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Centro de Investigação Astronómica

por Correio da Guarda, em 15.12.09

 

A instalação de um Centro de Investigação Astronómica na Guarda, ou na região do interior, é um projecto com viabilidade. Esta a convicção de Pedro Russo, Coordenador Mundial do Ano Internacional da Astronomia (AIA).
Em entrevista publicada no último número da Revista Praça Velha, editada pela Câmara Municipal da Guarda, Pedro Russo afirma que “qualquer projecto de Centro de Investigação tem a sua viabilidade; se calhar existem projectos que não têm uma viabilidade pelo investimento a nível de infra-estruturas”.
Na opinião do Coordenador Mundial do AIA, natural de Figueira de Castelo Rodrigo, “a astronomia não depende muito de infra-estruturas locais, isto é, a maior parte dos Centros de Investigação de Astronomia que hoje existem por todo o mundo não estão próximos dos grandes observatórios, como os telescópios no Chile, como os telescópios no Havai, como os telescópios nas Ilhas Canárias”.
Pedro Russo lembra que esses centros estão em locais em que “os astrónomos apenas precisam de gabinetes, de computadores, de acesso à Internet, onde possam usar os dados” recolhidos quer pelas missões espaciais, quer pelos telescópios espalhados por todo o mundo.
“Por isso, um Centro de Investigação de Astronomia na Guarda faria todo o sentido, não vejo porque não; desde que haja um interesse por parte da comunidade académica da Guarda ou da comunidade académica portuguesa”, afirmou Pedro Russo.
Questionado se escolhia esta cidade, no caso de essa decisão estivesse dependente de si, aquele astrofísico comentou que “apostava na Guarda a apostava no interior português”, sublinhando que “temos de descentralizar as estruturas, não só as estruturas a nível científico mas as estruturas culturais que temos em Portugal”.
Pedro Russo sustenta não haver necessidade de “continuarmos a investir, continuamente, nos grandes centros urbanos portugueses, a investir em equipamentos culturais, equipamentos científicos, porque hoje temos fácil acesso a todas a infra-estruturas”, sublinhando a realidade viária e as fáceis ligações entre as principais cidades do interior.
Aquele cientista considera que “já não faz sentido fazer-se apenas investimentos elevados nas tradicionais zonas urbanas”, acrescentando que “as várias cidades do interior poderiam receber Centros de Investigação de qualidade europeia e qualidade internacional”. (HS)
 
in diário AS BEIRAS
(14.12.2009)
 

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publicado às 16:52


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