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Sábado, 27 de Janeiro de 2018
Catedral da Guarda

Catedral da Guarda - 2017-HS.jpg

 



publicado por Helder Sequeira às 12:46
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Domingo, 14 de Janeiro de 2018
Rewind It: canal cultural com vertente underground

 

Rewind It - Rádio.jpg

 

     “Rewind It deixou de ser um programa semanal e passou a ser um canal cultural direcionado numa vertente inteiramente underground que em breve terá transmissão contínua e mais surpresas por o meio”. A afirmação é de Luís Sequeira (que adotou nome artístico de B.Riddim), produtor/compositor e MC nascido na Guarda, e foi feita a propósito da evolução de um projeto radiofónico que iniciou há cinco anos atrás.

    Rewind It surgiu em Novembro de 2013 mas ideia germinava há mais tempo, como nos referiu Luís Sequeira que materializou o projeto após um convite da Rádio Altitude.

    “Sediado em Londres, o programa sempre teve o intuito de dar a conhecer essencialmente nomes nacionais através de entrevistas e Dj/Live Sets. Com o tempo tornou-se uma espécie de porto de abrigo para alguns nomes, caso de Diogo, Pedro Arruda, Eskerda e Techtouch entre outros, onde se começou a preparar o futuro. Sessões com um Line Up diversificado, curadoria de Labels/Promotores convidados. Tentar levar algo às pessoas que têm dificuldade em sair ou porque não podem ou porque não querem. Quando digo "preparar o futuro" significa que o objetivo sempre passou por tornar Rewind It uma editora mas antes disso criar eventos e conseguir unir um rooster sólido de forma a nos apresentarmos com maior coerência e consistência”.

   Um processo gradual, empenhado num contínua afirmação e crescimento, sem esquecer que a expansão não seria, de imediato, global “porque as redes sociais têm hoje em dia um impacto crucial no desenvolvimento de um nome ou marca e nesse contexto há muito a fazer.” Reconhece autor deste projeto.

    Para Luís Sequeira, “o feedback sempre foi positivo e muita gente tem demonstrado respeito e apreço por aquilo que se tem feito. Ao mesmo tempo verificámos que é fácil falar e difícil concretizar; neste contexto não posso deixar de lembrar que as pessoas viram as costas muito facilmente quando há obstáculos. Tenho a sorte de contar com uma equipa que acredita neste projeto e, gradualmente, tudo vai ganhando uma melhor definição e solidez”.

   Entretanto a criação do projeto Guarda Records, liderado igualmente por Luís Sequeira, cruza-se com Rewind It, associando o nome da cidade mais alta de Portugal. “Na verdade, como B.Riddim, a única coisa que acaba por estar mais interligada é o facto de ser um dos raros espaços onde faço Dj Sets. Recebo muita música, algumas coisas acho que devem ser partilhadas e foi como uma forma de não deixar isso ganhar pó; criei o projeto e fui host do show durante anos até conseguir ter as ideias mais organizadas.

   Tudo isso fez sentido quando comecei com os eventos em Londres. Inicialmente, com uma parceria com H30H, da  30porumalinha, foi criado Be Kind Rewind. Depois avancei sozinho, acabando por conhecer duas pessoas que são cruciais para isto ter mais cor: Sam Kirton e Angie Newton; juntos começámos a delinear um novo plano”, esclareceu Luís Sequeira.

    Assim, acrescentou, “criou-se uma editora que na prática surgia mais como um coletivo apoiando várias vertentes artísticas em Londres. Honrando as minhas raízes, foram eles que decidiram o nome. Toda a imagem é fruto do trabalho da Angie. O Sam é um ótimo programador e está responsável pela criação da plataforma de Rewind It na web e a App que já está disponível para Android e IOS.

   A finalidade é editar nomes que temos em mente mas neste momento, investir e unir forças em prol de Rewind It porque sentimos que pode ser um canal que permitirá, a muita gente, expor ideias e projetos.”

   De referir que a plataforma de Rewind It está aberta ao público, em geral, mediante um registo, permitindo o acesso a conteúdos exclusivos  e a determinadas ferramentas que vão ser de grande utilidade no âmbito artístico.  “Não nos circunscrevemos apenas à música apesar de ser a nossa primeira aparência”, esclarece Luís Sequeira.

    Questionado se  Guarda Records vai dar uma nova amplitude ao Rewind it este jovem guardense disse-nos que “para além do esforço do Sam e da Angie, isto permitiu-me focar em desenvolver novas ideias e incluir mais gente nesta família. Lacroixx entrou, Skalator também, Diogo permaneceu com uma residência mensal fazendo a linha entre Norte América e Europa. Eskerda deixou a sua rubrica como Dj Left mas seguiu numa vertente mais sua. Pedro Arruda está também aí! A família continua a crescer com Lorac, Nicson, Matt Wills, Jason Hogans, Genetically Modified Beats e Lynx Tungur, entre outros; gente da América Latina, Norte da América, Europa e África”.

    Luís Sequeira manifesta a sua convicção de que haverá uma evolução contínua ao nível de web “o que vai proporcionar maior dinâmica e melhor interação entre os colaboradores tendo em conta que muita gente nem se conhece pessoalmente. No futuro esperamos juntar todas estas caras! Quem sabe num mini-festival ou algo assim. O presente é o que conta e sabemos que estamos no caminho certo. Rewind It deixou de ser um programa semanal e passou a ser um canal cultural direcionado numa vertente inteiramente underground que em breve terá transmissão contínua e mais surpresas pelo meio.”

    Luis Sequeira nasceu na Guarda onde estudou e residiu (aqui impulsionou o projeto G-Ward) até iniciar, em Madrid, a sua formação na área de engenharia de som. A capital espanhola foi, aliás, o ponto de partida para novos rumos. A sua experiência passa, além de Portugal, por países como Espanha, Canadá, México e Reino Unido.

    "(In)Theory", "Magic My Ear" e “Bubble Clocks" são os vinis que tem já editados, com selo da editora londrina Third-Ear.

 

 

 



publicado por Helder Sequeira às 00:01
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Sexta-feira, 22 de Dezembro de 2017
Contradizer na Guarda

contradizer21.jpg

    A Calafrio vai realizar, amanhã, a vigésima primeira sessão do ciclo Contradizer.

    Esta nova iniciativa terá lugar na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda, a partir das 15 horas. A sessão intitula-se “na véspera da véspera” e nela participam poetas, músicos, artistas plásticos e investigadores, todos ligados à associação CalaFrio e à cidade da Guarda.

    A forte adesão à iniciativa revela a força criativa e organizativa da associação que ainda há dias estreou um novo espectáculo de teatro. O actor Luciano Amarelo contará algumas “Lendas de Oriente”; o músico José Tavares interpretará a composição da sua autoria “Boomerang”; o ator e encenador Américo Rodrigues lerá algumas “Fábulas Fantásticas”, do escritor norte-americano Ambrose Bierce.

    O professor e escultor José Teixeira falará do seu trabalho “Gravidade”, neste momento em exposição no Museu Militar, em Lisboa; a professora Fátima Freitas dirá poemas de diversos autores. O poeta Daniel Rocha lerá o seu inédito “génesis ou quase isso”. A escritora Odete Ferreira divulgará as suas narrativas “Os Inocentes” enquanto que a musicóloga e crítica musical Cristina Fernandes fará uma pequena conferência acerca de “O distrito da Guarda nas notícias da Gazeta de Lisboa: música, dança e applausos festivos na segunda metade do séc. XVIII”.

    O jornalista e poeta Pedro Dias de Almeida revelará o seu texto inédito “Parecia que estávamos num parque temático” e o poeta Manuel A. Domingos dirá alguns poemas da sua autoria, ainda não publicados em livro.

    A organização é do CalaFrio – Associação Cultural, tendo o apoio do Município da Guarda e da Biblioteca M. Eduardo Lourenço. A entrada é livre.

 

       (Fonte: Calafrio)

 

 



publicado por Helder Sequeira às 21:19
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Sábado, 2 de Dezembro de 2017
BMEL lembra Raul Brandão

 

     Raul Brandão (1867-1930), considerado um "rasto visível" na literatura portuguesa do século XX, será lembrado durante o mês de dezembro na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, Guarda.

    Militar, jornalista e escritor, Raul Brandão criou em 1889, com António Nobre e Justino de Montalvão, o grupo iconoclasta "Os insubmissos" que coordenou a publicação de uma revista com o mesmo título. Nos finais do século XIX dirigiu com Júlio Brandão e D. João de Castro a Revista de Hoje (1895) e colaborou no jornal "Correio da Manhã".

    Raul Brandão deixou uma extensa obra literária e jornalística, ficando conhecido por obras como "Húmus", "Os pobres", "A farça", "A morte do palhaço", entre outras.

   As iniciativas dedicadas à evocação a Raul Brandão terão início dia 7 às 18h, com a conferência "Raul Brandão entre o grotesco e a ternura – uma poética do espanto e do tremor", pelo professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e da Universidade Católica Portuguesa, José Carlos Seabra Pereira.

   O ciclo prossegue no dia 19 de dezembro com a peça de teatro "O Rei imaginário", de Raul Brandão, pela Companhia Cepa Torta, sob a direção de Leonor Buescu e interpretação de Miguel Maia.

   As sessões, às 15h00 (para Utentes de Lares e Centros de Dia do Concelho da Guarda) e às 21h30 (destinada à comunidade em geral) incluem a leitura de excertos da obra "Húmus" de Raul Brandão. Trata-se de uma iniciativa gratuita, através do levantamento prévio do bilhete na receção da BMEL. 

   Tal como toda a obra literária de Raul Brandão, o texto "O Rei Imaginário" está carregado de um sentimento decadentista-simbolista expressivo, em particular no desencanto com a realidade, pela rotina dos dias, que instava a criação de uma nova ordem moderna.

   Por último, o filme "O gebo e a sombra" de Manoel de Oliveira encerra no dia 27 às 18h00, o ciclo dedicado a Raul Brandão. Baseado na peça homónima, escrita em 1923, esta obra do mestre Manoel de Oliveira é um retrato da pobreza, da honestidade e do sacrifício.

   Quanto à restante programação, a apresentação de livros, teatro, uma tertúlia e algumas iniciativas dedicadas aos mais novos, completam a programação de 2017 da BMEL.

    Assim, no dia 4 (10h00 e 14h30) será apresentado o livro "Eram sete os medos do Pedro" de Odete Ferreira. Segundo a autora, "Eram sete os medos do Pedro" é uma conversa pegada entre ela e o seu neto Pedro.

    "No caminho da mudança- intervenções em contexto prisional" é o nome da tertúlia a realizar dia 5 às 18h00, com Luís Couto, Isabel Carvalho, Américo Rodrigues, Judite Pereira e Luísa Fernandes, e moderação de Hélder Sequeira. Uma iniciativa que tem por finalidade refletir sobre as estratégias de intervenção (culturais, educacionais, etc.), em contexto prisional, que têm em vista a reinserção social.

    Já no dia 9 às 16h00 é apresentada por Rita Alçada Castelo Branco a obra "No trilho dos seis zimbros" de António José Alçada. Constituem o livro "Seis histórias que atravessam diferentes tempos e vivências.

   Uma amizade que sucumbe à sedução, mas que resiste à vertigem da relação amorosa. Laços familiares que perduram e que sinalizam caminhos de inocência e lealdade."(...).

    Destacamos ainda a peça "Sancho Pança" de António José da Silva, pela Oficina de Teatro do Estabelecimento Prisional da Guarda, a ter lugar dia 11 às 15h30 (Alunos do Secundário) e 18h00 (público em geral).

    Ao longo de vários meses os participantes da Oficina de Teatro do Estabelecimento Prisional da Guarda, sob orientação de Américo Rodrigues, prepararam o entremez de António José da Silva, agora apresentado por um novo elenco. A iniciativa insere-se no âmbito de um protocolo de colaboração entre a Câmara da Guarda, através da BMEL, e o Estabelecimento Prisional da Guarda.

    Ainda no que toca à apresentação de livros, no dia 16 às 16h00 será apresentado por Luísa Fernandes, "O menino que tinha um buraco no coração" de Susana Campos. "Este livro é um facilitador de gestão emocional infantil que, com o seu texto e ferramentas pedagógicas, pretende sensibilizar e valorizar a expressão e aceitação dos sentimentos, para o desenvolvimento harmonioso da personalidade da criança."

    Por fim, "O fim do mundo: das profecias de desgraça ao júbilo da parusia", de Manuel A. Pereira de Matos, é o último livro a ser apresentado neste ano na biblioteca, dia 21 às 18h00. "Contra o medo do "fim do mundo" e as repetidas profecias a tal respeito a mensagem cristã anuncia o júbilo da Parusia, isto é, da manifestação gloriosa de Cristo, no fim dos tempos. Quando será isso? Que diz a Bíblia e que diz a Ciência? Como será o Juízo final?"

    No que toca a exposições, a BMEL tem patente ao público durante este mês "O imaginário de Camilo Pessanha: foto ficções" de Victor Belém.

 

 

 



publicado por Helder Sequeira às 09:21
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Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
Encontro com Pinharanda Gomes

 

     Na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, Guarda, vai realizar-se hoje, dia 23 de Novembro, pelas 18 horas, um encontro com Jesué Pinharanda Gomes.

    Natural de Quadrazais, concelho do Sabugal, Pinharanda Gomes é uma figura incontornável da cultura portugues. Há alguns anos atrás comentava-nos que, literariamente falando, é natural da Guarda; embora realizado em Lisboa, como nos dizia, foi na cidade mais alta de Portugal que lançou as primeiras raízes.

    Numa das suas muitas obras, Pinharanda Gomes escreveu que, “na esquina do tempo, e tendo saído da Guarda há muitos anos (parece que temos o destino da emigração) foi-nos concedida a graça de permanecermos fiel à mátria”.

  Essa fidelidade tem sido constante, exemplar, de uma grandeza própria de personalidades de enorme saber e erudição mas simultaneamente simples, humanas e profundamente solidárias com a sua terra de origem.

    A sua presença, frequente, em iniciativas aqui realizadas ou as intervenções proferidas sobre temáticas e personalidades ligadas à nossa região comprovam isso mesmo. Pinharanda Gomes “constitui, hoje, um exemplo vivo de um estudioso desinteressado, sem prebendas nem honras institucionais, fazendo do estudo erudito uma vocação de vida”, como escreve Miguel Real num dos textos publicados na obra atrás referenciada. “Na Guarda – sublinha José Domingues, outro dos articulistas – se desenvolveu uma fase crucial da ascese do adolescente, despertado para a vida espiritual por um conjunto de mestres, que por mais de uma vez recordarão ao longo da vida (…)”.

Pinharanda Gomes - fot Helder Sequeira.jpg

   No conjunto vasto de títulos publicados por Pinharanda Gomes avultam três áreas: os contributos na História da Filosofia; as monografias da história da Igreja e os estudos regionais; ele tem-se afirmado um defensor convicto, e incansável, do nosso património histórico-cultural e outrossim dos valores humanos, mormente desta zona raiana. “Sentimos quanto é longo o dever de um homem dar contas públicas do muito ou do pouco que lhe foi possível realizar pela valorização do seu património, isto é, das coisas da sua terra natal”.

   Recorde-se que no Sabugal funciona, há alguns anos, o Centro de Estudos Pinharanda Gomes. Neste Centro está reunido todo a acervo documental particular, que o autor doou à Câmara Municipal do Sabugal, bem como cerca de 3 500 opúsculos e volumes sobre temáticas diversas.

  



publicado por Helder Sequeira às 07:30
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Segunda-feira, 18 de Setembro de 2017
Teatro Municipal da Guarda

 

     O Teatro Municipal da Guarda tem em agenda, de Setembro a Dezembro, mais de 60 sessões de espetáculos, exposições e atividades do Serviço Educativo.

    Portugal, Espanha, Escócia, França, EUA, Itália, Inglaterra, Suécia são os países representado nesta nova programação de onde se destacam, na música: a primeira edição do Festival Internacional One Man Band nos dias 22 e 23 de setembro com Thee Rag N Bone (Escócia), Casuar, Edith Crash ( França/EUA) Belly Hole Freak (Itália), O Gajo e Dollar Bill (Inglaterra) e ainda Jay-Jay Johanson (Suécia) a 13 de outubro, Teresa Salgueiro a 28 de outubro, o novo disco dos Campânula a 24 de novembro e Pedro Abrunhosa a 27 de novembro, 818º aniversário da cidade mais alta.

    No teatro merecem destaque “Jardim Zoológico de Vidro” dos Artistas Unidos a 4 de novembro e La otra Mano de Cervantes pela Fundición Produciones (Espanha) a 22 de novembro as ainda as novas criações do Teatro das Beiras com “Rua da Alegria” a 21 de outubro; do Aquilo com “Poetas & Etecetera” dias 9 e 10 de novembro e do Teatro do Calafrio que apresenta “O Homem que não tinha inimigos e outras fábulas fantásticas” de 13 a 16 de dezembro.

    Entre o fado e o improviso está o espetáculo dos Improváveis que regressam ao TMG para arrancar gargalhadas no dia 20 de setembro, com o espetáculo “Improfado”.

    A Dança Contemporânea também marca presença nesta nova agenda. A Companhia de Dança Contemporânea de Évora apresenta In Shell-Side a 30 de setembro e a guardense Sara Vaz estará em Residência Artística no TMG entre 4 a 15 de setembro com a criação da sua autoria “Merci, a estreia”, no âmbito da Rede de Teatros 5 Sentidos.

   A Galeria de arte do TMG vai receber as exposições “Escura” da artista plástica Adriana Molder entre 7 de outubro e 26 de novembro e a exposição de fotografia “Transversalidades” do Centro de Estudos Ibéricos que ficará patente entre 2 de dezembro e 28 de janeiro de 2018.

 

   Fonte: TMG

 

 



publicado por Helder Sequeira às 23:44
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Quarta-feira, 2 de Agosto de 2017
Visitas aos centros históricos

 

     A Câmara Municipal do Sabugal está a promover visitas orientadas aos centros históricos do Sabugal e de Sortelha, com acompanhamento dos técnicos de turismo da referida autarquia.

    As visitas podem ser realizadas nos dias úteis, pelas 11 horas, e nos feriados e fins de semana, às 16h30, tendo estas um custo de 25 euros para grupos até 25 pessoas e de 35 euros para grupos com mais de 25.

    As reservas podem ser efetuadas através do email: visit@cm-sabugal.pt e terão que ser marcadas com 24 horas de antecedência.


Visitas.jpg

 

 



publicado por Helder Sequeira às 01:17
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Domingo, 2 de Julho de 2017
Alexandre O'Neill evocado na Guarda

 

     A Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (Guarda) vai dar destaque, nos meses de Julho e Agosto, à vida e à obra de Alexandre O'Neill (1924-1986), promovendo duas exposições, uma mostra bibliográfica, uma conferência e a exibição de um documentário.
     Alexandre O'Neill, um dos fundadores do Movimento Surrealista de Lisboa, é considerado um importante poeta desta corrente em Portugal. Tal como a maioria dos artistas portugueses, não pôde viver da sua arte, daí afirmar viver de versos e sobreviver da publicidade. Sendo da sua autoria o conhecido lema publicitário "Há mar e mar, há ir e voltar" e o poema "Gaivota" interpretado por Amália e mais recentemente imortalizado por Sónia Tavares. Foi também intérprete de uma generosa "biografia do amor". Do seu vasto currículo, constam diversas colaborações para jornais, revistas, televisão, entre outras.

     O destaque a Alexandre O'Neill começa a 6 de julho com a apresentação ao público de exposições dedicadas ao escritor, nomeadamente "Vida e obra de Alexandre O'Neill", uma exposição que permite conhecer de forma simples o percurso da vida e obra de O'Neill; "Divertimento com sinais ortográficos" (de Alexandre O'Neill), criada a partir da "caixinha de tesouros" do designer Sebastião Rodrigues, na redação da revista Almanaque, onde "nado e criado, Alexandre O'Neill abriu orelha sobre o silêncio embaraçado daqueles elementos tipográficos e lhes foi registando as vozes".

   Faz ainda parte da programação dedicada a O'Neill, a conferência "A tristeza contentinha de Alexandre O'Neill", por Maria Antónia Oliveira, a ter lugar dia 14 de julho, às 18h00. Maria Antónia Oliveira irá falar do autor e da sua obra e das diferentes formas de descobrir um escritor, como é o caso mais direto da leitura da obra e outras aproximações como por exemplo a edição dos seus escritos, contar a sua história de vida ou «divagar» sobre o que este escreveu. Para além de editora da obra de O'Neill, Maria Antónia Oliveira é autora de vários livros, entre os quais o que dá nome a esta conferência, "A Tristeza Contentinha de Alexandre O'Neill", que lhe valeu o Prémio de Revelação de Ensaio APE/IPLL, 1990. É ainda autora de vários ensaios sobre biografia (teoria) e biografias de escritores portugueses.

   A  BMEL programou para o dia 31 de julho, às 18h00, o documentário "Tomai lá do O'Neill", de Fernando Lopes; este filme trata, sobretudo, das vivências criativas, sentimentais e afetivas de um poeta, um dos maiores do nosso século XX, com quem teve o privilégio e conviver.

 

    Fonte: BMEL

 



publicado por Helder Sequeira às 21:05
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Quinta-feira, 1 de Junho de 2017
Fórum sobre Toponímia

Foto Toponímia.jpg

     O Instituto Politécnico da Guarda (IPG) vai promover, no próximo dia 27 de Outubro, mais um Fórum sobre Toponímia.

    Considerando que a toponímia se assume como referência dos valores históricos, culturais de cada lugar e memória coletiva de factos, personalidades, tradições ou legados identitários, a organização deste Fórum pretende incrementar o estudo/divulgação através de diversificadas e distintas perspetivas que, globalmente, propiciem uma Guarda da memória.

    “Se a toponímia tem uma importância inquestionável na delimitação de espaços, permite, por outro lado, apreender a matriz de um povo, a organização sócio geográfica, o desenho da malha urbana de épocas passadas, o conhecimento e investigação de sítios históricos ou arqueológicos, o papel do povo na salvaguarda da atribuição de nomes que a tradição consolidou. O estudo e valorização da toponímia permitem, um melhor conhecimento de cada aldeia, cada vila e cada cidade.” É referido a propósito desta iniciativa.

    De acordo com a informação divulgada pelo Politécnico da Guarda, decorre até ao próximo dia 31 de Julho o prazo para a submissão de comunicações, através do sítio do evento na internet (aqui). Os interessados em participar devem efetuar a sua inscrição (gratuita mas obrigatória) até 16 de Outubro de 2017.

 

 

 



publicado por Helder Sequeira às 18:25
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Sexta-feira, 12 de Maio de 2017
CalaFrio apresenta OssO de Rui Zink

 

osso8.JPG

    No Teatro Municipal da Guarda (TMG) continua em cena, até amanhã, a nova produção do Teatro do CalaFrio, OssO de Rui Zink, cuja estreia teve ontem lugar.

    De referir que a sessão do dia 13 de Maio contará com a presença do autor da peça. Após o espetáculo (que se inicia às 21h30), haverá um encontro com o escritor Rui Zink no Bar do seguindo piso do TMG. Este novo trabalho do CalaFrio tem encenação de Américo Rodrigues e interpretação de Luciano Amarelo e Valdemar Santos; a cenografia é assinada por José Teixeira e o desenho de luz é José Neves

    Esta é a sexta produção do CalaFrio, depois de “Mas era proibido roer os ossos”, a partir de dois textos de Franz Kafka (estreada em Abril de 2014); "Empresta-me um revólver até amanhã", com dois textos de Anton Tchekhov (Abril de 2015); “Bartleby”, baseada em Bartleby, o escrivão: uma história de Wall Street, de Herman Melville (Dezembro de 2015); "Diário de um louco", de Nikolai Gogol (Abril de 2016) e “O Ingénuo”, de Voltaire (Dezembro de 2016).

    “ (...) História literalmente no osso, sem corpos nem paisagem, todo o aparato da escrita reduzido ao palco de uma cela onde se digladiam duas vozes. Trata-se de uma espécie de teatro mental, por onde passam algumas das maiores tensões e angústias do nosso tempo: a retórica do medo, a intolerância, os abusos cometidos em nome da democracia, a incapacidade de compreender o outro, de respeitar quem não pensa como nós. Zink não faz do duelo entre os dois homens mero veículo para um qualquer discurso político. Em vez disso, e com muito mais eficácia, descontrai ideias feitas sobre a ameaça do fanatismo religioso e o seu reverso (a paranóia securitária) mostrando-nos como as relações de poder se podem dissolver no próprio absurdo que as sustém.” Escreveu José Mário Silva a propósito desta obra de Rui Zink.

    Escritor e professor universitário, Rui Zink enquanto escritor, é autor de vários livros, de entre os quais, ensaios e ficção, se salientam talvez os romances Hotel Lusitano (1987), Apocalipse Nau (1996), O Suplente (1999) e Os Surfistas (2001), e a novela O Anibaleitor (2006). Colaborou ainda em jornais e revistas, entre os quais o semanário O Independente (1991) e a revista K (1992). Enquanto tradutor, traduziu obras de Matt Groening, Saul Bellow e Richard Zenith.

    Rui Zink recebeu o Prémio do P.E.N. Clube Português pelo romance Dádiva Divina (2005), e representou Portugal em eventos como a Bienal de São Paulo, a Feira do Livro de Tóquio ou o Edimburgh Book Festival.

 

    Fonte: CalaFrio



publicado por Helder Sequeira às 00:01
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