisande, é uma ode a todas as mulheres.
De referir que a dramaturgia foi composta a partir da fusão de histórias reais e inventadas, entre muitas inspirações e alguns trechos curiosos dos diários da própria atriz.
As inscrições são limitadas e deverão ser efetuadas no Posto de Turismo de Barca de Alva ou pelo telefone 271 355 930.

TEATRO.jpg

 

 

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publicado às 13:51

Património...

por Correio da Guarda, em 12.08.21

 

Património - Pinhel.jpg

Pinhel. 

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publicado às 13:34

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