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Domingo, 18 de Maio de 2014
Sanatório da Guarda inaugurado há 107 anos

 

     Ocorre hoje a passagem do 107º aniversário da inauguração do Sanatório Sousa Martins, na Guarda, durante décadas conhecida como “Cidade da Saúde”.

    Esta designação em muito se ficou a dever ao Sanatório que a marcou, indelevelmente, ao longo de décadas, no século passado.

   A Guarda foi uma das cidades mais procuradas de Portugal. A afluência de milhares de pessoas à cidade deixou inúmeros reflexos na sua vida económica, social e cultural; a sua apologia como localidade “eficaz no tratamento da doença” foi feita por distintas figuras da época, pois era “a montanha mágica” junto à Serra.

     Muitas pessoas (provenientes de todo o país e mesmo do estrangeiro) subiam à cidade mais alta de Portugal com o objetivo de usufruírem do clima de montanha, praticando, assim, uma cura livre, não sendo seguidas ou apoiadas em cuidados médicos.

     As deslocações para zonas propícias à terapêutica “de ares”, e a consequente permanência, contribuíram para o aparecimento de hotéis e pensões, dado não haver, de início, as indispensáveis e adequadas unidades de tratamento; situação que desencadeou fortes preocupações nas entidades oficiais da época.

    Em 1881 a Sociedade de Geografia de Lisboa promoveu uma Expedição Científica à Serra da Estrela, sendo integrada, entre outros, pelo médico Sousa Martins Dessa expedição resultou a elaboração de relatórios das várias secções científicas.

     A iniciativa teve, igualmente, o mérito, e através dos esforços de Sousa Martins, de chamar a atenção dos meios científicos e clínicos de então para as condições que esta região oferecia para o tratamento da tuberculose.

    Quatro anos depois realizou-se o primeiro Congresso Português sobre Tuberculose onde Lopo de Carvalho (que viria a ser o primeiro Director do Sanatório Sousa Martins, e pai de outro conceituado clínico) discursou sobre os processos profiláticos usados na Guarda.

    Este médico foi um dos mais fervorosos defensores da criação do Sanatório que seria inaugurado a 18 de Maio de 1907, com a presença do rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia. A autoria do projeto dos edifícios pertence a Raul Lino.

    O fluxo de tuberculosos superou, largamente, as previsões, fazendo com que os pavilhões do Sanatório Sousa Martins se tornassem insuficientes perante a procura; o Pavilhão 1 (designado também de Lopo de Carvalho, e onde funciona atualmente a sede e administração da ULS da Guarda) teve de ser aumentado um ano depois, duplicando a sua capacidade.

    Um novo pavilhão, que se juntou aos três já existentes, foi inaugurado em 31 de Maio de 1953; com este novo edifício – onde têm funcionado os principais serviços da Unidade Local de Saúde da Guarda, Cardiologia, Pneumologia, Medicina Interna, Pediatria, etc. – o Sanatório Sousa Martins ganhou maior dimensão, assumindo-se, ainda mais, como uma “povoação” auto suficiente, dentro da própria cidade. Este edifício – do qual foram já transferidos a maioria dos serviços, para o novo bloco hospitalar – assinala, no corrente ano, o seu 61º aniversário,

    Após o 25 de Abril de 1974, o Sanatório Sousa Martins entrou na fase final da sua existência. Em Novembro do ano seguinte aquele Sanatório foi integrado no Hospital Distrital da Guarda; após 68 anos de existência, esta instituição de saúde conclui a sua eminente função social.

    Recorde-se que o antigo Sanatório Sousa Martins, na Guarda, foi classificado como conjunto de interesse público, através de portaria da portaria 39/2014, do Secretário de Estado da Cultura; nela é referido que a classificação do antigo Sanatório reflete os critérios relativos ao “carácter matricial do bem, ao génio do respetivo criador, ao seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista de memória coletiva, e às circunstâncias suscetíveis de acarretarem diminuição ou perda da perenidade ou da integridade do bem”.

     Certo é que os antigos e emblemáticos pavilhões do Sanatório Sousa Martins são hoje elucidativa expressão de abandono e degradação.

    Oxalá a efeméride de hoje, coincidente com um novo capítulo na história do Hospital Sousa Martins, seja momento de reflexão que reforce a necessária determinação em salvaguardar a memória e um património ímpar da cidade mais alta de Portugal. (Helder Sequeira)



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Segunda-feira, 24 de Março de 2014
Dia Mundia da Tuberculose

     O Dia Mundial da Tuberculose é hoje assinalado.

     A Direcção Geral de Saúde lembra que “quase 20 anos após a criação do Programa Nacional para a Tuberculose (PNT) e apesar de ser uma doença evitável e curável, a tuberculose (TB) permanece como um importante problema de Saúde Pública, sendo considerada pela Organização Mundial da Saúde como uma emergência mundial”.

     A tuberculose é uma doença curável, porém os esforços atuais para encontrar, tratar e curar todos os que ficam doentes não são suficientes, de acordo com a informação das estruturas e entidades ligadas ao tratamento da tuberculose.

     Dos nove milhões de pessoas por ano atingidas pela tuberculose, um terço delas são "perdidos" pelos sistemas de saúde.

     O Dia Mundial da Tuberculose comemora a data, em 1882, em que Robert Koch anunciou a descoberta do Mycobacterium tuberculosis, o bacilo que causa a TB.

     Recorde-se que o Sanatório Sousa Martins, inaugurado na Guarda em 18 de Maio de 1907, foi uma das principais unidades de saúde de Portugal no combate contra a tuberculose.

 



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Sábado, 15 de Março de 2014
Guarda: património em perigo

     Guarda. Pavilhão D. António de Lencastre | Ex-Sanatório Sousa Martins



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Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014
Sanatório Sousa Martins: conjunto de interesse público

     O antigo Sanatório Sousa Martins, na Guarda, foi classificado como conjunto de interesse público, através de portaria ontem publicada em Diário da República.

     A portaria 39/2014, do Secretário de Estado da Cultura refere que a classificação do antigo Sanatório reflete os critérios relativos ao “carácter matricial do bem, ao génio do respetivo criador, ao seu interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos, ao seu valor estético, técnico e material intrínseco, à sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística, à sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista de memória coletiva, e às circunstâncias suscetíveis de acarretarem diminuição ou perda da perenidade ou da integridade do bem”.

     A designação de “Cidade da Saúde”, atribuída à Guarda, em muito se fica a dever ao Sanatório que a marcou indelevelmente, ao longo de décadas, no século passado.

     A Guarda foi, nessa época, uma das cidades mais procuradas de Portugal. A afluência de milhares de pessoas à cidade deixou inúmeros reflexos na sua vida económica, social e cultural; a sua apologia como localidade “eficaz no tratamento da doença” foi feita por distintas figuras da época, pois era “a montanha mágica” junto à Serra.

     Muitas pessoas (provenientes de todo o país e mesmo do estrangeiro) subiam à cidade mais alta de Portugal com o objetivo de usufruírem do clima de montanha, praticando, assim, uma cura livre, não sendo seguidas ou apoiadas em cuidados médicos.

     As deslocações para zonas propícias à terapêutica “de ares”, e a consequente permanência, contribuíram para o aparecimento de hotéis e pensões, dado não haver, de início, as indispensáveis e adequadas unidades de tratamento; situação que desencadeou fortes preocupações nas entidades oficiais da época.

     Em 1881 a Sociedade de Geografia de Lisboa promoveu uma Expedição Científica à Serra da Estrela, sendo integrada, entre outros, pelo médico Sousa Martins Dessa expedição resultou a elaboração de relatórios das várias secções científicas. A iniciativa teve, igualmente, o mérito, e através dos esforços de Sousa Martins, de chamar a atenção dos meios científicos e clínicos de então para as condições que esta região oferecia para o tratamento da tuberculose.

     Quatro anos depois realizou-se o primeiro Congresso Português sobre Tuberculose onde Lopo de Carvalho (que viria a ser o primeiro Director do Sanatório Sousa Martins, e pai de outro conceituado clínico) discursou sobre os processos profiláticos usados na Guarda. Este médico foi um dos mais fervorosos defensores da criação do Sanatório que seria inaugurado a 18 de Maio de 1907, com a presença do rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia. A autoria do projeto dos edifícios pertence a Raul Lino.

    O fluxo de tuberculosos superou, largamente, as previsões, fazendo com que os pavilhões do Sanatório Sousa Martins se tornassem insuficientes perante a procura; o Pavilhão 1 (designado também de Lopo de Carvalho, e onde funciona atualmente a sede e administração da ULS da Guarda) teve de ser aumentado um ano depois, duplicando a sua capacidade.

    Um novo pavilhão, que se juntou aos três já existentes, foi inaugurado em 31 de Maio de 1953; com este novo edifício – onde funcionam os principais serviços da Unidade Local de Saúde da Guarda, Cardiologia, Pneumologia, Medicina Interna, Pediatria, etc. – o Sanatório Sousa Martins ganhou maior dimensão, assumindo-se, ainda mais, como uma “povoação” auto suficiente, dentro da própria cidade.

    Este edifício assinala, no corrente ano, o seu 61º aniversário.

    Após o 25 de Abril de 1974, o Sanatório Sousa Martins entrou na fase final da sua existência. Em Novembro do ano seguinte aquele Sanatório foi integrado no Hospital Distrital da Guarda; após 68 anos de existência, esta instituição de saúde conclui a sua eminente função social. (H.S.)

 



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Sexta-feira, 7 de Junho de 2013
Sousa Martins

 



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Sábado, 18 de Maio de 2013
Memória da Cidade da Saúde

 

     Hoje ocorre a passagem do 106º aniversário da inauguração do Sanatório Sousa Martins, que foi uma das principais instituições de combate e tratamento da tuberculose em Portugal.

    A designação de “Cidade da Saúde”, atribuída à Guarda, em muito se fica a dever ao Sanatório que a marcou indelevelmente, ao longo de décadas, no século passado.

    Embora a situação geográfica e as especificidades climatéricas associadas tenham granjeado a esta cidade esse epíteto, a construção do Sanatório Sousa Martins certificou e rentabilizou as condições naturais da cidade para o tratamento da tuberculose, doença que vitimou, em Portugal, largos milhares de pessoas.

    A Guarda foi, nessa época, uma das cidades mais procuradas de Portugal. A afluência de milhares de pessoas à cidade deixou inúmeros reflexos na sua vida económica, social e cultural; a sua apologia como localidade “eficaz no tratamento da doença” foi feita por distintas figuras da época, pois era “a montanha mágica” junto à Serra.

    Muitas pessoas (provenientes de todo o país e mesmo do estrangeiro) subiam à cidade mais alta de Portugal com o objetivo de usufruírem do clima de montanha, praticando, assim, uma cura livre, não sendo seguidas ou apoiadas em cuidados médicos.

    As deslocações para zonas propícias à terapêutica “de ares”, e a consequente permanência, contribuíram para o aparecimento de hotéis e pensões, dado não haver, de início, as indispensáveis e adequadas unidades de tratamento; situação que desencadeou fortes preocupações nas entidades oficiais da época.

    Em 1881 a Sociedade de Geografia de Lisboa promoveu uma Expedição Científica à Serra da Estrela, sendo integrada, entre outros, pelo médico Sousa Martins Dessa expedição resultou a elaboração de relatórios das várias secções científicas. A iniciativa teve, igualmente, o mérito, e através dos esforços de Sousa Martins, de chamar a atenção dos meios científicos e clínicos de então para as condições que esta região oferecia para o tratamento da tuberculose.

     Quatro anos depois realizou-se o primeiro Congresso Português sobre Tuberculose onde Lopo de Carvalho (que viria a ser o primeiro Director do Sanatório Sousa Martins, e pai de outro conceituado clínico) discursou sobre os processos profiláticos usados na Guarda. Este médico foi um dos mais fervorosos defensores da criação do Sanatório que seria inaugurado a 18 de Maio de 1907, com a presença do rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia. A autoria do projeto dos edifícios pertence a Raul Lino.

    O fluxo de tuberculosos superou, largamente, as previsões, fazendo com que os pavilhões do Sanatório Sousa Martins se tornassem insuficientes perante a procura; o Pavilhão 1 (designado também de Lopo de Carvalho, e onde funciona atualmente a sede e administração da ULS da Guarda) teve de ser aumentado um ano depois, duplicando a sua capacidade.

    Um novo pavilhão, que se juntou aos três já existentes, foi inaugurado em 31 de Maio de 1953; com este novo edifício – onde funcionam os principais serviços da Unidade Local de Saúde da Guarda, Cardiologia, Pneumologia, Medicina Interna, Pediatria, etc. – o Sanatório Sousa Martins ganhou maior dimensão, assumindo-se, ainda mais, como uma “povoação” auto suficiente, dentro da própria cidade.

    Este edifício assinala, no corrente ano, o seu 60º aniversário.

     Após o 25 de Abril de 1974, o Sanatório Sousa Martins entrou na fase final da sua existência. Em Novembro do ano seguinte aquele Sanatório foi integrado no Hospital Distrital da Guarda; após 68 anos de existência, esta instituição de saúde conclui a sua eminente função social.

    É importante, é urgente, salvaguardar a memória do Sanatório Sousa Martins que – como por várias vezes já afirmámos – é um destacado capítulo da história da Guarda e da história da luta contra a tuberculose.

 

     in O Interior, 16-5-2013



publicado por Helder Sequeira às 11:30
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Sexta-feira, 17 de Maio de 2013
106º aniversário da inaguração do Sanatório

 

 

     A Unidade Local de Saúde da Guarda (ULS Guarda) vai assinalar, amanhã, 18 de Maio, a passagem do 106º aniversário da inauguração do Sanatório Sousa Martins.

    Esta iniciativa complementa as atividades da AIR Guarda 2013 e pretende homenagear os antigos diretores do Sanatório Sousa Martins, bem como do médico que deu o seu nome a esta estância sanatorial.

    O programa inicia-se, pelas 9h30, com um Missa na Capela do Parque da Saúde, em homenagem aos diretores do Sanatório Sousa Martins, seguindo-se uma visita a alguns dos pontos simbólicos da antiga cerca do Sanatório Sousa Martins (com concentração junto à Capela).

    Posteriormente (11 horas)  terá lugar uma palestra subordinada ao tema “Sanatório Sousa Martins: marca emblemática da Cidade da Saúde” ( no auditório da ULS) que antecederá o descerramento de uma placa junto ao busto do Dr. Sousa Martins.

    Esta iniciativa é aberta a todas as pessoas interessadas e que se queiram associar à comemoração desta efeméride.

 

 



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Sexta-feira, 22 de Março de 2013
A propósito do Dia Mundial da Tuberculose

 

     No próximo domingo é assinalado o Dia Mundial da Tuberculose, data que se assume como alerta para uma realidade mundial e outrossim para a necessidade de reforço dos procedimentos adequados à eliminação desta doença.

     Apesar de os casos de tuberculose, a nível mundial, terem registado – desde 1990 – uma redução de 40%, a OMS lembra que persistem ainda muitos e sérios problemas.

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde, calcula-se que em 2011 ocorreram 8,7 milhões de novos casos de tuberculose, tendo sido vitimadas, por esta doença, 1,4 milhões de pessoas; a tuberculose está entre as três principais causas de morte de mulheres com idades compreendidas entre os 15 e os 44 anos; em 2011 meio milhão de crianças foram atingidas por esta doença, registando-se 64 000 casos de morte.

    Como tem sido sublinhado em anos anteriores, é importante continuar a “inspirar a inovação na pesquisa e nos cuidados aos doentes, reforçando a atenção na vertente social, mediante um esforço organizacional entre todos os agentes da saúde e da sociedade civil centrado no doente e nas populações afetadas”.

    Em Portugal, e face aos dados disponíveis, a tuberculose continua a diminuir; contudo, constitui ainda um sério problema de saúde pública, em especial perante a ameaça da TB multirresistente.

    A data de 24 de Março recorda o dia do ano de 1882 em que Robert Koch anunciou à comunidade científica, da época, que havia descoberto a causa da tuberculose, o bacilo a que ficaria associado o seu nome; foi o primeiro passo para diagnosticar e curar a tuberculose.

    A nossa cidade viria a ser um dos principais centros de tratamento da tuberculose, em Portugal, ombreando com outras destacadas estâncias sanatoriais da Europa. A designação de “Cidade da Saúde”, atribuída à Guarda, em muito se fica a dever a uma instituição que a marcou indelevelmente, ao longo de sete décadas, no século passado.

     Embora a situação geográfica e as especificidades climatéricas associadas tenham granjeado à cidade esse epíteto, a construção do Sanatório Sousa Martins certificou e rentabilizou as condições naturais da cidade para o tratamento da tuberculose, doença que vitimou, em Portugal, largos milhares de pessoas.

     A Guarda foi, nessa época, uma das cidades mais procuradas de Portugal, afluência que deixou inúmeros reflexos na sua vida económica, social e cultural; a sua apologia como localidade “eficaz no tratamento da doença” foi feita por distintas figuras da época, pois era “a montanha mágica” junto à Serra.

     A poucos dias da comemoração do Dia Mundial da Tuberculose, será oportuno recordar que a Guarda é um expressivo capítulo da história da luta e tratamento da tuberculose em Portugal. E é fundamental que não se apague a memória, sobretudo quando está em risco o desaparecimento dos antigos pavilhões do Sanatório e a completa descaracterização de um espaço onde sobrevivem árvores centenárias; algumas consideradas mesmo das mais altas do país.

    Embora o diagnóstico há muito esteja feito, tarda o tratamento da “doença” que vai minando um original ex-libris da Cidade da Saúde.

    Um dia talvez seja tarde demais...

 

    Helder Sequeira

 

     in "O Interior", 21-3-2013

 

 



publicado por Helder Sequeira às 18:50
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Domingo, 27 de Maio de 2012
O Pavilhão Novo do Sanatório

 

     Na próxima quinta-feira, dia 31 de Maio, completam-se 59 anos após a inauguração do denominado Pavilhão Novo do Sanatório que constitui, por enquanto, o principal bloco do Hospital Sousa Martins.

     A inauguração, prevista inicialmente para 28 de Maio de 1953, ocorreu três dias depois, com a presença dos Ministros do Interior e das Obras Públicas. A imprensa da cidade deu especial relevo ao acato, apresentando o novo pavilhão como “um edifício gigantesco com 250 metros de comprido e com 350 leitos destinados exclusivamente a doentes pobres”.

     Com a construção deste novo pavilhão, o Sanatório Sousa Martins procurou aumentar a capacidade de resposta às crescentes solicitações das pessoas afectadas pela tuberculose, ampliando assim o seu papel na luta contra essa doença.

    É que o elevado número de doentes com fracos recursos há muito fazia sentir a necessidade de dotar esta conhecida estância sanatorial com novas instalações, pretensão que os responsáveis pelo Sanatório Sousa Martins tinham já manifestado ao Ministro das Obras Públicas, aquando da sua visita, à Guarda, em 1947. As obras do novo pavilhão foram iniciadas quatro anos depois.

     A entrada em funcionamento deste pavilhão era aguardada com compreensível expectativa, mormente por quem trabalhava no Sanatório Sousa Martins.

    O seu Director, Dr. Ladislau Patrício – que nesse mesmo ano deixaria essas funções, bem como a sua actividade clínica – definiu o edifício como “um novo e valioso instrumento na luta em defesa da saúde pública do país”.

     Na Guarda viveu-se mais um dia festivo. “Cerca do meio-dia, a estrada que conduz ao Sanatório tornara-se um rio de gente”, noticiou o jornal A Guarda. O Pavilhão Novo constitui, de facto, um marco importante na história do Sanatório Sousa Martins, instituição que não pode, de forma alguma, ser dissociada da Guarda do século XX.

    Ao recordarmos esta efeméride, para além de evocarmos um facto da história da Guarda, importa sublinhar quanto é fundamental a salvaguarda desta memória viva onde, no presente, prossegue a actividade hospitalar. Conciliar os rumos exigidos pelo progresso com a especificidade deste edifício será contribuir para o reencontro com décadas em que a Guarda conquistou, justamente, a designação de cidade da saúde.

 



publicado por Helder Sequeira às 21:14
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Terça-feira, 24 de Abril de 2012
Expedição Científica - recriação

 

 

 



publicado por Helder Sequeira às 07:55
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