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Domingo, 7 de Junho de 2015
Novos obras teatrais de Américo Rodrigues

 

      A "Bosq-íman:os livros" vai apresentar no próximo dia 15 de Junho, no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda três novas obras teatrais de Américo Rodrigues: "O homem emparedado", "A ameaça" e  "Uma presença real".

     A sessão, a iniciar pelas 21h30, terá entrada livre. A artista Joana Oliveira Paiva (Pumukill) é a autora das três capas. Na sessão de lançamento o actor José Neves dará voz àquelas peças.

     Américo Rodrigues, licenciado em Língua e Cultura Portuguesa e Mestre em Ciências da Fala, é programador de actividades culturais e artísticas desde 1979; dirigiu vários festivais de performance, teatro e música; Foi director do Teatro Municipal da Guarda até fins de 2013. Fundou o Teatro Aquilo e também o Projéc~. É autor de várias obras de poesia, crónica, teatro e literatura para crianças; Actor, poeta sonoro e performer.

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      As obras a apresentar assentam em textos marcados por Beckett e Kafka. Pela espera, pelo absurdo, pelo desalento, pelo sarcasmo e pelo cinismo. Uma presença real"- Um homem perseguido pela presença de um cão fechado num andar vizinho. Um homem acossado por um cão que é "uma presença real", mesmo que possa existir, apenas, na imaginação daquele inspector de finanças que, mesmo longe de casa, pressente o cão que destrói a sua vida burguesa. "A ameaça" - Um homem que, num museu de Berlim, guarda há dezenas de anos a imagem de Nefertiti. Para resistir ao esforço e aos dias todos iguais inventa biografias dos turistas, treina sistemas de vigilância e espera que uma ameça de bomba traga inquietação à monotonia dos dias. "O homem emparedado" - Um homem, funcionário, que sem que perceba a razão é enviado de castigo para um espaço onde nem sem sequer tem uma cadeira para se sentar. Durante meses (anos?) não lhe mandam fazer seja o que for. O funcionário escreve um diário sobre os nadas que todos os dias o ocupam. Diário doloroso e catártico. Quase demencial.



publicado por Helder Sequeira às 00:01
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Terça-feira, 7 de Abril de 2015
Nova produção do Teatro do CalaFrio

 

     O Teatro do CalaFrio estreia no próximo dia16 de abril, no Teatro  Municipal da Guarda, a sua segunda produção, "Empresta-me um revólver até amanhã. A peça estará também cena nos dias 17 e 18 de abril, a partir das 21.30 horas.

     "Empresta-me um revólver até amanhã" parte da uma leitura peculiar de duas pequenas peças de Anton Tchekhov: "O Canto" do Cisne e "Trágico à força".

     Nesta revisitação, o ponto Nikita ocupa o centro da trama. Ele vive no teatro, vive do teatro. O teatro é ele. Conhece muitas peças de cor e é o guardião da memória do teatro. É no seu teatro, nos bastidores, que se encontra com o actor Vassili Vassilitch (que se deixou dormir após a actuação da noite) e se confronta com as recordações e angústias de um velho actor de passado glorioso. Na segunda parte, o veraneante Ivan Ivanovich, sobrecarregado de tarefas, procura um amigo para desabafar sobre sua deplorável condição de vítima. Ivanovitch, que é uma voz e uma ténue imagem, é escravo de um trabalho extenuante porque todos lhe pedem que transporte os mais estranhos objectos. Ivan Ivanovitch fala da sua amarga condição. Nikita, o ponto, representa o papel de Muraskhin, num crescendo de tragédia.Talvez o ponto seja ainda mais trágico do que a personagem Ivanovitch. Talvez este seja uma personagem criada por Nikita, o ponto. Talvez o ponto seja um verdadeiro trágico. Talvez Nikita tenha sempre desejado ser um actor.Trágico.

     “Empresta-me um revólver até amanhã" tem encenação de Américo Rodrigues e interpretação de Valdemar Santos, Américo Rodrigues e José Neves .

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      Anton Tchékov nasceu em Taganrog, no sul da Rússia, no dia 17 de janeiro de 1860, filho de um comerciante. A sua família mudou-se para Moscovo em 1876 devido à falência do pai, mas Anton permanece na sua cidade natal para terminar o liceu. Assim, só três anos mais tarde se juntou à família em Moscovo, onde se matricula na faculdade de Medicina. Para ajudar financeiramente a família, Tchékhov faz pequenos trabalhos jornalísticos e as primeiras tentativas literárias. Termina os estudos de Medicina em 1884 e começa a exercer nos arredores de Moscovo.

     A sua primeira narrativa é publicada num jornal humorístico em 1880, desencadeando uma intensa colaboração de Anton com diversas publicações. Os seus primeiros textos dramáticos datam do final da década de 1880 ("Ivánov"). No ano de 1892 compra uma casa no campo, em Mélikhovo, para onde se muda com a família. Três anos mais tarde visita Tolstoi, cujas ideias irão exercer uma forte influência e um grande fascínio sobre Tchékhov.

    Por motivos de doença, muda-se para Ialta, em Crimée. É no final da sua vida que escreve as três peças que o consagram como grande dramaturgo: "A Gaivota" em 1896, "As Três Irmãs" em 1900 e "O Cerejal" em 1903. Em 1904 parte para a Alemanha com a atriz Olga Knipper, com quem casara em 1901, morrendo no mês de julho em Badenweiler, na Floresta Negra. Hoje é reconhecido como um dos maiores escritores russos.

 

     Fonte: Teatro do CalaFrio

 



publicado por Helder Sequeira às 22:20
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2015
Teatro do CalaFrio promove nova sessão

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      O Teatro da CalaFrio vai promover, no próximo dia 28 de Fevereiro, pelas 21h30, mais uma sessão do ciclo "Contradizer", actividade nómada dedicada à difusão da cultura.  Desta vez, o espaço escolhido é o salão do Centro Cultural da Guarda,  instalado no antigo Paço Episcopal (também já ali funcionou o Tribunal), no centro da cidade.

     A sessão é, como tem sido hábito, diversificada, dando grande importância à força da palavra.

Américo Rodrigues (Pasolini) e Vasco Queiroz (o jornalista Furio Colombo) reconstituirão a última entrevista dado pelo cineasta italiano, horas antes de ser brutalmente assinado (em Novembro de 75). A entrevista acabou por se intitular "Estamos todos em perigo", por sugestão do próprio Pasolini.

     O percussionista  Tiago Pereira contará algumas das suas "histórias sem corantes", "a partir de sons e sons que se transformam em palavras". Tiago Pereira integra os "Roncos do Diabo" e o projecto "Ai" e costuma acompanhar, entre outros, Sebastião Antunes.  Recentemente, foi co-responsável pela criação e programação do "Atrás da serra café" em Valhelhas.

     José Ferraz Alçada, escritor e médico, que vive na Vela, sobe à cidade da Guarda para revelar alguns dos contos do seu próximo livro "Gato ou lince".

    A iniciativa "Contradizer" tem criado um público regular interessado na literatura e nas relaçoes que ela pode  estabelecer com as outras áreas da Cultura. A  entrada é  gratuita.

     Entretanto, o Teatro do CalaFrio prepara a sua próxima produção teatral: "Empresta-me um revólver até  amanhã", a partir de duas peças de Anton Tchekhov, com José Neves, Valdemar Santos e Américo Rodrigues. Estreia em Abril próximo.

 

     Fonte: Teatro do CalaFrio



publicado por Helder Sequeira às 19:10
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Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2015
Transumância na Guarda

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     O TEatroensaio vai apresentar no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda, no próximo dia 16 de Janeiro, o espetáculo “Transumância”.

     A sessão, para maiores de 12 anos, está marcada para as 21h30.

     O espetáculo baseia-se no texto original de Francisco Duarte Mangas, com dramaturgia de Pedro Estorninho, encenação de Inês Leite e com interpretação de Sílvia Barbosa.

     “Transumância” conta com a participação de diversos grupos da região: Centro Cultural de Famalicão da Serra, Rancho Folclórico de Videmonte e Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Fernão Joanes.

     Trata-se de um espetáculo que resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal do Fundão, Câmara Municipal da Guarda, Junta de Freguesia de Famalicão da Serra, Junta de Freguesia de Fernão Joanes e Junta de Freguesia de Videmonte.

     (fonte: TMG)

 



publicado por Helder Sequeira às 22:10
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Domingo, 16 de Novembro de 2014
Famílias ao Teatro

   

     O TMG apresenta no próximo sábado, dia 22, o concerto da Big Band da EPSE [Escola Profissional da Serra da Estrela]. O espetáculo, no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro, terá lugar na Caixa de palco do Grande Auditório e está marcado para as 16h00.

     A EPSE – Escola Profissional da Serra da Estrela (Seia) desenvolve há dois anos uma Big Band de jazz constituída por alunos e professores da instituição, bem como por alunos de outras escolas como o Conservatório de Música de Seia. O grupo surgiu com o objetivo de iniciar os seus alunos na área da improvisação, esta Big Band nasceu no âmbito da disciplina de “Projetos Coletivos de Improvisação” do Curso Profissional de Instrumentistas de Sopro e Percussão / Cordas e Tecla da Escola Profissional da Serra da Estrela. A Big Band fez a sua estreia no conceituado festival Seia Jazz & Blues na sua edição de 2012, tendo participado nas edições seguintes de 2013 e 2014.

    No seu repertório, esta banda interpreta standards de jazz e de blues, resultando num espetáculo pedagógico que também passa pela interpretação de algumas obras comentadas.

 

    Fonte: TMG



publicado por Helder Sequeira às 23:57
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Segunda-feira, 29 de Setembro de 2014
Famílias ao Teatro

     No Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda terá lugar no próximo dia 4 de Outubro, pelas 16h00, a estreia absoluta do espetáculo “Nove’s fora”, pela Erva Daninha.

     De acordo com a nota informativa divulgada pelo TMG, trata-se de uma iniciativa no âmbito da actividade “Famílias ao Teatro”, especialmente dirigida ao público das famílias e que acontece uma vez por mês no Teatro Municipal da Guarda.

    Em “Nove’s Fora” há a abordagem poética do universo da matemática através do circo contemporâneo. Um cruzamento entre o malabarismo, equilíbrios, música, iluminação e instalações cenográficas. O tempo, números, formas, ritmos, direções, medidas e velocidades são alguns dos ingredientes para uma visão entusiasmante e poética da matemática.

    A Companhia Erva Daninha tem como missão a criação de circo contemporâneo explorando o diálogo entre diferentes expressões das artes performativas. Desde 2009 o trabalho da Companhia centra-se na investigação de novas formas de fazer e apresentar circo, procurando elevar o virtuosismo a uma forma de comunicação de ideias e emoções por excelência.

    Este espectáculo é uma co-produção Erva Daninha e Teatro Nacional de S. João. Com direção artística de Vasco Gomes e interpretação de André Borges e Jorge Lix. “Nove’s Fora” é apresentado no âmbito da rede 5 Sentidos.

     Fonte: TMG



publicado por Helder Sequeira às 22:53
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Sábado, 14 de Junho de 2014
Peregrinação na Guarda

 

     A companhia Lafontana Formas Animadas apresentará no Teatro Municipal da Guarda (TMG), no próximo dia 20 de Junho, o espetáculo “Peregrinação”, de Fernão Mendes Pinto.

     Este espetáculo, que cruza o teatro de papel com outros suportes multimédia, tem início às 21h30 no Pequeno Auditório.

     Em “Peregrinação”, um palco é transformado em estúdio de cinema com cenários e personagens desenhados e recortados em cartão e tudo é manipulado perante o “olhar” de câmaras de vídeo.

    As imagens são recolhidas por um sistema informático que promove o seu tratamento, montagem, mistura, sonorização e inserção de efeitos especiais, tudo em tempo real. O resultado final é projetado numa tela, janela tecnológica que «se abre aos sortilégios de uma viagem que se faz viajando, com a imaginação à solta».

    Neste espetáculo, a encenação e interpretação é de Marcelo Lafontana, a dramaturgia é de José Coutinhas, a cenografia e espaço cénico de Sílvia Fagundes, o design das personagens e cenários é da autoria de Luís Félix e Rebeca das Neves, a direção de imagem e fotografia é de JPedro Martins e a música original é do compositor Eduardo Patriarca.

 



publicado por Helder Sequeira às 22:46
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Quinta-feira, 29 de Maio de 2014
Aquilo no Sabugal

 

     O Aquilo Teatro vai apresentar amanhã, 30 de Maio, no Auditório Municipal do Sabugal, a peça O Azul, Azul, com texto e encenação de João Reis.

     O Azul, azul trata-se de um espetáculo onde os atores são convidados a desnudar sonhos, frustrações e anseios de uma sociedade em ebulição e sem pontos de referência.

    Ao mesmo tempo são aliciados por divindades a entrar num mundo azul, revestido de um novo espírito: um espírito aberto.

    Estas divindades, apontam o dedo a um ser humano que constrói à sua volta castelos de cartas no meio da ventania e que desumanizado se perde com bastante facilidade em mesquinhices e lutas invencíveis perdendo o real sabor da vida...

    Este espetáculo conta com a colaboração de Catarina Flor, Elisabete Fernandes, Flávio Costa, Francisco Gama, Inês Gama, Liliana Costa, Luís Botas, Manuel Tavares e Pedro Baía.

    A entrada em livre.

 

     Fonte CMS

 

 



publicado por Helder Sequeira às 23:52
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Quarta-feira, 23 de Abril de 2014
O Fascismo dos Bons Homens

 

     “O Fascismo dos Bons Homens” é a produção do Trigo Limpo Teatro ACERT (baseada no romance “a máquina de fazer espanhóis” de Valter Hugo Mãe) que o Teatro Municipal da Guarda apresenta no Pequeno Auditório no dia 30 de Abril, pelas 21h30.

     Este espectáculo tem encenação de Pompeu José e interpretação de António Rebelo, Hugo Gonzalez, João Silva, Pedro Sousa, Pompeu José, Raquel Costa, Sandra Santos.

     Nas palavras do encenador, explicando esta produção do Trigo Limpo – Teatro ACERT, «as personagens saíram das páginas do livro e procuraram o palco, como nova morada. “O Fascismo dos Bons Homens” é um espetáculo conduzido por um romance que cruelmente comove, satiriza e, sobretudo, revela o envelhecimento de todos aqueles que, proveitosa e dignamente, não abdicam de nos fazer refletir sobre as suas lembranças que, no final de contas, se mantêm arreigadas no lar “Para Todas as Idades” que habita indiscriminadamente em cada um de nós».

    Esta é uma atividade que integra as Comemorações dos 40 anos do 25 de Abril promovidas pelo TMG promove durante o corrente mês.

    (fonte: TMG)


publicado por Helder Sequeira às 23:57
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Sábado, 12 de Abril de 2014
Proibido roer os ossos

 

      “Mas era proibido roer os ossos” (a partir da Carta ao Pai e Relatório a uma Academia, de Kafka) é o espectáculo de teatro que pode, ainda, ver hoje, no Teatro Municipal da Guarda

     Este é, recorde-se, o trabalho de estreia do recém-criado Teatro do CalaFrio, da Guarda.

    Neste espectáculo cruzam-se três textos de Frank Kafka, “um dos autores mais importantes (e perturbantes) da literatura ocidental”.

    “Mas era proibido roer os ossos” tem como actores José Neves, Valdemar Santos e Américo Rodrigues, que é também o encenador.

    Américo Rodrigues escreveu, a propósito, que “apesar da crise e da selvajaria, há homens e mulheres dispostos a arriscar fazer teatro, apenas pela paixão que têm pelo teatro”.

     Acrescenta, depois, que os mentores do Teatro do CalaFrio “acreditam na força insubstituível das palavras (som e significado). E aqui estão em palco, a apresentar textos de um grande escritor. A falarem. A darem nova vida a palavras que tomam como suas. A desinquietarem. A pedirem que o espectador esteja atento, acordado, que pense, que aja”. Hoje é o último espectáculo, na Guarda.



publicado por Helder Sequeira às 13:56
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