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Sábado, 28 de Fevereiro de 2015
Contradizer na Guarda

 

     O Teatro da CalaFrio vai promover hoje, dia 28 de Fevereiro, pelas 21h30, mais uma sessão do ciclo "Contradizer", actividade nómada dedicada à difusão da cultura.  Desta vez, o espaço escolhido é o salão do Centro Cultural da Guarda,  instalado no antigo Paço Episcopal (também já ali funcionou o Tribunal), no centro da cidade.

     A sessão é, como tem sido hábito, diversificada, dando grande importância à força da palavra.

Américo Rodrigues (Pasolini) e Vasco Queiroz (o jornalista Furio Colombo) reconstituirão a última entrevista dado pelo cineasta italiano, horas antes de ser brutalmente assinado (em Novembro de 75). A entrevista acabou por se intitular "Estamos todos em perigo", por sugestão do próprio Pasolini.

     O percussionista  Tiago Pereira contará algumas das suas "histórias sem corantes", "a partir de sons e sons que se transformam em palavras". Tiago Pereira integra os "Roncos do Diabo" e o projecto "Ai" e costuma acompanhar, entre outros, Sebastião Antunes.  Recentemente, foi co-responsável pela criação e programação do "Atrás da serra café" em Valhelhas.

     José Ferraz Alçada, escritor e médico, que vive na Vela, sobe à cidade da Guarda para revelar alguns dos contos do seu próximo livro "Gato ou lince".

    A iniciativa "Contradizer" tem criado um público regular interessado na literatura e nas relaçoes que ela pode  estabelecer com as outras áreas da Cultura. A  entrada é  gratuita.

     Entretanto, o Teatro do CalaFrio prepara a sua próxima produção teatral: "Empresta-me um revólver até  amanhã", a partir de duas peças de Anton Tchekhov, com José Neves, Valdemar Santos e Américo Rodrigues. Estreia em Abril próximo.

 



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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2015
Serra...

 

Serra da Estrela - estrada HS.jpg

 



publicado por Helder Sequeira às 19:19
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2015
(re)Lembrar Augusto Gil

    

      Ocorre hoje, dia 26 de Fevereiro, a passagem do 86º aniversário da morte de Augusto Gil, o autor da conhecida “Balada da Neve”, um poeta profundamente ligado à cidade da Guarda.

     Augusto César Ferreira Gil nasceu na freguesia de Lordelo, Porto, a 31 de Julho de 1870; berço fortuito devido à circunstância de sua mãe se encontrar ali, acidentalmente.

     Augusto Gil passou a maior parte da sua vida na mais alta cidade de Portugal e aqui fez os primeiros estudos; frequentou, depois, o Colégio de S. Fiel, após o que regressou à Guarda, onde se encontrava em 1887. Tempo depois, ingressou como voluntário na vida militar que deixou com o início dos estudos na Escola Politécnica; estes seriam interrompidos, contudo, por motivo de doença.

    Em finais de 1889 foi autorizado a frequentar a Escola do Exército onde o aproveitamento lectivo não foi exemplar; passados dois anos, em Maio de 1891, ingressou no Regimento de Infantaria 4 e aí prestou serviço até ao mês de Novembro.

     De novo na Guarda, Augusto Gil fez nesta cidade, em 1892 e 1893, os exames do Liceu, rumando posteriormente para Coimbra, em cuja Universidade cursou Direito; na cidade do Mondego teve como companheiros Alexandre Braga, Teixeira de Pascoais, Egas Moniz e Fausto Guedes Teixeira, entre outros.

     Concluída a formatura, em 1898, Augusto Gil regressou à Guarda; neste período a vida não lhe correu de feição e foi confrontado com diversos problemas, de ordem profissional e de ordem económica; pretendeu exercer advocacia mas não conseguiu “clientela que lhe desse ao menos para sustentar o vício do tabaco”; curiosamente, o poeta já tinha vaticinado estas dificuldades “na aldeia sertaneja, onde hei-de ser/o melhor poeta e o pior legista”.  Desejou ser professor provisório do Liceu mas o conselho escolar dessa época não o considerou competente para reger a cadeira de português. Ao longo dos anos sucederam-se diversas contrariedades e episódios que deixaram traços indeléveis no percurso literário de Augusto Gil.

     Decidiu ir para Lisboa e foi trabalhar com Alexandre Braga; em 1909 regressou à Guarda, enredado em dificuldades financeiras.

     Com a implantação da República, impulsionou o aparecimento do Centro Republicano da Guarda e fundou o semanário “A Actualidade”, que dirigiu entre 1910 e 1912. Embora este jornal tenha surgido com meio de promoção do ideário republicano, assumiu um pendor acentuadamente literário, contando com a colaboração do Pd. Álvares de Almeida, Ladislau Patrício, Amândio Paul e Afonso Gouveia, para além de outras personalidades.

    No mês de Novembro de 1911 - quando João Chagas fez parte, pela primeira vez, de um governo da República – Augusto Gil foi nomeado Comissário da Polícia de Emigração Clandestina, pelo que foi viver para Lisboa.

    Após ter exercido, durante escassos meses, o cargo de Governador Civil de Aveiro, voltou para a capital onde teve, em 1918, uma passagem pelo Ministério da Instrução Pública; no ano seguinte foi nomeado Director Geral das Belas Artes. Em Lisboa foi uma figura altamente conceituada nos meios intelectuais e sociais; assim não é de estranhara a homenagem de que foi alvo no Teatro Nacional, em 19 de Junho de 1927. A comissão promotora dessa iniciativa integrou nomes como Júlio Dantas, José Viana da Mota, Henrique Lopes de Mendonça, Columbano Bordalo Pinheiro, Eduardo Schwalbach e Gustavo Matos Sequeira.

      O trabalho de Augusto Gil cruzou-se, frequentemente, com períodos de grande sofrimento, resultado da doença que o atormentava. “A doença que desde o primeiro quartel da existência o consumiu e as dificuldades materiais com que sempre mais ou menos lutou, encontram-se no fundo de toda a sua obra, e que sabe se até não a condicionaram”, observou Ladislau Patrício num apontamento biográfico sobre o poeta.

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     Nomeado Secretário-Geral do Ministério da Instrução Pública não chegou a tomar posse desse cargo pois morreu a 26 de Fevereiro de 1929, em Lisboa.

     O funeral de Augusto Gil (a 1 de Março, na Guarda) constituiu, de acordo com os relatos jornalísticos da época, uma grande manifestação de pesar. “Tudo o que a Guarda tem de mais distinto acorreu a tomar parte na sentida homenagem” e participar no cortejo fúnebre que se “revestiu de desusada imponência”.

     Os restos mortais de Augusto Gil repousam num jazigo localizado logo à entrada do cemitério municipal da Guarda, ostentando dois versos de “Alba Plena”: “E a pendida fronte, ainda mais pendeu.../E a sonhar com Deus, com Deus adormeceu...”

“Musa Cérula”, “Versos”, “Luar de Janeiro”, “O Canto da Cigarra”, “Gente de Palmo e Meio”, “Sombra de Fumo”, “Alba Plena”, “Craveiro da Janela”e “Avena Rústica” foram as principais produções literárias deste poeta, cujo trabalho evoluiu quase à margem de escolas ou correntes literárias. “Não é um romântico, nem parnasiano, nem simbolista: é ele – o Augusto Gil – nome que é um gracioso ritmo”, observou Bulhão Pato.

     Muitos dos versos de Augusto Gil passaram para o cancioneiro popular, como sublinharam alguns estudiosos da sua obra, suportada num verso melodioso e num ritmo suave.  “Foi e é um dos poetas entre nós a quem o povo mais abriu o coração, e quando o povo abre o coração a um poeta, o seu amor repercutir-se-á pelo tempo além”, como anotou João Patrício.

     De facto, se Augusto Gil cultivou a poesia, as letras, cultivou também o seu amor pela Guarda onde escreveu uma grande parte dos seus melhores poemas; a cidade bem se pode orgulhar do seu “mais alto poeta” e recordá-lo é um dever de memória.

     Helder Sequeira



publicado por Helder Sequeira às 13:48
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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2015
Romanização das terras beirãs

 

     No Museu da Guarda está patente, até 18 de Maio, uma exposição subordinada ao tema “Aspectos da Romanização das Terras Beirãs de Entre Douro e Tejo”.

     Organizada pelo Museu da Guarda em colaboração com a Câmara Municipal desta cidade, a exposição incide sobre o período da romanização na zona geográfica referida, destacando as características gerais do povoamento da região, a rede de assentamentos principais e as suas mais destacadas tipologias.

 



publicado por Helder Sequeira às 21:46
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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015
Encontro de antigos alunos do "Rocha"

 

     Na Guarda vai realizar-se no próximo dia 21 de Março mais um encontro dos antigos alunos do Colégio de S. José (“Rocha”).

     O programa deste encontro inicia-se às 11 horas, com a concentração dos participantes nas instalações daquele antigo estabelecimento de ensino.

    O almoço convívio terá lugar a partir das 13 horas.

 



publicado por Helder Sequeira às 20:36
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Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2015
Sabores da Serra da Estrela

 

     O documentário “Sabores da Serra da Estrela” é o mais recente trabalho de Luis Silva que agora está disponível em formato DVD.

    O Autor "Os últimos moinhos" e "Lanificios.doc" comentou, a propósito deste novo documentário que "a gastronomia da Serra da Estrela desde sempre teve os seus encantos, histórias, sabores e saberes.”

    Daí que pretenda “mostrar como se fazem alguns dos produtos regionais mais emblemáticos desta região como são o queijo Serra da Estrela, o requeijão, o pão em forno a lenha, os enchidos serranos, o cabrito e o javali assados em forno a lenha, entre outros produtos tradicionais serranos."

    Seleccionado para os festivais de cinema Figueira Filmart 2014 e CineEco 2014, este novo trabalho pode ser adquirido, desde o passado dia 12 de Fevereiro, no Museu do Pão, em Seia.

sabores 1.jpg

 



publicado por Helder Sequeira às 23:25
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Domingo, 22 de Fevereiro de 2015
Interiores...

 

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Sábado, 21 de Fevereiro de 2015
Teatro do CalaFrio promove nova sessão

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      O Teatro da CalaFrio vai promover, no próximo dia 28 de Fevereiro, pelas 21h30, mais uma sessão do ciclo "Contradizer", actividade nómada dedicada à difusão da cultura.  Desta vez, o espaço escolhido é o salão do Centro Cultural da Guarda,  instalado no antigo Paço Episcopal (também já ali funcionou o Tribunal), no centro da cidade.

     A sessão é, como tem sido hábito, diversificada, dando grande importância à força da palavra.

Américo Rodrigues (Pasolini) e Vasco Queiroz (o jornalista Furio Colombo) reconstituirão a última entrevista dado pelo cineasta italiano, horas antes de ser brutalmente assinado (em Novembro de 75). A entrevista acabou por se intitular "Estamos todos em perigo", por sugestão do próprio Pasolini.

     O percussionista  Tiago Pereira contará algumas das suas "histórias sem corantes", "a partir de sons e sons que se transformam em palavras". Tiago Pereira integra os "Roncos do Diabo" e o projecto "Ai" e costuma acompanhar, entre outros, Sebastião Antunes.  Recentemente, foi co-responsável pela criação e programação do "Atrás da serra café" em Valhelhas.

     José Ferraz Alçada, escritor e médico, que vive na Vela, sobe à cidade da Guarda para revelar alguns dos contos do seu próximo livro "Gato ou lince".

    A iniciativa "Contradizer" tem criado um público regular interessado na literatura e nas relaçoes que ela pode  estabelecer com as outras áreas da Cultura. A  entrada é  gratuita.

     Entretanto, o Teatro do CalaFrio prepara a sua próxima produção teatral: "Empresta-me um revólver até  amanhã", a partir de duas peças de Anton Tchekhov, com José Neves, Valdemar Santos e Américo Rodrigues. Estreia em Abril próximo.

 

     Fonte: Teatro do CalaFrio



publicado por Helder Sequeira às 19:10
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015
Julgamento do Galo

Galo - Julgamento 2015 HS.JPG

      O trabalho desenvolvido, há mais de seis anos, no sentido de afirmar a identidade do Carnaval guardense transformou o Julgamento do Galo do Entrudo num excelente e conseguido cartaz da Guarda.

     O espetáculo – como se viu uma vez mais no passado domingo – continua a agradar à população; até porque tem havido a preocupação de o renovar, enriquecer, aperfeiçoar, criar novas facetas, motivar participações, gerar expectativas junto dos residentes ou dos visitantes.

     O Julgamento do Galo é uma tradição de diversas localidades portuguesas, especialmente do concelho da Guarda.

     Tratando-se de um ritual de exorcismo de todos os males existentes, o Galo é o culpado por intrigas, desavenças e todos os insucessos que tiveram lugar no ano que passou, pelo que é julgado e condenado em praça pública, num ritual expiatório e de purificação, através do qual se renova a esperança num ano e num país melhor.

     O elevado número de pessoas que, mais uma vez, assistiu ao julgamento (e é bom que no cartaz não se reduza à mera designação de Galo do Entrudo) traduz o entusiamo por um espetáculo com este perfil, constituindo igualmente um importante indicador para futuras edições.

     A adesão das pessoas representa, sem dúvida, a melhor recompensa para quantos estiveram diretamente ligados à produção deste espetáculo que a Guarda deve acarinhar e apoiar, pois é um evento ímpar; como tal, deve ser um espetáculo distinto, separado de outras atrações diferenciadas.

     A sua crescente projeção passa, certamente, pelo reforço da sua identidade e ligação à tradição regional, pela criatividade e inovação proporcionada pela qualidade dos meios humanos e técnicos envolvidos.

    A Guarda assistiu a um excelente espetáculo, cuja continuidade se deseja, em prol da sua promoção turística, da revitalização económica, da salvaguarda das tradições locais e regionais. (H.S.)

     In O Interior, 19|2|2015

Julgamento 2015 - galo do entrudo HS.jpg

JULGamento - HS.jpg

 

 

 

 



publicado por Helder Sequeira às 13:10
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Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2015
Observatório Astronómico

 

     A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo pretende instalar no concelho um Observatório Astronómico, que terá importância nacional e internacional. Uma notícia que o semanário A Guarda desenvolve na sua última edição.

     Esta, aliás, uma ideia que tínhamos suscitado – há alguns anos atrás – no decorrer de uma entrevista ao astrofísico Pedro Russo, natural de Figueira de Castelo Rodrigo.

     Vale a pena recordar a notícia que, a propósito, publicámos aqui no Correio da Guarda, em 15 de Dezembro de 2009.

 

      “A instalação de um Centro de Investigação Astronómica na Guarda, ou na região do interior, é um projecto com viabilidade. Esta a convicção de Pedro Russo, Coordenador Mundial do Ano Internacional da Astronomia (AIA).

     Em entrevista publicada no último número da Revista Praça Velha, editada pela Câmara Municipal da Guarda, Pedro Russo afirma que “qualquer projecto de Centro de Investigação tem a sua viabilidade; se calhar existem projectos que não têm uma viabilidade pelo investimento a nível de infraestruturas”.

    Na opinião do Coordenador Mundial do AIA, natural de Figueira de Castelo Rodrigo, “a astronomia não depende muito de infraestruturas locais, isto é, a maior parte dos Centros de Investigação de Astronomia que hoje existem por todo o mundo não estão próximos dos grandes observatórios, como os telescópios no Chile, como os telescópios no Havai, como os telescópios nas Ilhas Canárias”.

    Pedro Russo lembra que esses centros estão em locais em que “os astrónomos apenas precisam de gabinetes, de computadores, de acesso à Internet, onde possam usar os dados” recolhidos quer pelas missões espaciais, quer pelos telescópios espalhados por todo o mundo.

    “Por isso, um Centro de Investigação de Astronomia na Guarda faria todo o sentido, não vejo porque não; desde que haja um interesse por parte da comunidade académica da Guarda ou da comunidade académica portuguesa”, afirmou Pedro Russo.

     Questionado se escolhia esta cidade, no caso de essa decisão estivesse dependente de si, aquele astrofísico comentou que “apostava na Guarda a apostava no interior português”, sublinhando que “temos de descentralizar as estruturas, não só as estruturas a nível científico mas as estruturas culturais que temos em Portugal”.

    Pedro Russo sustenta não haver necessidade de “continuarmos a investir, continuamente, nos grandes centros urbanos portugueses, a investir em equipamentos culturais, equipamentos científicos, porque hoje temos fácil acesso a todas a infraestruturas”, sublinhando a realidade viária e as fáceis ligações entre as principais cidades do interior.

    Aquele cientista considera que “já não faz sentido fazer-se apenas investimentos elevados nas tradicionais zonas urbanas”, acrescentando que “as várias cidades do interior poderiam receber Centros de Investigação de qualidade europeia e qualidade internacional”. (HS)



publicado por Helder Sequeira às 18:50
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