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Sábado, 23 de Agosto de 2014
Memória da Guerra Peninsular

 

     “Fortalezas e Fronteiras” é o tema do oitavo seminário internacional que será realizado em Almeida de 28 a 30 de Agosto, no âmbito do programa da recriação histórica do cerco de Almeida, ocorrido em 1810.

    Este evento é já um consolidado cartaz de promoção turística e cultural daquela vila do distrito da Guarda, onde se ergue uma das mais simbólicas fortalezas abaluartadas de Portugal.

    A importância desta praça-forte foi reconhecida desde muito cedo; após o primeiro de Dezembro de 1640, o rei D. João IV ordenou a sua reparação, face às difíceis contendas que se avizinhavam.

    Desde logo ficou percetível o papel preponderante que Almeida ia ter no processo bélico de manutenção da independência; a vila foi transformada em sede do quartel-general do Governador de Armas da Beira, constituindo-se na mais importante praça do reino português.

    D. Álvaro de Abranches, um dos conjurados da Revolução de 1640 e membro do Conselho de Guerra de D. João IV, foi o primeiro Governador de Armas de Almeida, empenhando-se, de imediato no seu eficaz guarnecimento, rentabilizado o sistema de fortificações de que estava dotada.

   Mais tarde a história de Almeida cruza-se com as célebres, quanto dramáticas, invasões francesas. Destas, a terceira incursão conduzida por André Massena foi a que deixou marcas mais profundas na denominada “Estrela de Pedra”.

    Após a conquista de Ciudad Rodrigo (Espanha), em 10 de Junho de 1810, pelas tropas francesas o objetivo do exército invasor era o domínio da praça portuguesa, que teria cerca de 2000 habitantes e estava guarnecida com 5 000 soldados e 115 peças de artilharia.

    Com a aproximação das forças francesas, o comando do exército anglo-luso apelou aos habitantes para abandonarem as suas casas e levarem os seus haveres. Nos primeiros dias de Agosto de 1810 o Marechal Massena mandou avançar o Oitavo Corpo do exército francês, sob o comando de Junot, dando início, a 10 de Agosto, ao cerco de Almeida, cuja guarnição militar era chefiada pelo coronel inglês Guilherme Cox, sendo Tenente-Rei o almeidense Francisco Bernardo da Costa.

    O cerco decorria há 17 dias quando, ao cair da noite, uma granada francesa provocou uma explosão em cadeia que destruiu o paiol principal, onde estavam armazenadas 75 toneladas de pólvora; centenas de mortos e enormes danos no interior da fortaleza foi o balanço imediato da tragédia. Na manhã seguinte, 27 de Agosto de 1810, Massena exigiu do comandante inglês a rendição imediata da praça, o que acabou por suceder nessa noite.

     A fortaleza de Almeida, em estilo Vauban, tem uma planta em forma de estrela irregular, integrando seis baluartes: o de S. Francisco, São João de Deus, Santa Bárbara (designado também de Praça Alta), do Trem (ou de Nossa Senhora das Brotas), Santo António e São Pedro, articulados com idêntico número de revelins. O conjunto monumental deste baluarte beirão encontra-se rodeada por largos e profundos fossos.

    Para além das majestosas Portas de Santo António e São Francisco destacam-se as casamatas, espaços subterrâneos cuja estrutura e solidez os tornava imunes às bombas da época.

   No interior do perímetro amuralhado encontra-se o Quartel das Esquadras que ficou a dever-se ao Conde de Lippe (Frederico Guilherme de Schaumburg-Lippe), edifício onde estiveram instaladas forças de infantaria; a antiga Casa dos Governadores da Praça de Almeida; o edifício do Corpo da Guarda Principal (onde funciona a Câmara Municipal), a Igreja da Misericórdia, a Casa dos Vedores Gerais, a Casa da Câmara e o Antigo Convento de Nossa Senhora do Loreto (actual Igreja Matriz) são outros edifícios emblemáticos desta vila do distrito da Guarda.

    A recriação histórica do cerco de Almeida contribuiu, uma vez mais, para a preservação da memória da guerra peninsular e outrossim para um melhor conhecimento da riqueza histórica e monumental daquela vila que, em simultâneo, incrementa com um cartaz desta natureza a vinda de um expressivo número de visitantes.

    Mas se este evento tem um significado particular para Almeida é igualmente importante para a promoção do distrito, onde deveria existir uma articulação e cuidada calendarização – ao longo do ano, e consoante a especificidade ou tradição de iniciativas locais, já com regularidade – de iniciativas diversificadas que, globalmente, reforçariam a projeção desta zona do país e iriam geral novos fluxos turísticos.

    A partir de uma estreita cooperação, da rentabilização de meios financeiros e humanos, potencialização das nossas realidades históricas, culturais, paisagísticas e institucionais podem ser abertos novos caminhos desenvolvimento e um futuro que se pretende melhor.

 

    in O Interior, 21-8-2014



publicado por Helder Sequeira às 23:42
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Quinta-feira, 14 de Agosto de 2014
Recriação do cerco de Almeida

 



publicado por Helder Sequeira às 23:54
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Terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014
Caricaturas de escritores portugueses em Almeida

 

     Em Almeida está patente, desde passado dia 1, até 27 de Fevereiro a exposição “Entrelinhas”- Caricaturas de Escritores Portugueses, organizada pelo Turismo Municipal de Almeida, em colaboração com a Casa de Camilo.

     A exposição, do conhecido cartunista do semanário “Expresso”, António Moreira Antunes, é composta por 32 caricaturas de escritores portugueses entre os quais Almada Negreiros, Aquilino Ribeiro, Camilo Castelo Branco, Eça de Queirós, José Saramago, Sophia de Mello Breyner, Miguel Torga, Antero de Quental, Fernando Pessoa e muitos outros escritores conhecidos do mundo da literatura portuguesa.

    O seu carácter de inconformismo vivo e crítica mordaz, uma enorme energia e um talento incontestado criaram aquele que é porventura o melhor caricaturista e cartoonista político nacional da atualidade que alia um humor subtil às criações.

    A mostra pode visitada de segunda a sexta das 09h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 e aos fins de semana das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

 

    Fonte: CMA



publicado por Helder Sequeira às 22:49
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Segunda-feira, 26 de Agosto de 2013
Almeida evoca terceira invasão francesa

 

     “Território, Raia e Fronteira – Sistema de Fortificação” é o tema do seminário internacional que será realizado em Almeida nos próximos dias 30 e 31 de Agosto.

     Esta iniciativa decorrerá em simultâneo com as comemorações do cerco daquela vila, ocorrido na terceira invasão francesa; as actividades terão início na sexta-feira e prolongam-se até domingo, 1 de Setembro.

    A história de Almeida cruza-se com as célebres, quanto dramáticas, invasões francesas. Destas, a terceira incursão conduzida por André Massena foi a que deixou marcas mais profundas na denominada “Estrela de Pedra”.

    Após a conquista de Ciudad Rodrigo (Espanha), em Junho de 1810, pelas tropas francesas o objectivo do exército invasor era o domínio da praça portuguesa, que teria cerca de 2000 habitantes e estava guarnecida com 5 000 soldados e 115 peças de artilharia.

    Com a aproximação das forças francesas, o comando do exército anglo-luso apelou aos habitantes para abandonarem as suas casas e levarem os seus haveres.

    Nos primeiros dias de Agosto de 1810 o Marechal Massena mandou avançar o Oitavo Corpo do exército francês, sob o comando de Junot, dando início ao cerco de Almeida, a 10 de Agosto, cuja guarnição militar era chefiada pelo coronel inglês Guilherme Cox, sendo Tenente-Rei o almeidense Francisco Bernardo da Costa.

    O cerco decorria há 17 dias quando, ao cair da noite, uma granada francesa provocou uma explosão em cadeia que destruiu o paiol principal, onde estavam armazenadas 75 toneladas de pólvora; centenas de mortos e enormes danos no interior da fortaleza foi o balanço imediato da tragédia. Na manhã seguinte, 27 de Agosto de 1810, Massena exigiu do comandante inglês a rendição imediata da praça, o que acabou por suceder nessa noite.

   O programa desta recriação histórica integra a realização de um mercado oitocentista (que abrirá ao público a partir das 19 horas de sexta-feira), uma mostra e desfile dos trajos oitocentistas, um acampamento histórico e oficinas pedagógicas, a exposição “Mostra do Espólio das escavações do Castelo de Almeida”, a batalha do assalto a fortaleza (dia 31 de Agosto, a partir das 22 horas) e a recriação de novo episódio bélico ma manhã de domingo, pelas 10 horas (partida do Baluarte de S. Pedro em combate contínuo até ao Baluarte de Santo António), entre outras actividades distribuídas pelos três dias (H.S.).

 



publicado por Helder Sequeira às 23:06
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Quinta-feira, 11 de Julho de 2013
Festival Tempo d'Aldeia

      S. Pedro do Rio Seco (Almeida)

 



publicado por Helder Sequeira às 13:48
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Quinta-feira, 14 de Março de 2013
Enigmas da herança judaica

 

     “Os Enigmas da Herança Judaica - Encontro de Saberes” é o tema da iniciativa que vai ter lugar, amanhã e no sábado (15 e 16 de Março), em Caria (Belmonte).

     “Influência do Judaísmo na arquitectura do Ocidente”, “Judeus em Caria”, “Almeida pelos idos do século XVI: metamorfoses do espaço urbano numa vila de fronteira”, “Memórias Judaicas”, “O Armário da Casa do Relógio na Malhada Sorda (Almeida” e “Uma análise sobre os espaços das antigas judiarias no contexto urbano do século XXI” são algumas das comunicações que vão ser apresentadas.

     Esta jornada decorrerá na Casa da Torre.

 



publicado por Helder Sequeira às 17:50
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Quarta-feira, 13 de Março de 2013
Colóquio sobre Lobo Ibérico

 

     Em Almeida vai ter lugar no próximo sábado, 16 de Outubro, um colóquio subordinado ao tema “O Lobo Ibérico na Beira Interior”.

     “Boas práticas para a Conservação do Lobo em regiões Mediterrânicas”, “Iniciativa Rewilding Europe”, “Dinâmica das populações de lobo em ambientes humanizados”, “O lobo na Raia” e “O lobo das serras entre Douro e Vouga” são alguns dos temas das intervenções previstas.

     Esta iniciativa decorrerá, a partir das 9 horas, no Centro de Estudos Militares, em Almeida.

    Informações e inscrições em: secretariadoatn@gmail.com

 

 



publicado por Helder Sequeira às 22:58
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Terça-feira, 4 de Setembro de 2012
Monteiro Valente faleceu em Coimbra

 

      O major-General Augusto Monteiro Valente, ex-oficial do Regimento de Infantaria da Guarda (com o posto de capitão aquando da revolução do 25 de Abril) e ex-segundo comandante-geral da Guarda Nacional Republicana faleceu, ontem, em Coimbra, onde residia.

     Monteiro Valente era, nos últimos anos, o Presidende da Direcção da Casa de Cultura Prof. Doutor Pinto Peixoto, com sede em Miuzela (Almeida).

    Mais informação aqui.

 

 



publicado por Helder Sequeira às 10:06
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Terça-feira, 14 de Agosto de 2012
Almeida: património ímpar

     O património do distrito nem sempre merece a devida atenção por parte dos seus naturais e residentes que, em muitos casos, procuram lugares distantes na procura de outras realidades.

     Aqui, por perto, encontram-se diversos monumentos de arquitetura militar que são testemunhos de épocas passadas e reencontro com a nossa história. Se por um lado o seu conhecimento representará, para os visitantes, um enriquecimento cultural e identitário, por outro fomentará a dinamização das localidades ou sítios onde estão construídos, incrementando o turismo interno, com todas as vantagens daí decorrentes.

     Das várias propostas que poderemos formular, acerca do património monumental deste distrito, deixamos, a título de exemplo, a histórica fortaleza de Almeida, assim como algumas breves anotações.

     A importância da fortaleza de Almeida cedo foi reconhecida; após o primeiro de Dezembro de 1640, o rei D. João IV ordenou a sua reparação, face aos momentos e às difíceis contendas que se avizinhavam.

     Desde logo ficou perceptível o papel preponderante que Almeida ia ter no processo bélico de manutenção da independência. A vila foi transformada em sede do quartel-general do Governador de Armas da Beira, constituindo-se na mais importante praça do reino português.

     D. Álvaro de Abranches, um dos conjurados da Revolução de 1640 e membro do Conselho de Guerra de D. João IV, foi o primeiro Governador de Armas de Almeida, empenhando-se, de imediato no seu eficaz guarnecimento, rentabilizado o sistema de fortificações de que estava dotada.

 

     Mais tarde a história de Almeida cruza-se com as célebres, quanto dramáticas, invasões francesas. Destas, a terceira incursão, conduzida por André Massena, foi a que deixou marcas mais profundas na denominada “Estrela de Pedra”.

     Após a conquista de Ciudad Rodrigo (Espanha), em 10 de Junho de 1810, pelas tropas francesas o objectivo do exército invasor era o domínio da praça portuguesa, que teria cerca de 2000 habitantes e estava guarnecida com 5 000 soldados e 115 peças de artilharia. Com a aproximação das forças francesas, o comando do exército anglo-luso apelou aos habitantes para abandonarem as suas casas e levarem os seus haveres.

     Nos primeiros dias de Agosto de 1810 o Marechal Massena mandou avançar o Oitavo Corpo do exército francês, sob o comando de Junot, dando início ao cerco de Almeida, a 10 de Agosto, cuja guarnição militar era chefiada pelo coronel inglês Guilherme Cox, sendo Tenente-Rei o almeidense Francisco Bernardo da Costa.

     O cerco decorria há 17 dias quando, ao cair da noite, uma granada francesa provocou uma explosão em cadeia que destruiu o paiol principal, onde estavam armazenadas 75 toneladas de pólvora; centenas de mortos e enormes danos no interior da fortaleza foi o balanço imediato da tragédia. Na manhã seguinte, 27 de Agosto de 1810, Massena exigiu do comandante inglês a rendição imediata da praça, o que acabou por suceder nessa noite.

     A fortaleza de Almeida, em estilo Vauban, tem uma planta em forma de estrela irregular, integrando seis baluartes: o de S. Francisco, São João de Deus, Santa Bárbara (designado também de Praça Alta), do Trem (ou de Nossa Senhora das Brotas), Santo António e São Pedro, articulados com idêntico número  de revelins.

     O conjunto monumental, deste baluarte beirão, encontra-se rodeada por largos e profundos fossos. Para além das majestosas Portas de Santo António e São Francisco destacam-se no complexo desta fortaleza abaluartada as casamatas, espaços subterrâneos cuja estrutura e solidez os tornava imunes às bombas da época.

     No interior do perímetro amuralhado encontra-se o Quartel das Esquadras que ficou a dever-se ao Conde de Lippe (Frederico Guilherme de Schaumburg-Lippe), edifício onde estiveram instaladas forças de infantaria; a antiga Casa dos Governadores da Praça de Almeida; o edifício do Corpo da Guarda Principal (onde funciona a Câmara Municipal), a Igreja da Misericórdia, a Casa dos Vedores Gerais, a Casa da Câmara e o Antigo Convento de Nossa Senhora do Loreto (actual Igreja Matriz) são outros edifícios emblemáticos desta vila do distrito da Guarda. H.S.

 



publicado por Helder Sequeira às 16:47
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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2012
Recriação histórica em Almeida

 

     A VIII Recriação Histórica do Cerco de Almeida vai decorrer, naquela vila, de 24 a 26 de Agosto.

     O programa inclui, no primeiro dia, uma “Ceia de Milicianos e Guerrilheiros”, colocação de rondas e sentinelas nas portas da vila, uma homenagem a Beresford (dia 25), acampamento histórico, assalto à fortaleza, concurso “Trapos com Memória” e um seminário internacional sobre “Edifícios Militares”.

     Este ano decorrerá também um “Mercado Oitocentista”, integrado nas Comemorações do Cerco de Almeida – Recriação Histórica, que pretende ser uma actividade de animação, convívio; foi concebido com o objectivo de dar a conhecer ao público residente e visitante, os hábitos alimentares característicos da Época Moderna (séc. XVIII, XIX), através de venda de artesanatos típicos, refeições rápidas e ligeiras, com enquadramento oitocentista.

     Pretende-se, ainda, que este espaço se constitua um local privilegiado de negócio, de encontro e de lazer, à semelhança dos antigos mercados onde acorriam centenas de pessoas, bem como artesãos, mercadores, regateiros e artífices, provenientes dos quatro cantos do reino de Portugal.

 



publicado por Helder Sequeira às 23:15
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