NOTÍCIAS DA GUARDA e REGIÃO | APONTAMENTOS | REGISTOS DIVERSOS

Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018
José Augusto de Castro

 

     Na toponímia da Guarda não faltam referências a personalidades que, mercê da sua ação, deixaram um marca profunda na cidade associando o seu nome a conjunturas e épocas.

    Evocar essas pessoas não é exercitar o saudosismo ou olharmos embevecidos o passado; representa, antes de mais, um compromisso com a memória e afirmação de uma consciência crítica sobre o papel que desempenharam e do legado (cultural, científico, político, moral, etc.) transmitido. A cidade não pode alienar a sua história, a sua memória e identidade construída ao longo de séculos nem olvidar os exemplos de figuras que com o seu esforço, clarividência, saber, combatividade e cultura deram um inequívoco contributo para o desenvolvimento ou projeção da Guarda.

   Pela proximidade temporal de uma efeméride, relembramos, hoje, José Augusto de Castro, um combativo republicano.

  Natural do concelho da Meda, concretamente da freguesia da Prova, José Augusto de Castro nasceu a 22 de Janeiro de 1862. Durante a meninice, num ambiente marcadamente rural, aprendeu com o seu progenitor o ofício de alfaiate, profissão que lhe granjeou o sustento, a par do apoio à família, quando – com apenas 14 anos – foi para o Porto. Nessa cidade, fruto dos contactos que manteve, e do ambiente político que se vivia, foi crescendo a sua simpatia e interesse pela causa republicana.

    Em 1886 José Augusto de Castro voltou para junto da família, que residia, então, na aldeia do Vale (Meda) mas ali ficou por pouco tempo, tendo decido partir para o Brasil, onde estava estabelecido o seu irmão mais velho.

    Os seus primeiros trabalhos jornalísticos são escritos na Baía, cidade onde singrou no ramo comercial. Ainda em terras brasileiras “tomou parte activa na questão da escravatura”; nesse país estava em Novembro de 1889, aquando da proclamação da República Federativa.

    Atingido pela tuberculose veio para a Guarda. “A crueldade do Destino não impediu que me envolvesse a bondade de amigos de nobilíssimo coração, a começar pelo Dr. Lopo de Carvalho, o ilustre médico, especialista da tuberculose, que tomou a peito arrancar-me da garra dilaceradora doença temerosa”. Grato ficou também ao Dr. Amândio Paul, o segundo diretor do Sanatório Sousa Martins.

    Este foi um período que o marcou profundamente, dele tendo ficado numerosas referências na sua produção literária. Na Guarda fundou, em 1904, “O Combate”, jornal que consubstancia a sua personalidade, espírito combativo e no qual foram publicados textos de grande valor. A sua intervenção e análise política não se limitou à realidade local e regional. Assim não é de estranhar que a implantação da República tenha sido assinalada, em O Combate, com grande e justificado entusiasmo, com o desejo de erguer “a Pátria das trevas onde há muito agonizava, acordando-a do pesadelo que a oprimia”.

    Tendo desempenhado as funções de Secretário da Câmara Municipal da Guarda (a par de outras actividades nesta cidade), José Augusto de Castro dirigiu o referido jornal até Novembro de 1931. Posteriormente foi viver para Coimbra, onde faleceu a 13 de Maio de 1942. Os seus restos mortais foram transladados em Setembro do ano seguinte para a Guarda, a cidade que ele sempre distinguiu.

   Para além do seu exemplo ímpar de republicano íntegro, de “idealista rebelde”, jornalista combativo e de autor de admiráveis textos publicados na imprensa, deixou obras como Terra Sagrada, Árvore em Flor, Os Rebeldes, O Bispo, O Inimigo e Labaredas.

    Um registo que deixamos, a par de um convite a um melhor conhecimento desta personalidade que viveu a Guarda e os ideais republicanos... (HS).

 



publicado por Helder Sequeira às 21:48
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 20 de Janeiro de 2018
Património guardense...

Património - Guarda - HS.JPG

 



publicado por Helder Sequeira às 12:24
link do post | comentar | favorito
|

Sexta-feira, 19 de Janeiro de 2018
Grau de Doutor Honoris Causa para Pinharanda Gomes

 

Pinharanda Gomes - fot Helder Sequeira.jpg

 

     Jesué Pinharanda Gomes vai ser distinguido, no próximo dia 20 de Março, pela Universidade da Beira Interior (UBI) com o grau de Doutor Honoris Causa. A UBI esclarece que a concessão do grau de Doutor Honoris Causa se destina “a homenagear personalidades eminentes, nacionais ou estrangeiras, de reconhecido mérito nos domínios do ensino, da ciência, da cultura, da arte e das atividades sociais, que tenham contribuído para o engrandecimento de Portugal ou da Universidade”.

     “Ao longo de décadas, Pinharanda Gomes foi e, felizmente, continua a ser, um dos mais prolixos hermeneutas da História e tradição do nosso pensamento filosófico. Investigador e sistematizador nato, jamais se deixou prender pelas etiquetas de historiador, ou de filósofo que também o é. Com a Universidade tantas vezes de costas voltadas para ele, jamais negou auxiliá-la, colaborando junto desta, sempre que solicitado, revelando continuadamente os mais nobres valores associados a uma integridade ética e humana, definidora apenas dos grandes Mestres”.  Palavras de José Almeida extraídas do texto “Para uma visão de Pinharanda Gomes sobre o Galaaz de Portugal”, que integra o conjunto de trabalhos inseridos no livro dedicado à obra e pensamento deste filósofo, ensaísta e investigador.

    “Pinharanda Gomes – A Obra e o pensamento, estudos e testemunhos” é a publicação que reúne as intervenções e testemunhos apresentados num colóquio promovido, há alguns anos atrás, pelo Grupo de Investigação “Raízes e Horizontes da Filosofia em Portugal”, do Gabinete de Filosofia Moderna e Contemporânea do Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

   Natural de Quadrazais, concelho do Sabugal, onde nasceu em 1939, Pinharanda Gomes, figura incontornável da cultura portuguesa, comentava-nos há alguns anos atrás que, literariamente falando, é natural da Guarda; embora realizado em Lisboa, como nos dizia, foi na cidade mais alta de Portugal que lançou as primeiras raízes.

    Numa das suas muitas obras, Pinharanda Gomes escreveu que, “na esquina do tempo, e tendo saído da Guarda há muitos anos (parece que temos o destino da emigração) foi-nos concedida a graça de permanecermos fiel à mátria”.

   Essa fidelidade tem sido constante, exemplar, de uma grandeza própria de personalidades de enorme saber e erudição mas simultaneamente simples, humanas e profundamente solidárias com a sua terra de origem.

    A sua presença, frequente, em iniciativas aqui realizadas ou as intervenções proferidas sobre temáticas e personalidades ligadas à nossa região comprovam isso mesmo. Pinharanda Gomes “constitui, hoje, um exemplo vivo de um estudioso desinteressado, sem prebendas nem honras institucionais, fazendo do estudo erudito uma vocação de vida”, como escreve Miguel Real num dos textos publicados na obra atrás referenciada.

    “Na Guarda – sublinha José Domingues, outro dos articulistas – se desenvolveu uma fase crucial da ascese do adolescente, despertado para a vida espiritual por um conjunto de mestres, que por mais de uma vez recordarão ao longo da vida (…)”.

    No conjunto vasto de títulos publicados por Pinharanda Gomes avultam três áreas: os contributos na História da Filosofia; as monografias da história da Igreja e os estudos regionais; ele tem-se afirmado um defensor convicto, e incansável, do nosso património histórico-cultural e outrossim dos valores humanos, mormente desta zona raiana.

  Em entrevista que nos concedeu, há alguns anos atrás, e que foi publicada na Revista Praça Velha, Jesué Pinharanda Gomes questionado sobre qual  das facetas (historiador, filósofo, crítico literário, ensaísta e conferencista) melhor se enquadrava no perfil de homem de cultura, realçava que tinha alguns livros de filosofia pura, nomeadamente o meu livro de estreia, que é o Exercício da Morte, O Pensamento e Movimento – que é uma introdução, uma ascese filosófica – e que naturalmente deveria ser por aí que eu deveria ter caminhado, e também o Dicionário de Filosofia Portuguesa, ou Entre Filosofia e Teologia. Ora o que acontece é que no mundo não estamos sós, estamos com os outros e, ou porque somos solicitados pelas pessoas, ou pelos temas, todos acabamos por nos dispersar por outras coisas; comigo aconteceu um pouco isso.

    Como desde muito cedo – ainda na Guarda – tive uma vocação para a pesquisa, quando fui para Lisboa, e passei a dispor de mais fontes documentais, iniciava muitas vezes a investigação de um tema; depois, à medida que investigava esse tema surgia documentação sobre outros e custava-me abandoná-la, pelo que tomava notas e assim foram surgindo estudos diversos, em várias disciplinas.

    Contudo, penso que pelo número de livros e estudos publicados, cabe-me muito melhor a classificação de historiador da cultura com a tónica na história da Filosofia portuguesa e também na história da Igreja contemporânea, da época moderna”. Pinharanda Gomes concluía, depois que é “um hermeneuta da cultura, quer dizer, procuro interpretar os seres, os factos e as coisas do âmbito cultural, sobretudo do pensamento, mas de modo a preenchê-las com o meu próprio significado. De um modo geral faz-se exegese cultural, extraindo significados dos dados. O exegeta é colocado perante um facto, ou perante um ser, uma obra, e procura tirar daí alguma coisa. Eu tenho procurado caminhar no sentido inverso; aliás, não é por acaso que em filosofia há um léxico que tem uma origem modestíssima.”

    Este pensador evidenciava, ainda, a área da “historiografia filosófica” por ser neste âmbito onde tem “produzido maior quantidade de trabalhos de fundo.  Na História da Igreja Moderna embora tenha muitos títulos publicados, a maior parte deles são opúsculos, separatas, estudos que saíram em revistas, ou conferências proferidas em congressos; claro que tenho algumas obras de fundo, como é o caso da História da Diocese da Guarda e os Congressos Católicos em Portugal, e outros; mas no conjunto, quando se olha para a minha bibliografia, o que permanece é de facto o primeiro capítulo que tenho considerado, Filosofia e História da Filosofia; é a área à qual tenho dedicado mais tempo e empenho.”

    Contudo, o seu labor, nesta matéria, não se tem circunscrito às edições já conhecidas: “há uma atividade que não vem muito a público e que diz respeito às centenas de verbetes que tenho escrito para Dicionários e Enciclopédias, quase sempre assinados, ou com as letras P.G.”.

   A atribuição do grau de Doutor Honoris Causa a Pinharanda Gomes é um justo reconhecimento pela sua atividade em prol da cultura portuguesa. 

 

    Helder Sequeira

 



publicado por Helder Sequeira às 23:43
link do post | comentar | favorito
|

Guarda

Guarda - vista - HS.JPG

 



publicado por Helder Sequeira às 22:11
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 16 de Janeiro de 2018
Janela...

janela - guarda - HS.jpg

 



publicado por Helder Sequeira às 08:14
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 13 de Janeiro de 2018
"Parlatório" novo trabalho de poesia sonora

Parlatório.jpg

     Em Coimbra vai ser apresentado hoje, pelas 15 horas (no Salão Brazil), o novo disco de poesia sonora de Américo Rodrigues.

   Intitulado “Parlatório” o disco será objeto de uma intervenção de Nuno Miguel Neves, antropólogo e doutorando em Materialidades da Literatura.

    Este trabalho baseia-se em conversas com sete reclusos mas não é um disco documental, referiu Américo Rodrigues para quem a ideia inicial “era escrever um livro com narrações daquelas mulheres e homens que estavam a cumprir pena numa prisão do interior de Portugal. Registei em vários cadernos o que de mais importante me disseram (depoimentos de grande autenticidade), sublinhando frases e ligando palavras com setas e outras anotações”.

    O que escreveu foi aquilo que considerou “ser o essencial” do que ouviu. “Histórias de roubos, tráficos, burlas, assaltos, dependências, traições, violências, mortes. Vidas. A partir desse material de base concebi uma peça de poesia sonora que cruza a minha vocalidade (gritos, sussurros, choros, línguas inexistentes, ruídos bucais, cantos de inspiração étnica, estalidos com a língua, terrorismo fonético, etc.) com a leitura dos apontamentos da conversa com aqueles reclusos (leitura branca, interpretação teatral, enganos, hesitações, alteração de velocidade, silêncios, amálgamas, etc.)”.

    Como referiu Américo Rodrigues, a propósito deste seu novo trabalho, surgiu assim a opção por “ler em voz alta os apontamentos, fragmentar as narrativas, estilhaçar a coerência dos relatos. Como num parlatório: todos a falar ao mesmo tempo. Como num parlatório onde todos ouvíssemos parte das histórias dos outros. Depois, juntar-lhe o que é do domínio do indizível: vozes viscerais, vozes que não pronunciam uma só palavra entendível, choros por ninguém, ecos dos ecos, um derradeiro esgar, ruídos bucais, cânticos de lamento, línguas imaginárias, rezas sem fé, revoltas íntimas, o som do sangue.”

    O disco foi feito em parceria com José Neves (dramaturgia do som e montagem), tendo a colaboração de Nuno Veiga (sound designer), César Prata (gravação) e Tiago Rodrigues (desenho gráfico). A edição é de Bosq-íman:os records.

    A seguir à apresentação do disco realiza-se uma mesa redonda subordinada ao tema “O que pode a Arte? Ações artísticas em contexto prisional” em que vão participar Américo Rodrigues, António Dores, Daniel Maciel, Vera Silva e Paulo Lameiro.

    A sessão de apresentação em Coimbra, a que se seguirá outra em Lisboa na Galeria ZDB, é do Serviço Educativo do Jazz ao Centro Clube.

 

 

 



publicado por Helder Sequeira às 00:14
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 6 de Janeiro de 2018
Concurso de fotografia

 

      A Associação Geopark Estrrela vai promover mais um concurso de fotografia

    O IV Concurso de Fotografia do Aspiring Geopark Estrela está aberto a todos aqueles que queiram participar, de nacionalidade portuguesa ou estrangeira, devendo as fotografias submetidas serem captadas no território candidato a Geopark Mundial da UNESCO.

    Para o efeito, serão aceites registos fotográficos obtidos em qualquer ponto dos municípios que integram este Geopark (Belmonte, Celorico da Beira, Covilhã, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Oliveira do Hospital e Seia). Neste contexto, o objeto das fotografias pode ser distinto, tal como a diversidade geológica e biológica, paisagens, gentes e cultura, atividades de lazer e aventura, entre outros, que retratem a identidade deste território.

    O grande objetivo deste concurso é captar a diversidade natural e cultural desta geografia, que tem na Serra da Estrela o seu principal património.

BannerIVConcursoFotografia.jpg

 



publicado por Helder Sequeira às 23:05
link do post | comentar | favorito
|

Quinta-feira, 4 de Janeiro de 2018
Cores da cidade...

Guarda  - Portugal - HS.JPG

 



publicado por Helder Sequeira às 23:31
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 26 de Dezembro de 2017
O Gebo e a Sombra

 

O Gebo e a Sombra.png

     A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), Guarda, vai exibir amanhã, pelas 18 horas, o filme de Manoel de Oliveira, baseado na peça homónima de Raul Brandão (1867-1930), "O Gebo e a sombra". 

     Esta exibição é feita no âmbito do destaque dedicado a Raul Brandão que a BMEL está a promover durante o corrente mês.

    Apesar de viver no limiar da pobreza, Gebo continua a sua atividade de contabilista para sustentar Doroteia, a mulher, e Sofia, a nora.

   A existência daquelas três pessoas é triste e monótona, girando à volta da ausência de João, o filho, que ninguém sabe onde está ou as razões por que partiu.

   Apesar do velho senhor tentar encontrar maneiras de aliviar o sofrimento das duas mulheres, parece que nada consegue minimizar as suas dores; até que, sem que já ninguém o esperasse, João regressa. E é a partir daquele momento que o equilíbrio familiar, já de si frágil, se rompe, dando origem a uma catástrofe.

 

    (Fonte: BMEL)

 

 

 



publicado por Helder Sequeira às 21:59
link do post | comentar | favorito
|

Sábado, 23 de Dezembro de 2017
Afonso Lopes Vieira na BMEL

 

Afonso Lopes Vieira.jpg

    A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (BMEL), Guarda, vai dedicar o mês de Janeiro de 2018 a Afonso Lopes Vieira.

    Nascido em Leiria  a 26 de janeiro de 1878, Afonso Lopes Vieira faleceu em Lisboa a 25 de janeiro de 1946.

   Ainda jovem, o autor descobriu os clássicos da literatura através da biblioteca do seu tio-avô, o poeta Rodrigues Cordeiro, e iniciou a sua colaboração em jornais manuscritos, de que são exemplos A Vespa e O Estudante.

   A sua vida foi vivida entre Lisboa, a casa de Verão de São Pedro de Moel e completada com viagens por Espanha, França, Itália, Bélgica, norte de África e Brasil. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra em 1900 e depois de tentar o exercício da advocacia junto do seu pai, radicou-se em Lisboa, optando pelo ofício de redator na Câmara dos Deputados, que exerceu até 1916. Quanto à sua dedicação à literatura portuguesa é em 1897 com o livro Para Quê? que marca a sua estreia. No entanto, só em 1916 se dedica em exclusivo a esta atividade que se prolonga até 1947, data em que publica o seu último livro: Branca Flor e Frei Malandro.

    Foi um acérrimo defensor do património cultural Português e um eclético homem de cultura. É considerado um ilustre poeta, um dos primeiros representantes do Neogarrettismo, ligado à corrente conhecida como Renascença Portuguesa.

 

    (Fonte: BMEL)

 



publicado por Helder Sequeira às 00:01
link do post | comentar | favorito
|

mais sobre mim
pesquisar
 
Janeiro 2018
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12

15
17
18

23
24
25
26
27

28
29
30
31


GUARDA
correiodaguarda@sapo.pt
posts recentes

José Augusto de Castro

Património guardense...

Grau de Doutor Honoris Ca...

Guarda

Janela...

"Parlatório" novo trabalh...

Concurso de fotografia

Cores da cidade...

O Gebo e a Sombra

Afonso Lopes Vieira na BM...

arquivos

Janeiro 2018

Dezembro 2017

Novembro 2017

Outubro 2017

Setembro 2017

Agosto 2017

Julho 2017

Junho 2017

Maio 2017

Abril 2017

Março 2017

Fevereiro 2017

Janeiro 2017

Dezembro 2016

Novembro 2016

Outubro 2016

Setembro 2016

Agosto 2016

Julho 2016

Junho 2016

Maio 2016

Abril 2016

Março 2016

Fevereiro 2016

Janeiro 2016

Dezembro 2015

Novembro 2015

Outubro 2015

Setembro 2015

Agosto 2015

Julho 2015

Junho 2015

Maio 2015

Abril 2015

Março 2015

Fevereiro 2015

Janeiro 2015

Dezembro 2014

Novembro 2014

Outubro 2014

Setembro 2014

Agosto 2014

Julho 2014

Junho 2014

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Fevereiro 2014

Janeiro 2014

Dezembro 2013

Novembro 2013

Outubro 2013

Setembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Abril 2013

Março 2013

Fevereiro 2013

Janeiro 2013

Dezembro 2012

Novembro 2012

Outubro 2012

Setembro 2012

Agosto 2012

Julho 2012

Junho 2012

Maio 2012

Abril 2012

Março 2012

Fevereiro 2012

Janeiro 2012

Dezembro 2011

Novembro 2011

Outubro 2011

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

links
tags

todas as tags

Visitantes
-
-
Referenciar citações
Protected by Copyscape Website Copyright Protection
Google +
Bem- Vindo
blogs SAPO
subscrever feeds