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Domingo, 6 de Agosto de 2017
Feira de Antiguidades e Colecionismo na Guarda

 

Feira das Antiguidades - Guarda - HS.JPG 

     Na Guarda vai decorrer hoje, a partira dsa 10 horas, mais uma Feira de Antiguidades e Colecionismo promovida pela autarquia guardense.

       Este certame, que terá lugar na Alameda de Santo André, tem por objetivo a divulgação e a comercialização de objetos antigos com valor artístico e cultural.

     O certame integra-se no ciclo de feiras que a Câmara Municipal da Guarda organiza anualmente no primeiro domingo de cada mês, até Setembro.

 



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Sábado, 8 de Julho de 2017
Promoções...

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Sexta-feira, 23 de Junho de 2017
A propósito da Feira de São João

 

     Um dos cartazes da Guarda, durante largas décadas foi a feira São João, que desempenhava um importante papel de dinamização económica e social, integrando um conjunto de certames com forte projeção regional.

    A feira anual de São João, que ocorre no dia 24 de Junho na Guarda, foi criada em 1255 por carta régia de D. Afonso III; este documento estabelecia, como assinalou a historiadora Virgínia Rau, que “devia começar oito dias antes da festa de S. João Baptista e durar quinze dias. Todos os que viessem à feira com as suas mercadorias estariam seguros e isentos de penhora durante trinta dias”.

    No decorrer da segunda dinastia a feira de São João continuava a registar grande importância e no século XV era costume os “criadores e lavradores de Castelo Branco e do seu termo levarem os gados da sua criação para venda na feira da Guarda”.

    Nos finais do século dezanove a cidade enchia-se, muitos dias antes de “grande quantidade de forasteiros”, e não faltavam, pelas principais artérias as “costumadas fogueiras com danças e cantos”.

    O teatro, os concursos de gado e as touradas constituíam alguns dos pontos de atração do cartaz citadino, nesses dias de enorme agitação festiva e de muitas transações comerciais.

    A viagem de comboio até à Guarda era incentivada com significativas reduções nos preços, oportunidade aproveitada por numerosas pessoas, que engrossavam a multidão de visitantes espalhados por todos os cantos da cidade.

    Este quadro, festivo, comercial e religioso – componente que também não faltava – repetiu-se, com mais ou menos cambiantes, durante décadas, deixando um inquestionável impacto na vida da cidade.

     Aliás, a própria Câmara Municipal da Guarda deliberou, em Julho de 1954, solicitar ao Governo a “necessária autorização para considerar como feriado municipal no concelho da Guarda o dia 24 de Junho de cada ano”.

    O executivo municipal, de então, argumentava que os festejos de São João “desde tempos imemoriais atingem proporções de relevo”, sendo por isso considerado “dia festivo em toda a região”; por outro lado, a Câmara Municipal aduzia a realização da “importante feira anual de S. João, reputada a de maior expansão e amplitude da região por a ela acorrerem com os seus produtos e gados as populações de toda a região beirã e até transmontana”; as estas razões, acrescentava-se ainda a intenção de o dia passar a figurar no período das “futuras Festas da Cidade” da Guarda.

    O médico e escritor Ladislau Patrício (o terceiro diretor do Sanatório Sousa Martins) anotava, numa das suas obras, que “nas vésperas do dia 24 de Junho, noite e madrugada, é contínuo o formigueiro de feirantes, a pé, a cavalo, em carroças e em carros de bois, tropeçando nos calhaus soltos dos caminhos impérvios, ou batendo o macadame das estradas poeirentas e brancas”.

    Embora seja de sublinhar o contributo dado por interessantes iniciativas de recriação e animação da data referenciada, que podem e devem coexistir com o certame propriamente dito, a feira de São João deveria ganhar novo fôlego e, à semelhança de outras realizações que ocorrem um pouco por todo o país, afirmar-se no calendário anual com a sua identidade e a renovação consentânea com os tempos de hoje. (Helder Sequeira.)

 



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Sexta-feira, 24 de Junho de 2016
Feira de São João na Guarda

 

     Na Guarda decorre hoje - em pleno centro da cidade - a tradicional feira de São João.  Este certame, embora num contexto social e económico bem diferenciado, foi perdendo ao longo do tempo a projeção que alcançou no passado. Recordemos que, nos finais do século dezanove, esta cidade recebia, muitos dias antes, “grande quantidade de forasteiros”, e não faltavam pelas principais artérias as “costumadas fogueiras com danças e cantos”.

     O teatro, os concursos de gado e as touradas constituíam alguns dos pontos de atração do cartaz citadino nesse período de enorme agitação festiva e de muitas transações comerciais.

    Nessa época, e como já tivemos o ensejo de escrever nestas colunas, a viagem de comboio até à Guarda era incentivada com significativas reduções nos preços, oportunidade aproveitada por numerosas pessoas que engrossavam a multidão de visitantes espalhados por todos os cantos da cidade. Este quadro, festivo, comercial e religioso – componente que, obviamente, também não faltava – repetiu-se, com mais ou menos cambiantes, durante largos anos, deixando um inquestionável impacto na vida da Guarda.

    A Câmara Municipal, aliás, deliberou, em Julho de 1954, solicitar ao Governo a “necessária autorização para considerar como feriado municipal no concelho da Guarda o dia 24 de Junho de cada ano”. O executivo municipal argumentava que os festejos de São João “desde tempos imemoriais atingem proporções de relevo”, sendo por isso considerado “dia festivo em toda a região”.

    Por outro lado, a autarquia guardense aduzia a realização da “importante feira anual de S. João, reputada a de maior expansão e amplitude da região por a ela acorrerem com os seus produtos e gados as populações de toda a região beirã e até transmontana”; as estas razões, acrescentava-se, ainda, a intenção de o dia passar a figurar no período das “futuras Festas da Cidade” da Guarda.

    Se é certo que na sociedade hodierna as motivações dos consumidores são de longe bem diferentes, mercê de múltiplos fatores (e hoje com as implicações de crise económica e dos graves constrangimentos financeiros), também é verdade que a Feira de São João – criada em 1255 – pode reconquistar  (à semelhança de outras congéneres) uma nova afirmação no contexto regional, se forem introduzidas as adequadas fórmulas de incremento/promoção e os apoios inerentes a uma realização com estas características.

    Hoje, e depois de no passado ano a autarquia ter alterado o local da realização da feira - em torno do Mercado Municipal - , o centro da cidade, em direção ao ponto mais alto da cidade, é palco para encontro entre vendedores e consumidores e a tradicional animação deste tipo de realizações. (HS)

   



publicado por Helder Sequeira às 12:32
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Quinta-feira, 19 de Março de 2009
Uma promoção regional adiada...

           O ciclo das iniciativas que têm por objectivo a promoção do queijo da Serra da Estrela e homenagear todos aqueles que, directa ou indirectamente, estão ligados à sua produção já ficou para trás nas folhas do calendário regional.

É certo que estes certames perderam alguns dos traços característicos das iniciais feiras-concurso, vulgarizando-se nalguns casos e enriquecendo o programa noutros. As referidas iniciativas, pela sua especificidade e outrossim pela garantia de qualidade na compra do famoso produto serrano costumam atrair bastantes pessoas, sobretudo quando há coincidência com o fim-de-semana ou dias de pausa laboral.
Há uma inquestionável animação de várias localidades do distrito, nas vertentes e na orla da Serra da Estrela; contudo, as várias propostas apresentadas ao visitante, do distrito ou de outras regiões do País, surgem sem qualquer articulação, independentes umas das outras, o que não permite um eficaz aproveitamento das potencialidades de atracção turística que lhe estão inerentes.
Com este figurino tem-se inviabilizado, ano após ano, uma promoção global da região serrana onde estas realizações têm lugar e não se contribui para prolongar a permanência dos forasteiros, o que poderia contribuir para uma “descoberta” de outras realidades, nomeadamente patrimoniais, paisagísticas ou gastronómicas, servindo de incentivo a novas e regulares deslocações a esta zona do país.
Através de uma interligação dos certames realizados nos vários concelhos, e de acordo com a calendarização mais adequada à presença de visitantes, seria possível proporcionar, ao longo de um período mais alargado um conjunto de propostas que poderiam ter continuidade, mais a norte, com o quadro ímpar das amendoeiras e das festividades a elas ligadas.
Da aliança entre a Estrela e o Douro podem resultar excelentes ofertas turísticas, sem esquecer, de permeio, o importante contributo das aldeias históricas, do roteiro dos castelos medievais ou da prática de vários desportos radicais, que encontram neste distrito diversificadas opções.
Para que isto acontece é fundamental uma convergência de esforços não só dos municípios mas igualmente dos responsáveis pela promoção turística e de todos os que trabalham no sector da hotelaria e da restauração.
A oferta turística tem de ser sinónimo de qualidade e enquadrar-se num planeamento atempado, rigoroso, com objectivos bem definidos e capacidade de resposta às solicitações do mercado.
O futuro tem de ser preparado hoje, sem tibiezas, com determinação e sem bairrismos doentios ou capelinhas de ocasião. (H.S.)
 


publicado por Helder Sequeira às 23:51
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