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Quinta-feira, 21 de Maio de 2015
Guarda a memória

 

     Nuno de Montemor escrevia em 1953 que “ainda não há como a longa e fiel dedicação de um homem grande, à terra humilde onde nasceu, para a engrandecer e nobilitar. Há dezenas de anos que em Portugal, e até em certos meios cultos do estrangeiro, quando se fala na Guarda, logo por associação de ideias, a este se prende outro – Ladislau Patrício”.

     Esta referência não vem só a propósito do trabalho sobre este médico que dará o mote ao debate agendado, para hoje (21 de Maio) na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço; a alusão ao segundo diretor do Sanatório Sousa Martins pretende, sobretudo, realçar a importância de pessoas com visão, capacidade de liderança, convictas, empenhadas no futuro, comprometidas com a sua terra, cultas, dialogantes, frontais; personalidades que se identificam com a sua cidade numa simbiose que projeta simultaneamente a sua dimensão humana e profissional e enobrece um espaço geográfico e um tempo.

     Ladislau Patrício foi um bom exemplo; para quem pensa que evocar o passado, ou recriar acontecimentos, é obsessão inconsequente importa lembrar que “a incompreensão do presente nasce fatalmente da ignorância do passado”.

     É certo que para alguns ignorar é preferível a compreender, conhecer, pois pode afetar o seu protagonismo, circunscrito a horizontes limitados; conhecer o passado reduz o confronto e impede a concentração das luzes efémeras da ribalta do quotidiano e/ou o brilho em círculos restritos e de conveniência conjuntural…

Sanatório da GUARDA.jpg

     Ladislau Patrício, tal como Lopo de Carvalho, acreditou na sua cidade, no papel de uma instituição vocacionada para o tratamento da tuberculose; instituição que colocou a Guarda como centro de referência e impulsionou o seu desenvolvimento, a vários níveis; com o seu trabalho neutralizou os argumentos dos atores do descrédito e pessimismo, de que há, infelizmente, muitos resquícios.

     Mas poderíamos falar também de muitos outros exemplos que Pinharanda Gomes apontou em “A Guarda Culta” a qual “é de certo modo oculta, porque a imediateidade quotidiana nos inibe de viajar para além do visível”…Nesta Guarda de 2015 há muito por ver e alguns querem só ficar pelo visível.

    A história da Guarda não se pode fazer sem o conhecimento do papel e da importância que teve o Sanatório Sousa Martins e apagar a sua memória é negar uma identidade e um período de grande relevo. (HS)

 



publicado por Helder Sequeira às 00:18
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Domingo, 31 de Agosto de 2014
Livro



publicado por Helder Sequeira às 23:26
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Sexta-feira, 4 de Abril de 2014
Lugares de Memória

     O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios será assinalado a 18 de Abril, sob o tema “Lugares de Memória”.

     Este dia foi criado pelo ICOMOS a 18 de Abril de 1982 e aprovado pela UNESCO no ano seguinte.

    A comemoração tem como objetivo sensibilizar os cidadãos para a diversidade e vulnerabilidade do património, bem como para o esforço envolvido na sua proteção e valorização.

    Os temas, anualmente sugeridos pelo ICOMOS, pretendem promover a ligação efetiva entre as realidades locais, regionais, nacionais e internacionais, celebrando-se o património nacional, mas, também, a solidariedade internacional em torno da salvaguarda e da valorização do património de todo o mundo.

    A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), em colaboração com o ICOMOS Portugal promove em Portugal o tema Lugares de Memória, dentro do espírito de que na multiplicidade de funções, idades ou lugares, o Património guarda, em essência, uma natureza evocativa e de celebração.

     Reencontrar os valores e as memórias no manancial da história do património é o mote essencial para as atividades a organizar neste Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que incluirão, naturalmente, também todas as habituais ações de sensibilização para o património.

    A DGPC promove a divulgação do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, convidando as entidades públicas e privadas a associarem-se a esta comemoração, e disponibilizará oportunamente a programação geral das atividades.

    Atendendo a que este ano o dia 18 de Abril coincide com Sexta feira Santa, a DGPC sugere que as atividades se possam prolongar desde o fim de semana anterior e até ao final da semana da Páscoa (12 a 20 de abril).

    Palestras, conferências, debates e seminários, exposições, visitas guiadas e visitas temáticas, ações de sensibilização com o objetivo de envolver as comunidades nas atividades ligadas à conservação e à proteção de património e lançamento de publicações são algumas das actividades que podem ser realizadas.



publicado por Helder Sequeira às 23:59
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Terça-feira, 18 de Março de 2014
Praça Velha: memória...

 



publicado por Helder Sequeira às 23:51
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Segunda-feira, 4 de Novembro de 2013
Toponímia da Guarda e construção da memória publica


     “A Toponímia da Cidade da Guarda e a Construção da Memória Pública no Século XX” é o título do livro, da autoria de Maria José Neto, que foi apresentado, recentemente, nesta cidade, no decorrer do II Fórum sobre Toponímia.

     “Enquanto registo de memórias da comunidade inscritas sobre uma placa toponímica, a toponímia merece uma atenção particular, para que as inscrições nas placas cumpram, efetivamente, a sua função social”. Sublinha, neste livro, Maria José Neto.

     A autora acrescenta, com esclarecido sentido de oportunidade, que “se às instituições públicas locais cabe a primeira responsabilidade de promover iniciativas de divulgação de património tangível e intangível, e de promover a sua preservação por todos os elementos da comunidade, a começar na infância, entendemos que o cidadão comum dever ter um papel interventivo, constante, na preservação e na educação informal das gerações mais jovens”.

     Tivemos já o ensejo de escrever, por mais de uma vez, que é notório o desconhecimento de uma larga maioria dos habitantes da Guarda relativamente a muitas das personalidades referenciadas nas suas avenidas, ruas, travessas, largos e lugares; daí que todo o trabalho, executado com idoneidade e rigor, orientado para o estudo e divulgação da toponímia, mereça ser incentivado e devidamente apoiado.

    Para além da atenção que deverá ser dada à toponímia, à estrutura e conteúdo dos suportes que sustentem as designações toponímicas – que as novas tecnologias podem apoiar em termos de acesso a informações complementares ou devidamente pormenorizadas – é importante que sejam incrementadas, nos estabelecimentos de ensino, iniciativas ou disciplinas incidentes sobre a história local. A toponímia assume-se – permitam-nos evidenciar esta ideia – como referência dos valores históricos, culturais de cada lugar e memória coletiva de factos, personalidades, tradições ou legados identitários.

     Maria José Neto lembra, e bem, que “aos professores, sobretudo da disciplina de História, cabe um papel importante na organização de atividades extra curriculares que levem os alunos ao encontro da comunidade mais próxima, nomeadamente através de clubes escolares. Pequenos percursos pedestres, exposições sobre a arte pública, construção de pequenas narrativas sobre os lugares e as figuras históricas da comunidade que, partindo da realidade próxima e conhecida, seja capaz de integrar e possua referências básicas para que os futuros cidadãos se possam identificar, e porque estimulam a memória representam formas de identificação e partilha com a comunidade a que pertencem, reforçam a auto estima dos mais jovens e atenuam o efeito desenraízador da globalização”.

     Se a toponímia tem uma importância inquestionável na delimitação de espaços, permite, por outro lado (e entre outros aspetos que nos dispensamos de enunciar aqui) apreender a matriz de uma localidade, a organização sócio geográfica, o desenho da malha urbana de épocas passadas, o conhecimento e investigação de sítios históricos ou arqueológicos, o papel dos habitantes na salvaguarda da atribuição de nomes que a tradição consolidou.

     Partindo do trabalho de uma dissertação de mestrado no âmbito de Estudos do Património, esta publicação – que enriquece a área dos estudos sobre a mais alta cidade de Portugal e contribui para o avanço científico na temática subjacente – incide no estudo da toponímia do espaço urbano da Guarda entre os anos de 1900 e 1980; um período que regista momentos marcantes na evolução citadina, quer do ponto de vista político, quer do ponto de vista social, económico e cultural, com todas as influências e alterações daí decorrentes.

    “As elites do poder local, em função da sua cultura e do contexto nacional e local, transpuseram para as vias urbanas os novos matizes da realidade histórica, social, política e cultural, no ensejo de que os seus contemporâneos se convertessem ao novo culto, ao novo calendário e aos novos heróis, tributo que inevitavelmente implicava a substituição da devoção antiga, ou o esquecimento imposto pela via oficial. Muitas das designações mais antigas, preservadas pela tradição, foram substituídas por antropónimos, deste modo reformando e reconstruindo as memórias da população porque as anteriores referências já nada representavam na ordem estabelecida e configuravam anacronismos para os habitantes locais (...)”. Elucida Maria José Neto nas páginas deste livro, e cuja leitura atenta se recomenda.

     Para além da sua importância como trabalho académico, este livro constitui um excelente contributo para os guardenses, e para todos os interessados, conhecerem melhor esta cidade; isto a par de ser um documento que os responsáveis autárquicos (em especial aqueles que tenham sob a sua responsabilidade a área da Toponímia) devem ter como elemento de suporte e consulta, para melhor clarividência nas suas decisões, na Guarda da toponímia. (HS)




publicado por Helder Sequeira às 21:37
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Terça-feira, 16 de Julho de 2013
Passos na Guarda, à volta da Memória

 

    Na Guarda continuam a decorrer as visitas encenadas no âmbito da iniciativa denominada "Passos à Volta da Memória".

    Ao ritmo de uma sessão por dia, sempre às 17h30 (e até 31 de Agosto, e de terça a sábado) as visitas (gratuitas) têm como ponto de encontro a Praça Luís de Camões.

    Este ano é Augusto Gil – autor da conhecida Balada da Neve – o guia da iniciativa, ou melhor, um comediante que interpretará o escritor.

    Com o sub-título “Um poeta na cidade”, o percurso tem início numa casa onde viveu o poeta, localizada na rua com o seu nome por detrás dos balcões da Praça Velha.

    As visitas encenadas contam com a coordenação de Américo Rodrigues, com o texto e a encenação de Antónia Terrinha e com a interpretação actor André Amálio.

    Trata-se de uma produção da Culturguarda para a Câmara Municipal da Guarda.

 



publicado por Helder Sequeira às 23:29
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Sexta-feira, 12 de Julho de 2013
Novos fios da memória

 

     Na próxima quarta-feira, 17 de Julho, vão ser apresentados na Guarda mais cinco novos números da colecção “O Fio da Memória”, editada pela Câmara Municipal desta cidade.

    “Vae Soli! -(aldeias - a agonia de um mundo de ontem)” de Carlos Carvalheira; “Julgamento e Morte do Galo do Entrudo l 2013 – Texto” de Helder Sequeira, “Grupo Coral Pedras Vivas – Cantar com alma e com arte” de Vítor Casanova; “Salin(idades)” de José Luís Lima Garcia, e “O Terreiro do Forno”, de Teresa Correia, são os títulos das novas publicações.

    Na mesma ocasião será apresentado o volume 33 da Revista Praça Velha, que integra trabalhos de Adriano Vasco Rodrigues, Aires Antunes Diniz, António José Dias de Almeida, Franklim Costa Braga, Hermínio Ramos Ferraz, Jesué Pinharanda Gomes, João Bigotte Chorão, José Luís Lima Garcia e Manuel Poppe.   A Grande Entrevista ao Cónego Manuel Geada Pinto é conduzida por Rui Isidro. O Portfólio é da responsabilidade de Carlos Martins.

     A apresentação destes volumes terá lugar, a partir das 18h, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda. A entrada é livre.

 



publicado por Helder Sequeira às 12:40
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Terça-feira, 2 de Julho de 2013
Poeta guia visitas na Guarda

 

    

     Na Guarda iniciou-se hoje uma nova edição das visitas encenadas "Passos à Volta da Memória".

     Ao ritmo de uma sessão por dia, sempre às 17h30 (e até 31 de Agosto) as visitas (gratuitas) vão ter como ponto de encontro a Praça Luís de Camões.

     Este ano é Augusto Gil – autor da conhecida Balada da Neve – o guia da iniciativa, ou melhor, um comediante que interpretará o escritor.

     Com o sub-título “Um poeta na cidade”, o percurso tem início numa casa onde viveu o poeta, localizada na rua com o seu nome por detrás dos balcões da Praça Velha.

     As visitas encenadas contam com a coordenação de Américo Rodrigues, com o texto e a encenação de Antónia Terrinha e com a interpretação (excelente, diga-se) do actor André Amálio.

     Trata-se de uma produção da Culturguarda para a Câmara Municipal da Guarda.

     Reedita-se, assim, mais uma importante iniciativa que contribui, inquestionavelmente, para a (re)descoberta da cidade, convidando os participantes a viajarem pela história sempre com o olhar sobre presente…este, nalgumas situações (como se viu no decorrer da visita) exige uma outra atenção por parte das entidades e outrossim por parte do cidadão; é lamentável, por exemplo, que o espaço envolvente da Sé continue a ser utilizado para estacionamento automóvel ferindo um cenário que este tipo de visitas pode potencializar…é triste o estado de degradação visível nas edificações de algumas artérias citadinas…

     Mas, para além dos principais objectivos que estas têm – e a incidência tem sido diversificada – os percursos, para os quais são convidadas as pessoas, permitem um olhar atento sobre recantos e encantos desta cidade; de que muitos se alheiam, troçam ou preferem ignorar…contudo, esta cidade respira história e tem muitas estórias para contar, em cada rua, em cada placa toponímica (muitas degradadas…).

    Esta cidade tem espaços que convidam a uma diferente vivência, à sua fruição plena, a um profundo enriquecimento cultural; aliás estas visitas encenadas são isso mesmo e um reencontro de passado e presente.

     Quando projetos como este têm subjacente um texto equilibrado, leve, cativante, fundamentado factual e documentalmente, representado com emoção e profissionalismo, enquadrado pelo trabalho de uma equipa consciente da importância destas acções para a promoção da cidade, é compreensível o apreço e a satisfação registada no final da visita.

    Para além de cerca de duas horas de uma enriquecedora (e alegre…) visita, o participante é ainda obsequiado com uma reprodução do “Brinde- Baeta Dias” (1907), com “Versos do Ex.mo Sr. Dr. Augusto Gil, que muito graciosamente se dignou honrar este livro com a sua valiosa colaboração”.



publicado por Helder Sequeira às 23:45
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Quarta-feira, 26 de Junho de 2013
Na Guarda das Memórias

 

     Na Guarda vão decorrer entre 2 de Julho e 31 de Agosto as visitas encenadas "Passos à Volta da Memória".

     Ao ritmo de uma sessão por dia, sempre às 17h30, as visitas vão ter como ponto de encontro a Praça Luís de Camões.

     Nesta edição será Augusto Gil – autor da conhecida Balada da Neve – o guia da iniciativa, ou melhor, um comediante que interpretará o escritor.

     Com o sub-título “Um poeta na cidade”, o percurso da visita terá início na casa onde viveu o poeta, localizada na rua com o seu nome por detrás dos balcões da Praça Velha. Uma viagem pela história da cidade mais alta.

     As visitas encenadas contam com a coordenação de Américo Rodrigues, com o texto e a encenação de Antónia Terrinha e com a interpretação do actor André Amálio.

     Trata-se de uma produção da Culturguarda para a Câmara Municipal da Guarda.

 

 



publicado por Helder Sequeira às 07:33
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Quarta-feira, 29 de Maio de 2013
Passos à volta da memória

 

     A Culturguarda vai promover, entre 2 de Julho e 31 de Agosto, uma nova edição dos "Passos à Volta da Memória".

    Estas visitas, ao ritmo de uma sessão por dia, terão início às 17h30, tendo como ponto de encontro a Praça Luís de Camões, na Guarda.

    Na edição de 2013 será Augusto Gil - autor da conhecida Balada da Neve - o guia da iniciativa.

    Com o subtítulo “Um poeta na cidade”, o percurso da visita terá início na casa onde viveu o poeta, localizada na rua com o seu nome por detrás dos balcões da Praça Luis de Camões (Praça Velha); Uma viagem pela história da cidade mais alta, que termina na escadaria do Largo Frei Pedro.

    As visitas encenadas contam com a coordenação de Américo Rodrigues, com o texto e a encenação de Antónia Terrinha e com a interpretação do ator André Amálio.



publicado por Helder Sequeira às 00:01
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