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Sábado, 2 de Agosto de 2014
B. Riddim editou novo trabalho

 

     “Magic My Ear” é o mais recente trabalho de B. Riddim e o segundo EP editado com a chancela da Third-Ear (Londres). Recorde-se que esta editora londrina editou em 2012 o vinil “(In)Theory”, deste artista, um disco alvo de elogiosas referências por parte da crítica.

    B.Riddim é Luis Sequeira (natural da Guarda), residente em Londres.

    “Conhecido pela sua influência no projecto de Hip-Hop/ Rap G-Ward, aparecendo como Bellatur, Luis seguiu a sua paixão pela cultura da Jamaica, mais concretamente o Dub, utilizando diversos elementos electrónicos que chegam a identificar-se mas que no seu conjunto soa original e único. Música deste cariz espera-se encontrar proveniente de Bristol, derivado da sua história musical”. Refere a nota informativa distribuída pela Third-Ear.

     De acordo com aquela editora de Londres, “o ritmo 4/4 tem maior ênfase neste trabalho que no EP anterior “(In)Theory” mas em geral é uma inércia contínua numa disputa entre o baixo e batida resultando num “groove” e num fluxo de melodias old-school/rave e arpégios.”

    O Dub e a sua sensibilidade psicadélica são os protagonistas de “Transformed Love” e “Magic My Ear”, temas de duas das faixas deste recente vinil de B. Riddim.

    “Noutro sentido, com particular influência das tendências acid house onde se mistura com imponentes baixos e um vaivém de batidas em “Dropping Your Soul”. Em “Left Side”, o grave do som oscila com uma subtileza e energia de flutuação sonora muito própria”, acrescenta a informação da Third-Ear.

    Para B.Riddim, este EP acaba por fazer mais sentido, “tendo em conta que é a linha actual de som” que tem “vindo apresentar ao vivo com uma conotação muito mais “Clubbing”.

    De acordo com as suas palavras, permite-lhe “entrar em vários universos musicais” dos quais tem tido “grande influência, e direccionar tudo isso numa vertente mais “dançável” e menos experimental. Tal como o anterior EP, os temas já têm alguns anos porém emanam a energia desejada e a dose mais que recomendada de graves.”

     B. Riddim acrescenta que continua a ter elementos muito característicos” na sua “sonoridade com toda a linha mais acid/psicadélica, linhas de baixo bem conotadas ao dub e uma tridimensionalidade sonora que se expande por caminhos por vezes muito experimentais.”

 

 



publicado por Helder Sequeira às 23:13
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Sábado, 17 de Maio de 2014
Gente da Guarda...

 

     O antigo Ministro Veiga Simão, e ex-Embaixador nas Nações Unidas, faleceu em Lisboa no passado dia 3 de Maio.

     Natural da Guarda, José Veiga Simão foi uma personalidade cuja craveira académica e científica mereceu inquestionável reconhecimento, dentro e fora de Portugal. No plano da sua carreira política registam-se vários cargos de relevo, entre os quais o de Ministro da Educação Nacional (assumindo-se como “intérprete duma Reforma onde os professores foram os meus principais aliados”), Embaixador de Portugal nas Nações Unidas e Ministro da Indústria e Energia. Se a política (“cultivada com princípios”) o não desiludiu, o mesmo já não dizia de “alguns políticos”, sobretudo daqueles que “não têm pejo de esconder e ofender a verdade para protegerem interesses pessoais ou partidários ilegítimos”.

     Em entrevista que nos concedeu, e publicada na Revista Praça Velha (Outubro de 2005), Veiga Simão defendia que “o mérito tem de comandar o progresso...os partidos têm de ser escolas de cidadania e competência e não meras agências de emprego”.

    Nascido na Guarda (no Bonfim) em Fevereiro de 1929, Veiga Simão afirmava que esta cidade “tem direito a sonhar mais alto”. As suas recordações, da cidade, centravam-se na Rua de S. Vicente, onde viveu até aos dez anos, “na Igreja de São Vicente, nos Arcos do Espírito Santo, no Torreão e nos caminhos para a Fonte da Dorna... e, mais fortemente, na Escola Primária velhinha junto ao Tribunal.” Percursos que, como nos disse, a sua “memória sublimou, conferindo-lhe uma dimensão física que não resistiu à realidade, mas que representa o sonho de criança”.

     Nessa entrevista, quando questionado sobre a importância da criação da Escola Normal Superior da Guarda (que acabou por ficar pelas páginas do Diário do Governo), referia-nos que ela “não foi apenas criada por Decreto-Lei em 1973. A comissão instaladora, constituída por personalidades de rara qualidade, tomou posse em Janeiro de 1974, tendo sido aprovadas as principais orientações estratégicas. A importância da Escola Normal Superior era evidente, como centro de Educação e de Cultura, com o objetivo primeiro de qualificar professores e de formar técnicos superiores, para áreas decisivas da revolução tecnológica, já em curso, como a informática e as tecnologias de informação, essenciais às empresas e às instituições públicas e privadas”.

     Como nos afirmou, a extinção daquela Escola “foi determinada por um conservadorismo esquerdista e quási-anárquico, que prejudicou o progresso da cidade... Perderam-se os doutorandos enviados para a Europa e os EUA, perderam-se as vultosas verbas do IV Plano de Fomento, perdeu-se o acordo, para a sua internacionalização, com uma Grande École francesa e o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. A verdade é que a Escola Superior de Educação — e o Ensino Politécnico — só são recuperados passados sete anos, sujeitos a uma configuração determinada por um economicismo circunstancial, sem qualquer base inovadora e prospetiva.”

     A reforma do Sistema Educativo foi a sua preocupação prioritária quando assumiu, em 1970, o cargo de Ministro da Educação. À pergunta se, face aos resultados, sentia o seu trabalho recompensado, Veiga Simão respondeu-nos que a reforma por ele liderada “entre 1970 e 1974, marcou uma época e representou uma iniciativa ousada de abertura e de evolução do Regime. Adotei, como pilar imprescindível, a sua internacionalização e, nesse quadro, mereceu o apoio declarado da OCDE e de países democráticos, em particular, a França, a Inglaterra e os Estados Unidos.

     A ala liberal do Regime apoiou, entusiasticamente, a Reforma Educativa. Foi pena não se ter iniciado mais cedo... É que, como nessa altura se proclamava, “um cidadão mais culto é um cidadão mais livre.

    Dir-lhe-ei, ainda, que me orgulho de ter sido Ministro da Educação Nacional, que me orgulho da equipa que colaborou comigo e da qual emergiram personalidades que marcaram a Democracia Portuguesa pela sua capacidade e competência e que sinto uma enorme felicidade por ter sido intérprete duma   Reforma onde os professores foram os meus principais aliados”.

     Na mesma entrevista, Veiga Simão revelou que, após o 25 de Abril, foi convidado por António de Spínola para assumir as funções de Primeiro-Ministro do Governo Provisório. Convite que encarou “com a serenidade de quem sabia não haver condições éticas, nem políticas, para aceitar qualquer lugar de governação. Spínola compreendeu as minhas razões”.

    Apesar de ter declinado esse convite, teve um papel fundamental na redação do Programa do I Governo Provisório. “Fui eu que concebi e redigi o Programa do I Governo Provisório, a pedido de Spínola, definindo com ele os Capítulos que o integravam. Foi pena não ter sido cumprido.” Afirmava-nos, em 2005, Veiga Simão, que viu, posteriormente, as diferenças entre o programa assinado por si e o que foi publicado no, então, Diário do Governo.

    Aludindo à sua passagem, pelo Ministério da Defesa Nacional, considerou que o processo de modernização das Forças Armadas, por si iniciado, “foi infelizmente bloqueado. Leis em aprovação foram retiradas... prevaleceu a política de que os militares não dão votos... Para que se atingisse tal fim, foi necessário que, na Assembleia da República — conforme as conclusões dum inquérito, realizado pela Procuradoria-Geral da República a uma Comissão    Parlamentar de Inquérito — se cometesse, cobarde e anonimamente, um crime de violação de sigilo... Uma vergonha, aliás, internacionalmente conhecida, que fere a honra dos que, na Assembleia da República, exercem o seu cargo com dignidade...O amor que a Guarda me ensinou a ter pelo Estado, obrigou-me a calar a minha revolta... Um assunto para futuras memórias.”

     Eleito deputado pelo Distrito da Guarda, Veiga Simão exerceu essas funções por breves dias, pois assumiu outras funções públicas. “Mas, recordo-me das tentativas para se aprovar um Programa gizado para o desenvolvimento do interior. No entanto, como Ministro da Indústria e Energia, entre outras iniciativas, impulsionei a conhecida barragem do Caldeirão, que fui desenterrar aos arquivos da EDP, apoiei e incentivei a criação do Núcleo Empresarial da Região da Guarda (NERGA), criei um Centro de Desenvolvimento Industrial e apoiei a criação do Parque Industrial...”

     Quando lhe colocámos a pergunta se a política o tinha desiludido, Veiga Simão responderia que “a política é uma arte que, cultivada com princípios, nunca desilude... Porém, alguns políticos desiludiram-me, designadamente, quando não têm pejo de esconder e ofender a verdade para protegerem interesses pessoais ou partidários ilegítimos.”

     Respondendo à questão sobre que eixos de desenvolvimento deviam marcar a Guarda do século XXI, Veiga Simão comentou que “essa pergunta era uma nova entrevista. Mas, o principal eixo de desenvolvimento, passa por criar condições para a constituição duma “plataforma do conhecimento”, em articulação com a região vizinha da Espanha... A qualificação humana, em níveis de vanguarda ao serviço de empresas de base tecnológica e cultural, é determinante... A cooperação inter-institucional é, também, decisiva”.

     No final da entrevista, quando lhe perguntámos se gostaria de estar envolvido num projeto diretamente relacionado com o progresso e projeção da Guarda, teve uma resposta breve mas elucidativa: “estarei sempre disposto a emitir o meu conselho..., quando me for pedido”…

    Uma colaboração que a Guarda esqueceu, pelos vistos; como tem esquecido outras figuras que, e circunscrevendo-nos ao perfil científico e técnico, poderiam ter dado um contributo relevante em termos de uma desejada dinâmica de desenvolvimento, em várias vertentes, valorizando e projetando as nossas instituições.

 

(in O Interior, 15 de Maio de 2014)



publicado por Helder Sequeira às 15:14
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Sábado, 19 de Abril de 2014
Guardense destacado pela Generationbass.com

 

     O guardense B. Riddim (nome artístico de Luis Sequeira) em destaque na generationbass.com.

     Ver mais aqui.



publicado por Helder Sequeira às 15:00
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Sábado, 1 de Março de 2014
Escabeau meets B. Riddim no TMG

 

     O Teatro Municipal da Guarda (TMG) recebe no próximo dia 7 de Março (sexta-feira) o concerto Escabeau meets B. Riddim no Pequeno Auditório, às 21h30.

     B. Riddim vai levar ao TMG a sua mais recente parceria com o grupo do Reino Unido, Escabeau.

     Escabeau surge de uma mistura eclética de estilos vintage, vanguarda clássica e sonoridades modernas vindas diretamente de Londres.

"Escabeau meets B.Riddim" entra para um certo universo de música experimental e surpreendente.

    B. Riddim é o nome artístico do guardense Luís Sequeira. Desde cedo que se interessou pela música; enveredou pelo hip hop e depois por outros sons eletrónicos.

    O músico, actualmente a residir no Reino Unido, movimenta-se nas sonoridades dubstep, dub, grime e reggae. Tem várias maquetas e discos editados .     

    Para a Rádio Altitude produz, desde Londres, o programa Rewind It Music, transmitido às quintas-feiras (21h-23 horas).

    Os “Escabeau” são Francisco Parisi e Stefano Stella nas guitarras e Alicia Macanas na voz.

     O EP “Escabeau + B.Riddim” foi considerado, pelo “Latinos in London” (UK) um dos melhores trabalhos de 2013, divulgados no Reino Unido.

    A equipa do Latinos acentua o trabalho desenvolvido pelos grupos/artistas que, independentemente do apoio das editoras, se têm distinguido pela persistência e qualidade musical.

 

     Fonte: TMG

 



publicado por Helder Sequeira às 23:01
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Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014
Guardense proposto para CEMGFA

 

     O general Artur Pina Monteiro, natural de Vila Fernando (Guarda) foi ontem proposto ao Presidente da República, pelo Conselho de Ministros, para nomeação como novo Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas.

    Pina Monteiro, de  61 anos, ocupa, actualmente, o cargo de Chefe do Estado-Maior do Exército.

 



publicado por Helder Sequeira às 00:01
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Domingo, 27 de Outubro de 2013
B. RIDDIM

 



publicado por Helder Sequeira às 00:04
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Quinta-feira, 18 de Julho de 2013
Guardense em destaque na UK-DubCultur

 

 

     B. Riddim é o nome artístico adoptado por um jovem produtor/compositor e MC nascido na Guarda.

    Esta semana mereceu destaque na página principal do sítio da revista DubCultur, bem como no seu blog.

    No SoundCloud a DubCultur sublinha o último trabalho de B. Riddim, "Seven Days".

    www.briddim.com

 

 

  



publicado por Helder Sequeira às 22:50
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Segunda-feira, 3 de Junho de 2013
Novo tema de B. Riddim

https://soundcloud.com/#bellaturgward/nasty-dread

 



publicado por Helder Sequeira às 09:04
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Terça-feira, 25 de Dezembro de 2012
Madeiro de Natal na Guarda

     Madeiro de Natal foi ontem, antes e depois da Consoada, ponto de encontro de muitos guardenses.

 

 

 

 

 

 



publicado por Helder Sequeira às 01:23
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2012
Feriado municipal da Guarda

 

     A atribuição, por D. Sancho I, da carta de foral à Guarda, em 1199, é a efeméride assinalada no feriado municipal.

     Tradicionalmente, e após o abandono da data de 3 de Maio, o feriado municipal da Guarda era comemorado a 26 de Novembro, evocando assim a data de entrega do foral sanchino. A divergência sobre a data de atribuição da carta de foral foi expressa, pela primeira vez, num artigo (de Manuel Luis dos Santos) publicado, em 1985, no jornal "Notícias da Guarda".

     A partir dessa altura alargou-se o interesse pelo estudo da questão e não faltaram argumentos sobre a prevalência de 26 de Novembro; por outro lado, a favor do dia 27 deste mesmo mês os argumentos manifestaram igualmente a sua solidez.

     De facto, o documento medieval da outorga da carta de foral refere que "foi feita esta carta em Coimbra no dia Quinto antes das Calendas de Dezembro de 1237, no ano do nosso reinado." Assim, e como foi sustentado pelos investigadores que defenderam a nova data, o dia V antes das Calendas de Dezembro é o dia 27 de Novembro de 1237, o que convertido à data cristã (menos 38 anos) cai sobre o ano de 1199. A data de 27 de Novembro acabou, assim, por ser institucionalizada, há alguns anos atrás, como feriado municipal.

     Se é verdade que a outorga da carta de foral constitui um marco de referência na história desta terra, a sua origem (luso-romana, visigótica ou medieval) é uma questão à qual não foi dada ainda resposta definitiva e segura; sabe-se, isso sim, que lusitanos, romanos e visigodos deixaram por aqui traços indeléveis da sua passagem, testemunhos diversificados, igualmente espalhados pelo distrito.

    O ano de 1199 marca um período novo e mais conhecido da história guardense. Através da carta de foral os habitantes recebiam diversos privilégios e o incentivo ao povoamento desta zona, desejado pelo monarca português.

     À carta de foral da Guarda, bem como a outro importante documento conhecido por "Costumes da Guarda”, dedicou Alexandre Herculano a sua atenção, sendo realçado o contributo para o conhecimento do período medieval português.

     A história da Guarda encerra muitas e diversificadas páginas, onde emergem a sua importância militar, a sua projecção religiosa, o passar dos séculos e de vultos que sobressaíram na vida eclesiástica, política, literária ou científica.

 

     Helder Sequeira

 

 



publicado por Helder Sequeira às 23:58
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