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Segunda-feira, 18 de Fevereiro de 2013
Pintura do século XVI descoberta na Vela

 

     Na freguesia da Vela, concelho da Guarda, foi descoberta uma pintura mural do século XVI, no decorrer das obras de restauro do altar de uma capela.

     De acordo com a notícia da agência LUSA, a pintura foi encontrada por um restaurador de arte durante os trabalhos de renovação do retábulo de madeira do altar da capela de Santo Antão

    Agora, a pintura está a ser conservada e restaurada para ficar acessível às pessoas interessadas em verem esta obra de arte, como adiantou o pároco local, José António Pinheiro, ao jornalista da LUSA.

    De referir que após esta descoberta, a paróquia da Vela (aldeia localizada a cerca de dez quilómetros da cidade da Guarda) decidiu pela recuperação da pintura a fresco.

     O trabalho está está a ser realizado por duas especialistas de conservação e restauro em pintura mural da empresa Atelier Samthiago, com sede em Viana do Castelo.

            Foto: Samthiago Conservação E Restauro

 



publicado por Helder Sequeira às 12:10
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Sábado, 17 de Novembro de 2012
A propósito de Toponímia...

 

     O fórum sobre toponímia da Guarda, recentemente realizado nesta cidade, evidenciou, de forma objetiva, o muito que há a fazer no âmbito desta temática, bem como a diversidade de estudos por ela suscitados.

     Se, por um lado, a investigação que pode ser desencadeada permitirá um enriquecimento cultural e o reforço da identidade citadina, por outro, uma atenção permanente irá referenciar situações que exigem uma adequada e correta intervenção.

     Independentemente das conjunturas ou das agendas político-partidárias deve mover-nos uma Guarda da memória, a preocupação por uma cidade que preserve a sua história, dignifique os seus valores, honre os seus pergaminhos mas saiba construir pontes sólidas para o futuro, fidelizando simpatias, paixões, conquistando novos visitantes e residentes.

     “As cidades são como os homens; têm ou não carácter – e a tê-lo importa preservá-lo”, como escreveu Eugénio de Andrade. A Guarda é muito mais que o património edificado; é memória, é somatório de vidas, experiências, é (deve ser) um pulsar coletivo. A Guarda, ciclicamente, tem-se esquecido de si; as pessoas têm esquecido a Guarda.

     É imperativo de consciência e cidadania assumir-se uma consciência critica, uma intervenção constante em prol do nosso espaço coletivo, de referência e de vivências.

     “O passado é, por definição, um dado que coisa alguma pode modificar. Mas o conhecimento do passado é coisa em progresso, que ininterruptamente se transforma e se aperfeiçoa” e, como acrescentava Marc Bloc, “a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado”.

     Através da toponímia podemos abrir portas para o conhecimento do passado, do passado desta cidade. Deste modo, poderemos interrogar-nos acerca da atenção que é dada à toponímia guardense, às simples placas que condensam em si informação preciosa.

     Qual é o seu grau de conservação? Qual é o grau de legibilidade para os transeuntes? Algumas das placas existentes nas ruas da nossa cidade dão uma resposta inequívoca. É certo que a partir de alguns casos não se deve concluir o estado da larga maioria das placas toponímicas da Guarda mas, ainda assim, são imagens lamentáveis e injustificáveis; até porque, na maior parte dos casos, um pouco de atenção e uma intervenção rápida resolveriam estas questões sem delongas e praticamente sem gastos.

     Uma passagem, atenta, pelas ruas da nossa cidade, permitirá outras interrogações: estão identificadas todas as ruas, mesmo tendo já designação toponímica? E os tipos de placas são idênticos na mesma rua?

     Alargando o espaço, será que na mesma zona é utilizado o mesmo tipo de placas? Tem havido cuidados com a conservação e apresentação das placas toponímicas da Guarda?

     A atribuição de nomes a determinadas ruas ou espaço suscita alguma incompreensão; quer pela classificação atribuída, quer pela inadequação ao espaço que se pretende envolver. O leitor facilmente identificará estes casos…

     Verificamos também, na nossa cidade, que não tem havido critérios uniformes de colocação das placas, aplicando-as no local mais propício, ou fácil na ocasião, sem preocupações – pelo menos claras – de boa visualização ou leitura. Tanto se têm aplicado ao nível dos passeios como à altura de um primeiro andar.

    Sem pretendermos ser exaustivos, uma outra questão: as placas elucidam-nos ou dão-nos uma referência temporal quanto às personalidades que levam o seu nome?

     Claro que não poderemos, também, esquecer as alterações toponímicas introduzidas ao longo do tempo. Como escreveu Pinharanda Gomes, “na Guarda, e no decurso do nosso século [vinte], tem-se cometido, repetidas vezes, aleatórias modificações de toponímicos, dificultando ainda mais as tarefas dos que, por exemplo, dedicados a pesquisas arqueológicas, poderiam atacar desde logo o sítio exato, caso a memória do nome se mantivesse”.

     Um dos casos mais evidentes é a Rua Francisco de Passos que continua a ser designada, pela generalidade dos guardenses, como Rua Direita. O seu nome evoca o Governador Civil da Guarda que desempenhou funções entre 11 de Junho de 1926 e 25 de Agosto do ano seguinte. Esta rua, recorde-se, constituiu a principal ligação da urbe medieval, unindo a cidadela do Torreão (também conhecida por Torre Velha da fortaleza, edificada provavelmente no século XII) à Alcáçova existente junto às portas da Covilhã (na zona em frente da Escola de Santa Clara).

     As alterações toponímicas poderiam ser minimizadas caso fosse inserida a anterior designação, como aliás acontece noutras cidades, sobretudo com um significativo passado histórico. “Restaurar é restituir. A restituição da toponímia é um ato de honestidade cultural, de devolução do património à comunidade, de abandono de opções adventícias, por vezes decorrentes das situações políticas, e, por fim, de entrega aos arqueólogos e aos historiadores, de uma nova fonte documental para historiografia a fazer”, tal como bem observou Pinharanda Gomes.

     A toponímia da Guarda é um vasto campo para estudo e investigação e pode levar-nos à (re)descoberta de múltiplas facetas do seu passado, validado por mais de oito séculos de história, enquanto urbe.

     É importante que sejam implementadas correções imediatas, em muitos casos, e definidas novas estratégias, que podem passar (ao nível das novas ou futuras urbanizações) pelo apoio das novas tecnologias.

    Saibamos, pois, assumir a nossa responsabilidade coletiva, privilegiando todos os contributos idóneos em favor dos reais e verdadeiros interesses da cidade, de modo a que não se apague o espírito e a magia da Guarda.

 

Helder Sequeira

in "O Interior"

15|Nov|2012



publicado por Helder Sequeira às 11:00
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Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008
Conservação e Restauro

 

 
O Museu da Guarda vai promover no próximo dia 26 de Novembro, pelas 15 horas, uma conferência subordinada ao tema “Metodologia de intervenção e materiais utilizados na conservação e restauro de um tríptico”.
Esta conferência, que se integra no âmbito do programa “Ciência Viva – Semana da Ciência e da Tecnologia”, será proferida pela pela conservadora Giovanna Dré, do atelier de restauro “Conservazione”.
Destacar a importância da conservação e do restauro de objectos artísticos é um dos objectivos desta conferência organizada pelo Museu da Guarda, que, sublinha o facto de a conservação e o restauro de objectos de arte antigos, em especial de arte sacra, exigirem a intervenção de técnicos qualificados, quer a nível de conhecimentos teóricos quer a nível de domínio de técnicas adequadas.
 


publicado por Helder Sequeira às 12:31
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