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Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2016
Roteiro Literário na Guarda

 

     A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL) vai encerrar a programação dedicada à comemoração do centenário de nascimento de Vergílio Ferreira, com um encontro e percurso literário pela Guarda, no dia 30 de janeiro, às 11h00.

    Com estes roteiros literários pretende-se levar os leitores aos espaços concretos referidos nas obras, envolvê-los na diegese vergiliana e contextualizá-los com a ação e personagens.

    A obra de Vergílio Ferreira, grande e diversa pela dimensão e génio, contribuiu para o estudo, mais aprofundado, que se centrou na construção da personagem, tendo como espaço a cidade da Guarda.

    A eleição das obras “Manhã Submersa” e “Estrela Polar” deveu-se ao facto de a ação, em ambas, decorrer em espaços beirões, nomeadamente, na cidade altaneira.

   A nomeação e referência espacial à Guarda, sob o nome de Penalva e a predileção por espaços, muitos deles reais e concretos, existentes ainda hoje na malha urbana, levam à apropriação destas obras, como obras que cantam a cidade e a eternalizam.

 

    Fonte: BMEL



publicado por Helder Sequeira às 18:45
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Terça-feira, 8 de Dezembro de 2015
Conferência sobre José Régio

 

     A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (Guarda) vai promover no dia 10 de dezembro, pelas 18h00, a conferência "O imaginário tradicional na poesia e na narrativa de José Régio".

    Esta conferência será proferida por Maria da Natividade Pires, no âmbito do destaque que a BMEL está a dar este mês à vida e obra de José Régio.

    Maria da Natividade Pires é professora coordenadora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Doutorada em Literatura Portuguesa, tem publicações em livros e revistas sobre Literatura Infantil, Literatura Tradicional e abordagens interdisciplinares, na perspectiva da educação intercultural.



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Segunda-feira, 29 de Junho de 2015
Agustina Bessa-Luís na BMEL

 

     No âmbito do "destaque do mês" dedicado a Agustina Bessa-Luís, a Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda terá patente, a partir de 3 de julho, uma exposição bibliográfica sobre aquela escritora.

    A iniciativa, que visa dar a conhecer esta figura referencial da literatura portuguesa, é uma coorganização da BMEL e do Centro de Estudos Ibéricos, em articulação com o Instituto Camões, a propósito da entrega do Prémio Eduardo Lourenço 2015, no próximo dia 3 às 15h00, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço.

Agustina.jpg

 

 



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Terça-feira, 2 de Junho de 2015
Conferência de Arnaldo Saraiva na BMEL

 

     "O Mito do Orpheu" é o tema da conferência que será proferida por Arnaldo Saraiva na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), na Guarda, no próximo dia 11 de junho, pelas 21h30.

    Esta conferência insere-se num conjunto de iniciativas que a BMEL promove, ao longo do corrente mês de Junho, dedicadas à “Orpheu", nomeadamente, exposições, um colóquio e a projeção de um filme.

ARNALDO SARAIVA.png

    Arnaldo Saraiva nasceu em 1939. É professor universitário (aposentado), investigador científico e literário, ensaísta, cronista e poeta. Licenciado em Filologia Românica pela Faculdade de Letras de Lisboa, doutorou-se na Faculdade de Letras do Porto, onde exerceu a função de docente de Estudos Brasileiros e Africanos. Foi leitor de Língua e Literatura Portuguesa e Brasileira na Universidade da Califórnia e professor convidado da Universidade de Paris III. Fez estudos superiores no Rio de Janeiro, em Paris e em Urbino.



publicado por Helder Sequeira às 13:50
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Segunda-feira, 19 de Maio de 2014
Nuno de Montemor na BMEL

 

 

     “Nuno de Montemor: Alma brava e meiga” é o tema da exposição que vai estar patente, de 26 de Maio a 12 de Julho, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (Guarda), no âmbito do Ciclo dedicado a este escritor, que vai decorrer até Dezembro.

    No mesmo local terá lugar, a 26 de Maio, o colóquio “Vida e obra do escritor Nuno de Montemor”, no decorrer do qual será feita (a partir das 10.45h) “Uma revisitação à obra de Nuno de Montemor”, por Jesué Pinharanda Gomes. Manuel Geada Pinto, pelas 11h30, fará uma comunicação intitulada "Nuno de Montemor, na memória de um adolescente”,

    Pelas 15 horas, Eduardo Sucena falará de “Nuno de Montemor reencontrado” e “O crime de um Homem Bom" - ideologia(s) e literariedade” será o tema da intervenção de José Manuel Monteiro, pelas 15h45.

   Nesse mesmo dia, igualmente na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, e pelas 18 horas, será apresentado mais um número da Revista Praça Velha, cujo núcleo temático é dedicado a Nuno de Montemor.



publicado por Helder Sequeira às 13:22
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Quinta-feira, 25 de Julho de 2013
O Bem e o Mal

 



publicado por Helder Sequeira às 13:10
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Terça-feira, 5 de Março de 2013
Percursos da identidade e literatura pós-colonial

 

     “Percursos da identidade: representações da nação na literatura pós-colonial de língua portuguesa” é o título do livro, da autoria de Ana Margarida Fonseca, que vai ser apresentado na Guarda, no próximo dia 15 de Março.

     A sessão terá lugar na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, a partir das 18 horas.

     Neste livro (editado pela Fundação Calouste Gulbenkian) é feita uma análise da representação de imagens de identidade nacional e cultural em quatro romances pós-coloniais de língua portuguesa: “Pedro e Paula” de Helder Macedo, “O Esplendor de Portugal” de António Lobo Antunes, “Terra Sonâmbula” de Mia Couto e “A Geração da Utopia” de Pepetela.

    Ana Margarida Fonseca é docente no Politécnico da Guarda.

 



publicado por Helder Sequeira às 13:22
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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011
Prémio Literário Manuel António Pina

    

     A atribuição do Prémio Literário Manuel António Pina 2011 será feita em sessão solene, na Guarda, a 21 de Março (Dia Mundial da Poesia) do próximo ano.

     Nesta edição houve 224 candidaturas ao Prémio Literário Manuel António Pina, cuja entrega decorreu de 5 Julho a 30 de Setembro.

    O júri desta segunda edição é constituído por Manuel António Pina, Manuel Rosa (representante da Editora "Assírio e Alvim"), José Manuel Vasconcelos (representante da Associação Portuguesa de Escritores), Virgílio Bento, Vice-Presidente da Câmara Municipal da Guarda e José Manuel Monteiro (personalidade convidada pela Câmara Municipal da Guarda).

    Instituído pela Câmara Municipal da Guarda, em 2010, o Prémio Literário Manuel António Pina tem como objectivo divulgar obras inéditas de poesia e de literatura infanto-juvenil, prestando, desta forma, homenagem ao escritor e poeta natural do distrito da Guarda.

    A autarquia guardense celebrou um Protocolo com a Editora Assírio e Alvim que viabiliza a edição da obra premiada.

    A primeira edição, recorde-se, premiou, por unanimidade, a obra “A Divina Pestilência” assinada por João Cenáculo (João Manuel Vilela Rasteiro).

 

 

 



publicado por Helder Sequeira às 14:01
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Sábado, 8 de Outubro de 2011
Mia Couto vai receber Prémio Eduardo Lourenço

 

     O Prémio Eduardo Lourenço 2011 foi atribuído ao escritor Mia Couto

    Como o CG tinha noticiado, o Júri da sétima edição deste prémio reuniu hoje na sede do Centro de Estudos Ibéricos, na Guarda.

    O Prémio Eduardo Lourenço destina-se a galardoar personalidades ou instituições com intervenção relevante no âmbito da cooperação e da cultura ibérica., tendo sido já atribuído a personalidades de relevo de Portugal e Espanha, como sejam os casos de  Maria Helena da Rocha Pereira, Professora Catedrática de Cultura Greco-Latina (2004), Agustín Remesal, Jornalista (2006),  Maria João Pires, Pianista (2007),  Ángel Campos Pámpano, Poeta (2008), Jorge Figueiredo Dias, Professor Catedrático de Direito Penal (2009) e César António Molina, Escritor (2010).

    Mia Couto nasceu em Moçambique, em 5 de Julho de 1955, sendo o escritor mais traduzido daquele país. “Raiz de Orvalho”, “Contos do Nascer da Terra”, “O Fio das Missangas”, “O último voo do Flamingo”, “Um Rio Chamado Tempo, uma Casa chamada Tera” e “O Outro Pé da Sereia” são alguns dos seus livros.

 



publicado por Helder Sequeira às 20:03
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
80º aniversário da morte de Augusto Gil

 

Ocorre hoje, dia 26 de Fevereiro, a passagem do 80º aniversário da morte de Augusto Gil, o autor da conhecida “Balada da Neve”, que ainda na passada segunda-feira foi declamada, por Odete Santos, da varanda do antigo edifício dos Paços do Concelho da Guarda.
Augusto César Ferreira Gil nasceu na freguesia de Lordelo, Porto, a 31 de Julho de 1870; berço fortuito devido à circunstância de sua mãe se encontrar ali, acidentalmente.
Augusto Gil passou a maior parte da sua vida na mais alta cidade de Portugal e aqui fez os primeiros estudos; frequentou, depois, o Colégio de S. Fiel, após o que regressou à Guarda, onde se encontrava em 1887.
Tempo depois, ingressou como voluntário na vida militar que deixou com o início dos estudos na Escola Politécnica; estes seriam interrompidos, contudo, por motivo de doença.
Em finais de 1889 foi autorizado a frequentar a Escola do Exército onde o aproveitamento lectivo não foi exemplar; passados dois anos, em Maio de 1891, ingressou no Regimento de Infantaria 4 e aí prestou serviço até ao mês de Novembro.
De novo na Guarda, Augusto Gil fez nesta cidade, em 1892 e 1893, os exames do Liceu, rumando posteriormente para Coimbra, em cuja Universidade cursou Direito; na cidade do Mondego teve como companheiros Alexandre Braga, Teixeira de Pascoais, Egas Moniz e Fausto Guedes Teixeira, entre outros.
Concluída a formatura, em 1898, Augusto Gil regressou à Guarda; neste período a vida não lhe correu de feição e foi confrontado com diversos problemas, de ordem profissional e de ordem económica; pretendeu exercer advocacia mas não conseguiu “clientela que lhe desse ao menos para sustentar o vício do tabaco”; curiosamente, o poeta já tinha vaticinado estas dificuldades “na aldeia sertaneja, onde hei-de ser/o melhor poeta e o pior legista”.
Desejou ser professor provisório do Liceu mas o conselho escolar dessa época não o considerou competente para reger a cadeira de português. Ao longo dos anos sucederam-se diversas contrariedades e episódios que deixaram traços indeléveis no percurso literário de Augusto Gil.
Decidiu ir para Lisboa e foi trabalhar com Alexandre Braga; em 1909 regressou à Guarda, enredado em dificuldades financeiras.
Com a implantação da República, impulsionou o aparecimento do Centro Republicano da Guarda e fundou o semanário “A Actualidade”, que dirigiu entre 1910 e 1912.
Embora este jornal tenha surgido com meio de promoção do ideário republicano, assumiu um pendor acentuadamente literário, contando com a colaboração do Pd. Álvares de Almeida, Ladislau Patrício, Amândio Paul e Afonso Gouveia, para além de outras personalidades.
No mês de Novembro de 1911 - quando João Chagas fez parte, pela primeira vez, de um governo da República – Augusto Gil foi nomeado Comissário da Polícia de Emigração Clandestina, pelo que foi viver para Lisboa.
Após ter exercido, durante escassos meses, o cargo de Governador Civil de Aveiro, voltou para a capital onde teve, em 1918, uma passagem pelo Ministério da Instrução Pública; no ano seguinte foi nomeado Director Geral das Belas Artes.
Em Lisboa foi uma figura altamente conceituada nos meios intelectuais e sociais; assim não é de estranhara a homenagem de que foi alvo no Teatro Nacional, em 19 de Junho de 1927.
A comissão promotora dessa iniciativa integrou nomes como Júlio Dantas, José Viana da Mota, Henrique Lopes de Mendonça, Columbano Bordalo Pinheiro, Eduardo Schwalbach e Gustavo Matos Sequeira.
O trabalho de Augusto Gil cruzou-se, frequentemente, com períodos de grande sofrimento, resultado da doença que o atormentava. “A doença que desde o primeiro quartel da existência o consumiu e as dificuldades materiais com que sempre mais ou menos lutou, encontram-se no fundo de toda a sua obra, e que sabe se até não a condicionaram”, observou Ladislau Patrício num apontamento biográfico sobre o poeta.
Nomeado Secretário-Geral do Ministério da Instrução Pública não chegou a tomar posse desse cargo pois morreu a 26 de Fevereiro de 1929, em Lisboa.
O funeral de Augusto Gil (a 1 de Março, na Guarda) constituiu, de acordo com os relatos jornalísticos da época, uma grande manifestação de pesar. “Tudo o que a Guarda tem de mais distinto acorreu a tomar parte na sentida homenagem” e participar no cortejo fúnebre que se “revestiu de desusada imponência”.
Os restos mortais de Augusto Gil repousam num jazigo localizado logo à entrada do cemitério municipal da Guarda, ostentando dois versos de “Alba Plena”: “E a pendida fronte, ainda mais pendeu.../E a sonhar com Deus, com Deus adormeceu...”
“Musa Cérula”, “Versos”, “Luar de Janeiro”, “O Canto da Cigarra”, “Gente de Palmo e Meio”, “Sombra de Fumo”, “Alba Plena”, “Craveiro da Janela”e “Avena Rústica” foram as principais produções literárias deste poeta, cujo trabalho evoluiu quase à margem de escolas ou correntes literárias. “Não é um romântico, nem parnasiano, nem simbolista: é ele – o Augusto Gil – nome que é um gracioso ritmo”, observou Bulhão Pato.
Muitos dos versos de Augusto Gil passaram para o cancioneiro popular, como sublinharam alguns estudiosos da sua obra, suportada num verso melodioso e num ritmo suave.
Foi e é um dos poetas entre nós a quem o povo mais abriu o coração, e quando o povo abre o coração a um poeta, o seu amor repercutir-se-á pelo tempo além”, como anotou João Patrício.
De facto, se Augusto Gil cultivou a poesia, as letras, cultivou também o seu amor pela Guarda onde escreveu uma grande parte dos seus melhores poemas; a cidade bem se pode orgulhar do seu “mais alto poeta” e recordá-lo é um dever de memória.
                                                                                    Helder Sequeira
 


publicado por Helder Sequeira às 02:00
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