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Pela Guarda...

por Correio da Guarda, em 31.03.21

Insta jovens e arte - hs.jpg

Guarda.

 

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publicado às 08:25

Rádio Altitude tem novo diretor

por Correio da Guarda, em 30.03.21

 

A Rádio Altitude (RA) vai passar a ser dirigida, a partir de amanhã, pelo jornalista Luís Batista Martins, diretor do semanário O Interior. O novo responsável, que substitui o jornalista Rui Isidro, acumulará as funções de diretor de informação e programas.

LUIS MARTINS - RA.jpg

Recorde-se, e como tivemos já a oportunidade de escrever, que esta estação emissora tem interessantes particularidades, originada no seio das experiências radiofónicas que ocorreram no Sanatório Sousa Martins, cerca de 1946.

Nessa altura, as rudimentares emissões circunscreviam-se ao pavilhão onde estava concentrado o grupo de doentes pioneiros deste projeto e apenas com a construção de novo emissor foi ganhando dimensão a aventura radiofónica. Em 1947, Ladislau Patrício (cunhado do poeta Augusto Gil), diretor do Sanatório, assinou, a 21 de Outubro, o primeiro regulamento desta emissora, onde estavam definidas orientações muito objetivas sobre o seu funcionamento.

Em finais desse ano as suas emissões já eram escutadas na malha urbana da Guarda, que seguiu, com particular entusiasmo, o início oficial das emissões regulares, assinalado a 29 de Julho de 1948; um ano depois (1949) foi-lhe atribuído o indicativo CSB 21, identidade difundida por várias décadas, a partir do alto da serra, “eterna como o sol que alumia o mundo”, na expressão Nuno de Montemor. Este escritor, diga-se, fez parte do grupo inicial de ouvintes da rádio. Sobre a rádio deixou, aliás, as suas impressões nas páginas de outro pilar informativo do Sanatório: o jornal Bola de Neve.

A propriedade do primeiro emissor pertenceu, inicialmente, à Caixa Recreativa do Internados no Sanatório Sousa Martins e, mais tarde, com a sua extinção, ao Centro Educacional e Recuperador da unidade hospitalar vocacionada para o tratamento da tuberculose. Com a criação do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins (CERISSM) pretendeu-se auxiliar os doentes, especialmente no que dizia respeito “à sua promoção social e ocupação dos tempos livres”.

Aliás, foi no seio dos sanatórios que surgiram interessantes projetos radiofónicos – como seja a Rádio Pólo Norte, no Sanatório do Caramulo, e a Rádio Pinóquio, no Sanatório das Penhas da Saúde, Covilhã, para referirmos os mais próximos.

O CERISSM foi uma autêntica instituição de solidariedade; para além de viabilizar a afirmação e implantação da Rádio Altitude desenvolveu uma vasta obra assistencial, sob o impulso do médico Martins de Queirós, o quarto e último diretor do Sanatório da Guarda.

Em 1961, mediante autorização oficial, o RA passou a ter como suporte económico-financeiro as receitas publicitárias que em muito contribuiriam para o auxílio dos doentes mais carenciados.

As emissões evoluíram, ao longo das primeiras décadas em função das disponibilidades técnicas, dos recursos humanos e financeiros mas encontrando sempre no, crescente auditório, uma grande simpatia e um apoio incondicional.

Até 1980 a Rádio Altitude emitiu na frequência de 1495 Khz, em onda média (abrangendo não só o distrito da Guarda mas igualmente os distritos de Viseu e Castelo Branco e algumas das suas áreas limítrofes), altura em que a sua sintonia passou a ser feita no quadrante dos 1584 khz.

Após 1986, e com a liberalização do espectro radioelétrico passou também a desenvolver as suas emissões em frequência modulada, em 107.7 Mhz, a qual foi alterada, em 1991, para os 90.9 Mhz.

Em 1998, e depois de ter sido determinada a extinção do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins, foi decidida a realização de uma consulta pública, com vista à “transmissão da universalidade designada Rádio Altitude”, considerada a “única estrutura em funcionamento do ex-CERISSM”.

A estação emissora entrou assim, com a sua aquisição por parte da Radialtitude–Sociedade de Comunicação da Guarda, num capítulo novo da sua existência, mantendo a ligação física ao antigo espaço sanatorial.

Como dissemos, esta é uma rádio muito particular, de afetos, de memórias, vivências, amizades, dedicação, de serviço público, de criatividade, de formação, do interior das Beiras, hoje rádio global, de futuro.

As emissões radiofónicas passam hoje, em larga medida, pelo meio digital, num cada vez mais recorrente recurso às modernas aplicações e tecnologias.

A rádio, a sua forma de estar e responder, evoluiu e, felizmente, acaba por estar ainda mais perto e envolvendo de forma invisível o nosso quotidiano. Presença entendida como plena confirmação de que o meio rádio não pereceu perante o digital e as novas tecnologias, antes encontrou novos pilares de sustentabilidade e de maior interação com o seu público.

A generalidade dos equipamentos que usamos no dia-a-dia, desde logo o telemóvel, o tablet ou outras expressões da materialização do progresso tecnológico, facilitam-nos e proporcionam o encontro com a rádio; mas para além das emissões em direto não se podem esquecer as vantagens proporcionadas pelo podcast. Neste contexto, para além de acrescentarmos que esta é uma das novas virtualidades exploradas pela rádio, convém sublinhar a mudança de paradigma do perfil da rádio local. Ainda neste ponto, não será despropositado afirmar que a Rádio Altitude nunca esteve confinada a um figurino de rádio local, nem a um certo significado pejorativo que muitos gostam de associar.

Recordemos que, enquanto existiram as emissões em onda média – e mercê das condições de rentabilização do seu emissor, da localização geográfica – o raio de abrangência englobou zonas muito diferenciadas e mais ou menos distantes desta cidade. Posteriormente, e uma vez mais potencializando as vantagens de emitir a partir da cidade mais alta do país, a rádio projetou as suas emissões muito para além das fronteiras traçadas nas páginas dos diplomas regulamentadores da atividade radiofónica; ou seja a identificação como rádio local nunca foi a mais justa, e a dimensão de regional será, em qualquer análise, sempre mais adequada quando se escreve sobre a história da radiodifusão.

Hoje, para além do estatuto conseguido por mérito próprio e pela sua ímpar longevidade, enquanto rádio que se afirmou a partir do denominado interior do país o Altitude atingiu uma nova escala. Aqui está, objetivamente, o contributo dado pela tecnologia. Caiu, e retomando, a linha de análise atrás encetada, o conceito de rádio local.

Mesmo assim, a Rádio continua a ter um relevante papel como consciência e memória regional; tem, decorrente da sua função social, uma missão importante na gestão da mudança de mentalidades, do esclarecimento do público, do confronto de ideias e da salvaguarda da memória.

Esta função social da rádio deve continuar a prevalecer, mesmo face ao desenvolvimento das tecnologias da informação. A pluralidade de novos canais de informação criou cenários completamente novos, onde se torna fundamental uma atitude de inequívoco profissionalismo, objetivos claros, estratégias adequadas e uma consciência permanente dos desafios tecnológicos.

Esgotados muitos dos modelos tradicionais e modificados os graus de exigência por parte dos ouvintes, torna-se necessário aferir permanentemente os projetos e acentuar o espírito criativo.

Este, considerando o contexto económico e social, é fundamental para uma afirmação qualitativa no espectro radiofónico nacional, onde pereceram já muitas estações surgidas aquando do florescimento das rádios locais.

LOGO da Rádio Altitude - Guarda.jpg

Os desafios da Rádio são imensos, no dia-a-dia; hoje não é apenas no plano das ondas hertzianas que tem de ser posicionada a proposta radiofónica; a rádio tem de assegurar uma estratégia rigorosa e clara no vasto horizonte da emissão on line. A rádio já não é, há muito, uma linha musical intercalada pela voz do animador de emissão, com a terminologia uniforme de muitas estações e reedição de programas que funcionavam como plataforma de troca de mensagens ou repositórios de modelos ultrapassados.

O fortalecimento da sua presença será sustentado, em larga medida, pela atenção à realidade social, económica, cultural e política da região onde a Rádio está sediada; as pessoas para além do entretenimento ou companhia que a rádio lhes proporciona querem uma informação rápida, sobre a hora ou o acontecimento que mais lhe diz respeito ou as afetam. E querem igualmente um interlocutor atento, objetivo e credível; querem uma rádio com gente dentro, de entrega a um serviço público, solidário, afetivo.

Uma rádio que questione, esclareça, atue pedagogicamente, aponte erros, noticie triunfos, sinta e transmita o pulsar da região, chame a si novos públicos.

Sabemos que não é um trabalho fácil mas o êxito constrói-se com competência. perseverança, criatividade e sentido de responsabilidade. ( Hélder Sequeira )

 

 

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publicado às 13:00

Impactos socioculturais da atividade turística

por Correio da Guarda, em 30.03.21

 

Os impactos socioculturais da atividade turística são, na perceção dos residentes em cidades pequenas, mais importantes do que os impactos económicos. Esta a conclusão de um estudo conduzido por investigadores da Universidade de Coimbra (UC) e do Instituto Politécnico de Viseu (IPV).

Esta investigação, que teve por objetivo analisar a relação entre a ligação ao lugar e os impactos percecionados pelos residentes em cidades de pequena dimensão relativamente à atividade turística, envolveu 350 habitantes de várias cidades, entre as quais a Guarda, Gouveia e Seia, Aveiro, Covilhã, Figueira da Foz, Leiria e Viseu.

«A investigação sobre a visão dos residentes relativamente à atividade turística é pouco explorada, mais ainda em cidades de pequena dimensão. Por isso, este estudo pretende precisamente colmatar essa lacuna na literatura e contribuir para um melhor planeamento destes destinos que, fruto da pandemia, vão ter uma maior procura», referiu Cláudia Seabra, investigadora e docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC).

Claúdia_Seabra_FLUC.jpg

Uma explicação para os dados obtidos no estudo, financiando pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), prende-se com o facto de «nas pequenas cidades o espírito de comunidade ainda ser forte. As pessoas estão mais conscientes dos efeitos sociais que o desenvolvimento do turismo tem nas suas vidas do que os efeitos económicos ou ambientais. Em geral, as pequenas cidades têm uma população pequena e envelhecida, com menos oportunidades de emprego, cuidados de saúde e grandes infraestruturas de comunicação», afirma Cláudia Seabra.

Nessas comunidades, fundamenta, «as pessoas geralmente estão ansiosas para conhecer novas pessoas e se conectar com outras culturas e gerações diferentes. Em geral, os impactos negativos dos grandes centros urbanos onde milhares de turistas se aglomeram não são sentidos. Os turistas são vistos como pessoas que trazem oportunidades de negócios, visitando bares, restaurantes, hotéis e atrações da região, ao mesmo tempo que compram produtos locais para levar. Por outro lado, os turistas são fontes de rejuvenescimento cultural».

A docente e investigadora do Centro de Estudos em Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT) considera que os resultados deste estudo, além de contribuírem para uma «maior consciência dos efeitos que o desenvolvimento do turismo está a ter na comunidade dos destinos das pequenas cidades, porque o turismo pode ser um desafio para as pequenas localidades e cidades, sobretudo de forma sustentável», podem ajudar «os gestores a fornecer benefícios económicos, sociais e culturais de longo prazo para a comunidade local, melhorando a qualidade de vida e, assim, fortalecendo o lugar e o vínculo com a comunidade».

 

 

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publicado às 08:15

ULS da Guarda: retoma da atividade presencial

por Correio da Guarda, em 29.03.21

 

O Conselho de Administração (CA) da Unidade Local de Saúde da Guarda deliberou rever o conjunto de medidas de prevenção no sentido de permitir o retorno dos processos assistenciais interrompidos, de forma gradual e coordenada, salvaguardando a segurança dos utentes e profissionais de saúde. Esta decisão teve em conta a evolução dos dados epidemiológicos de infeção por COVID-19.

Hospital Sousa Martins -Guarda - foto HSequeira.jp

Assim, todos os utentes que se desloquem às instalações de uma unidade de saúde deverão ser portadores de máscara cirúrgica; aos não portadores será fornecida máscara, de uso obrigatório.

De acordo com a decisão do CA da ULS da Guarda, toda a actividade deverá ser agendada por hora marcada, de forma a reduzir ao máximo o tempo de permanência do utente na instituição e, simultaneamente, o número de utentes em sala de espera.

De referir que só será permitido um acompanhante a menor ou pessoa que manifestamente apresente situação de dependência e/ou doença em estado avançado.

Por outro lado, de forma a evitar a concentração de actividade, deverá ser considerado o desfasamento de horários (manhã/tarde) e o alargamento da atividade ao sábado.

Relativamente às consultas hospitalares foi decidido privilegiar a realização das primeiras consultas, com especial atenção para as “muito prioritárias” e “prioritárias”, devendo as primeiras consultas com prioridade normal que ficaram suspensas, serem reagendadas em função da antiguidade em lista; as consultas subsequentes deverão continuar a realizar-se, sempre que clinicamente adequado, de forma não presencial. As restantes deverão começar a ser reagendadas, de forma alternada com as não presenciais.

Os pedidos de consulta interna continuarão restringidos a situações de descompensação aguda da patologia.

Quanto às consultas nos cuidados de saúde primários foi decidido priorizar a administração da vacina covid-19; privilegiar, em termos da retoma da atividade assistencial, as consultas de programas nacionais e situações de urgência reconhecida pela equipe clínica; privilegiar, sempre que possível, a consulta não presencial, alternando com as consultas presenciais, de forma a permitir uma maior dilação entre estas (30 minutos) e limitar a um mês o horizonte de marcação da atividade programada.

Está, entretanto, programada a reabertura faseada dos pólos encerrados no contexto de pandemia; o reajuste do horário de funcionamento e número das ADR Comunidade, face à casuística existente, sendo reativado, sempre que necessário o Plano de Contingência da Unidade.

Sobre as orientações a seguir no que diz respeito aos meios complementares de diagnóstico e terapêutica é de sublinhar a retoma da realização de colheitas, exames e meios complementares de terapêutica que deverá ser precedida de agendamento prévio, com respeito pela hora marcada, restringindo ao mínimo o número de utentes em sala.

O CA da ULS da Guarda determinou que no acompanhamento de grávidas estas apenas podem ter um acompanhante durante o período expulsivo do trabalho de parto, exceto em caso de cesariana ou outras circunstâncias em que se julgue contraproducente a sua presença (o pai deve aguardar à entrada da maternidade e é chamado no período expulsivo); durante o internamento, a grávida tem sempre direito a um acompanhante das 14h às 20h; não é permitida a presença de outras visitas.

No que se relaciona com as grávidas com SARS Cov2 não é permitida a presença do pai nem no parto nem em enfermaria; permanece em quarto individual com o bebé.

 

 

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publicado às 21:55

Catedral

por Correio da Guarda, em 28.03.21

Catedral GRD2020 - HS.jpg

Sé Catedral da Guarda.

 

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publicado às 18:05

Torre de Menagem

por Correio da Guarda, em 26.03.21

Torre de Menagem PB-2020-a - HS.jpg

Guarda. Torre de Menagem.

 

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publicado às 19:16

Concurso de fotografia

por Correio da Guarda, em 23.03.21

 

Fronteiro da Esperança.jpg

Até ao próximo dia 15 de junho está a decorrer o prazo de candidaturas para o segundo concurso de fotografia "Fronteiras da Esperança".

Trata-se de uma iniciativa do Centro de Estudos Ibéricos (CEI) e da CIMBSE dirigida à  comunidade escolar. 

Os interessados podem consultar o regulamento e fazer a candidatura aqui.

 

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publicado às 22:09

Prémio Internacional de Artes Plásticas

por Correio da Guarda, em 22.03.21

 

O Município da Guarda vai instituir o Prémio Internacional de Artes Plásticas – Cidade da Guarda destinado a artistas nacionais e estrangeiros, com um valor pecuniário de 7.500 euros.

Este prémio é lançado no âmbito da 5.ª edição do Simpósio Internacional de Arte Contemporânea, que decorrerá entre 9 e 27 de junho.

As candidaturas estão abertas até 30 de abril e deverão ser enviadas via email (museu.guarda@mun-guarda.pt) ao Museu da Guarda. Entre os dias 1 e 10 de maio, serão selecionadas as obras a concurso e entre os dias 15 e 25 de maio, deverão ser entregues as obras selecionadas no Museu da Guarda.

A obra premiada será anunciada no dia 27 de junho, aquando da finissage do SIAC#5, data em que será também realizada a sessão pública de distinção do artista vencedor. A inauguração da exposição com as obras selecionadas decorrerá a 17 de junho.

A iniciativa visa apoiar a criação contemporânea e os seus intérpretes, divulgando junto do público obras de artistas internacionais e enriquecimento do acervo do Museu Regional da Guarda. As normas de participação do prémio bem como a ficha de inscrição podem ser consultadas aqui

 

 

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publicado às 21:12

Tempo de mudança e novos desafios

por Correio da Guarda, em 21.03.21

 

O início do desconfinamento gradual, esta semana, foi encarado com um misto de entusiamo e receio, não faltando argumentos num e noutro sentido.

É certo que a sensatez deve prevalecer e continuar a orientar os comportamentos para medidas preventivas, pois vivemos ainda num quadro de incertezas.

Máscara - Covid19 foto HS .jpg

Albert Camus, na sua conhecida obra “A Peste”, falava de cidadãos “impacientes do presente, inimigos do passado e privados do futuro”; lembrava, por outro lado que “nunca alguém será livre enquanto existirem os flagelos”. A atual pandemia tem mostrado como a liberdade é cerceada…

Para não ficarmos privados do futuro e fruirmos da liberdade teremos de, objetivamente, aprender com esta invulgar experiência do último ano, aferindo as necessárias adaptações ao nível da sociedade (globalmente entendida) e no plano individual, definindo prioridades, novas metodologias e fórmulas concretas de cooperação, acompanhadas de um constante exercício de cidadania.

Para ganharmos o futuro, mormente aqui nesta região do dito interior, é imprescindível um esforço coletivo, a modernização tecnológica, a rentabilização de recursos humanos e potencialidades endógenas, um diálogo franco entre todos os agentes de desenvolvimento económico, social, cultural e científico, um incremento da motivação e um apoio célere aos projetos inovadores.

O coletivo deve, mais do que nunca, sobrepor-se ao individual, deixando para trás protagonismos pessoais e promessas demagógicas.

Ao longo de décadas, entre o que se anuncia e concretiza vai uma enorme distância temporal, com planos definitivamente lançados para as gavetas do esquecimento onde repousam as mais ardentes afirmações mediáticas e as fotos para mais tarde recordar…

Este é um tempo de congregar esforços e incrementar a capacidade de resposta aos desafios do presente e do futuro; um tempo em que os cenários para as próximas eleições autárquicas começam a desenhar-se com maior nitidez, permitindo uma melhor perceção de anteriores movimentações e atitudes públicas de alguns.

Ciclicamente, nos meses que antecedem os atos eleitorais surgem as mais diversificadas acusações ou revelações, procurando emergir, junto do público, como a mais puras das coincidências, e sempre sob a bandeira do interesse geral e da justiça social; aparecem, também afirmações e determinações redobradas na resolução dos problemas, há muito inventariados, mas sem verem aplicada a necessária solução.

Aumenta, por outro lado, gradualmente o volume e a sonoridade das intervenções políticas, com o objetivo de marcar campos de ação e captar, em devido tempo, as atenções do eleitorado, o qual denota, ano após ano, um evidente cansaço perante estes reciclados expedientes e face ao balanço daquilo que outrora foi prometido e se encontra, realmente, executado.

As explicações, políticas, assumem as mais diversas facetas, onde cabem as discriminações do poder central, a insuficiência de verbas e, nos tempos que correm, as consequências da pandemia… Esta continua presente.

A referenciação, esta semana na França, de uma nova variante do vírus que tem transformado o mundo e as nossas vidas, deve suscitar a máxima atenção de todos nós, a envolvência na ajuda a resolução dos problemas, o exercício da nossa responsabilidade individual, o sentido crítico face às propostas políticas que nos vão ser apresentadas e às respostas necessárias no quotidiano.

Este é um tempo de mudança e de novos desafios.

 

Hélder Sequeira 

(in O Interior, 18-3-2021)

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publicado às 22:46

Dia Mundial da Árvore

por Correio da Guarda, em 21.03.21

Árvore - Dia Mundial - HS.jpg

 

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publicado às 08:30

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