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Sexta-feira, 21 de Junho de 2013
Presente e Futuro dos Media



publicado por Helder Sequeira às 17:35
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Segunda-feira, 3 de Junho de 2013
José Augusto de Castro

 



publicado por Helder Sequeira às 00:01
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Sexta-feira, 18 de Janeiro de 2013
Ernesto Pereira: nome esquecido na toponímia guardense

 

     Na toponímia guardense continuam ausentes, incompreensivelmente, nomes que deixaram marcas indeléveis na cidade. É o caso de Ernesto Pereira.

     Jornalista, advogado e jurista, Ernesto Pereira – nascido na Guarda a 9 de Fevereiro de 1903 – deixou múltiplos, quanto dispersos, testemunhos das suas observações, análises, de uma inteligência lúcida e brilhante, de um trabalho determinado em prol do desenvolvimento da sua terra e região.

     Embora o seu trabalho escrito não seja vasto, legou-nos textos de excelente recorte literário, a par de outros onde emergem as suas convicções, a sua postura moral, uma personalidade forte, uma personalidade com cultura vasta.

     Licenciado em Direito, bem cedo sentiu a paixão pelo jornalismo a qual cresceu, progressivamente, e em paralelo, com a sua dedicação à causa da Guarda; no início de 1926, fundou o jornal Actualidade, projecto que prosseguiu um ano depois em Pinhel, onde se radicou por motivos de ordem profissional.

     Naquela cidade foi um grande dinamizador de ideias e instituições; integrou a Comissão Orientadora da Frente Única Republicana, empenhando-se, por outro lado, na revitalização da corporação dos Bombeiros Voluntários. Fundou o Colégio local, do qual não pôde ser Director porque o Ministério da tutela o considerava da oposição ao sistema político vigente.

     Como por várias vezes deixou claro, o causídico guardense não era pessoa para desistir perante as contrariedades. “Por mil vezes que a pedra se despenhe, voltarei, com muitos esforços, canseiras e sacrifícios, a empurrá-la. E nunca desistirei – porque nunca desiste o homem verdadeiramente digno desse nome”; uma predisposição que demonstrava também na barra do Tribunal, independentemente da complexidade dos processos, servindo-se das suas apreciadas qualidades oratórias, em tantas ocasiões postas ao serviço de casos que sabia, à partida, dificilmente seriam remunerados.

     Num processo julgado no Tribunal da Guarda, em que eram acusados alguns estudantes por desrespeito a um agente da autoridade, Ernesto Pereira assumiu a defesa dos jovens, sem indagar ou avaliar as possibilidades económicas dos mesmos; tendo-se, dirigindo ao Juiz, sustentou que “tão digna é a toga que V. Exª usa como a capa negra de um estudante”...

     Depois de intensa actividade ao nível da advocacia, e de uma passagem, profissional, pelo Porto voltou à Guarda onde, a partir de 1942, foi editor da Revista Altitude. Lutou pela criação do Museu da Guarda onde viria a assumir funções directivas.

     Empossado no cargo de Presidente da Câmara Municipal da Guarda em 1946, empenhou-se, desde logo, na construção do Hotel de Turismo, na linha dos argumentos que há muito vinha divulgando acerca da urgência de a cidade se desenvolver do ponto de vista turístico. Por certo seria a pensar nos potenciais visitantes que, junto da Direcção Geral da Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses, defendeu a “justa regalia de que a Guarda sempre gozou por poder dispor de uma carruagem directa Guarda/Lisboa”.

     Os problemas urbanísticos estiveram, igualmente, no rol das preocupações do edil guardense. A localização do Colégio Feminino, o novo Cine Teatro, a regularização do Bairro do Bonfim (e da entrada da cidade por esse lado), a abertura dos arruamentos de acesso à Sé, bem como a urbanização da Guarda-Gare foram assuntos devidamente equacionados junto das entidades por quem passava a sua resolução.

     No ano seguinte foi nomeado Governador Civil da Guarda, cargo no decorrer do qual procurou afirmar o distrito e incrementar o seu desenvolvimento através da articulação de eixos rodoviários e ferroviários; neste último plano, para além das atenções que dedicou às linhas da Beira Alta e Beira Baixa, defendeu a “necessidade urgente de prolongar até Barca de Alva a marcha do comboio diário que sai do Porto, cerca das 15.55 até ao Tua (...). Levar tal comboio até Barca de Alva representa um valioso benefício para as populações do Douro, tanto do lado da Beira e distrito da Guarda, como do lado de Trás-os-Montes e distrito de Bragança”...hoje voltam-se a ouvir reivindicações nesse sentido...

     Ao longo do período em que desempenhou as funções de Governador Civil, o relacionamento com as autoridades espanholas, da província de Salamanca inscreveu-se nas suas prioridades de actuação, procurando incrementar contactos oficiais e pessoais, certo de que seria um excelente fórmula para resolver muitas questões resultantes da convivência fronteiriça.

     Na cidade, o seu círculo íntimo de amigos integrava o Dr. João de Almeida e o Dr. João Gomes (advogado, democrata convicto, opositor ao regime e que foi, como é do domínio público, uma das mais prestigiadas e consideradas personalidades políticas no pós-25 de Abril).

     Em 1952, Ernesto Pereira deixou a Guarda para tomar posse como Juiz Conselheiro do Tribunal de Contas, passando a residir em Lisboa, onde, com frequência, recebia os amigos mais chegados, como António Andrade, Ladislau Patrício, e José Domingues Paulo (uma das grandes amizades dos seus últimos anos).

    O seu irmão Abel Pereira (distinto e conhecido jornalista, ligado ao do Diário Popular) era outra das presenças, frequentes, na sua casa, onde viria a falecer em Julho de 1966.

     A figura deste guardense não se pode analisar fora do contexto da sua época, e desarticulada de um conjunto de condicionalismos pessoais e familiares. Ernesto Pereira é, sem dúvida, um nome grande da Guarda, cidade onde deixou obra feita ou definida; as relações com personalidades politicamente posicionadas não significaram, necessariamente, o partilhar de ideias e objectivos, pois tinha um rigoroso conceito de amizade e um espírito de permanente defesa da liberdade de expressão e pensamento.

     Ernesto Pereira era um homem que procurou sempre a verdade, “essa doce miragem que perpetuamente fascina”, como escreveu num dos seus trabalhos.

     A cidade de Pinhel tem o seu nome consagrado na toponímia local. A Guarda, por seu lado, continua a esquecer uma das suas figuras carismáticas do passado século (como advogado, como jornalista, como autarca, como Governador, como Juiz), um dos seus mais ilustres paladinos, como já tivemos o ensejo de sublinhar numa publicação editada há alguns anos atrás.

    Até quando se irá manter este esquecimento?...

 

Helder Sequeira

in jornal O Interior | 17-1-2013

 

 



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Sexta-feira, 27 de Julho de 2012
Memórias da Rádio - 2

 

 

 



publicado por Helder Sequeira às 18:45
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Sexta-feira, 23 de Março de 2012
Fausto Coutinho vai dirigir Informação da Antena 1

 

     O jornalista Fausto Coutinho vai ser o novo Director de Informação da Antena 1.

     Natural da Guarda, Fausto Coutinho, até agora editor de Economia naquele canal da rádio pública, substitui João Barreiros.

     Aquele jornalista começou a sua actividade radiofónica na Rádio Altitude, tendo passado pela RDP-Rádio Guarda, Rádio F e TSF.

 

 

 

 



publicado por Helder Sequeira às 12:35
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Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011
Na Guarda das artes gráficas

    

      A história dos equipamentos tipográficos cruza-se com a da cultura e da imprensa, pois em tantas situações foi acertado “o passo espiritual pela celeridade mecânica” que se reflectiu também noutros sectores da vida económica e social.
     Como tem acontecido com outras parcelas do nosso património, o esquecimento atingiu as velhas peças das antigas tipografias, elementos primordiais para o conhecimento da evolução operada no sector gráfico.
     Na Guarda existem, por enquanto, testemunhos desse percurso, de uma época em que as máquinas de impressão não tinham o auxílio da energia eléctrica, a composição era manual e as zincogravuras eram indispensáveis para ilustração dos textos.
     São realidades tão próximas e simultaneamente tão distantes; pequenos espaços onde se cruzam saberes, arte, experiências múltiplas, vidas, entusiasmos, dificuldades, vivências ímpares de que brotaram as mais diversas publicações ou trabalhos.
    No quotidiano guardense passamos ao lado de um património que corre o risco de ficar esquecido ou perdido irremediavelmente, face à marcha célere do progresso, da evolução da técnica, do redimensionamento dos mercados ou das novas exigências empresariais e comerciais.
    Na sociedade contemporânea, em especial no nosso país, urge desenvolver uma reflexão profunda, capaz de activar (mesmo em tempo de crise, que aguça a criatividade) estratégias e políticas eficazes em termos de salvaguarda, valorização, estudo e divulgação do nosso património.
    A criação, na Guarda, de um espaço museológico dedicado às Artes Gráficas poderá contribuir para salvaguarda, estudo e divulgação do espólio das tipografias de um distrito que foi rico em títulos de imprensa local, e de muitos outros.
    É fundamental uma forte acção de sensibilização das pessoas e entidades, para que não se percam os valores existentes, assegurando a sua transmissão e conhecimento às gerações futuras, facilitando e incentivando o conhecimento desta como de outras casas ligadas às artes gráficas.
   E pelos velhos cavaletes das várias tipografias passam múltiplas memórias que é urgente compor, com os tipos do presente, alinhados em mensagens claras sobre os nossos valores, o nosso património local.

 



publicado por Helder Sequeira às 10:34
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Quinta-feira, 10 de Junho de 2010
Prémio Literário Manuel António Pina

    

     A Câmara Municipal da Guarda tem abertas as candidaturas para a primeira edição do Prémio Literário Manuel António Pina.

     Este prémio, instituído pela autarquia guardense, tem por objectivo homenagear o referido escritor e poeta, nascido no Sabugal.

     De acordo com a regulamentação deste concurso, o galardão a que foi atribuído o nome de Manuel António Pina, será entregue anualmente, distinguindo, em anos pares, poesia e, em anos ímpares, literatura infanto-juvenil.

     Na primeira edição deste prémio serão considerados os trabalhos inéditos de poesia, de autores portugueses, que cumpram os procedimentos previstos no respectivo regulamento, o qual pode ser consultado em www.mun-guarda.pt. As candidaturas devem ser efectuadas até ao dia 30 de Julho.

 



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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009
Faleceu Manuel de Sá

 

Manuel de Sá, que dirigiu o jornal “Douro e Neve” (publicado durante largos anos na Guarda) faleceu ontem, cerca das 23 horas.
Há muito tempo ligado à imprensa regional, o jornalista encontrava-se em Aguiar da Beira, na sua residência, quando se sentiu mal. Socorrido pelos Voluntários daquela vila foi ainda transportado ao Hospital da Guarda, acabando por falecer.
Após a extinção do Jornal “Douro e Neve”, Manuel de Sá, que tinha 63 anos, dirigia o Jornal de Aguiar da Beira; colaborou na ex-agência Notícias de Portugal e com alguns órgãos de informação a nível local e regional.
 


publicado por Helder Sequeira às 12:13
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009
Rádio Altitude comemora 61º aniversário

 

 O Rádio Altitude assinala hoje o seu 61º aniversário de emissões oficiais. O seu historial, ímpar, evidencia-o no contexto das mais antigas estações de radiodifusão sonora portuguesas.
Muito antes da inauguração, a 29 de Julho de 1948, já as ondas hertzianas fomentavam a solidariedade e arrebatavam o entusiasmo de alguns dos doentes internados no Sanatório Sousa Martins (na Guarda), pioneiros de um projecto radiofónico ao qual uma pequena mas qualificada equipa confere, na actualidade, profissionalismo, modernidade e inovação.
Um projecto do qual muito há a esperar no futuro, sobretudo pelos planos que estão a ser gizados.
O Rádio Altitude é um indiscutível património afectivo da Guarda e região. Lembrar o seu aniversário é um acto de justiça quer para quantos asseguram, hoje, as suas emissões, quer para aqueles que foram os seus principais obreiros e se entregaram, apaixonada e desinteressadamente, à causa da Rádio, à causa desta região do interior.
 


publicado por Helder Sequeira às 11:24
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Domingo, 18 de Janeiro de 2009
Homenagem a Manuel António Pina

 

O escritor e jornalista Manuel António Pina vai ser homenageado, no próximo dia 28 de Março, no Sabugal, numa iniciativa da Junta de Freguesia.
O programa integra uma conferência, a proferir por Arnaldo Saraiva, sobre a obra literária de Manuel António Pina, que nasceu no Sabugal.
 


publicado por Helder Sequeira às 00:08
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