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Domingo, 20 de Fevereiro de 2011
Obra de Manuel Poppe no TMG

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publicado por Helder Sequeira às 18:58
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Antigo Convento...

 



publicado por Helder Sequeira às 00:48
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Sábado, 19 de Fevereiro de 2011
Confraria do Bucho Raiano

 

     O II Capítulo de Entronização da Confraria do Bucho Raiano vai decorrer no Soito e Sabugal, a 5 de Março.

     O programa integra a sessão solene de entronização, inauguração da exposição «Emoções Gastronómicas», desfile de confrarias e o inevitável almoço do bucho.

    De referir que No Auditório Municipal do Sabugal, para além da cerimónia de entronização de novos confrades, será proferida uma oração de sapiência, por João Luís Vaz; está ainda agendada a homenagem a algumas personalidades pelo seu papel relevante em prol da gastronomia da região.

   No Museu Municipal do Sabugal será inaugurada uma exposição subordinada ao tema «Emoções Gastronómicas», certame que proporcionará a mostra de trajes e insígnias confrádicas da colecção particular de Paulo Sá Machado.

    Os participantes deslocam-se depois para o Soito, onde se realizará um desfile de confrarias, seguido da recepção dos participantes na Junta de Freguesia.

    Pelas 14 horas será servido um almoço de bucho; a ementa será constituída por enchidos, seguidos do bucho, que irá à mesa acompanhado por batatas e grelos de nabo cozidos, em absoluto respeito pela tradição gastronómica raiana, própria da época carnavalesca.

     O Capítulo da Confraria está incluído no programa dos «Roteiros Gastronómicos – Sabugal à Mesa», iniciativa da responsabilidade da Câmara Municipal do Sabugal, que está prevista para os dias 5 a 8 de Março, pela qual os restaurantes do concelho disponibilizam receitas tradicionais da cozinha raiana.

     Recorde-se que o bucho é a peça de enchido mais genuína das terras raianas do centro de Portugal; de acordo com a tradição, após a matança do porco juntam-se num alguidar pedaços de carne da cabeça, orelhas e rabo, de mistura com a carne que restou agarrada aos ossos. Essa carne fica em vinha d’alhos durante três dias, após o que se enchem as bexigas dos próprios porcos, indo para o fumeiro a fim de aí secarem com o calor da lareira.

     A iguaria come-se em família ou entre uma roda de amigos. Respeitando o receituário antigo, deve ser cozido durante três horas, envolto num pano de linho. Vai à mesa acompanhado por grelos de nabo e batata cozida e come-se acompanhado por um bom vinho tinto da região.

     Dar a conhecer o bucho e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para a região raiana, é o objectivo da Confraria do Bucho Raiano.

     Podem ser feitas marcações para a cerimónia e para o almoço até ao dia 2 de Março, para: o e-mail: confrariabuchoraiano@gmail.com.

 



publicado por Helder Sequeira às 23:02
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Quinta-feira, 17 de Fevereiro de 2011
Hora TMG

 

     A recente visita, à Guarda, da Ministra da Cultura foi, mais do que oportunidade ou pretexto de anúncio de intenções governamentais, uma manifesta e inequívoca declaração de apreço pelo obra desenvolvida no e pelo TMG.

     Para alguns, embalados pelas rimas de um lirismo caseiro ultrapassado, as declarações da titular da pasta da Cultura terão constituído uma autêntica surpresa, logo agora num contexto onde o politicamente correcto se conjugava com o verbo repudiar...

     Outros terão cedido a reflectir, pelo menos temporariamente, no que disse Gabriela Canavilhas relativamente à Guarda da cultura, onde a Biblioteca Municipal evoca o nome de um eminente pensador e escritor português; onde o Centro de Estudos Ibéricos se destaca na cooperação transfronteiriça e no desenvolvimento de iniciativas em várias áreas do saber; onde o TMG se consolidou como instituição reconhecida dentro e fora das fronteiras geográficas portuguesas, num lúcido entendimento que a Guarda se tem de afirmar pela Cultura.

     Aliás, em finais da década de 80, do passado século (e mesmo muito antes, noutros textos seus) Pinharanda Gomes falava da “região cultural da Guarda”, afirmando esta cidade como “o vértice de um triângulo cujos outros vértices são Coimbra e Salamanca. Por isso que somos o coração da Lusitânia Interior, capital das Beiras. Unimos o interior ao litoral, o Alentejo a Trás-os-Montes”.

     Hoje, se atentarmos um pouco na leitura dos indicadores disponíveis, vemos que, nesse vértice, o TMG exerce uma acção centrípeta de públicos dessas regiões, colocando a Guarda no mapa dos principais eventos culturais ou nos circuitos dos mais consagrados artistas, desde a música ao teatro, passando pela pintura, dança, escultura, escrita ou ciência. É a hora da Guarda.

     Pelo menos estes ponteiros do tempo citadino seguem o sentido correcto, malgrado os sons desafinados e repetitivos produzidos por quem vê a cultura como um incómodo…estes são os críticos permanentes, incapazes de olharem para além das barreiras do individualismo, da mediocridade e da conveniência, argumentando sempre pela negativa, seja porque se fez, seja porque nada aconteceu. Eternos descontentes...Alguns vão mesmo mais longe, desprezando as mais elementares regras cívicas e morais, alimentando o doentio espírito derrotista ou outras conhecidas “qualidades”.

     A Guarda precisa é do contrário, sobretudo do empenho, da determinação, da consciência crítica daqueles que aqui vivem e trabalham, das suas ideias e contributos, do reconhecimento do seu valor; a colaboração dos que (originários da região ou a ela ligados por laços afectivos) residam noutros locais será sempre bem-vinda; mas não tenhamos ilusões quanto à eficácia ou continuidade de iniciativas a partir do exterior. O grande impulso tem de partir de todos quantos vivem e sentem esta terra, esta região, e coloquem o interesse colectivo em primeiro plano.

     O recente encontro sob o lema do que algumas personalidades podem (podiam) fazer pela Guarda reeditou ideias antigas, demonstrou mesmo algum desconhecimento por parte de figuras ilustres, distanciou-se de uma discussão abrangente e da afirmação de compromissos pessoais e institucionais. Julgamos que ficou, de facto, apenas por um encontro, de poucos...

     O debate deve ser suscitado, desde já, internamente, questionando qual a estratégia mais adequada a um desenvolvimento global do, ainda, distrito da Guarda; unindo, acertando e planificando atempadamente a realização de eventos com matriz regional e capazes de constituírem atracção (como acontece com vários) de visitantes (tantas vezes confrontados com sobreposições de iniciativas); fomentando uma interacção turística/cultural entre os vários concelhos (por exemplo, porque razão as autarquias da região, quando promovem iniciativas dedicadas à infância ou terceira idade não procuram conciliar esses projectos com as actividades calendarizadas pelo TMG ou por outras instituições de perfil cultural?); proporcionando a divulgação de serviços/instituições/empresas que se têm distinguido pelo seu trabalho, qualidade e inovação (vejam-se alguns casos na áreas das novas tecnologias de sucesso nacional); valorizando as potencialidades rurais e o rico património histórico de arquitectura militar ou religiosa; fomentando/apoiando a investigação e a edição de trabalhos (anotemos a extraordinária aceitação que mereceram algumas edições aqui lançadas, como foi o caso de duas – recentes – na área da música); criando condições para que os jovens possam radicar-se no interior e desenvolvam aqui os seus projectos profissionais; desenvolvendo um autêntico trabalho em rede, entre outras atitudes que, pela limitação de espaço, não iremos enumerar.

      O sucesso das instituições, das empresas e das pessoas será também o sucesso da Guarda, de uma terra culta, ilustrada, moderna, qualificada que não perca as suas tradições ancestrais de hospitalidade.

      O TMG, e retomando a ideia inicial, tem marcado o tempo da Guarda, constituindo “um dos bons exemplos do nosso país relativamente à política cultural” e assumindo-se como “uma instituição voltada para o território, para a região, para o país, fazendo a ponte transfronteiriça com outros equipamentos de dimensão semelhante”, como afirmou a Ministra da Cultura, aquando da visita, na passada semana, a esta estrutura guardense.

     Nessa altura aludiu ao programa de financiamento aos Teatros Municipais, onde se enquadrar o TMG, o qual foi entretanto apresentado na passada terça-feira, no Centro Cultural de Belém (em Lisboa); na ocasião foi dado a conhecer o novo Fundo para Internacionalização Portuguesa (FICP) e a Rede Portuguesa de Teatro Municipais (RPTM).

     Abrem-se, assim, novas perspectivas de financiamento para o Teatro Municipal da Guarda (apoios há muito reivindicados pelo seu Director) que, naturalmente, vão permitir o caminho de uma maior projecção, da qual muito beneficiará a cidade e a zona geográfica envolvente.

     É fundamental que se fale dos bons exemplos, da qualidade, do sucesso e do contributo para o desenvolvimento da cidade mais alta de Portugal, sem complexos, tibiezas ou refugiando-nos em motivos estéreis, alheios às questões importantes.

    É urgente acertar a hora da Guarda!

 

(Helder Sequeira, in "O Interior", 17.Fev.2011)

 



publicado por Helder Sequeira às 23:24
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O regresso à EN 16 ...

 

     O troço da estrada nacional 16 entre a Guarda e Vilar Formoso tem hoje, à semelhança de outros, um reduzidíssimo movimento, comparativamente com o trânsito que registava antes da abertura do IP5, itinerário que antecedeu a actual A25.

     A ligação entre a cidade mais alta de Portugal e a principal fronteira terrestre portuguesa era, então, morosa face às limitações impostas pelas características e perfil daquela estrada.

     A circulação de veículos pesados, a largura da via, o traçado e a passagem por alguns aglomerados populacionais não favoreciam uma viagem rápida e segura, condições agravadas pelas más condições atmosféricas ou pelo significativo aumento de tráfego no período de verão.

     Com a auto-estrada A25 a ladeá-la ao longo de vários quilómetros, a Estrada Nacional 16, no troço referido, é, actualmente, utilizada sobretudo para o acesso às povoações que por si são atravessadas ou àquelas cuja ligação principal se faz a partir desta rodovia. Ocasionalmente, e perante constrangimentos na auto-estrada, como alternativa para o trânsito automóvel.

     Com excepção do percurso entre a ponte sobre o Rio Côa e o Alto do Leomil (que anteriormente era já um dos mais penosos, atendendo ao relevo da zona) o piso encontra-se em boas condições, o que vai incentivando alguns automobilistas a um passeio tranquilo ou a reencontrarem o encanto da paisagem, com a possibilidade de visitarem lugares, como Castelo Bom, Castelo Mendo e Jarmelo.

     Ao longo da estrada, e sobretudo no sentido Vilar Formoso/Guarda há ainda muitos rochedos onde é visível a publicidade a restaurantes guardenses (curiosamente há muito encerrados) ou informações e contactos hoje sem qualquer sentido ou utilidade. Memórias esquecidas no granito enegrecido pelo tempo.

     A intensidade do tráfego nesta estrada deverá aumentar a partir da altura em que a obrigatoriedade de pagamento de portagens na A25 passe a vigorar. Uma realidade, previsível, que não deixará de colocar questões de segurança e alguma apreensão sobre novos cenários de sinistralidade.

     A EN 16 será, certamente, alternativa para quem se desloque diária ou frequentemente num ou noutro sentido no espaço compreendido entre Guarda e Vilar Formoso.

 

 

 

 



publicado por Helder Sequeira às 00:17
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Domingo, 6 de Fevereiro de 2011
Duas edições do TMG no Expresso



publicado por Helder Sequeira às 00:59
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Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
B. Riddim no Café Concerto

 

     A música de B.Riddim vai animar a noite desta sexta-feira, 4 de Fevereiro, no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda.

     B. Riddim é o nome artístico adoptado por um jovem produtor/compositor e MC nascido na Guarda. A sua experiência passa já, além de Portugal, por países como Espanha, Canadá ou México.

    De referir que algumas editoras estrangeiras, como Monkey Dub Records e Mambo Records, contam já com trabalhos seus e este ano serão lançadas novas produções, nomeadamente, um vinil intitulado de “6300 Bars”, editado pela Third-Ear, de Londres; no Verão um EP em digital pela Monkey Dub, de Montreal (Canadá).

     B. Riddim define o seu trabalho actual como “uma aproximação” ao que pretende ser o sem “futuro som. Situa-se, hoje, dentro das vertentes do Future Dub, Dubstep, Ambiente com fusão demasiadamente evidente do Reggae/Dub mais cru.”

     Acrescenta que o “broken beat é claramente uma marca” porque “ainda me remeto muito ao hip-hop; por vezes a cadência é para rima...apesar de não chegarem a aparecer neste tipo de sonoridades... Aí introduziria o IDM! Algo mais recortado”.

    B. Riddim considera que não se movimenta apenas “num só estilo...movimento-me pelas minhas influências de sempre...onde me sinto mais livre para criar”.

    Referindo-se ao espectáculo de hoje, no Café Concerto do TMG (a partir das 23.59), B. Riddim adianta que irá apresentar o seu último projecto – ainda não editado – que “inclui momentos de real prazer musical. É uma composição sequenciada e tocada no momento com o puro feeling de um Live Act”.

  



publicado por Helder Sequeira às 01:21
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