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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2015
Imagens de uma cidade

Guarda - HS.JPG

    Guarda.



publicado por Helder Sequeira às 16:11
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Quinta-feira, 30 de Julho de 2015
Registo...

 

IMG_0854.JPG

 



publicado por Helder Sequeira às 10:50
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Quarta-feira, 17 de Setembro de 2014
Toponímia é tema de Fórum na Guarda

     Na Guarda vai decorrer, no próximo dia 30 de Outubro, o III Fórum sobre Toponímia, promovido pelo Instituto Politécnico desta cidade.

     A submissão de comunicações pode ser feita até ao próximo dia 20 de Setembro, no sítio do Fórum na internet, em http://www.ipg.pt/toponimia/, onde os interessados em participar devem fazer a sua inscrição (gratuita).

    Como é referido pela organização deste Fórum, “a toponímia assume-se como referência dos valores históricos, culturais de cada lugar e memória coletiva de factos, personalidades, tradições ou legados identitários”.

    Este fórum vai decorrer, a partir das 9h30, no auditório dos serviços centrais do IPG.



publicado por Helder Sequeira às 23:24
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Segunda-feira, 8 de Setembro de 2014
Arquitectura e desenvolvimento urbano sustentável

 

     O Instituto Politécnico da Guarda vai promover, entre 9 e 12 de Setembro de 2014, nesta cidade, o Meeting SEHUD – “Arquitetura e Desenvolvimento Urbano Sustentável”, no âmbito do programa Tempus.

    Este evento conta com a presença dos parceiros europeus (França, Reino Unido, Itália e Grécia) e de parceiros ucranianos de várias universidades (Kharkiv, Prydniprovs'ka, Lviv e Odessa).

    As metas e objetivos do projeto SEHUD dizem respeito à criação de currículos centrados no desenvolvimento urbano com base em princípios eco-humanistas e tecnologias, ampliando assim a capacidade de formação das universidades; isto através da implementação de uma infraestrutura avançada e integração de componentes de e-learning.

    Outra vertente passa pelo desenvolvimento interativo da rede de universidades, empresas, organizações municipais e públicos envolvidos no desenvolvimento urbano.

   Os trabalhos deste Meeting internacional vão decorrer nos Serviços Centrais do Instituto Politécnico da Guarda. O programa conta com a colaboração do município guardense e de alguns postos de turismo da região.

   De salientar que os participantes vão visitar Almeida, Castelo Rodrigo, Marialva Trancoso, privilegiando os aspetos ligados à arquitetura e ao desenvolvimento urbano.



publicado por Helder Sequeira às 23:58
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Sábado, 17 de Novembro de 2012
A propósito de Toponímia...

 

     O fórum sobre toponímia da Guarda, recentemente realizado nesta cidade, evidenciou, de forma objetiva, o muito que há a fazer no âmbito desta temática, bem como a diversidade de estudos por ela suscitados.

     Se, por um lado, a investigação que pode ser desencadeada permitirá um enriquecimento cultural e o reforço da identidade citadina, por outro, uma atenção permanente irá referenciar situações que exigem uma adequada e correta intervenção.

     Independentemente das conjunturas ou das agendas político-partidárias deve mover-nos uma Guarda da memória, a preocupação por uma cidade que preserve a sua história, dignifique os seus valores, honre os seus pergaminhos mas saiba construir pontes sólidas para o futuro, fidelizando simpatias, paixões, conquistando novos visitantes e residentes.

     “As cidades são como os homens; têm ou não carácter – e a tê-lo importa preservá-lo”, como escreveu Eugénio de Andrade. A Guarda é muito mais que o património edificado; é memória, é somatório de vidas, experiências, é (deve ser) um pulsar coletivo. A Guarda, ciclicamente, tem-se esquecido de si; as pessoas têm esquecido a Guarda.

     É imperativo de consciência e cidadania assumir-se uma consciência critica, uma intervenção constante em prol do nosso espaço coletivo, de referência e de vivências.

     “O passado é, por definição, um dado que coisa alguma pode modificar. Mas o conhecimento do passado é coisa em progresso, que ininterruptamente se transforma e se aperfeiçoa” e, como acrescentava Marc Bloc, “a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado”.

     Através da toponímia podemos abrir portas para o conhecimento do passado, do passado desta cidade. Deste modo, poderemos interrogar-nos acerca da atenção que é dada à toponímia guardense, às simples placas que condensam em si informação preciosa.

     Qual é o seu grau de conservação? Qual é o grau de legibilidade para os transeuntes? Algumas das placas existentes nas ruas da nossa cidade dão uma resposta inequívoca. É certo que a partir de alguns casos não se deve concluir o estado da larga maioria das placas toponímicas da Guarda mas, ainda assim, são imagens lamentáveis e injustificáveis; até porque, na maior parte dos casos, um pouco de atenção e uma intervenção rápida resolveriam estas questões sem delongas e praticamente sem gastos.

     Uma passagem, atenta, pelas ruas da nossa cidade, permitirá outras interrogações: estão identificadas todas as ruas, mesmo tendo já designação toponímica? E os tipos de placas são idênticos na mesma rua?

     Alargando o espaço, será que na mesma zona é utilizado o mesmo tipo de placas? Tem havido cuidados com a conservação e apresentação das placas toponímicas da Guarda?

     A atribuição de nomes a determinadas ruas ou espaço suscita alguma incompreensão; quer pela classificação atribuída, quer pela inadequação ao espaço que se pretende envolver. O leitor facilmente identificará estes casos…

     Verificamos também, na nossa cidade, que não tem havido critérios uniformes de colocação das placas, aplicando-as no local mais propício, ou fácil na ocasião, sem preocupações – pelo menos claras – de boa visualização ou leitura. Tanto se têm aplicado ao nível dos passeios como à altura de um primeiro andar.

    Sem pretendermos ser exaustivos, uma outra questão: as placas elucidam-nos ou dão-nos uma referência temporal quanto às personalidades que levam o seu nome?

     Claro que não poderemos, também, esquecer as alterações toponímicas introduzidas ao longo do tempo. Como escreveu Pinharanda Gomes, “na Guarda, e no decurso do nosso século [vinte], tem-se cometido, repetidas vezes, aleatórias modificações de toponímicos, dificultando ainda mais as tarefas dos que, por exemplo, dedicados a pesquisas arqueológicas, poderiam atacar desde logo o sítio exato, caso a memória do nome se mantivesse”.

     Um dos casos mais evidentes é a Rua Francisco de Passos que continua a ser designada, pela generalidade dos guardenses, como Rua Direita. O seu nome evoca o Governador Civil da Guarda que desempenhou funções entre 11 de Junho de 1926 e 25 de Agosto do ano seguinte. Esta rua, recorde-se, constituiu a principal ligação da urbe medieval, unindo a cidadela do Torreão (também conhecida por Torre Velha da fortaleza, edificada provavelmente no século XII) à Alcáçova existente junto às portas da Covilhã (na zona em frente da Escola de Santa Clara).

     As alterações toponímicas poderiam ser minimizadas caso fosse inserida a anterior designação, como aliás acontece noutras cidades, sobretudo com um significativo passado histórico. “Restaurar é restituir. A restituição da toponímia é um ato de honestidade cultural, de devolução do património à comunidade, de abandono de opções adventícias, por vezes decorrentes das situações políticas, e, por fim, de entrega aos arqueólogos e aos historiadores, de uma nova fonte documental para historiografia a fazer”, tal como bem observou Pinharanda Gomes.

     A toponímia da Guarda é um vasto campo para estudo e investigação e pode levar-nos à (re)descoberta de múltiplas facetas do seu passado, validado por mais de oito séculos de história, enquanto urbe.

     É importante que sejam implementadas correções imediatas, em muitos casos, e definidas novas estratégias, que podem passar (ao nível das novas ou futuras urbanizações) pelo apoio das novas tecnologias.

    Saibamos, pois, assumir a nossa responsabilidade coletiva, privilegiando todos os contributos idóneos em favor dos reais e verdadeiros interesses da cidade, de modo a que não se apague o espírito e a magia da Guarda.

 

Helder Sequeira

in "O Interior"

15|Nov|2012



publicado por Helder Sequeira às 11:00
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Terça-feira, 25 de Setembro de 2012
Fórum sobre Toponímia

 

     Organizado pelo Instituto Politécnico da Guarda vai realizar-se no próximo dia 30 de Outubro, nesta cidade, um Fórum sobre Toponímia.

     Com esta iniciativa o Instituto Politécnico da Guarda (IPG) pretende contribuir para um melhor conhecimento da cidade, dos valores históricos, culturais, sociais, religiosos e políticos a ela associados através da toponímia.

     “É intenção do IPG incrementar um estudo/divulgação através de diversificadas e distintas perspetivas que, globalmente, propiciem uma Guarda da memória”, refere a comissão executiva, para quem a toponímia se assume “como referência dos valores históricos, culturais de cada lugar e memória coletiva de factos, personalidades, tradições ou legados identitários”.

     Os interessados em participar devem efetuar a sua inscrição (gratuita mas obrigatória), até 18 de Outubro, em http://www.ipg.pt/toponimia/ .

     Os trabalhos vão decorrer no auditório dos serviços centrais do Instituto Politécnico da Guarda, a partir das 9h30.

 



publicado por Helder Sequeira às 13:21
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Quinta-feira, 1 de Outubro de 2009
A Guarda vista do céu

 

A Guarda vista do céu” é o título do livro que a Agência para a Promoção da Guarda (APG) apresentou hoje nesta cidade. A publicação com textos de António Saraiva e fotografia de Filipe Jorge tem uma introdução subscrita por Antonieta Garcia.
António Saraiva, responsável pela APG, esclareceu que esta edição vem na sequência de outras publicações através das quais têm “sido destacados factores identitários da nossa zona e fornecida informação para um melhor conhecimento da Guarda”.
Para aquele gestor urbano, a nova obra tem a particularidade de oferecer uma perspectiva “bem interessante da Guarda e do concelho a partir do céu”.
 Imagens inéditas da Guarda, e de alguns dos seus mais expressivos monumentos, integram este livro, com edição bilingue.
 


publicado por Helder Sequeira às 22:56
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Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009
Tema para uma sondagem

 

Saber qual o grau de conhecimento que os guardenses têm da sua cidade e outrossim da história e património local constitui, indubitavelmente, um bom tema para uma sondagem. Os resultados seriam, sem dúvida interessantes, sabendo que, pela observação empírica do cidadão comum não é difícil adivinhar o sentido que tomariam esses indicadores.
Verifica-se, sobretudo ao nível dos escalões etários mais jovens, um grande desconhecimento sobre o passado da Guarda e o seu património mais expressivo. Evidentemente que, com esse distanciamento e falta de ligação entre o passado e presente se torna mais difícil a consciencialização em torno da necessidade de defesa da identidade local, e a afirmação de um espírito crítico, empenhado numa permanente defesa da memória colectiva. Em termos de salvaguarda da sua identidade muito foi já dito e escrito, bastando atentar na realidade urbanística para reavivarmos as ideias.
É certo que, nos últimos anos, e ao nível da actividade editorial, tem havido uma dinâmica digna de registo; são trabalhos que ficam, desempenhando um inequívoco contributo para a guarda das memórias citadinas e divulgação das suas múltiplas facetas, buriladas ao longo de séculos.
Todos os contributos para um melhor conhecimento da cidade devem, pois, ser devidamente divulgados e apoiados, na certeza que estaremos a criar uma postura cultural diferente e lançar novos olhares para pormenores ou realidades geralmente ignoradas ou esquecidas.
 
 


publicado por Helder Sequeira às 21:37
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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008
Identidade perdida...

 

 

     A expansão urbanística da cidade da Guarda, nos últimos anos, é um facto incontestável. A questão que, nas mais variadas ocasiões, tem suscitado críticas e interrogações, diz respeito, fundamentalmente, à forma como decorreu esse crescimento.
     Aspectos sobre os quais muito já foi dito e escrito, dispensando-nos, nestas breves anotações, de discorrer acerca do tema. Contudo, atendendo às transformações operadas no quotidiano e aos projectos que vão sendo delineados, será oportuno reflectir acerca dos registos feitos sobre a evolução da própria cidade.
     É que, se em tantos casos, a celeridade de processos decorrentes dos interesses imobiliários – e do injustificável descuido das entidades responsáveis – conduziu à destruição de múltiplos vestígios da história citadina, irremediavelmente sepultados sobre o betão (veja-se o que aconteceu na zona dos Castelos Velhos), noutros ainda há, pelo menos, a possibilidade de ser efectuado (quando for caso disso) um cuidadoso levantamento fotográfico. Isto de forma a permitir, aos interessados, o estudo das fases de expansão urbanística operadas na cidade, e outrossim ocorridas nalguns dos edifícios, ruas ou zonas mais significativas de períodos marcantes do século passado.
     Se, actualmente, para muitos dos habitantes da Guarda já se torna difícil o confronto com o perfil urbano e arquitectónico de há décadas atrás, o que acontecerá com as novas gerações?
     Aliás, as sucessivas alterações toponímicas, nem sempre – ou quase nunca – acompanhadas pelas adequadas indicações, acentuam as dificuldades de quantos pretendem iniciar estudos relativos à evolução urbana da nossa cidade. Ainda que uma outra obra possa servir de referência, haverá, por certo, óbices incontornáveis.
     Assim, o trabalho de registo atrás referenciado, revestir-se-á de grande interesse e utilidade para novos estudos, que se desejam, sobre a Guarda; este é um daqueles desafios que não podem ter uma resposta demorada, sob o risco de muitas imagens se perderem com o desaparecimento das memórias individuais.
     Entretanto, é de realçar o recente trabalho A Guarda em Postal Ilustrado de 1901 a 1970”, que, como o CG noticiou, foi apresentado na passada semana.
     Uma edição que nos conduz a diversas memórias, nomeadamente ao antigo Sanatório, aos encantos da neve na Guarda, à Praça Luis de Camões, à Sé Catedral e a imagens emblemáticas da cidade, no período a que dizem respeito.
     E é bom que se olhe, com atenção, para muitos dos postais ali apresentados que nos desafiam a reflectir sobre a desfiguração da identidade urbanística de uma cidade…da nossa cidade!
 
 


publicado por Helder Sequeira às 14:57
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