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Dia Mundial da Fotografia

por Correio da Guarda, em 19.08.19

Cortejo 2017 Guarda - HS.jpg

    O Dia Mundial da Fotografia é hoje assinalado.

     Esta evocação assenta na invenção do daguerreótipo, um processo fotográfico que foi desenvolvido, em 1837, por Louis Daguerre. Posteriormente, em Janeiro de 1839, a Academia Francesa de Ciências anunciou a invenção do daguerreótipo e a 19 de Agosto, desse mesmo ano, o Governo francês considerou a invenção de Loius Daguerre como um presente "grátis para o mundo".

     De referir, também, que outro processo fotográfico - o calótipo, inventado também em 1839 por William Fox Talbot - contribuiu para que o ano de 1839 fosse considerado o ano da invenção da fotografia.

Guarda. Centro histórico HS.JPG

 

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publicado às 08:30

Pensar o desenvolvimento global

por Correio da Guarda, em 16.08.19

 

Ao longo dos anos a sobreposição, nas mesmas datas, de eventos culturais, desportivos ou musicais tem sido evidente, com reflexos negativos ao nível de potenciais participações ou da fixação de visitantes, durante mais dias.

Reeditamos, uma vez mais, esta questão por considerarmos ser importante o desenvolvimento de um trabalho, planificado com antecedência e num verdadeiro espírito de cooperação e diálogo, por parte das autarquias, agentes culturais ou desportivos, instituições e coletividades.

O conhecimento prévio da calendarização de eventos na nossa zona incrementará um maior envolvimento dos residentes e dos forasteiros, pela possibilidade de equacionarem a sua participação e de elaborarem o roteiro mais adequado com os seus gostos.

Guarda - Foto Helder Sequeira.jpg

Salvaguardando as datas âncora tradicionalmente reservadas para certames que estão consolidados no distrito, o cuidado dos organizadores deve passar pela recíproca troca de informações passíveis de permitirem o desejado alargamento temporal de eventos, distribuídos por dias diferentes; desta forma, as pessoas terão a possibilidade de participar em diferentes iniciativas, programadas para locais distintos.

Um visitante que venha à Guarda numa determinada data para assistir a um espetáculo não terá, certamente, a possibilidade de participar noutro evento (até com perfil diferente) que decorra, no mesmo dia, em Seia, Trancoso, Pinhel ou no Sabugal, por exemplo; oferecer, com a refletida e acordada distribuição, vários eventos no período de visita dessas pessoas terá toda a vantagem em termos de rentabilização da viagem, do conhecimento da região, das receitas da restauração e hotelaria, da dinamização social e melhor conhecimento das localidade.

Esta planificação, pelo que se tem verificado em termos de estratégias concelhias, não será fácil mas é fundamental abrir caminho a uma agenda comum enquadrada num objetivo e empenhado trabalho em rede; capaz de contemplar o máximo de propostas, muito para além de eventos, alargando a novos roteiros motivadores da heterogeneidade de públicos alvo. De recordar que, há algumas décadas atrás, e já no período pós-25 de abril, as reuniões periódicas de presidentes das câmaras municipais do distrito fomentavam um interessante diálogo que permitia o entendimento em várias matérias e eficazes fórmulas de cooperação, benéficas para a evolução dos territórios.

Os castelos, as praias fluviais, a cultura, os solares, as igrejas, a gastronomia, os trilhos, as atividades de montanha, a Serra da Estrela, a flora, os museus, os monumentos e sítios arqueológicos, as tradições, os festivais, o artesanato, as aldeias da meseta ou da Serra, as recriações históricas, as feiras, a observação das aves, os vinhos, os roteiros sobre escritores, o teatro religioso, as águas cristalinas e as múltiplas e encantadoras paisagens que temos para (re)descobrir e oferecer, a quantos nos queiram visitar, é um vasto conjunto de áreas potenciadoras de novas vias de desenvolvimento.

Atualmente, com o a disponibilização de novas tecnologias – o que não afasta uma edição impressa da agenda distrital – não é difícil a organização e sistematização de uma informação (regular e eficazmente atualizada) sobre a oferta distrital ao nível de eventos, locais a visitar, hotelaria, restauração, imprensa local, transportes, roteiros turísticos, locais de lazer, formação, bibliotecas e arquivos, unidades de saúde e contactos úteis.

A criação (envolvendo contributos multidisciplinares) de uma aplicação para equipamentos móveis, usados por todos no dia a dia, uma via desejável, conciliando-a com outros suportes informativos que não olvidem, igualmente, a síntese e qualidade dos textos, o cuidado na apresentação, a qualidade fotográfica e a facilidade de consulta.

Existem, na nossa zona, conhecimentos, recursos e meios; falta a decisão, o entendimento e o empenho em se pensar numa estratégia global para esta região do interior, divulgando a sua realidade, promovendo as suas potencialidades, captando novos visitantes e investimentos.

Hélder Sequeira (in O Interior, 15|8|2019)

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publicado às 12:55

Sabugalense vai ser General da GNR

por Correio da Guarda, em 05.08.19

António BOGAS - GNR  - 22.jpg

     O sabugalense António Bogas será um dos três oficiais generais da GNR, já a partir do próximo ano.

   Formado na Academia Militar (AM), António Bogas é um dos primeiros coronéis que, pertencentes à Guarda Nacional Republicana, vão passar a generais.

   Assim que terminou o seu curso de Administração Militar na AM, e mercê da excelente classificação, foi logo chamado para o Quartel General da Guarda Nacional da GNR, no Carmo (Lisboa).

   Colocado, atualmente, no Comando da Administração e Recursos Internos da GNR, onde chefia a Direção de Recursos Financeiros, António Bogas é um profundo conhecedor desta força de segurança, onde tem feito uma brilhante carreira, tendo passado por várias unidades da Guarda Nacional Republicana  como responsável da área financeira e logística (esteve, nomeadamente, na ex-Brigada nº 4 da GNR, que englobava os distritos da Guarda, Viseu, Castelo Branco, Coimbra e Aveiro ).

   António Bogas foi também docente na Academia Militar e no Instituto Universitário Militar, tendo também desempenhado funções na Escola da Guarda (GNR) em Queluz, como diretor de cursos e chefe do Núcleo de Formação e Ensino.

   Escolhido agora para o Curso de Promoção a Oficial General (CPOG) este sabugalense – que para além do Sabugal estudou também na cidade da Guarda – será um dos primeiros generais (até agora os lugares cimeiros eram ocupados por militares do Exército) da Guarda Nacional Republicana.

 

 

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publicado às 12:55

Feira de Antiguidades na Guarda

por Correio da Guarda, em 04.08.19

Feira de Antiguidades .jpg

     Na Guarda vai decorrer hoje, domingo, mais uma Feira de Antiguidades e Colecionismo.

    Como habitualmente, este certame terá lugar na Alameda de Santo André.

 

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publicado às 07:45

Festival de Blues na Guarda

por Correio da Guarda, em 03.08.19

 

TIGERMAN 2 - HS.jpg

   O palco do Jardim José de Lemos, na Guarda, foi ontem ocupado por The Legendary Tigerman , cabeça de cartaz do Festival de Blues a decorrer na cidade mais alta de Portugal.

   Hoje, sábado, dia 3 de agosto, último dia do Festival há Hearts & Bones no Solar do Vinho (ex Quintal Medroso) às 18h00 e às 22h00 no palco principal do festival, Jardim José de Lemos, será a vez dos Moonshiners. 

Moonshiners.jpg

 

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publicado às 15:14

Visitas guiadas em Trancoso

por Correio da Guarda, em 03.08.19

Visitas GUIADAS.jpg

     O Municipio de Trancoso vai promover uma série de visitas guiadas/encenadas com o objetivo de a conhecer a história de algumas personagens relevantes daquele concelho.

    Amanhã, a partir das 21h30, terá lugar uma dessas visitas em torno de João Tição, sendo o ponto de encontro junto ao pelourinho.

    Esta iniciativa surge no âmbito do projeto “Cultura em Rede das Beiras e Serra da Estrela” desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE) em parceria com os 15 municípios pertencentes a esta comunidade

    As referidas visitas estão abertas a todos os quais queiram participar.

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publicado às 09:30

Desdramatizar e desmitificar o cancro

por Correio da Guarda, em 02.08.19

 

“Cancro – a história que nos une” é o tema da exposição que, a partir de amanhã e até 25 de agosto, vai estar patente em Figueira de Castelo Rodrigo. Trata-se de um conjunto de fotos que já estiveram expostas na Guarda e noutras cidades.

A autora e impulsionadora desta exposição é Gabriela Fonseca, de 28 anos, natural da Guarda onde viveu em estudou, bem como em Figueira de Castelo Rodrigo, onde agora apresenta esta exposição através da qual deixa a sua mensagem.

Esta jovem guardense formou-se Comunicação, no ISCIA em Aveiro. No ano de 2016 foi-lhe diagnosticado um Linfoma de Burkitt no estádio IV A. Por essa altura, como nos disse, a sua vida “dá uma reviravolta”. Atualmente, vive em Coimbra é blogger e consultora de comunicação e marketing.

Ao “Correio da Guarda”, Gabriela Fonseca falou um pouco de si e da exposição que será inaugurada amanhã em Figueira de Castelo Rodrigo.

 

Helder Sequeira

 

Como surge esta exposição e com que objetivos?

 

Chegamos ao final de um ano, e desejamos sempre o melhor para o ano seguinte. E foi com as minhas resoluções para 2019 que nasce “Cancro, a história que nos une”. Com amor, felicidade, partilha, vida e mais 8 desejos que constituem este projeto.

A exposição tem vários objetivos. Destaco essencialmente mostrar à sociedade que o cancro tem cura. Sim, porque a cura está presente, mas pouco exposta. E se uma imagem vale mais que mil palavras, o que dirão 12 imagens de protagonistas de cancros agressivos?

 

Onde esteve já patente esta exposição?

 

Amanhã, sábado (3 de agosto), assinalamos a 12º. Exposição. Até ao momento, já esteve em Coimbra, cidade onde aconteceu a sua inauguração, Lisboa, Aveiro, Porto, Castro Verde, Guarda, Carregal do Sal e Portimão.

 

Com tem sido a adesão das pessoas a esta iniciativa?

 

Nunca esperei que a Exposição viesse a ter o impacto que está a ter na sociedade, porque muitas pessoas nem a palavra “cancro” pronunciam em voz alta. Quanto mais visitarem uma exposição sobre cancro?! Porém, a vida surpreende-nos e cada pessoa que visita a exposição olha-me nos olhos ou envia-me uma mensagem a agradecer.

Pela capacidade que os 12 retratos têm de inspirarem e incentivarem os visitantes a abrirem horizontes, a enfrentarem os desafios e a estimularem a reflexão sobre a capacidade que o ser humano tem em tornar o impossível possível. Seja em ambiente hospitalar, bibliotecas, metros ou centros comerciais. E isso é muito emocionante.

Gabriela Fonseca - HS.jpg

A Gabriela tem desenvolvido uma série de trabalhos e atividades que procuram sensibilizar a sociedade para uma realidade bem atual. Quando surgiu esta decisão?

 

Ter um linfoma de burkitt no estádio IV A, aos 25 anos, foi assustador. Somou-se o conhecimento da doença através da conotação negativa enraizado na sociedade e, ainda se tornou bem mais assustador.

No entanto, quando sou a protagonista percebo que existe uma interpretação errada. Muito errada… Há dias cinzentos, mas há dias coloridos. E em outubro de 2016, ainda em tratamentos, decido desdramatizar e desmitificar o cancro com a partilha do meu Dia de Mudança!

 

Quais os meios que a Gabriela tem utilizado para a prossecução dos objetivos que traçou?

 

Há quem queira tornar o mundo num lugar melhor. Eu escolhi mostrar que é possível viver com cancro e viver depois do cancro. Atualmente, tenho o meu cantinho nas redes socias, faço palestras motivacionais, sou o rosto de algumas intuições oncológicas, tenho um programa de rádio. Enfim, uso a comunicação…

 

A adesão das pessoas circunscreve-se a um determinado escalão etário ou é transversal?

 

É uma questão que me colocam várias vezes. O meu projeto é dos 8 aos 80.

Muitas vezes, na plateia está a filha que acompanha o meu trabalho no Instagram, a mãe que ouviu a minha história e que começou a ler o Blog e a avó que foi “obrigada” a ir à Palestra. Obviamente, há muita reticência quanto ao meu trabalho. Mas, a leveza e o humor têm conquistado vários públicos.

Gabriela Fonseca - fot HS.jpg

Estudou na Guarda, o que significa para si esta cidade?

Acho que os 5 f´s tiveram uma grande influência na construção da minha personalidade.

 

Que projetos tem para o futuro, quer nesta área da sensibilização da luta contra o cancro quer em termos pessoais.

 

Tenho vários projetos até ao final do ano que me vão permitir chegar ainda mais perto das pessoas para desmistificar o cancro. Também estou a desenvolver a minha carreira como freelancer na área da comunicação e do marketing.

A nível pessoal, quero muito casar e ser mãe. Mas sei que o futuro será sempre risonho se tiver saúde. Embora possa parecer cliché, é a verdade.

Gabriela Fonseca - Fotog HS.jpg

 

 

 

 

 

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publicado às 10:38

Sortelha: Muralhas com História

por Correio da Guarda, em 02.08.19

 

Muralhas com História - Sortelha.jpg

     Em Sortelha (Sabugal) decorrerá, de 20 a 22 de setembro, mais uma edição das "Muralhas com História".

   A organização deste evento convida os visitates a recuarem, no tempo, até ao reinado de D. Fernando I (1367-1383). Este monarca, filho de D. Pedro I e de D. Constança Manuel, D. Fernando, herdou um reino estável e pacífico tendo, assim, todas as hipóteses de o conduzir sem grandes dificuldades, no entanto, acabou por alterar essa estabilidade ao envolver-se em conflitos com a vizinha Castela. Para além dos episódios bélicos, pode destacar-se no seu reinado, a “proveitosa ordenação de mandar que as terras do reino fossem todas lavradas e aproveitadas" que, certamente, terá tido reflexos nestas terras mais inóspitas do reino.

   "A viagem ao quotidiano medieval será complementada com recriação histórica, mercado medieval, exposição de máquinas de cerco e instrumentos de tortura, acampamento militar e do cavaleiro, ofícios e vivências, cetraria e animais da quinta, ritmos medievais, artes circenses, torneios de armas a pé e a cavalo, jogos medievais e animação contínua 'pera cá e pera lá'.", com é referido a propósito da atividade "Muralhas com História".

 

    Fonte: CMSabugal

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publicado às 08:15

Um hermeneuta da cultura

por Correio da Guarda, em 01.08.19

 

     O ensaísta, filósofo e historiador Jesué Pinharanda Gomes, falecido no passado dia 27 de julho, foi considerado na nota difundida pela Presidência da República como "um dos nomes mais destacados no estudo e divulgação do pensamento português" e “trabalhador incansável, um homem de convicções profundas.

    Pinharanda Gomes (nascido em Quadrazais, Sabugal), figura incontornável da cultura portuguesa, foi tudo isso e muito mais; foi “um exemplo vivo de um estudioso desinteressado, sem prebendas nem honras institucionais, fazendo do estudo erudito uma vocação de vida”, como escreveu Miguel Real.

    Literariamente falando, Pinharanda Gomes era natural da Guarda, embora realizado em Lisboa, como nos referiu; foi na cidade mais alta de Portugal que lançou as primeiras raízes. A sua fidelidade à “mátria” foi constante, exemplar, de uma grandeza própria de personalidades de enorme saber, mas simultaneamente simples, humanas e profundamente solidárias com a sua terra de origem.

    No conjunto vasto de títulos publicados por Pinharanda Gomes avultam três áreas: os contributos na História da Filosofia; as monografias da história da Igreja e os estudos regionais. Defensor convicto, e incansável, do nosso património histórico-cultural assumiu igualmente a salvaguarda dos valores humanos, mormente desta zona raiana.

PINHARANDA GOMES - HS.jpg

    Em entrevista que nos concedeu, há alguns anos atrás, para a Revista “Praça Velha”, declarava-se “um hermeneuta da cultura” pois procurava “interpretar os seres, os factos e as coisas do âmbito cultural, sobretudo do pensamento, mas de modo a preenchê-las” com o seu próprio significado. O seu vasto labor não se circunscreveu, contudo, às edições conhecidas, pois “há uma atividade que não vem muito a público e que diz respeito às centenas de verbetes” que redigiu para Dicionários e Enciclopédias, quase sempre assinados, ou com as letras P.G.

    Desde 1981, e após a realização do I Encontro de Comunicação Social da Beira Interior, promovido, na Guarda, pela Rádio Altitude que os meus contactos com Pinharanda Gomes foram regulares, acentuados com a colaboração por ele dada ao quinzenário Notícias da Guarda. Aliás – é justo e oportuno realçar – foi sempre um inquestionável defensor da imprensa regional, sublinhando sempre o seu importante papel informativo e cultural.

    Recordemos que em 1983 publicou “Memórias de Riba Coa e da Beira Serra – A Imprensa da Guarda”, obra através da qual quis evocar os “homens e mulheres que, desde meados do século XIX, fizeram os jornais no distrito da Guarda, pioneiro da imprensa política regional e da imprensa católica nacional”. Na nota introdutória desse livro, Pinharanda Gomes afirmava que a “progressão cronológica do aparecimento de jornais, a tipologia diferenciada, as alternâncias ideológicas, são quadros vivos mesmo agora que, de muitos deles, já não temos senão raros exemplares”. Leitor atento da imprensa regional, mormente da Guarda, Pinharanda Gomes bem pode ser considerado um paladino dos jornais editados no país real. A imprensa tem o dever da memória, assim como a Rádio da sua Guarda, onde interveio, no plano cultural, em finais da década de 50 do passado século.

    Nestas breves notas, mais do que discorrer pela obra, vastíssima, de Pinharanda Gomes importa relembrar o mestre, o homem de cultura atento ao que se passava na região onde nasceu; correspondendo sempre aos convites formulados para aqui transmitir o seu saber, partilhar a sua experiência, incentivar o estudo.

   A melhor homenagem que lhe poderemos fazer será, sem dúvida, conhecer e divulgar a sua obra onde sobejam inúmeras indicações para diferenciadas e interessantes linhas de investigação e conhecimento, em vários campos do saber; perpetuando assim a sua memória. (Hélder Sequeira)

 

     In O Interior, 1|08|2019

 

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publicado às 23:58

O Dia da Rádio Altitude

por Correio da Guarda, em 29.07.19

Edifício RA -1990.JPG

     (Foto de Arquivo. 1990)

 

     Hoje é o dia da Rádio. De uma emissora muito especial não só pela sua génese solidária mas também pela sua longevidade, percurso ímpar, matriz beirã.

    A Rádio Altitude, que assinala hoje 71 anos de emissões regulares, tem sido uma lídima voz da região que na primeira metade do século passado foi procurada por milhares de pessoas, na procura de tratamentos para a doença que atingiu uma elevada percentagem da população; esta referência teria de ser feita para não se olvidar a profunda ligação a uma dos mais emblemáticos Sanatórios de Portugal.

   Neste contexto nasceu a Rádio que rapidamente alargou a sua área de influência, cativou colaborações, ultrapassou dificuldades, assumiu desafios, protagonizou criatividade, inovou e afirmou decisivas linhas de intervenção formativa e cultural.

    Da sua história já falamos, aqui, várias vezes. Daí que, nestas breves notas, seja de sublinhar o pioneirismo da estação emissora CSB 21 e os caminhos abertos através da onda média, inicialmente, depois em FM e hoje também nas plataformas digitais e redes sociais.

   Foram múltiplos os contributos pessoais (Jesué Pinharanda Gomes, falecido sábado, colaborou na RA) e coletivos que guindaram a Rádio Altitude a uma posição de destaque no panorama radiofónico português e, diria, mesmo europeu (pelas décadas de emissões contínuas, pela sua originalidade, subsistência e consciência da sua função social). Assinalar este 71º aniversário é evocar todas essas colaborações e apoios, imprescindíveis para uma evolução permanente, que se deseja continue no futuro.

RÁDIO ALTITUDE - Helder S.jpg

    A Rádio Altitude é uma marca informativa e cultural desta região que não a deve esquecer, antes valorizar pela sua história, pelo seu papel, pela sua presença quotidiana.

 

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publicado às 12:46


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